A trilogia é uma homenagem aos filmes B de Westerns, que eram direcionados, em sua grande maioria, para cinemas e público específicos.
A partir de 1931, o cinema começou a sentir os efeitos da Grande Depressão de 1929 através da queda do número de espectadores, o que aventou a possibilidade de falência de muitas companhias cinematográficas. Numa tentativa de evitar a falência, as grandes companhias da época se reorganizaram, de forma integrada e interdependente. Em torno delas giravam outras menores que eram de porte médio, além de algumas semi-independentes. As pequenas produtoras realmente independentes eram subjugadas pelas grandes, sob condições de sobrevivência ditadas por elas. Os exibidores independentes, na tentativa de aumentar a freqüência de espectadores, começaram a usar várias estratégias, tais como o oferecimento de “duas entradas pelo preço de uma”, “sessões gratuitas para senhoras”, “prêmios”, e finalmente, desenvolveram o “programa duplo”, com a apresentação de dois filmes pelo preço de um, partindo daí o conceito de “filme B”. Assim, as grandes companhias, vendo-se obrigadas, mediante as exigências do público, a aderir ao programa duplo, ofereciam geralmente a exibição de um filme principal classe A, e um filme mais barato, classe B. Os filmes B das grandes companhias supriam as necessidades de exibição de suas cadeias de cinema, além de ajudar a cobrir as despesas gerais. Tal estratégia influenciava a política de preços, pois enquanto os filmes A tinham uma receita imprevisível, dependendo de sua aceitação, os filmes B tinham uma previsibilidade de lucro garantida, auxiliando o planejamento orçamentário das companhias. Os filmes B foram, durante muito tempo, menosprezados, a despeito de terem sido grandes responsáveis pela manutenção da indústria regular do cinema. Suas qualidades só começaram a ser reconhecidas quando se começou a analisá-los “sob seus próprios termos”, isto é, quando se passou a considerar as condições em que foram feitos. Sua narrativa compacta conferia uma qualidade que o filme A não possuía. A produção do filme B, sobretudo pelo fato de ter alcançado certa autonomia e descompromisso para com a perfeição, passou a oferecer uma “representação menos idealizada da realidade contemporânea”, e a criatividade de alguns diretores e cinegrafistas se tornou parte da tentativa de apresentar qualidade de produção sob baixo orçamento.