Olá, my friend.
Aqui você encontra as capas dos meus amados livrinhos, linkadas às suas páginas no Clube de Autores. Até então estou sem paciência para falar bem de mim mesmo, que tenho graduação e que queimei pestanas e que amo a filosofia e etc., mesmo porque a carapuça do artista intratável caiu como uma bigorna na minha cabeça. Logo, amados, vocês estão sozinhos, como quem chega numa festa muito louca e não encontra ninguém que possa indicar onde fica o banheiro. É. A Editora do Passarinho Colorido existe apenas por ter produzido os livros que aí se apresentam, mas quanto ao futuro, como dizia o Brian Wilson, "God only knows".
Faça portanto o serviço de ler as sinopses, as capas, as prévias no site do Clube de Autores, e tire suas próprias conclusões.
Eu tenho uma ideia para meu próximo livro, que, novamente, seria perfeitamente dissonante com o antigo propósito da Editora do Passarinho Colorido. Penso em escrever uma novelinha, algo encadernável e encapável, cuja linha mestra seria mais ou menos esta:
Um livro para concentrar no maior grau possível todas as satisfações, os prazeres, as flores, o mel, o leite, os êxtases todos possíveis que se encontraram ou se encontrarão na face do planeta Terra. Riqueza, alegria infinita, ricos manjares, beleza extrema e a inenarrável satisfação plena dos cinco sentidos. Tudo isto sem parar, do começo ao fim, 40 mil palavras de gozo, júbilo e alegria.
Seria maravilhoso, não?
Vocês podem rezar para que isto aconteça ou podem também adquirir um dos maravilhosos títulos já publicados para incentivar o acontecimento desta exuberante obra de arte.
Um abraço a todos!
Daniel Mendes
Santa Liduína de Schiedam (1380-1433) viveu na Holanda, na época do Grande Cisma, uma época em que a Igreja vivia o tormento de estar dividida entre dois antipapas. Aos quinze anos quebrou a costela, o que a levou para a cama de onde não mais sairia. Suas doenças misteriosas, até então tidas como naturais, logo revelaram uma origem sobrenatural. Segundo revelações de Anne Catherine Emmerich, ela estava sofrendo voluntariamente expiação pelo bem da Igreja. Sua condição ficou tão ruim que seu corpo praticamente se dividiu em três partes, refletindo simbolicamente a situação da Igreja. Liduína não comia, foi muitas vezes arrebatada pelo êxtase, e manifestou numerosos fenômenos místicos, como por exemplo a emanação de um delicioso e pronunciado perfume. Sua história garante uma leitura inspiradora e fascinante, porque Liduína está entre as vítimas mais heroicas de todos os tempos.
O Guindaste Metafórico: a maior obra de engenharia que jamais existiu, é uma novela que narra a construção fictícia do guindaste gigante que teria a função de suspender o globo terrestre. Representação do impossível, e da literatura, esse guindaste resolveria todos os problemas do mundo se existisse. Na prática a hipótese causa mais problemas do que resolve, trazendo muita loucura e atribulação para todas as pessoas, e principalmente para os personagens Pedro Rocha e Patrício Paternostro, que acabam enlouquecendo diante da inimaginável possibilidade.
Uma leitura divertida, modernística, atual e filosófica:
“O tresloucado poeta seria tal qual enigmática esfinge, envolta em brumas de gelo seco, por estroboscópica luz revelada, nas trevas de uma madrugada vazia.”
“O estupefato projetista nadaria em um mar dourado de contentamento, enquanto seus neurônios explodiriam como fogos de artifício detonados pelo som de mil violinos tangidos por unicórnios aureolados com arco-íris duplos cintilantes. O beberrão surfaria no píncaro da filosofia, e sua alma seria um eterno réveillon em Paris até que, profundamente afetado pela deliciosa sensação, perceberia seu maxilar relaxadamente caindo do crâneo, solto, pendurado como o badalo de um sino.”
Cansado de escrever, Jack então enrola os manuscritos do Cagada Literária em um grande charuto, manufaturando assim um rolo comprido e macio. Num surto niilista de autodestruição quis acender e fumar sua história até o final. Jack inclinou-se calmamente até a chama da vela com o charuto na boca. A tempestade tropical, que estava ameaçando havia um tempo, desabou sobre sua choupana. O tufão arremessou, para a surpresa de nosso personagem ficcionista, o velho telhado para longe, espatifando-o no chão. A tempestade salvou o manuscrito de Jack, a história da maior cagada de sua vida. Compreendendo o sinal, nosso adorável pirata, coach e exorcista norteamericano enfiou os originais dentro de uma garrafa vazia de rum. Com a cera ainda mole selou o translúcido veículo de sua obra. Ainda naquela noite o pior livro já escrito se perderia no breu estrelado do mar caribenho, atiçando as ardentias sob a fraca luz da lua nova. Quando o dia seguinte amanheceu, navegando a tranquila superfície do oceano atlântico já pacificado, o Cagada Literária estaria a muitos quilômetros do buraco de onde havia saído.
"Ausonia Carmina" é um livro de poemas em latim, do célebre latinista brasileiro Joaquim Mendes de Aguiar, conhecido na Arcádia Romana como AgesanderThermidaeus. Primeiro publicado em 1926, o título raro ganha agora nova edição. Mendes de Aguiar era um virtuose, falando, pensando, e versejando em latim. Uma de suas realizações notáveis foi a composição de uma tradução homeométrica para o Hino Nacional Brasileiro, o Hymnus Brasiliensis, contido neste surpreendente livro.