Nelson Junior (nascido como Nelson D. M. Junior) é um músico tecladista, professor de música, analista de sistemas e produtor musical.
Possui dois álbuns solos independentes e também é um dos youtubers mais antigos do mundo. O canal está no ar desde 2007 com mais de 1400 inscritos e 270 mil visualizações.
Em uma visão geral, sua musicalidade tem o objetivo de elevar o estado de espírito das pessoas, e também é uma forma de gratidão universal.
___________________________________________________________________________________
<<Trajetória musical>>
___________________________________________________________________________________
-1993-
Teve seus primeiros contatos com um teclado aos dez anos de idade, passando a maior parte da infância acompanhando seus pais e familiares músicos.
Suas atividades favoritas eram cantar, jogar videogames, ler artigos sobre informática, música e tecnologia.
Ao longo dos anos foi influenciado pelo som dos anos 50, 60, 70, 80, 90 e 2000, aprendendo a tocar diversos ritmos musicais, dentro e fora da escola de música.
___________________________________________________________________________________
-1999-
Aos dezesseis anos, concluiu seu primeiro curso de informática e tecnologia em uma antiga escola chamada Micromania, e música no IMO-PROMAID em Osasco-SP.
Iniciou o curso de teclado e canto (atual Criativa Escola de música, do Professor Roger guitarrista), onde aprendeu técnicas de aperfeiçoamento musical. Nesse mesmo período, aprendeu também diversos métodos didáticos musicais, dentre eles, o método TKT para teclado. As aulas de piano eram ministradas pela pianista Miriam Silva.
“A professora Miriam sempre me elogiava muito nas aulas. Ela dizia que a música estava no meu sangue. Lembro-me de cada exercício e partitura que aprendi a tocar com ela.
Eu improvisava em cima dos temas e por incrível que pareça, sobrava algum tempo para eu sugerir alguns acordes para o acompanhamento das partituras e ela os aceitava.” - Nelson
Ainda na mesma escola, estudou teoria musical com o professor e contrabaixista Rodnei Teixeira, e canto lírico com o professor Arildomar Pinheiro, que também lecionava aulas de música na Universidade de São Paulo (USP).
“O professor Arildomar era uma pessoa muito dedicada naquilo que fazia. Aos Sábados, ensaiávamos com os corais líricos enquanto ele nos acompanhava com um teclado da marca MINAMI; Era um bom teclado. Ele dizia que a minha voz era boa e que eu poderia tocar e cantar um dia (algo que praticamente eu faço as vezes).” - Nelson
No mesmo ano, a convite do guitarrista Emerson Silva, Nelson ingressou como tecladista da igreja Assembleia de Deus da vila IV Centenário (Pastor Pedro Curalov [In Memoriam]), em Carapicuíba-SP.
“Foi uma época marcante, incrível e feliz! Lembro-me da nossa formação: Emerson no violão, Daniel no contrabaixo, Joel na bateria, e eu no teclado tentando tocar no meu primeiro conjunto musical.
Na infância eu não sabia tocar direito. O pouco que eu fazia no teclado era feito graças ao que o meu pai me ensinava. Com meus dez anos de idade eu ainda nem sabia formar um acorde musical. Mesmo sendo guitarrista, foi o meu pai quem me ensinou as primeiras notas musicais do instrumento.
Em alguns momentos dos cultos eu o acompanhava com um teclado infantil da CASIO (modelo SA-01), um instrumento sem muitos recursos, porém à época, era a combinação perfeita para uma criança que sabia solar apenas alguns trechos musicais.
Mas graças a Deus eu fui desenvolvendo musicalmente com o tempo, pois era o que eu queria para mim. Eu me esforcei muito e até hoje estou sempre estudando.
Eu vejo a música como uma arte de um dom infinito, então se a arte é infinita, ela tem muito a me ensinar.
Comecei tocando na igreja e tenho o maior orgulho disso, não me envergonho. A igreja foi o melhor lugar onde eu me desenvolvi, nela eu aprendi coisas incríveis, inclusive a música.
Acredito que hoje em dia é isso que falta numa boa parte da juventude, um acompanhamento social, cultural, e espiritual, independente da religião.
