São Paulo em Crise: Escândalos, Demissões e um Futuro Nebuloso!
Salve, Salve Nação tricolor pessoal, diante dos últimos acontecimentos, vamos analisar ponto a ponto o final da temporada do São Paulo e refletir sobre tudo que ocorreu.
Um fim de ano melancólico e vexatório
O encerramento de 2025 para o São Paulo não pode ser chamado apenas de melancólico foi vexatório. Antes mesmo da última rodada do Brasileirão, tivemos demissões de roupeiro, segurança, podólogo e outros funcionários. Qual a necessidade de mudanças nesse momento?
Na sequência, veio a derrota pavorosa contra o Vitória, no Barradão. Logo depois, mais demissões, desta vez no departamento médico, aparentemente para tentar reorganizar a área.
O escândalo do Mounjaro
Em seguida, surgiu a polêmica do medicamento Mounjaro. Na minha visão, após ouvir a entrevista do médico e entender quais atletas estavam envolvidos (sem citar nomes por respeito), não vi nada tão grave. O Mounjaro é usado em diversas situações e os atletas estavam fora de atividade. Mas, como tudo no São Paulo é nebuloso, ficamos com dúvidas. Descobriu-se ainda um racha interno no departamento médico, o que explica as demissões em massa para alinhar condutas.
A chegada de Danielzinho
No meio da turbulência, chegou Danielzinho, 31 anos, vindo do Mirassol. Uma contratação de baixo risco financeiro, mas que contraria o discurso da diretoria de buscar jogadores mais jovens. É um atleta experiente, que jogou 50 partidas em 2025, mas minha preocupação é com possíveis lesões, já que o calendário de um clube grande é muito mais pesado. Ainda assim, Danielzinho vem de boas temporadas e pode agregar.
Especulações e trocas absurdas
Tivemos rumores envolvendo Ávila, Pochetino e até propostas absurdas de trocas envolvendo Pablo Maia e Ferraresi com jogadores do Botafogo. Mais fumaça do que fogo, mas que só aumentam a sensação de desorganização.
O escândalo dos camarotes
Na manhã de 15/12, uma bomba: vazou um áudio entre Douglas Schwartzmann, Mara Casares e Adriana, revelado em matéria de Bruno Giufrida (Globo Esporte). O áudio mostra a comercialização indevida de camarotes para o show da Shakira, em frente à presidência. Douglas chega a dizer que a venda foi feita de forma “clandestina”. Tanto ele quanto Mara alegaram que o conteúdo foi tirado de contexto e pediram licença de seus cargos. Mas quem ouviu os 11 minutos divulgados (de um total de 45) sabe que não há nada fora de contexto. É, sim, um verdadeiro “batom na cueca”.
Futebol em segundo plano
Minha opinião sobre tudo isso é clara: o São Paulo priorizou tudo em 2025, menos o futebol. FIDIC, FIP, eventos, finanças… mas e o futebol, que deveria ser o centro?
Enquanto já deveríamos estar discutindo as primeiras rodadas do Brasileirão 2026 e a ausência na pré-Libertadores, estamos mergulhados em crise institucional. O futebol foi deixado de lado em 2025 e, ao que tudo indica, seguirá assim em 2026.
Dia 02 de janeiro começa a pré-temporada. Temos apenas uma contratação e já contabilizamos três saídas. Se você, torcedor tricolor, ainda não está preocupado… deveria estar.
Salve o Tricolor Paulista!
Eduardo Barros Junior
São Paulo, 16 de dezembro de 2025
O Conformismo e a melancolia do final de semana do torcedor Tricolor!
Salve, Nação Tricolor: Um Fim de Semana de Reflexões para o São Paulino
O final de semana foi diferente para nós, torcedores do São Paulo Futebol Clube. Depois da final entre Flamengo e Palmeiras, que sagrou o Flamengo tetracampeão brasileiro, ficou impossível não refletir sobre o momento atual do nosso Tricolor e sobre como chegamos até aqui.
O Flamengo ultrapassou São Paulo, Grêmio e Santos em títulos recentes de Libertadores, e isso pesa para quem viu o SPFC construir grande parte da história brasileira na competição. O São Paulo foi o primeiro tricampeão da América, um clube que ajudou a fortalecer a Libertadores e que por muito tempo foi referência continental.
Falo por mim, mas acredito que muitos vão se identificar.
Meu momento de certeza como torcedor do São Paulo foi aquela dolorosa eliminação para o Once Caldas, em 2004. Dói até hoje. Depois vieram outras quedas marcantes, como contra o Fluminense ou na final contra o Inter. Mas, mesmo nas derrotas, havia um sentimento de segurança: o São Paulo sempre voltaria forte no ano seguinte.
Era um clube sólido dentro e fora de campo. Forte institucionalmente, respeitado, organizado e líder em diversas áreas.
