Após o fechamento da fábrica, as estruturas físicas da Companhia Cimenteira perderam sua importância no dinamismo da vida local. Não havia mais o incessante movimento das caçambas do teleférico, que foi gradualmente desmontado. Por meio de análise de fotos, é possível observar como os postes eram até meados dos anos 1990, muitos deles ainda com sua estrutura de fiação e rolamento. Já nos anos 2000, a partir da retirada do material para múltiplos fins e com o natural desgaste devido a exposição a intempéries, restaram apenas as estruturas de concreto.
Percorrendo o traçado do teleférico via o recurso do Street View do Google Earth, foi possível entender como novos usos culturais lhe foram acrescentados. Neste sentido, uma das marcas que mais dizem respeito à memória do patrimônio industrial são os topônimos que seguem o traçado do teleférico. São vários exemplos de ruas e avenidas que possuem sua nomenclatura calcada no passado, dentre eles a Avenida Teleférico, que corresponde aos postes mais próximos da antiga cimenteira e que formam um parque linear; a Avenida das Caçambas no bairro Estrela Dalva - Contagem e a Rua das Caçambas em Justinópolis - Ribeirão das Neves, ambas em menção a estrutura que carregava o calcário pelo teleférico; e a Avenida Itaú, também no Justinópolis, homônima da referida empresa. Acrescenta-se também o comércio local destas vias, às vezes nomeados conforme a alcunha do logradouro.