Você pode seguir outros rumos musicais fora da religião (no meu caso), porém os ensinamentos, a conduta, os valores éticos e morais, são elementos que devem permanecer. Comigo permanecerão enquanto eu estiver neste mundo. Hoje eu acredito em Deus sem pertencer a nenhuma religião.
Quando se é jovem o mundo te oferece um monte de coisas, cabe a você decidir qual o caminho será seguido. Eu vejo alguns jovens se perdendo e morrendo por causas tão fúteis, isso é muito triste.
Eu poderia ter me envolvido em um monte de coisas ilícitas (drogas, vícios, etc.), e então eu optei pela música, por uma vida saudável, feliz, com pessoas legais e fantásticas. A vida é incrível e tudo depende de você!” - Nelson
___________________________________________________________________________________
-Anos 2000-
Começou a tocar com o músico guitarrista e amigo Márcio Higino.
“Um grande amigo e parceiro musical da época da escola! Um cara reverenciável! A gente se conheceu no ensino médio e depois de um ano começamos a tocar e gravar nas jurássicas fitas k7. Bons tempos!” - Nelson
Ainda no mesmo ano foi convidado pelo guitarrista e compositor Davi Costa para ser tecladista de uma banda gospel chamada T.O.S. (Temple of Spirit).
Com a banda gravou apenas um CD demo com 4 faixas, pois não podia acompanhá-los em todos os shows. Na época Nelson havia ingressado no Exército Brasileiro.
Trabalhou também com seu tio, o produtor musical Gerson Cruz no estúdio “Vaso novo produções”. Nessa curta temporada alguns cd’s foram gravados. Na época alguns de seus teclados e sintetizadores foram usados: YAMAHA PSR-640, PSR-510, ALESIS QS-6, e KORG 01/Wfd.
“Recordar é viver! Na maioria das vezes que a banda ia fazer shows eu não os acompanhava, ficava de serviço no Exército. Mas lá também a gente tinha a nossa banda militar! Foi uma fase de descobertas e amadurecimentos, foi marcante.
Minha primeira gravação tocando teclado para o disco de alguém foi no estúdio musical do meu tio Gerson. Sou muito grato a ele pela oportunidade.
No Exército eu fui soldado. Enquanto a tropa fazia faxina no quartel eu tocava algumas músicas ambientes no refeitório dos oficiais, naquela época eu tinha uma percepção audível incrível (e tinha que ter mesmo, imagine uma nota ou acorde errado numa situação dessas [risos]), bastava alguém começar a cantar que eu conseguia acompanhar.
Confesso que em alguns momentos eu tive alguns privilégios, pois o Coronel da nossa unidade (à época o excelentíssimo Ten Cel Carlos) gostava muito de música, principalmente da música “amigos para sempre”.
Por outro lado, nosso pelotão no decorrer dos dias e meses passou por inúmeras dificuldades. O único momento que eu não os acompanhava era quando me solicitavam para tocar em algumas ocasiões. Fora isso, a gente vibrava nos treinamentos, instruções, acampamentos e é claro, nas demais faxinas (hehe).
Ao término do serviço militar fui agraciado com a reservista branca, de primeira categoria pelos bons serviços prestados. Esse reconhecimento me deixou muito feliz.
Eu pedi para servir e não me arrependo. Independente de qualquer adversidade vivida, valeu a pena.
Ter ingressado nas forças armadas me deu um novo sentido de viver. Aprendi a valorizar coisas simples e importantes, como por exemplo, um copo com água.
Certa vez estávamos carpindo nas imediações da unidade e não havia água ali. Fiquei tão cansado ao ponto de me encostar numa cerca por alguns minutos. Estava me sentindo muito fraco, então olhei no terreno vizinho e havia um mendigo segurando uma latinha cortada para beber água da torneira. Ele olhou para mim, observou meu estado de fraqueza, colocou água naquele copo improvisado e veio me servir. Aquilo me marcou. Foi naquele momento que eu descobri que cada pessoa tem o seu devido valor no Universo, e um pode ajudar o outro.
Na minha opinião todo jovem, ao completar a maioridade, deveria servir seu país.” - Nelson
___________________________________________________________________________________
-2003-
Retornou suas atividades com a banda T.O.S. em alguns eventos. Depois de pouco tempo a banda acabou e uma boa parte dos integrantes decidiu seguir outros rumos.