O que antes era referência virou lembrança.
O departamento médico, que já foi modelo e atraiu grandes atletas em busca de recuperação, hoje é alvo de questionamentos. O clube que cuidava dos detalhes extracampo arbitragem, bastidores, calendário parece distante desse mundo. A verdade é que deixamos de ter força onde mais importa para um clube grande: nas decisões, na representatividade e na gestão.
A derrota polêmica para o Palmeiras, com erros claros de arbitragem, foi um marco. De lá para cá, o São Paulo viu uma sequência de pênaltis contra e nenhuma postura firme nos bastidores. Enquanto isso, Flamengo e Palmeiras souberam pressionar, se posicionar e agir politicamente e isso deu resultado dentro do campeonato.
É incômodo admitir, mas hoje Flamengo e Palmeiras são instituições mais fortes, organizadas e competitivas.
Ambos têm:
• Gestão profissional
• Capacidade alta de geração de receita
• Diretoria alinhada
• Técnico respaldado
• Visão esportiva consistente
São exatamente as qualidades que o São Paulo ostentava nos anos 2000 e que se perderam com o tempo. Parte desse declínio começou ainda na gestão Juvenal, quando a relação com a CBF se deteriorou e a soberba institucional tomou o lugar da gestão eficiente.
O São Paulo já não é mais o exemplo de gestão que foi. Já não é mais referência em estrutura ou força de bastidores.
Mas o amor pelo clube permanece. É justamente por amar que cobramos, que nos indignamos e que seguimos acreditando que o gigante pode reencontrar seu caminho.
Que a reconstrução comece e que um dia possamos voltar a ver o SPFC onde sempre mereceu estar, no topo.
Salve o Tricolor Paulista.
Eduardo Barros Jr
Só mais um torcedor apaixonado pelo São Paulo Futebol Clube.
São Paulo, 01 de Dezembro de 2025
Fugiu de casa, Presida?
Salve, salve, nação tricolor!
Bom pessoal, trago mais uma opinião braba sobre uma polêmica e mais um assunto chato envolvendo a gestão do senhor Julio Casares. Ao que tudo indica, trata-se de uma decisão exclusiva dele, já que, segundo informações, foi aconselhado a não tomar essa atitude.
O nosso presidente resolveu levar o que seria a despedida do São Paulo em 2025 no Morumbis para a Vila Belmiro. O motivo oficial? O gramado não estaria pronto, haveria previsão de chuva no dia 03/12 e para garantir a segurança dos atletas, o jogo seria transferido para a Vila. Mas uma coisa é a versão oficial, outra é a realidade. O que os setoristas revelaram é que, na verdade, o presidente não quer ser alvo dos protestos das torcidas organizadas e do torcedor comum no Morumbis e simplesmente fugiu das cobranças.
Ou seja, temos um presidente que não gosta de dar notícias ruins, não gosta de recebê-las e muito menos de ser cobrado. Pasmem! Entendo que ninguém goste disso, mas se você é presidente de uma instituição como o São Paulo Futebol Clube, essa é a sua responsabilidade. Dar notícias ruins, receber críticas e ser cobrado faz parte do ônus de qualquer dirigente.
Depois dessa notícia, me perguntei:
Será que, se Julio fosse mais transparente e honesto com a torcida, haveria toda essa movimentação?
Será que, se ele priorizasse o futebol, estaríamos tão revoltados?
Será que, se fosse mais atento aos detalhes fora de campo, as críticas seriam tão pesadas?
E a resposta é sim. Se ele priorizasse o futebol, fosse mais claro com a torcida sobre o momento do clube e se atentasse aos detalhes extracampo, eu e acredito que toda a torcida estaria ao lado dele.
Mas o que vemos é diferente: uma coletiva de Rui Costa mostrando um clube que nós, torcedores, não reconhecemos. Nesta quarta-feira, 26/11, vimos Julio em um seminário da CBF dizendo que fez bons negócios com jogadores da base este ano. Além disso, quer implementar o FIP de Cotia, praticamente vendendo 30% das operações financeiras da base. São ações que não condizem com a realidade do clube.
E na terça-feira (25/11) veio a gota d’água: a fuga do Presidente das cobranças da torcida. Isso mostra por que o São Paulo está onde está hoje. O clube é gerido por dirigentes que vivem em um mundo paralelo, fora da realidade, e que não querem dar notícias ruins nem ser cobrados. Querem apenas usufruir do status e do bônus de ocupar cargos como presidente ou diretor, sem assumir o ônus que vem junto.
Salve o Tricolor Paulista!
Eduardo Barros Jr
Só mais um torcedor apaixonado pelo São Paulo Futebol Clube.
