Relatos individuais de cada integrante sobre sua relação com as mídias (Radio, TV e internet) a partir de uma das teorias da comunicação.
"Desde que consigo me lembrar eu me interesso por cultura pop em geral, em especial o cinema, a TV e a música. Na adolescência, comecei a me interessar por como a “magia” era feita e quem eram os responsáveis por todos os filmes, músicas, séries, etc, que eu tanto gostava. O passo seguinte foi aprender sobre como a indústria funciona, por exemplo que o clássico da sessão da tarde Top Gun que eu assistia na infância é a maior propaganda de recrutamento militar da história dos Estados Unidos. Sobre como Hollywood passou por anos uma falsa imagem de que os americanos venceram no Vietnã, visão essa que muitos ainda acreditam ser real.
É aí que entra a Escola de Frankfurt, criada no período pós Primeira Guerra que criticava a chamada Indústria Cultural. Figuras como Theodor Adorno e Max Horkheimer, criticavam a padronização da cultura, fórmulas prontas, um exemplo atual é a onda de filmes de heróis da Marvel e DC. Inclusive o termo “Fórmula Marvel” é amplamente usado por fãs para ressaltar a estrutura semelhante de seus filmes. Criticavam também a chamada massificação de conceitos, ideias e atitudes, tática amplamente usada pelo Partido Nazista para espalhar seus preceitos e também por hollywood, como no caso do já citado Top Gun."
"Minha relação com as mídias são bem intensas, ainda mais agora.
Desde criança sempre tive vontade de conhecer o mundo da televisão, nos programas de entretenimento, principalmente aqueles que eram apresentados por crianças de minha idade e também nas rádios gospel. Ao decorrer do tempo, fui crescendo e tendo contato cada vez mais com esse universo, aonde não prestava mais a atenção nos apresentadores em si, mas na produção, nas câmeras e queria muito saber o que acontece por trás de tudo aquilo. Foi quando descobri o curso de Rádio, TV e Internet. E desde então eu não tinha um outro plano "B" foi algo muito natural e que mais me interessei no mundo de comunicação.
Agora conhecendo um pouco mais a raiz da comunicação e sobre o mundo audiovisual, o que tenho mais contato atualmente vem sendo a televisão e internet, apesar de ainda continuar ouvindo as rádios, esses vem sendo os meios a qual eu mais utilizo, desenvolvendo ideias novas e grandes conhecimentos."
"Posso dizer que cresci e me desenvolvi junto com as mídias. Mesmo que para fins de entretenimento, sempre estive muito conectada com esse universo.
Acredito que tenho contato, direto ou indireto, com todos os meios de comunicação, mas a televisão, em particular, sempre foi o que me intrigou e me despertou interesse.
Desde muito cedo, me questionei sobre como o comportamento e pensamento das pessoas são influenciados pelo que é veiculado nesse meio, inclusive o meu.
A televisão introduz ideias e apresenta oportunidades que seriam desconhecidas por grande parte da sociedade caso não fossem transmitidas pela TV. Eu acredito que é isso que torna tudo mais fascinante para mim e, curiosamente, é o que fez com que eu olhasse para o meio audiovisual com outros olhos."
"Desde pequeno, quando criança ainda lembro de minha família se reunir para assistir programas na televisão. Este sempre foi o veiculo de distribuição em massa que sempre me chamou atenção. A magia que envolvia cada programa, ou desenho animado, ou receber noticias do meu país ou do mundo me deixava mais seguro. Conhecer culturas diversas, através de um único equipamento, onde eu tinha sons e imagens era fantástico.
Assistir programas de auditório, novelas, e programas de entretenimento eram coisas que mais me prendiam a frente da televisão, os filmes de terror que passavam no SBT antigamente com as sequencias de Freddy Krueger, lembra muito as teorias da escola de Frankfurt, pois lá Adorno e Max, não eram muito a favor desse tipo de sequência de filmes, pois achavam que isso iria criar modelo cultural. Onde as idéias não seriam mais que ser criadas e sim sequenciadas."
"Meu contato com as mídias começou desde criança, minha família diz que eu vivia sempre em frente da televisão, eu não podia ouvir o Sol do Teletubbies rindo que eu ia “correndo” com meu andador pra frente da TV. Com o passar do tempo essa paixão pela TV aumentava cada vez mais, me lembro de pegar um desodorante rolon pra fazer de microfone e fingir estar apresentando algum programa ou ate mesmo atuando em alguma novela. Com a rádio não foi diferente, ficava horas ouvindo as frequências e ajudando a minha mãe a gravar as musicas que passava na rádio para o “celularzinho” dela. Acho que é de todas essas memórias que vem minha paixão por RTVI ou melhor tenho certeza!
Tradicionalmente se tem dito que “os meios de comunicação social possuem três funções: informar, entreter e educar. Segundo esta concepção, informar se refere à comunicação dos fatos que ocorrem no contexto social; educar, a capacidade que tem o homem para enfrentar-se com este contexto e entreter é transportar mentalmente o espectador para longe do seu contexto, objetando-lhe proporcionar descanso”. Dito isso concluo que a comunicação é fundamental para a revolução de uma sociedade, dado que sem comunicação eu não estaria aqui dando meu relato para você."
"Desde pequeno, tenho uma forte ligação com a comunicação. Quando criança, brincava de locutor com meu sobrinho, Léo Junior (que é locutor em Sorocaba), usando um rádio relógio ou o rádio maior da casa. Estragamos muitas fitas nessa brincadeira!
Aos 12 anos, me formei manutentor de computadores.
