Você sente que vive no "mundo da lua" ou que seu filho simplesmente não consegue parar quieto? Se você chegou até aqui pesquisando por TDAH sintomas, saiba que essa é uma dúvida de milhares de famílias.
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade não é "falta de educação" ou "preguiça". É uma condição neurobiológica real. Neste guia completo, vamos desvendar desde os sinais em bebês até os desafios da vida adulta.
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O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por níveis prejudiciais de desatenção, desorganização e/ou hiperatividade-impulsividade.
TDA ou TDAH? Antigamente, usava-se o termo TDA (sem o H) para quem não tinha agitação física. Hoje, o termo médico correto é TDAH para todos, variando apenas a apresentação (com ou sem hiperatividade)
Os sintomas geralmente são divididos em três eixos principais. Confira se você identifica estes 18 sinais comuns:
Dificuldade enorme em prestar atenção a detalhes (comete erros por descuido).
Parece não ouvir quando chamam (mente divagando).
Dificuldade em seguir instruções até o fim.
Perde objetos com frequência (chaves, celular, material escolar).
Evita tarefas que exigem esforço mental prolongado.
Esquecimento nas atividades diárias.
Agita mãos ou pés o tempo todo quando sentado.
Levanta-se em situações onde deveria ficar sentado (sala de aula, escritório).
Corre ou sobe em coisas excessivamente (em crianças).
Fala demais, sem parar.
Sensação interna de inquietação (comum em adultos).
"Acelerado", como se estivesse ligado na tomada.
Responde antes de a pergunta ser concluída.
Dificuldade em esperar sua vez em filas ou jogos.
Interrompe conversas ou se intromete em assuntos alheios.
Toma decisões precipitadas (compras por impulso).
Baixa tolerância à frustração (explode fácil).
Nesta fase, é difícil diferenciar o TDAH de um comportamento infantil normal. O sinal de alerta acende quando a agitação é desproporcional para a idade, colocando a criança em risco físico (sobe em janelas, corre para a rua sem medo).
A hiperatividade motora tende a diminuir e virar uma "inquietação interna". Os problemas acadêmicos aumentam, surge a desorganização com horários e risco maior de comportamentos impulsivos (uso de substâncias, direção perigosa).
Muitos descobrem o diagnóstico apenas agora. O adulto com TDAH sofre com:
Procrastinação crônica.
Instabilidade no emprego e relacionamentos.
Dificuldade de gestão financeira.
Sensação de não atingir seu potencial total.
O TDAH não é igual para todos. Existem 3 apresentações oficiais:
É raro o TDAH vir sozinho. Cerca de 70% dos casos vêm acompanhados de outras condições:
Não existe um exame de sangue ou imagem (ressonância) que diagnostique o TDAH sozinho. O diagnóstico é clínico, feito por médico (neuropediatra/psiquiatra) com base na história de vida, escalas de sintomas e observação.
A tríade clássica é: 1) Desatenção (dificuldade de foco), 2) Hiperatividade (agitação motora) e 3) Impulsividade (agir sem pensar).
O que chamamos de "crise" geralmente é um colapso emocional (meltdown) causado por sobrecarga sensorial ou frustração intensa. A pessoa pode chorar, gritar ou se isolar repentinamente devido à desregulação emocional.
TDAH não é doença, é um funcionamento cerebral. Não tem "cura", mas tem tratamento muito eficaz. Com terapia, mudanças de estilo de vida e medicação (quando necessária), a pessoa pode ter uma vida plena e produtiva.
O diagnóstico correto é o primeiro passo para transformar a culpa em compreensão. O Dr. Lázaro Inácio é especialista em investigar essas questões com profundidade.
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