1. Obrigatório comprovar uso com receita anterior (foto em nome do paciente ou relatório médico prévio)
Motivo: risco legal, risco de dependência, risco de desvio, necessidade de posologia exata ou exigência da Anvisa.
Inclui:
Medicamentos controlados (Portaria SVS/MS 344/98):
• Lista A (entorpecentes, ex.: metilfenidato, codeína isolada em alta dose)
• Lista B1 (benzodiazepínicos — clonazepam, alprazolam, diazepam etc.)
• Lista B2 (anfetaminas — medicamentos para TDAH e obesidade)
• Lista C1/C2 (antiepilépticos específicos, talidomida etc.)
Psicotrópicos não controlados, mas de uso crônico delicado:
• Antidepressivos (ISRS, ISRSN, tricíclicos, etc.)
• Antipsicóticos (típicos e atípicos)
• Estabilizadores de humor (lítio, ácido valpróico, carbamazepina, lamotrigina)
• Opioides para dor crônica (morfina, oxicodona, tramadol em uso contínuo)
• Imunossupressores e medicamentos de alto custo (para transplante, doenças autoimunes)
• Anticoagulantes orais (varfarina, DOACs), quando o histórico de dose é importante
2. Recomendável comprovar uso (mas não obrigatório legalmente)
Motivo: evitar erros de dose ou nome e reduzir risco de prescrição incorreta.
Inclui:
• Anti-hipertensivos
• Anticoncepcionais
• Hipoglicemiantes orais e insulina
• Hormônios de reposição (levotiroxina, testosterona prescrita)
• Anticonvulsivantes em uso para epilepsia controlada
• Broncodilatadores e corticoides inalatórios de uso contínuo
• Estatinas e outros hipolipemiantes
3. Baixo risco — não costuma ser necessário
Motivo: fármaco com margem de segurança ampla e baixo risco de desvio. Ainda assim, é bom confirmar verbalmente.
Inclui:
• Vitaminas e minerais
• Anti-inflamatórios não esteroidais (uso curto)
• Fitoterápicos
• Medicamentos para sintomas leves (anti-histamínicos, analgésicos simples)