São Paulo, 26 de novembro de 2025
PS: Esta opinião tem como base informações de Gabriel Sá (UOL e Arquibancada Tricolor), André Hernan (ESPN), Alexsander Vieira (Bolavip e Canal Alexsander Vieira) e Priscila Señoraes (TNT e Arquibancada Tricolor).
Arrecadação no Show do Oasis é uma vergonha para a Diretoria
Salve, salve, nação tricolor!
A arrecadação de apenas 4 milhões no show do Oasis, na minha visão, é uma falta de respeito. É tratar o torcedor como besta. O mesmo torcedor que tantas vezes colocou 35 a 40 mil pessoas no Morumbis, pagando preços justos, hoje sofre com uma gestão que só sabe aumentar ingressos.
Temos uma diretoria que maltrata o torcedor pelo bolso. Vendem um plano de sócio caríssimo, prometendo ingressos a “30 centavos”, mas quando chega a Libertadores, inflacionam os preços alegando a importância do campeonato.
Essa renda de 4 milhões poderia ter sido facilmente arrecadada nos últimos três jogos que mandamos na Vila Belmiro. Mais ainda: se a diretoria tivesse feito promoções para atrair o torcedor contra Ceará e Bahia, em casa, teríamos arrecadado muito mais do que em qualquer show.
Na minha cabeça, nada tira a ideia de que a diretoria manteve os preços altos após a eliminação contra a LDU justamente para justificar a venda dos shows. Como disse Arnaldo Ribeiro em sua coluna no UOL,"Os dirigentes largaram o futebol do São Paulo". O resultado disso? Mais de 10 mil sócios-torcedores perdidos. E não dá para culpar quem saiu: não temos benefícios, não temos jogos no Morumbis, nosso estádio está sequestrado por dirigentes que abandonaram o futebol e só sabem maltratar o torcedor.
Salve o Tricolor Paulista!
Opinião do Arnaldo no UOL vale a leitura
Eduardo Barros Jr
Só mais um torcedor apaixonado pelo São Paulo Futebol Clube.
São Paulo 23, Novembro de 2025
Tricolor vence na Vila e afasta qualquer risco de queda para serie B e sonha ainda com possivel Pré-Libertadores.
Salve, Salve Nação Tricolor
Neste domingo, 23 de novembro de 2025, diante de mais de 6 mil torcedores na Vila Belmiro, o São Paulo venceu o Juventude por 2 a 1 e afastou de vez qualquer risco de rebaixamento ainda que mínimo, mas que existia. Um resultado que mantém viva a esperança de uma vaga na Pré-Libertadores de 2026.
Logo no início, Bobadilla abriu o placar e deu tranquilidade ao Tricolor. Como já é marca registrada do técnico Crespo, o time controlou a posse de bola durante boa parte do primeiro tempo, ditando o ritmo da partida.
Na volta para o segundo tempo, Lucca entrou no lugar de Ferreirinha, que sentiu a posterior e se juntou ao departamento médico. A equipe, no entanto, caiu de produção e passou a sofrer com bolas alçadas na área, dando espaço para o Juventude buscar o empate.
Com as entradas de Negrucci e Marcos Antônio este último fundamental para reorganizar o meio de campo o São Paulo retomou o controle. Mesmo assim, o jogo ganhou contornos dramáticos mesmo após a expulsão de Igor Formiga.
Nos minutos finais, Rigoni, que tinha acabado de entrar na partida, marcou o segundo gol tricolor dando mais tranquilidade. Pouco depois, Ferraresi acabou desviando contra, definindo o placar em 2 a 1.
Apesar da vitória, o São Paulo terá três desfalques importantes para a próxima rodada: Ferreirinha (lesão na coxa), Rafael e Sabino (suspensos pelo terceiro cartão amarelo).
Por ora, o Tricolor permanece na oitava colocação e segue sonhando com uma vaga na Pré-Libertadores que pode “cair no colo” caso Fluminense ou Cruzeiro conquistem a Copa do Brasil.
Foi um bom jogo? Digamos que deu para o gasto. Mais importante que a atuação foi o resultado: três pontos que mantêm o São Paulo vivo na briga por objetivos maiores e, principalmente, longe de qualquer ameaça de rebaixamento.
Eduardo Barros Jr
Só mais um torcedor apaixonado pelo São Paulo Futebol Clube.
São Paulo, 23 de Novembro de 2025
SALVE, SALVE NAÇÃO TRICOLOR
Nesta quinta-feira, 20/11, Dia da Consciência Negra, tivemos o chamado “jogo dos desfalques”: o São Paulo com 13 ausências e o Corinthians também bastante desfalcado, com suspensos e atletas voltando da Data FIFA.
Primeiro tempo: inexistência em campo
Logo no início, um pênalti infantil de Ferreirinha colocou o Tricolor atrás no placar. Mas não foi apenas isso que definiu a etapa inicial: o São Paulo simplesmente não existiu em campo. Dói dizer, mas torcemos para que terminasse apenas 1 a 0, porque poderia ter sido pior.