A banda gravou apenas um CD demonstrativo com quatro faixas encerrando suas atividades depois de um tempo.
Por esse e outros motivos, Nelson deixou de conciliar música com religião, optando por criar ideias no ramo secular e alternativa, fora de qualquer critério ou definição religiosa.
“Eu nasci com a música. Cresci ouvindo e observando sons de sintetizadores, pianos e teclados.
Com apenas um mês de vida minha Avó (in memorian) dizia que eu só parava de chorar dentro da igreja quando a orquestra começava a tocar. No dia seguinte eu solfejava algumas das canções da Harpa cristã, em especial uma chamada “firme nas promessas”.
Eu lembro que um dos meus tios, o cantor Ednaldo Cruz, havia gravado um disco gospel em LP cheio de arranjos de um tecladista muito bem-conceituado naquela época, o músico Ronaldo Lark. Eu era criança e aquelas frequências sintetizadas me influenciavam sem eu saber o que era aquilo.
Tenho certeza de que a música foi o maior Dom de Deus em mim, sem sombra de dúvidas. Isto sempre me deixou muito feliz, e a minha missão é retribuir isso levando minha música ao mundo, aos planetas do sistema solar e às galáxias com a minha mensagem (se possível/risos).
Agora falando sobre religião, o grande problema é que na realidade existem manipulações, o que nada mais é do que a religiosidade falando mais alto que a fé. E este foi um dos motivos que me fez despertar para seguir o meu caminho independente.
Toquei em diversas denominações evangélicas, e hoje eu direciono a minha fé em Deus (absolutamente) sem qualquer tipo de intervenção religiosa ou humana. A meu ver Deus é O Espírito Supremo.
Eu acredito que o homem pode estabelecer uma comunhão com o Criador sem intermediadores humanos.
Em minha opinião, a religião é um canal que pode ou não te aproximar de Deus. Não é via de regra, nem pode te salvar de nada. De acordo com a minha concepção, tudo depende da fé naquilo em que você acredita.
Algumas pessoas se preocupam mais em tentar desvendar o sinal da besta do que falar sobre Deus às pessoas. A meu ver isso é ridículo. Ninguém pode desvendar a Bíblia, o Alcorão, ou a Torá. Particularmente eu acredito que estas são as três escrituras sagradas reveladas por Deus através de Seus Mensageiros e Profetas.
A fé deve ser bem direcionada e não manipulada. Cabe a cada um seguir o que achar melhor.
Eu gosto de tocar e ouvir rock, heavy metal, metal progressivo, new age, e todos os tipos de instrumentos musicais. E também gosto de outros gêneros musicais, até porque o teclado possui uma versatilidade incrível para tocar, agora dizer que o rock traz maus fluídos, que pertence às forças do mal, que o homem deve seguir critérios religiosos... É besteira. O rock é aventura!
Você não precisa, por exemplo, fazer apologia às drogas ou usá-las para gostar de rock. Você precisa ser você mesmo e ficar livre de tudo aquilo que te faz mal para ser feliz!
Durante muitos anos eu vivi esse tipo de preconceito musical enquanto fui evangélico. Conheci e toquei com pessoas incríveis, mas infelizmente a manipulação humana e o preconceito musical predominaram e isso nos separou.
Também há muito dinheiro envolvido nisso, escândalos, adultérios, mas não vou generalizar. Por outro lado, eu acho que arrecadar dinheiro em nome de Deus para se sustentar é o mesmo que profanar algo sagrado. Mas cada um responderá pelos seus atos, pois Deus é Eterno e Justo. Essa é a minha linha de raciocínio a respeito.
Nesse aspecto, hoje eu me sinto bem melhor do que antes. Eu Sou livre para tocar o que eu quiser. O mais importante na vida é viver para ser feliz.” - Nelson
Ainda em 2003, Nelson iniciou suas atividades como músico profissional, deixando de lado todas as frustrações para se dedicar inteiramente à música.
“Foi uma época incrível, e eu ainda tinha alguns alunos de música.
