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A maioria dos músicos e cantores tem dentro de si uma vontade de ‘crescer’ ministerialmente. E se recebem uma profecia que “seu nome será soprado para os quatro cantos da terra”, passam a dedicar todos seus esforços para que a fama chegue mais rápido; esquecendo-se que o único nome que deve ser ‘soprado’ aos quatro cantos da terra é o nome de Jesus.
No afã desse objetivo, muitos usam seus semelhantes como escada, correm desenfreadamente a procura de fãs, curtidas, seguidores.
Deus, através de sua vontade permissiva, até permite que muitos destes cheguem ao patamar que sonhavam, mas observa cuidadosamente a atitude de cada servo.
Há muitos casos em que ocorre o inverso, o músico/cantor era a princípio um humilde servo, tudo que conquistava era com jejum e oração, mas quando Deus o exalta, ele se ensoberbece e se esquece de transferir a Deus os aplausos que recebe. Há ainda muitos que no auge da fama se esquecem de Deus por amor ao dinheiro, e a ganância por coisas materiais acabam sufocando seus dons ministeriais.
Veremos nos tópicos abaixo lições preciosas de como lidar com essas situações trazidas pela fama e a partir de exemplos bíblicos estabelecer um padrão de vida a ser seguido pelos nossos músicos e cantores em quaisquer situações: pobreza ou riqueza, desprezo ou fama, pódio ou anonimato.
A história de Davi fascina gerações. Extraímos diversas lições de seus acertos e tomamos aviso com seus erros. Sua infância e juventude não lhe oferecia um horizonte promissor. Era o menor de sua casa, trabalhava duro todos os dias cuidando do rebanho de ovelhas de seu pai. À medida em que os anos vão se passando, Deus vai capacitando o pequeno Davi com dons. Quem sabe Davi toca seu primeiro hino para uma platéia de ovelhas, deitadas e quietas, à beira de um riacho.
Para os olhos carnais, não havia chances de um simples pastor de ovelhas ter a fama que teve. Mas Deus ia trabalhando dia a dia. Um dia Deus o usava para matar um leão, outro dia para despedaçar um urso. Degrau por degrau Davi vai subindo sem perder sua simplicidade.
No dia de sua unção por Samuel, Deus já começou revelar segredos de seu futuro, mas nem por isso ele se encheu de orgulho. Ao invés disso, permaneceu humilde e submisso a seu pai Jessé.
Após vencer o gigante Golias, a fama chega na vida de Davi. Ele contempla e ouve mulheres gritando seu nome nas ruas e praças. Fica perplexo! Não sabe se comemora ou se atemoriza.
“Sucedeu, porém, que, vindo eles, quando Davi voltava de ferir os filisteus, as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, cantando e dançando, com adufes, com alegria, e com instrumentos de música. E as mulheres dançando e cantando se respondiam umas às outras, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém, Davi os seus dez milhares (1 Samuel 18:6,7)”
A fama pode despertar inveja de muitos, mas se a postura do adorador continuar sendo de servo humilde, nada o atingirá. É o que vemos nos capítulos que se seguem na vida de Davi. Perseguições, perigos, desafios, mas Deus estava com ele. A fama não tinha atingido sua comunhão com Deus, mas o fez entender o quanto dependia dEle.
Se Davi sabia lidar com os aplausos, ele também aprendeu lidar com os desprezos. Mical, a filha do rei Saul, o desprezou por estar ele entre os levitas, pois usava roupas sacerdotais, dançava e tocava ao Senhor:
“E sucedeu que, entrando a arca do Senhor na cidade de Davi, Mical, a filha de Saul, estava olhando pela janela; e, vendo ao rei Davi, que ia bailando e saltando diante do Senhor, o desprezou no seu coração (2 Samuel 6:16)”
Mical criticou Davi sem ao menos conhecer o seu passado, aquele dia significava muito para ele, ele estava entre os levitas mesmo sendo da tribo de Judá, seus sonhos de infância estavam sendo cumpridos e podia compartilhar de sua alegria de modo simples, sem holofotes, sem ternos brilhantes, sem sapatos coloridos, mas com uma túnica de linho fino igual aos demais.
