Quais são as técnicas, as dicas, os segredos e os instrumentos modernos da ORATÓRIA do século XXI? O que as pesquisas científicas e os melhores oradores dizem sobre a COMUNICAÇÃO? Como é falar, ouvir e ser ouvido em uma sociedade moderna?
Escutar é importante. Não apenas ouvir, mas escutar. Antes de Falar, ESCUTE.
Ouvir é diferente de escutar. Ouvir é biológico, ouvimos sons ao nosso redor, ruídos, barulhos. Escutar é diferente, escutar é dar atenção pra quem está falando com a gente. A escuta é nossa competência de ouvir e de interpretar o que ouvimos. Escutar é uma atitude interna e existem três tipos de escuta: Escuta fechada, científica e empática.
Busque a escuta EMPÁTICA!!
"1 – Quando minha atitude interna é de uma Escuta fechada, escuto a pessoa mas o que ela diz não vai mudar nada em mim.
2. Quando minha atitude é de escuta científica eu sou objetivo na ação do escutar, eu abro a minha mente para o mundo racional da outra pessoa.
3. Quando minha atitude interna é de escuta empática, eu me coloco no lugar da outra pessoa, eu me interesso pelas experiências e sentimentos da outra pessoa. A escuta empática me faz compreender mais profundamente a outra pessoa. Eu busco conexão com as razões e também com o seu coração. Eu me coloco ao lado dela para compreender melhor como é a realidade dela. Isso não quer dizer que eu concorde com o ponto de vista dela, quer dizer que eu reconheço o direito que ela tem de pensar como pensa e ser como é, sem querer que ela seja do jeito que eu quero."
(Fonte: Alzira Andrade e Mauro Henrique Toledo. Quero Falar em Público)
Veja como podemos compreender a arte de escutar pelos olhos de um grande filósofo.
"Escutatória" Por Ruben Alves
"Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso não ter filosofia nenhuma”. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. (…) Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. (…) Para ver é preciso que a cabeça esteja vazia. (…) Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma”. Daí a dificuldade: a gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer. (…) Para ouvir não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio de dentro. Ausência de pensamento. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia."
Para ler o texto completo acesse:
https://edisciplinas.usp.br/…/Artigo%20para%20Reflex%C3%A3o…
Em casa, no trabalho, em uma entrevista de emprego ou em uma sustentação oral perante um Tribunal. Seja qual for a situação que você esteja envolvido, não adianta tentar se expressar se não for capaz de escutar. A sua comunicação só será eficaz quando você compreender todas as dimensões desse processo.
É improdutivo acreditar que, em determinada situação, você se comunicou da forma correta, já que uma “forma correta” não existe. COMUNICAÇÃO EFICAZ É COMO A PESSOA ENTENDE e só funciona se você se expressar de uma maneira que a pessoa de fato consiga absorver. Quando ela não entende, isso é sinal de que a comunicação está sendo falha e o seu papel será encontrar uma alternativa diferente de se comunicar com essa pessoa.
Muitas vezes em meio um diálogo nem sempre apresentamos a postura adequada para o momento. Dominar um determinado assunto pode fazer com que pessoas falem muito, deixando de ouvir e abrir espaço para outras opiniões. Quando isso acontece, é preciso saber a hora de parar e escutar verdadeiramente, propiciando um diálogo produtivo.
1) Postura em reuniões de trabalho
Em uma reunião é muito importante apresentar ideias sobre as decisões que estão sendo discutidas. Entretanto, é importante ser flexível e respeitar o ponto de vista de outras pessoas envolvidas, de forma ética e profissional.
Mostrar atenção com o que os outros têm a dizer é algo que mostra muito sobre quem você realmente é. Mesmo discordando da outra pessoa, espere a conclusão do pensamento e pontue suas observações no momento em que a palavra for direcionada a você.
2) Um fala o outro escuta
Procure equilíbrio em uma conversa. Faça perguntas sobre o tema em questão, mantenha uma postura adequada e motive a troca de ideias, respeitando o tempo que a outra pessoa expõe argumentos. Não interrompa, deixe a pessoa terminar o que fala.
3) O “sabe tudo”
Controle a vontade de expor todo seu conhecimento de uma vez só. Se perceber que você sabe mais do que a outra pessoa sobre um determinado tema, seja ponderado nas correções e interrupções. Uma conversa tem que ser benéfica e proveitosa para ambos os lados, para que haja uma troca de informações.
4) Certifique-se que foi compreendido
Um dos pontos principais em uma comunicação eficaz é verificar se a transmissão da ideia foi bem sucedida, ou seja, se você se fez entender e se a pessoa captou exatamente a sua mensagem.
5) Corpo Fala
Envolva seu corpo na conversa, inclusive no momento em que está apenas ouvindo. Através da comunicação não verbal conseguimos muitas vezes transmitir mensagens que as palavras sozinhas não conseguiriam. Ao ouvir a outra pessoa, cuidado com posturas agressivas como cruzar os braços, fazer caras e bocas, bater o pé ou ficar olhando no relógio ou para a porta o tempo todo.