Eu gravava em alguns estúdios, fui assistente de palco (roadie) de bandas, tive meus trabalhos registrados em CDs de artistas, projetos, participava de shows, toquei no Black more, conheci a Elke Maravilha no Mad Studios na Lapa-SP, toquei no piano do Hotel Cesar Park, toquei no Centro Cultural São Paulo, etc. Eu respirava música, vivia duro [$] só que eu era muito feliz!
Eu ouvia muito o Dream Theater, desde os primeiros álbuns. Foi um tipo de som que me influenciou muito quando eu comecei a tocar rock e metal progressivo, além de outras bandas e músicos legendários como Rush, Savatage, Iron Maiden, Frank Zappa, Tony Macalpine, etc.
O Brasil possui excelentes artistas, mas infelizmente não é o país da música, talvez do carnaval, futebol, essas coisas comuns e passageiras...
Acredito que um músico deve ser muito bom naquilo que ele faz para tentar uma carreira profissional. No meu caso e financeiramente falando, até hoje não deu certo viver de música.
Eu lutei muito por isso, mas hoje em dia eu encaro essa realidade como um sonho que será providenciado. No Brasil ou fora dele.Por outro lado, eu sou funcionário público concursado e eu vivo a minha vida.
Já passei dos trinta e então eu faço planos para ter uma boa aposentadoria no futuro, só que nem por isso eu deixei ou deixaria de tocar. Hoje eu estudo para novos concursos públicos, dou aulas e continuo tocando e gravando. As Bandas vão e voltam e o segredo é tocar.” - Nelson
___________________________________________________________________________________
-2004-
Foi assistente do pianista Fernando Pereira (Yes songs, Mefisto, Compacta Trio, Violeta de Outono), fazendo parte da equipe de produção musical em São Paulo - SP.
“Não tivemos a oportunidade de tocar juntos. Fui apenas seu assistente de palco.
Eu o acompanhava em seus shows com meus dedos se movendo na vontade de tocar cada música quando as bandas tocavam só que eu não pude tocar em nenhuma das apresentações. Foram situações engraçadas, frustrantes, e significativas para mim.
Aprendi algumas coisas com o pianista Fernando (mais conhecido como Fernando macabro), inclusive algumas técnicas pianísticas.” - Nelson
No mesmo ano, Nelson participou de alguns ensaios com algumas bandas covers, entre elas a banda Dream Theater Cover, em Tatuapé-SP, sob a direção do vocalista Ricardo Takahashi.
“Fizemos alguns ensaios legais, mas nunca nos apresentamos.” - Nelson
___________________________________________________________________________________
-2005-
Depois de um tempo, após divulgar vários anúncios na internet, Nelson ingressou na banda Soulvenir. Com eles gravou seus teclados num cd demo com duas músicas próprias no estúdio Plug & Play SP (Other reasons e Lord of the night), sob a direção musical do produtor Udo Stramm.
A banda realizou diversos shows em São Paulo, tocando algumas músicas próprias e covers (Savatage, Rush, Dream Theater, etc.)
No mesmo ano se apresentaram na TV participando do programa “Gang Rock”, um projeto do canal 21, apresentado pelo músico Canisso, da banda Raimundos.
“Eu vivia para música! Passava em média seis horas por dia treinando e tocando. As ideias fluíam, os treinamentos eram intensos. Eu aprendi muito e conheci músicos excelentes!” - Nelson
__________________________________________________________________________________
-2006-
Por motivos pessoais, afastou-se da banda Soulvenir e nesse intervalo gravou seu primeiro trabalho instrumental, o cd Dawn of time (alvorada do tempo). Um álbum com apenas 6 músicas próprias que ainda contou com a participação de sua irmã na primeira faixa, a violinista Ellen Macedo.
Esse foi seu primeiro álbum independente. Finalizado em abril de 2006 no NJ STUDIO (independente).
“Naquela época eu tinha muitas ideias na mente e jamais iria me perdoar se eu não as gravasse num cd. Registrei todas as músicas. Foi o meu primeiro trabalho próprio tocando metal progressivo com os meus teclados e parafernálias.” - Nelson
_________________________________________________________________________________
-2007-
Cursou o primeiro semestre de administração geral de empresas na faculdade FESPSP e abandonou o curso.
