Orador: Ivo Castro
Resumo: A Notícia de Torto (ANTT, Vairão, maço 2, doc. 40, ca. 1214) é uma peça central da primitiva documentação em português. O seu estudo compele à colaboração entre diversas disciplinas do campo filológico:
Diplomática – estatuto do documento, enquadramento arquivístico
Restauro – técnica e ética da conservação de documentos em arquivos nacionais
Paleografia – tipologia da letra inábil, decifração
Cronologia – datação do documento, seu papel na história local do Minho medieval
Prosopografia – biografia do autor moral e papel histórico da sua família
Grafemática – carácter tentativo da representação de sons e seu contributo para a reconstituição do galego-português primitivo
Edição – diplomática, mas combinando aspectos de genética
Oradora: Clara Pinto
Resumo: Nesta aula aberta, iremos recuar até aos séculos XIII e XIV, para conhecer algumas das características do português nos primeiros séculos.
Começaremos a sessão com uma breve apresentação das fontes textuais disponíveis para o estudo do português antigo, considerando as suas limitações e desafios, sobretudo no que diz respeito a cópias tardias. Olharemos também para as diferenças nas formas gráficas de algumas palavras, que testemunham as tentativas feitas pelos copistas de representar, na escrita, novos sons consonânticos, inexistentes no latim.
A partir de excertos de alguns textos medievais, exploraremos características morfológicas, sintáticas e semânticas próprias do português antigo. De entre os tópicos a abordar, incluem-se o género gramatical de alguns nomes, particularidades das construções negativas e os valores associados aos verbos Ter, Haver, Ser e Estar.
Oradora: Esperança Cardeira
Resumo: A evolução de uma língua é determinada não só por factores linguísticos mas também por mudanças históricas. Por isso, as periodizações da história do português que têm sido propostas divergem quanto à escolha dos fatores a ter em conta. Contudo, de muitas dessas propostas emerge um consenso em relação à necessidade de considerar uma fase cujos meridianos se situam nos séculos XIV e XV-XVI e a que poderemos chamar português médio.
Trata-se da época em que, finda a produção trovadoresca, se inicia a prosa histórica; em que a elevação ao trono de uma nova dinastia significa a falência da velha nobreza; em que Lisboa se converte em centro do reino e a antiga unidade galego-portuguesa é abandonada.
Nos anos seguintes a língua sofrerá um processo de koineização e de emergência de ‘forças centrípetas’ que centralizarão a elaboração de um idioma nacional.
Oradora: Ana Paula Banza
Resumo: Disponível brevemente.
Orador: Fernando Brissos
Resumo: Disponível brevemente.