Meu nome é Mariana Bergental Diel. Eu nasci em 18 de fevereiro de 2001 em uma cidadezinha no interior do Rio Grande do Sul chamada Santo Cristo.
Sou filha única de uma família cujo maior sustento sempre veio da agricultura familiar, e que apesar das dificuldades, fez de tudo para que eu crescesse rodeada de livros e sempre me apoiou na minha paixão pela comunicação, que começou quando eu ainda era criança.
Eu assistia aos jogos do Grêmio, meu time do coração, e ficava fascinada ouvindo os jornalistas na narração e nos comentários dos jogos. Aqueles que não passavam na TV eu acompanhava juntamente com meu pai pelo rádio.
Depois com a internet, após cada jogo virou costume abrir jornais online para ler sobre a partida. Foram os jogos do Grêmio que afloraram em mim o sentimento de gratidão pelo trabalho daqueles comentaristas esportivos, que conseguiam fazer a menina do interior se sentir mais perto do clube da capital. Eu queria ser como eles.
Na infância, uma das minhas maiores curiosidades era sobre o funcionamento do rádio. Eu não compreendia como saia som de um aparelho tão pequeno e queria entender como a minha mãe ligava para a rádio local e em poucos minutos a música que ela havia pedido tocava.
Então, em uma noite de verão a minha mãe me levou para conhecer o estúdio e ao ver o profissional comandando a mesa de som eu me encantei. Na mesma época me interessei também pelo funcionamento do jornal impresso que até hoje circula em Santo Cristo e que também fez eu me aproximar da profissão.
Fui crescendo e amadurecendo a vontade de cursar comunicação. Meus pais nunca mediram esforços para que eu realizasse meus sonhos, e foi com esse apoio que em 2019 deixei Santo Cristo rumo a São Borja, na fronteira oeste do estado para cursar Jornalismo na Universidade Federal do Pampa - Unipampa.
Em 2020, por conta da pandemia de Covid-19 retornei para Santo Cristo, onde tive aulas onlines até tudo se normalizar.
O presencial na Unipampa retornou em 2022 e neste mesmo ano eu voltei para São Borja, onde em 2023 concluí a minha graduação. Formada, fiquei um tempo em São Borja, colecionando experiências, até alçar novos voos.
O jornalismo para mim é mais do que uma profissão
É um sonho realizado!
Com apenas sete anos entrei para o Movimento Escoteiro e como diz o ditado “Uma vez Escoteiro sempre Escoteiro”. Guardo com carinho até hoje as vivências dessa época e sempre que consigo um tempinho visito o Grupo Escoteiro Haway de Santo Cristo.
As atividades do grupo eram todos os sábados, e ao longo da minha trajetória fui lobinha, escoteira e sênior — só não fui pioneira porque entrei para a faculdade e logo depois veio a pandemia.
Mas existe em mim a grande vontade de um dia retornar como voluntária, ser chefe e repassar ensinamentos para os mais jovens. No escotismo a gente aprende fazendo, trabalhando em grupo, errando e acertando, claro que além disso a gente se diverte, acampa, viaja, faz amigos e adquire experiências para toda a vida.
O amor pelos animais e a vontade de ajudar os mais vulneráveis existe em mim desde que me conheço por gente. Quando criança os animais simplesmente entravam no meu caminho e eu os levava para casa, dava lar temporário e conseguia boas casas para eles, os que não conseguia doar acabavam ficando na família mesmo.
Uma das minhas maiores alegrias é conseguir ajudar os animais dentro da minha profissão. Hoje em dia eu escrevo, divulgo ações e também me coloco à disposição para realizar produções independentes em prol dos animais.
Esse vídeo de agradecimento é um dos exemplos que eu gravei, editei e narrei. Foi meu presente de Natal para a Associação dos Colaboradores e Protetores dos Animais de São Borja (ACOPASB). Eles cuidam de mais de 400 animais retirados de maus-tratos no município.
Esse é meu gatinho companheiro, o Geromel.