"Uma faculdade legal. Um curso que parecia ser interessante, com pessoas legais, mas não era para mim. Não me identifiquei totalmente. No meu íntimo eu não queria ser um empresário ou um homem de negócios.
Na época eu trabalhava em uma empresa do ramo privado e eles conseguiram descontos para funcionários. Então eu pensei em ser gerente. Não deu certo. Depois eu foquei em estudar para concursos e deu certo." - Nelson
Ainda no mesmo ano, gravou alguns vídeos tocando músicas conhecidas dos anos 90, o que o tornou um tanto conhecido por alguns usuários do youtube e internautas.
No mesmo ano voltou a ensaiar com a Soulvenir.
“Essa banda foi o único projeto onde de fato eu tive a liberdade de criar ideias, solos, e arranjos musicais. Éramos uma família, onde quase todos se davam bem, tocando num clima muito divertido.
Reconheço minha grande mancada quando os deixei em um dos momentos mais importantes. Eu vivia de música e certa vez um dos meus teclados quebrou durante os nossos ensaios. Então pedi ajuda para consertá-lo.
A maioria dos integrantes se prontificou em ajudar-me, pois eu estava desempregado. Porém, assim que o conserto ficou pronto eu tive que sair da banda para arcar com outras despesas arranjando um emprego fixo fora da música. Isso indiretamente os prejudicou.
Fui criticado na internet, mal interpretado, enfim... Foi uma situação desagradável para todos. Mas assim que eu me restabeleci com um emprego fixo ressarci a maioria dos integrantes. Alguns não quiseram receber, mesmo eu fazendo questão de ser justo em ressarci-los.
Após o acerto de contas, fiquei com a consciência tranquila. Não podia voltar ao passado, mas devolvi o que me foi emprestado, e quando eu retornei, deixei uma mensagem no site whitplash informando que eu não queria prejudicá-los.
Hoje eu tenho contato com alguns integrantes e nos damos muito bem.
Sou um cara transparente. Procuro seguir critérios justos a fim de priorizar benefícios, jamais prejuízos. E ser justo na minha opinião é, acima de tudo, ser ético.” - Nelson
Após o término da banda com a antiga formação, Nelson ficou afastado da música por um tempo.
Atualmente não se sabe exatamente se a banda Soulvenir possui outra formação ou se acabou.
Ainda em 2007, foi convidado pelo guitarrista, amigo, músico e xará Nelson Junior a ingressar na banda do cantor Jair Bloch (Nova Brasil FM, Record News), onde foi tecladista por dois anos.
“O cantor Jair Bloch é um ser humano fenomenal! O meu irmão homogêneo guitarrista Nelson Junior então, nem se fala. Na época a gente ficava conversando sobre música durante horas por telefone! Somos grandes amigos. Comprei um teclado dele, um CASIO CT 680, e acabei deixando no estúdio do Jair para facilitar os nossos ensaios... O teclado deve estar lá até hoje (risos).
Eu tenho tantos teclados que eu não tive problemas em deixar um deles por lá. Afinal nunca se sabe o momento de fazer um bom som com velhos amigos!
Nos nossos ensaios eu sempre falava: Jair, suas músicas devem ser tocadas nas rádios cara! E não é que a música olhar pra trás estourou nas rádios?! Eu dei a ideia!
O cantor Jair Bloch, além de ser um artista incrível, é um cara que tem o dom da composição musical. Suas músicas são muito interessantes e legais de serem ouvidas.” - Nelson
No final do mesmo ano, foi convidado pelo guitarrista Lucas Vandanezi a gravar um cd demo experimental com músicas populares, sob a direção do músico guitarrista Marco Pólo (Popó). O trabalho foi gravado no Studio 45 em São Paulo.
“Gravamos ao vivo, ligamos os instrumentos, tocamos e gravamos. Usei um teclado CASIO modelo CT-680, um teclado bem simples. Ter tocado com esses dois gênios musicais foi marcante!” - Nelson
__________________________________________________________________________________
-2008-
Nesse ano, participou de um alguns ensaios experimentais como vocalista de uma banda chamada Osíris, mas nunca se apresentou com eles.