6) Crie RAPPORT
Quando a pessoa fala, olhe em seus olhos e se posicione para criar Empatia. A pessoa não lhe dará oportunidade alguma enquanto você não entrar no universo dela.
“Rapport é a capacidade de entrar no mundo de alguém, fazê-lo sentir que você o entende e que vocês têm um forte laço em comum. É a capacidade de ir totalmente do seu mapa do mundo para o mapa do mundo dele. É a essência da comunicação bem-sucedida.” Anthony Robbins
(Fonte: Villela da Matta. Sociedade Brasileira de Coaching)
Sim, você tem medo.
Sim, temos medo.
O medo é fisiológico, independe de nós. Você e eu sentiremos sempre que fizermos algo que possa nos trazer consequências.
Falar em público sempre traz consequências. Mas, muitas vezes, podem ser as melhores consequências da sua vida!
É verdade que às vezes você pode não se sair tão bem. Sempre haverá aquele dia que nada dá certo. Mas pense...ficar em casa morrendo de medo também não lhe dará nenhum benefício. Acredite, nenhum!
Parece estranho não é? Como assim a postura do meu corpo pode afetar meu Medo durante um discurso?
Pois foi exatamente isso que a Ciência descobriu!
Basicamente é assim: se você fica por algum tempo com uma postura corporal de derrota, sua mente entende isso e libera hormônios que farão você sentir medo; ao contrário, se você fica com uma postura de força, sua mente entende o recado e dá o comando para liberação dos hormônios dos LÍDERES.
Conheça as posturas que o levarão a ter mais medo ou a controlar esse melhor antes de falar em público (ou em uma entrevista de emprego, reunião etc)
A linguagem corporal afeta a maneira como os outros nos vêem, mas também pode mudar a maneira
como nos vemos. A psicóloga social Amy Cuddy nos mostra como “fazer poses de poder” -- ficar numa postura confiante, mesmo quando não nos sentimos confiantes -- pode afetar os níveis de testosterona e cortisol no cérebro, e pode até ter um impacto nas nossas chances de sucesso.
Graças à sua TED Talk, a psicóloga Amy Cuddy fez milhões de pessoas praticarem suas “poses poderosas” em casa. “Quais as expressões não verbais de poder e dominação?”, perguntou ela. “No reino animal, elas são sobre expansão. Então você se faz grande, se estica, ocupa espaço, basicamente se abre. É sobre se abrir. E os humanos fazem igual.”
O que tende a acontecer, explicou, é que nosso comportamento reflete o do outro. Se uma pessoa exerce poder sobre nós de maneira não verbal, tendemos a nos diminuir em relação a ela. E como corpo e mente estão conectados, Cuddy queria descobrir se era uma via de mão dupla ou se a mente dominava.
Sua resposta é que nossas mentes mudam nossos corpos, assim como nossos corpos mudam nossas mentes. Ou seja, fazer poses “poderosas” simples faz com que você se sinta de fato mais poderoso.
“Antes de encararem a próxima situação estressante, onde serão avaliados, tentem fazer isso por dois minutos – no elevador, no banheiro, na sua mesa com as portas fechadas”, resumiu. “Configure seu cérebro para cooperar ao máximo naquela situação. Levante o seu nível de testosterona e abaixe o de cortisol. Deixe a situação sentindo: ‘Ah, eu realmente disse e mostrei a eles quem sou’.”
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Uma sensação repentina de ameaça, falta de fôlego, náusea, palmas suadas, tremor na voz. Para quem tem medo de falar em público, só imaginar o ato pode causar um frio na barriga. Ficou famosa uma pesquisa americana, de 1977, em que 41% dos participantes citavam a glossofobia, a fobia de falar em público, como seu maior medo (antes mesmo da morte, que ficou com 19%!).
Parece exagero, mas não é. A aversão existe e aparece em diferentes níveis, numa entrevista de emprego, em uma palestra ou no palco do teatro.
Há diversas maneiras de começar conquistando a atenção da plateia. É possível começar pelo fim, olhar para o passado, projetar um futuro, fazer uma piada ou pedir que as pessoas façam algo, por exemplo. E ilustrar seu ponto de alguma maneira, seja com uma história ou uma anedota, pode ser o melhor caminho.
Depois da fala, 63% do público se lembra das histórias – e apenas 5% se lembram de estatística . Uma boa história, portanto, pode ser um bom jeito de iniciar uma apresentação.
Da mesma forma, é importante ancorar conceitos (e estatísticas, se quiser) em exemplos claros e memoráveis, para que a mensagem se mantenha na mente das pessoas. Uma ideia que “gruda” é aquela que envolve uma história, emoções fortes ou uma mensagem central bem delineada. E um exemplo bem pensado sempre ajuda.
Há diversas maneiras de concluir bem um discurso. Você pode, por exemplo, resumir os pontos-chave (entre um e três), retomar o que disse inicialmente, pedir que o público faça algo, projetar uma visão de futuro ou contar uma história que simbolize sua mensagem.