Mical tinha uma visão carnal do culto, e só via a aparência. Fez seu julgamento baseado no que viu com seus olhos carnais. Veja o que ela disse a Davi com ironia:
“E, voltando Davi para abençoar a sua casa, Mical, a filha de Saul, saiu a encontrar-se com Davi, e disse: Quão honrado foi o rei de Israel, descobrindo-se hoje aos olhos das servas de seus servos, como sem pejo se descobre qualquer dos vadios (2 Samuel 6:20)”
Mas Davi fez tudo isso pelo Espírito de Deus, impulsionado pelo prazer de trazer a presença de Deus a sua cidade. Ele sabia que tudo que ele fizesse seria pouco para retribuir o tanto Deus tinha sido bondoso para com sua vida. Esse é o ponto chave desse tópico: A fama não avoca glórias, mas retribui glórias a Deus.
Muitos cantores e músicos já chegaram ao pódio da fama assim como Davi esteve, mas por não transferir a Deus as glórias recebidas, hoje encontram-se humilhados, parados e sem reconhecimento dos irmãos. Nabucodonosor foi comido de bicho pois não deu glórias para Deus. Tudo nessa vida é passageiro, a fama não dura para sempre. Davi não reinou eternamente.
Por isso, é importante manter uma postura de servo em quaisquer situações, seja nos momentos de fama, seja nos momentos de desprezo. E nunca se esquecer que quem deve ser honrado, aplaudido, ovacionado é o nosso Eterno Deus.
A definição do vocábulo ‘artista’ é um pouco controversa. Não há uma definição universal que abranja um sentido único. Pois bem, o artista a que me refiro, é o músico que toca algum instrumento ou pratica a arte de cantar.
No meio secular há atitudes que são comuns aos diversos artistas dessas duas categorias. Os artistas, de modo geral:
treinam muitas horas;
dedicam seu tempo em produzir algo que agrade seus ouvintes;
procuram desenvolver técnicas vocais ou de execução instrumentista que supere sua antiga exibição;
Investem pesado em seus equipamentos musicais para suas exibições em shows;
Buscam os melhores looks e figurinos para uma boa apresentação ao público;
Buscam lucrar com seus shows cobrando valores estipulados previamente;
Mantêm uma vida social ativa nas Redes Sociais e na Tv, a fim de publicizarem sua imagem e produzir lucro pelas exibições de seus vídeos;
Mantêm uma acirrada disputa pelo pódio da fama com seus colegas de categoria.
Precisam de uma equipe de seguranças pessoais para se deslocar entre uma multidão. Na maioria dos casos não é por medo de roubos, sequestros, mas sim por não querer ter contato com o público.
Será que seu cantor favorito, que você segue diariamente nas Redes Sociais, tem algumas dessas atitudes? Se a resposta for afirmativa, ore por ele! Já está se tornando um artista e deixando de ser um adorador.
A fama em si não é um pecado. O problema esta em aprender a lidar com ela. O Adorador precisa transferir as Honras e Glórias recebidas para Deus. Nesse ponto ressalto uma frase que sempre pronuncio em ocasiões de aplausos: A alegria é nossa, mas a honra e a glória é de Deus!
E quais as característica do Adorador? O verdadeiro adorador não faz show, ele rende ações de graças ao Todo-Poderoso em qualquer ambiente que ele vai. Não importa se é um culto ao ar livre ou num grande templo da capital.
O verdadeiro adorador não precisa de aplausos, likes, seguidores, inscrições em seu canal, pois isso não é importante! Ele anseia por almas, com mãos erguidas aos céus se rendendo ao Salvador.
O verdadeiro adorador se dedica mais a oração do que as mídias sociais, pois sabe que à medida em que ele busca ao Senhor em primeiro lugar, todas as demais coisas lhe são acrescentadas em sua vida.
O verdadeiro adorador não precisa de seguranças, pois confia que o anjo do Senhor acampa ao redor dos que o temem e os livra. Seu desejo é se ‘misturar’ com o povo, assim como Jesus fazia, sem qualquer acepção de pessoas.
O verdadeiro adorador escreve letras inspiradas após muito jejum e oração. Não se preocupando apenas que a letra agrade ao público, mas que agrade a Deus. Ele vive o que ele canta, ele canta o que ele vive!
O verdadeiro adorador apresenta-se a si mesmo como sacrifício diante do Senhor, sabendo que todo seu espírito, alma e corpo devem ser conservados santos e irrepreensíveis a um Deus que tem olhos como chamas de fogo e tudo vê.
