Como outras linguagens, a música também possui regras, parâmetros de construção e estruturação que são inerentes à sua aparência final. Isso não quer dizer que não conhecer ou dominar a música de maneira teórica impeça alguém de compor, cantar ou tocar um instrumento musical. Ainda assim, essas regras continuarão fazendo parte das composições e performances musicais.
Um importante compositor norte-americano chamado Aaron Copland (1900-1990), em seu livro What to Listen for in Music, traduzido para o português como Como Ouvir e Entender Música, afirma que a música existe no plano do fenômeno físico-sonoro, no plano dos sentimentos e também no plano das próprias notas e da sua manipulação. Nesse sentido, quem deseja se aproximar ao máximo da arte musical precisa conhecer e reconhecer a música em todos os seus três planos de existência.
Outro compositor e professor alemão, Paul Hindemith (1895-1963), em seu livro Elementary Training for Musicians, traduzido para o português pelo compositor brasileiro Mozart Camargo Guarnieri (1907-1993) como Treinamento Elementar para Músicos, defende que, para se evitar performances superficiais das obras já compostas ou para compor de maneira mais fluida e consistente, o músico, cantor ou compositor precisa dominar a linguagem musical e saber estruturá-la por meio de seus princípios teóricos.
Em resumo, a importância da teoria musical está no fato de que só é possível compreender ou desfrutar plenamente de uma obra musical quando se conhece também seus parâmetros de construção.