O funk brasileiro, especialmente entre os anos de 2010 e 2019, passou por uma grande evolução e consolidou-se como um dos gêneros musicais mais populares do Brasil. Durante esse período, o estilo ganhou ainda mais visibilidade, deixando de estar restrito às comunidades e passando a ocupar espaço nas rádios, nas festas, na televisão e, principalmente, nas plataformas digitais. Com isso, o funk conquistou um público cada vez maior, especialmente entre os jovens.
Originalmente vindo das periferias do Rio de Janeiro, o funk expandiu-se para outras regiões do país, como São Paulo, onde se desenvolveu o chamado funk paulista. Ao longo desses anos, o gênero diversificou-se em vários subgêneros, como o funk ostentação, que fala sobre luxo e conquistas; o funk melody, com músicas mais românticas; e o funk comercial, mais voltado para o grande público. Essa diversidade ajudou o funk a alcançar diferentes gostos e a tornar-se ainda mais popular.
Entre 2010 e 2019, a produção musical também evoluiu bastante. As batidas tornaram-se mais elaboradas, com influências da música eletrônica, do rap e do trap, o que modernizou o som e o aproximou de tendências internacionais. As letras passaram a abordar uma variedade maior de temas, incluindo festas, dinheiro, fama, relacionamentos e também a realidade das comunidades, mostrando diferentes perspectivas da vida urbana.
Nesse período, vários artistas tiveram um papel importante na popularização do gênero. Entre eles estão MC Don Juan, conhecido por suas músicas românticas e de grande sucesso; MC Livinho, que se destaca pela sua voz marcante e pela mistura de funk com R&B; e MC Menor da VG, que também contribuiu para o crescimento e a modernização do funk. Assim, entre 2010 e 2019, o funk deixou de ser visto apenas como um estilo marginalizado e passou a ser reconhecido como um dos principais movimentos musicais do Brasil. Além disso, começou a ganhar destaque internacional, influenciando outros gêneros e mostrando a força da cultura brasileira no cenário global.