Com 14 anos, recebi o convite para apresentar um programa numa rádio comunitária em Sorocaba, chamada Saturno FM. Desde então, o “bichinho do rádio” não me largou mais. Quase deixei de lado essa história de rádio, quando, em 2006, o diretor de outra rádio comunitária em que eu atuava, a Inovasom FM, me expulsou do estúdio, bêbado, dizendo que eu não sabia trabalhar com rádio. Meses depois, o mesmo diretor voltou atrás de mim, já que precisava de alguém para fazer técnica de áudio num domingo. Sim, eu o perdoei. Atualmente sou locutor formado pelo Senac, e trabalho na Rádio Católica de Osasco.
Já aos 19 anos, precocemente experiente no uso de computadores, comecei a editar meus primeiros vídeos para o grupo de jovens da Igreja que eu frequentava em Itu. Desde então, tenho me aperfeiçoado a cada dia na edição de audiovisual.
Um fato curioso é que eu sempre gostei da televisão, tendo participado de um programa ao vivo da TV Canção Nova, onde cantei e toquei violão, mesmo não tendo tanto talento para isso. O que comprova essa paixão pela TV, é o hábito de assistir a vídeos no Youtube sobre programas antigos, buscar informações e histórias sobre emissoras antigas de TV (e de rádio também). Sou muito saudosista nesse sentido e, inclusive, já passei várias horas procurando e assistindo vinhetas antigas e comerciais da antiga TV Aliança, de Sorocaba, hoje, TV TEM.
Resumindo: sou um bobo apaixonado pelos meios de comunicação."
"Não é muito difícil de pensar no papel das mídias nas nossas vidas, tendo em vista que as interações são cada dia mais frequentes e de formas diferentes. Desde muito novo sou apaixonado por televisão, cinema e hqs, sempre me impactei com as histórias que lia, assistia ou ouvia. Mas se tinha uma mídia que eu realmente era fã, era das histórias em quadrinhos, pelo seu carácter figurativo e de fácil linguagem. Com 6 anos comprei meu primeiro Hq do homem aranha, nela me identifiquei de cara com o protagonista Peter Parker, garoto nerd e pobre que morava com os tios idosos, mas que era muito esforçado e acidentalmente ganhou espetaculares poderes aracnídeos, se tornando assim o Homem Aranha. Pronto, ali nascia um fã! Mas o fato que torna o personagem e suas histórias canônico na minha vida é o que ele trabalhava como fotógrafo num jornal de bairro, o que me despertou uma paixão por outra mídia visual a fotografia. Anos mais tarde no confuso processo de pós ensino médio, decidi cursar computação gráfica, la aprendi diversos processos da Produção Audiovisual o que me fez ter ainda mais certeza do que queria para minha vida. Hoje faz aproximadamente 8 anos que vivo da minha arte como Fotógrafo e Videomaker, e como estudante de comunicação, noto o poder que a Indústria Cultural exerce sobre minha vida. Quantas dessas opiniões e opções foram minhas de fato?
O caso é que vivemos num mundo onde a comunicação transita em uma via de mão dupla, em tempo quase que instantâneo. Não somos apenas receptores no processo comunicativo, agora passamos a ser um usuário mídia, ou seja, alguém que não somente recebe informação, mas que tem potencial de interação ativa através das mídias sociais e mesmo assim, continuamos a ser afetados pelo poder a Industrial Cultural. Filósofos e Sociólogos da Escola de Frankfurt alertavam com sua Teoria Crítica, essa disfunção na comunicação de massas, eles sabiam que a indústria cultural era como um sistema político e econômico que tinha por finalidade produzir bens de cultura ( Filmes, Músicas, Livros, etc...) e transforma-los em mercadorias. A Alemanha nazista é uma triste prova do que a Comunicação aliada a instrumentos ideológicos podem afetar nossas vidas e o mundo ao nosso redor."
"Fiz parte da geração de crianças que chegava da escola e passava a tarde vendo desenhos animados na TV. Desde muito novo passei a desenhar e escrever, me imaginando criando minhas próprias histórias. Mas o maior aproxima mento veio aos 14 anos com a paixão pelo cinema, passei a assistir um filme por dia, hábito que durou por anos.
Em 2016 fui ao cinema e assisti o filme "A bruxa", que mudou completamente meu mundo e minha forma de ver o cinema em si. E a partir daí eu sabia exatamente qual o tipo de filmes que eu queria fazer. No mesmo ano entrei em um curso de cinema já com o objetivo de produzir meus filmes. Depois de formado, estou cursando agora Rádio, TV e Internet e comecei minha produtora, onde continuo produzindo meus filmes. Faço filmes que não fazem sentido e amo todo esse processo."
"Sempre tive uma relação muito forte com a internet, e recentemente isso se intensificou com a minha descoberta pela Twitch, plataforma criada em 2011 com foco na transmissão de jogos eletrônicos, onde há uma interação online entre os geradores de conteúdo e a audiência.
Harold Lassell já dizia a muito tempo, lá em 1920, 1930, que a audiência seria totalmente ativa, escolhendo o que seria consumido ou não, hoje vemos isso acontecer com tanta naturalidade, que não conseguimos pensar em nada diferente disso. Outro ponto estudado pela escola Americana, era os impactos que a mensagem causava na sociedade, que aqui é representada pela comunidade virtual. Por ser uma plataforma online, e a transmissão ser ao vivo, o impacto causado é instantâneo, tanto de forma negativa como positiva, a exemplo disso, recentemente tivemos uma parceria entre um “streamer” e o Teleton, e muitas doações foram feitas a AACD através do canal dele na Twitch."