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Cerâmica de autor. Da terra para a mão e de volta à terra.
Artisan ceramics. From earth to hand and back to earth.
A cerâmica tem esta capacidade incrível de encapsular a memória. Mesmo quando os impérios caem, a cerâmica sobrevive. E com ela, as suas histórias."
"Ceramics has this amazing ability to encapsulate memory. Even when empires fall, clay survives. And so to do its stories."
Stephanie Rozene, podcast 'The history of Ceramics' (ep. 27)
Chamo-me Ana Gomes. Faço cerâmica porque gosto de fazer coisas e de sujar as mãos. E há qualquer coisa de especial em entrar no longo caudal deste ofício — dos mais antigos, dos que melhor guardam histórias, dos mais democráticos. De um simples prato em barro, a um brinquedo, a uma taça em porcelana, à escultura, é uma matéria que atravessa muitas camadas e usos, mil e uma mãos.
Fiz a minha primeira peça em barro na escola, quando tiinha dez anos. Era uma vaca. Só voltei a fazer cerâmica em adulta. Experimentei (e ainda experimento) várias técnicas de cosntrução e de cozedura, e conheci muitos outros ceramistas com quem aprendi quase tudo o que sei. O meu obrigada a todos eles.
My name is Ana Gomes. I make ceramics because I like to make things and to get my hands dirty. And there’s something special about getting into the long flow of this craft — one of the oldest, one that best preserves stories, and one of the most democratic. From a simple pottery plate to a toy, a porcelain bowl, or a sculpture, it’s a material that spans many layers and uses, touched by a thousand and one hands.
I made my first clay piece in school when I was ten years old. It was a cow. I didn’t make any more ceramics until I was an adult. I’ve experimented (and still do) with various building and firing techniques, and I’ve met many other ceramicists from whom I’ve learned almost everything I know. My thanks to all of them.