Há um abismo muito grande entre um artista e um verdadeiro adorador. Deus não divide sua glória com mais ninguém. Ele nos concede dons para seu louvor, para exaltação da sua majestade. Se esses dons passarem a nos distanciar dEle, Deus tem seus meios de trabalhar a fim de que voltemos aos trilhos, e o louvemos de todo coração.
Jesus é o nosso exemplo maior em todas áreas de ensino. A Bíblia fala que em tudo foi tentado, mas não pecou (Hebreus 4:15). Mostrou ao mundo que é possível vencer qualquer desafio quando se mantém uma vida íntegra, santa, dedicada ao Senhor.
Jesus, sendo Deus, despiu-se de sua glória e veio a se tornar homem como nós!
“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome. (Fp 2:5-9)”
Apesar do ministério de Jesus ser bem curto, notamos que Ele se tornou conhecido nas regiões circunvizinhas da Judeia e pouco a pouco seu nome foi sendo propagado. Vejamos essas referências extraídas dos Livros sinóticos de Mateus e Lucas:
“A sua fama, porém, se propagava ainda mais, e ajuntava-se muita gente para o ouvir e para ser por ele curada das suas enfermidades (Lucas 5:15)”
“E a sua fama correu por toda a Síria, e traziam-lhe todos os que padeciam, acometidos de várias enfermidades e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos, e os paralíticos, e ele os curava (Mateus 4:24)”
Quando Jesus curava ele sempre advertia que mantivessem o milagre em segredo. Nunca buscou ‘impulsionar’ seu ministério com seus milagres. Vejamos o que Ele diz na cura da filha de Jairo:
“E mandou-lhes expressamente que ninguém o soubesse; e disse que lhe dessem de comer (Marcos 5:43)”
Seu ministério foi marcado com milagres, mas esse não era o objetivo central, pois Jesus veio buscar e salvar o que se havia perdido e isso só se consumaria com sua morte na cruz do calvário. Assim, os milagres eram um cumprimento das profecias do Velho Testamento e comprovavam que Ele realmente era o Messias, o enviado de Deus para libertar os cativos e oprimidos pelo pecado. Mas o fato dEle ser o Messias não o tornava altivo. Tanto é que quando Pedro faz a maior de suas declarações “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mateus 16:16)”, Jesus não se infla ou pisa mais alto com essa declaração, ao invés disso, proíbe seus discípulos até de dizer isso a outras pessoas:
“Então mandou aos seus discípulos que a ninguém dissessem que ele era Jesus o Cristo (Mateus 16:20)”
Mas mesmo com todas essas advertências de Jesus, sua fama corria e chegou nos palácios:
“Naquele tempo ouviu Herodes, o tetrarca, a fama de Jesus (Mateus 14:1)”
Agora Jesus já era uma figura pública, muitos queriam conhecê-lo, ouvir seus ensinos, tocar nas suas vestes, contemplar algum milagre.
Várias foram as estratégias usadas para atrair a atenção de Jesus. O mestre percorria vários lugares e cada pessoa tinha uma estratégia diferente para chamar sua atenção. Zaqueu, o cobrador de impostos, subiu numa árvore para o vê-lo. Nicodemos, fariseu e um dos príncipes dos judeus, escolheu a noite para ter um encontro com Jesus, talvez pelo medo de ser visto falando com o mestre.
Bartimeu, o cego de nascença, pensa em gritar o mestre. Mas seu apelo tinha uma estratégia, ousou chamá-lo de “Filho de Davi” e isto chamou a atenção do mestre.
A mulher do fluxo de sangue pensou que não era digna de falar com o mestre, mas se tão somente tocasse nele já receberia sua cura e assim o fez e recebeu sua cura.
Muitos outros exemplos poderiam ser citados, mostrando que Jesus se tornara uma pessoa conhecida e procurada. Contudo, sua postura era a mesma, humildade, serenidade, amava estar entre o povo. Tinha empatia pelo povo, a fama não entorpeceu seus sentidos. Esse é um mau que vemos nos nossos dias, cantores embebedados pela fama e não sentem empatia pela dor e sofrimento de seus irmãos. Jesus via em cada rosto a necessidade de perdão de pecados, de alcançar uma vida eterna. O mestre se preocupava até com as necessidades físicas dos que o seguiam, multiplicou pães e peixes para alimentar uma multidão faminta que o seguia.
Que lições preciosas podemos aprender para nossas vidas com os exemplos do ministério de Cristo. A fama não ‘subiu para sua cabeça’! Mas cumpriu sua missão e nos deixou o maior exemplo.