“Foi um projeto bem rápido com a minha participação. Coloquei alguns anúncios na internet como tecladista, vocalista e recebi uns e-mails deles me convidando para ser o vocalista. O repertório era de bandas como Ozzy Osborn e Iron Maiden. Tirei algumas músicas para cantar e marcamos alguns ensaios, porém eu não pude acompanhá-los em nenhum show por causa dos meus trabalhos como tecladista. Apenas ensaiamos. Espero que eles tenham continuado!” – Nelson
__________________________________________________________________________________
-2009-
Masterizou o DVD ao vivo do guitarrista Otoniel Randal no NJ STUDIO.
“O Otoniel é um músico incrível. Além de excelente ele também é um cara muito legal e divertido. Já tocamos juntos algumas vezes e isso me deixou muito grato.” – Nelson
__________________________________________________________________________________
-2010-
Nasce o projeto Nelyvan, criado por seu primo, o guitarrista Iwan Kawaliauskas.
“Infelizmente nunca nos apresentamos em nenhum show (risos). Tudo se resumiu em alguns ensaios e composições." - Nelson
______________________________________________________________________________________________________
-2011-
Produziu o quarto cd de sua mãe, a cantora evangélica Terezinha Cruz.
O disco “Louvores a Deus” foi um trabalho beneficente, distribuído gratuitamente em diversos centros de reabilitações em trabalhos comunitários.
O cd ainda está disponível na internet e o download é gratuito, sem fins lucrativos.
“Eu nunca havia produzido um trabalho tão gratificante como esse. Não foi apenas a produção de um cd, de fato foi um trabalho muito especial e marcante para mim. Principalmente por se tratar de um projeto beneficente.” – Nelson
__________________________________________________________________________________
-2012-
Criou várias ideias musicais, e algumas delas estão registradas em sites como o youtube e Vimeo.
__________________________________________________________________________________
-2013-
Fez um curso de aperfeiçoamento musical em teoria e começou a produzir gravações de alguns músicos em seu home studio, dentre eles, algumas gravações com o guitarrista e maestro Moisés, em Carapicuíba - SP (Orquestra Jubilah, Academia Mozza).
“Esse Maestro é digno da minha admiração e respeito. Eu nem era nascido e ele já tocava em tudo quanto era lugar por aí, inclusive ele tocou com o guitarrista Betinho, um dos grandes guitarristas brasileiros. O que me deixa mais impressionado é que em meio a toda a minha loucura, eu ainda consigo ser convidado para tocar e produzir com músicos de elite como o Maestro Mozza. Ele é um dos mestres do Jazz.” - Nelson
___________________________________________________________________________________
-2014-
Criou com o guitarrista Samuel Alves o projeto Planet Cop, e depois de alguns meses deixou o projeto por falta de disponibilidade nos ensaios e gravações, voltando depois de um tempo. Suas atividades musicais no projeto foram encerradas em 2016.
___________________________________________________________________________________
-2020-
Produziu o seu segundo cd solo “Songs to another world”. Um trabalho muito bem recebido por seus seguidores.
___________________________________________________________________________________
-Influências-
Pianistas e tecladistas brasileiros que o influenciaram: João Carlos Martins, Ronaldo Lark, Hermeto Pascoal, Nelson Ayres, Tom Jobim, Luiz Schiavon, Nivaldo Azevedo, Ivan Lins, Guilherme Arantes, Isaque Macedo, Davi Neves.
Pianistas e tecladistas internacionais que o influenciaram: Bach, Jerry Lee Lewis, Chick Corea, Jon Lord, Rick Wakeman, Vangelis, Enya, Jean Michael Jarre, Michael Cretu, Tony Macalpine, Herbie Hancock, George Duke, Jan Hammer, Jordan Rudess, Kevin Moore, Derek Sherinian, Daniel Baremboin, Yuzo Koshiro, Sun Ra, Jon Oliva.
__________________________________________________________________________________
-Período atual-
Atualmente Nelson toca profissionalmente em casamentos, nas horas livres estuda, escreve algumas composições, realiza parcerias musicais, e prossegue na gravação do terceiro CD solo.
“Sou um cara comum que ama a música fazendo um som.” - Nelson Junior tecladista