VIDA FAMILIAR E SOCIEDADE
1915-1943
1915-1943
“Lembrei-me de meu Pae, de sua laboriosa vida, de sua dedicação aos estudos e de seus conhecimentos profundos e quantos! ... Comprei então (...) êste Chernoviz, que para mim é precioso! Neusenice de Azevedo Barretto, São Paulo, 4 de Junho de 1970, 5af., 21:45.”
1915
Em 1915, um dos principais centros industriais do país. Com forte presença de imigrantes, reunia tecelagens, metalúrgicas, fábricas de alimentos e empresas como Crespi, Alpargatas, Antárctica, Açúcar União e Clark.
1918–1920
Dificuldades financeiras e marcas profundas na família. João passa a comercializar grãos.
Insuficiência das políticas públicas. Vizinhos se revezam nos cuidados, e associações distribuem comida. Os Azevedo Barretto perdem duas crianças, mas a solidariedade com os Rosolia cria um laço duradouro entre as famílias. Em 1933, Orestes Rosolia casa-se com Josepha de Azevedo Barretto. Nos anos 50, Sebastião de Azevedo Barretto e Orestes criam o Curso Satélite, um dos primeiros por correspondência do país.
1920
1924
Guerra urbana mais intensa da história do Brasil. Armazéns saqueados, falta de comida. 250 mil pessoas deixam São Paulo. Mudança para São José do Rio Pardo.
1927
Vão para São José do Rio Preto, centro da cafeicultura nacional.
1929
Novas dificuldades financeiras.
1930
Getúlio Vargas é empossado.
Política era assunto frequente na família, e mesmo com divergências entre o pai getulista e os dois filhos mais velhos na oposição, nunca houve um rompimento. Todos defendiam a criação das leis trabalhistas.
1932
Retornam à capital, para o bairro da Liberdade.
Próximo ao centro, o bairro abrigou, no pós-abolição, uma grande população negra. Ali ficava, por exemplo, o Largo da Forca (hoje Praça de Liberdade) e a Escola de samba Lavapés, de 1937. No século XX, foi marcado pela chegada de imigrantes, principalmente japoneses, e pelo apagamento da memória negra.
Ficava acima do nível da rua, sobre um porão, num terreno estreito, em declive. Na frente, um escritório com estante de livros e mesas de estudo. Depois, os quartos e a sala; no fundo, a cozinha. No piso inferior, o porão, bem arejado, com muitas estantes de livros e jornais.
1934
Institui o voto secreto, o voto feminino e cria a Justiça Eleitoral e do Trabalho
Estendido às mulheres solteiras e viúvas que exerciam trabalhos remunerados. As casadas deveriam ser autorizadas pelos maridos. A mãe de Neusenice é uma das primeiras mulheres a votar.
1937
Fechamento do Congresso.
Temas variados: história geral e do Brasil, literatura, economia, filosofia, antropologia, sociologia, política, religião, biologia, artes e cultura popular.
Os Lusíadas, de Camões.
Poesias Completas, de Machado de Assis.
“Marília, a Noiva da Inconfidência”, livros publicados por seu cunhado Orestes Rosolia.
Amantes da leitura e frequentadores de livrarias e sebos, formaram grandes bibliotecas familiares. O cunhado Orestes Rosolia foi professor de história no Paulistano e diretor no Dante Alighieri, e era escritor.
Neusenice e Anysio tocavam violão. Anysio tocava Bach e Pixinguinha no violino. Luiz Gonzaga era uma preferência da família de raízes nordestinas. Ao lado, encadernação de revistas de músicas, feita por Neusenice, para tocar e cantar com seu irmão nas festas familiares.
1938
É contratada como datilógrafa na Faculdade de Direito da USP.
1943
“Permaneçam unidos, a união faz a força.”
FAMÍLIA AZEVEDO BARRETTO 2026