Saiba de antemão qual é a mensagem principal que você quer passar, atenha-se a ela e deixe-a clara para o público. Assim, mesmo que você perca a linha de raciocínio sem querer, vai ficar mais fácil retomá-la.
Em outra TED Talk viral, Nancy Duarte apresentou análises estruturais de discursos de grandes oradores, como Martin Luther King Jr., Steve Jobs e Abraham Lincoln. “Você tem o poder de mudar o mundo se se comunicar de maneira eficaz. Sua ideia precisa sair de você e ir onde outros podem vê-la”, resume.
O resultado é um formato das apresentações de excelentes oradores, que envolve intercalar o presente (o que existe) e o futuro (o que poderia ser).
O controle da velocidade e do tom da voz passam uma sensação de autoconfiança para público, assim como baixar seu tom no final de uma frase transmite poder. Também cheque se você está respirando fundo e exalando pelo nariz, duas coisas que ajudam o corpo a se manter calmo.
Ir rápido demais no conteúdo que você planejou passar é uma armadilha comum, e pode te deixar com um tempo de sobra que você vai passar maus bocados para conseguir preencher. Oradores profissionais são deliberadamente lentos ao entregar o conteúdo. Não de forma que incomoda, claro, mas em um ritmo que vai encorajar todos na sala a prestarem atenção e aguardarem por cada última palavra da frase.
É melhor cobrir pontos que não ficaram claros durante as perguntas no final da apresentação do que jogar um milhão de palavras por minuto e esperar que o seu público consiga digerir tudo.
Da mesma forma, saiba usar o silêncio a seu favor. Controle sua vontade de falar sem parar e preencher cada silêncio entre uma frase e outra com “hum” e “ah”. Silêncios são bons! As pausas são essenciais para dar um bom ritmo ao seu discurso, e você não deve evitá-las.
Existem dois grandes problemas de entonação que prejudicam uma apresentação em público: uptalk (quando suas afirmações soam como perguntas) e vocal fry (quando a voz fica baixa e falha, principalmente no final das frases).
Para Alison Shapira, professora de Harvard, o segredo para contornar esses obstáculos é respirar fundo. Mas, afinal de contas, como fazer essa tal ‘respiração profunda’? Ela explica: “Em pé, coloque uma mão sobre a sua barriga e uma mão em seu peito. Inspire profundamente, percebendo qual mão se move. A maioria das pessoas, quando respira, levanta o peito para cima e para baixo. Mas eu quero que você mantenha seu peito firme e tente levar a respiração para a altura do seu estômago quando estiver inspirando. Em seguida expire lentamente, como se tivesse deixando o ar sair devagar de um balão.”
Há infinitas maneiras de se estressar, especialmente quando já existe uma predisposição para procurar fatores estressantes. Também há infinitas maneiras de reduzir esses fatores, como chegar cedo ao local para não se preocupar com o horário, andar pela sala para se acostumar com ela, praticar exercícios físicos no dia ou conversar com membros da plateia antes da fala, para que seja uma massa menos amorfa.
O poder de um sorriso não deve ser subestimado: ele é capaz de deixar sua fala mais acolhedora. E o cérebro humano é tão atento ao ato que é capaz de discernir dezesseis tipos de sorrisos mesmo que esteja apenas escutando a voz. Ou seja, sorria ao telefone também.
Dizem que os olhos traduzem os sentidos da alma. Olhar para as pessoas do seu auditório revelarão sua sinceridade, transparência e confiança. Ao passo que se você não olhar, poderá indicar que esconde algo, que não é uma pessoa confiável.
É instintivo para o ser humano. Desviar o olhar é uma das indicações de que as pessoas podem estar mentindo. "Quando a pessoa mente, geralmente, tem dificuldade em manter o contato ocular com naturalidade, de acordo com o psiquiatra e diretor do Instituto de Neurolinguística Aplicada, Jairo Mancilha."
Conheça outras indicações da mentira clicando abaixo
A especialista em Comunicação Gislene Isquierdo apresenta o que ela chama de "Erros Mortais do Orador". Apesar de ser pouco ortodoxa, Gislene traz muitas dicas importantes. Vale a pena assistir.
Verão que ela fornece 12 dicas e não 10 !
Uma dica que ela não dá mas que acrescento é:
Não leia slides! Esta é a maneira mais fácil de fazer a audiência se dispersar. Faça slides curtos, com palavras-chave, as quais você desenvolverá, sem ler. Se for realmente necessário ter a frase no slide, avise que todos devem ler e dê cerca de 10 segundos de silêncio para este fim.
O auditório não está ali para ser conquistado, não se trata de uma luta. Pensar o contrário resultará em estresse, ansiedade e tensão. Identifique-se com seu auditório e seja empático. Coloque-se no lugar dele, saiba seu perfil geral e pratique a generosidade ao expor suas ideias, compreendendo quem são as pessoas e as auxiliando com informações na hora certa.