Segundo tempo: reação e queda
Na volta, Crespo promoveu a entrada de Tapia no lugar de Patryck e recuou Ferreirinha como ala. O time melhorou, pressionou e chegou ao empate com um cruzamento de Cedric Soares sim, ele mesmo! O português bateu escanteio na cabeça do maior goleador chileno do São Paulo.
O jogo ficou equilibrado, até que Pablo Maia com uma falha clamorosa deixou Sabino vendido e o holandês Memphis, com qualidade, fez um belo gol. Atordoado, o São Paulo ainda viu Yuri Alberto dar números finais ao Majestoso: 3 a 1 Corinthians. Para piorar, mais dois desfalques: Toloi com lesão muscular e Alisson suspenso pelo terceiro cartão amarelo.
A derrota foi justa? Sim. Mas ela revela muito mais que o campo: mostra planejamento falho e uma direção que parece viver em negação.
Na coletiva de terça-feira, Rui Costa afirmou que tudo está bem e que as lesões são “situações atípicas”. Senhor Rui Costa, não existe meia culpa? O São Paulo já soma 67 lesões em 2025 (recorde), em um elenco envelhecido. Crespo foi claro: para 2026 precisa de jogadores com saúde.
E não é de hoje:
2021 – 44
2022 – 46
2023 – 55
2024 – 47
2025 – 67
Pergunto se ainda somos referência em nosso departamento médico mesmo senhor Rui Costa?
Enquanto isso, a diretoria prioriza shows e parcerias com a Live Nation, projetando arrecadar R$ 120 milhões até 2031. Mas e o futebol? O sócio-torcedor já caiu em mais de 10 mil associados. Não é um sinal de alerta?
O São Paulo é um transatlântico indo de encontro ao iceberg. Se a rota não for recalculada, o impacto pode ser devastador. O momento exige coragem, autocrítica e ação — ou 2026 será ainda mais doloroso.
Saudações tricolores!
Eduardo Barros Jr
Só mais um torcedor apaixonado pelo São Paulo Futebol Clube.
São Paulo 21, Novembro de 2025
SALVE, SALVE NAÇÃO TRICOLOR
O Sub-20 do São Paulo perdeu o título do Campeonato Paulista da categoria. E começamos a primeira edição da Opinião Braba com requintes de crueldade: uma derrota para o rival. Doeu. Claro que doeu. Ninguém gosta de perder, ainda mais para um adversário direto. Mas... é o fim do mundo? Vamos jogar fora tudo o que foi conquistado até aqui? A Copa do Brasil Sub-20 do ano passado? A Copinha deste ano?
Ouvi muitos torcedores pedindo a cabeça do técnico Alan Barcelos. Reclamam dos erros táticos, das substituições equivocadas, da postura do time no segundo tempo. E sim, o São Paulo vencia por 3 a 0 no intervalo gols de Lucca e Felisberto e acabou cedendo o empate, sendo derrotado nos pênaltis. É frustrante. Mas será que é justo colocar tudo nas costas do treinador?
Alan Barcelos não é qualquer um. É o cara que ajudou a revelar nomes como Matheus Alves, Lucas Ferreira, Ryan Francisco, Maik, Henrique Carmo a maioria já vendido e alguns já no profissional, além de talentos que ainda brilham no Sub-20, como Ângelo, Felisberto e Lucca. A base está produzindo. E isso importa.
Neste domingo, Muricy Ramalho disse algo importante em entrevista à Rádio Bandeirantes. Segundo ele, é válido cobrar o treinador da base, mas a cobrança deve ser focada na evolução dos jogadores, não em títulos. Ganhar é bom? Claro que é. Mas mais importante é formar atletas prontos para o profissional ou com potencial de venda. A parte tática? Essa deve ser cobrada quando o jogador estiver na transição ou já no time de cima. O foco da base é revelar talentos cada um com sua característica, cada um na sua posição.
Sabemos que, em 2025, o São Paulo pouco aproveitou sua base no profissional. E ainda vendeu jogadores a preço de banana para mercados difíceis de revenda. Isso dói. Mesmo assim, a base precisa continuar revelando. Ou vamos nos contentar apenas com taças?
Na minha visão, o papel da base é formar. Ganhar é consequência. E você, torcedor, o que pensa?
Pra encerrar: vencer é importante, sim. Mas mais importante ainda é aprender com os erros e seguir formando atletas. A cobrança deve existir, mas não sobre quem ganhou ou perdeu e sim sobre quem está ou não entregando frutos para o futuro do clube.
Eduardo Barros Jr
Só mais um torcedor apaixonado pelo São Paulo Futebol Clube.
São Paulo 17, Novembro de 2025