DO CÉU À TERRA.
DO CÉU À TERRA.
UM SIMPLES MISSIONÁRIO COMBONIANO.
ESCREVI EM 11 DE MAIO DE 2007:
LEIAM ATENTAMENTE!
QUEM ESCREVE NÃO É UM POLÍTICO, NÃO É UM LÍDER.
É UM SIMPLES MISSIONÁRIO COMBONIANO.
PARA MIM É UM HOMEM PIO E JUSTO. UM INSTRUMENTO DE CRISTO QUE SALVOU MILHARES DE CRIANÇAS.
DIZ A VERDADE! LEIAM!
TAMBÉM A ITÁLIA ESTÁ ENTRE OS PAÍSES ARMAMENTISTAS.
O APOCALIPSE ESTÁ EM CURSO.
GIORGIO BONGIOVANNI
ESTIGMATIZADO.
Sant'Elpidio a Mare - Itália.
Às 11:30 horas.
CARTA DE ALEX ZANOTELLI A PRODI:
“PRESIDENTE, QUE DESILUSÃO”!
Ao Presidente do Conselho dos Ministros On.le Romano Prodi
Distinto Presidente do conselho, Pax et Bonum. Desejo-lhe de coração que esta antiga bênção franciscana que encerra em si a ebrea de Shalom (plenitude de vida) converta-se em seu programa de governo. Eu esperava muito que seu governo tivesse levado a Itália a não ser mais um País em guerra contra outros países, como previsões a Constituição italiana (art.11). Desgraçadamente não foi assim. Constato-o com pena. Devo lhe confessar que não me esperava isso. Não me esperando a decisão de ficar no Afeganistão. Uma guerra injusta contra um povo que não nos tinha feito propriamente nada.
Mas sobre tudo não me esperava uma política que tem como objetivo fazer da Itália um País armado e integrá-lo no complexo militar-industrial mundial.
Os fatos estão à vista de todos:
1 - Seu convite, durante sua visita a China no mês de setembro passado, de pôr fim ao embargo europeu e italiano para a venda de armas ao colosso chinês, foi para muitos de nós um primeiro golpe no coração.
2 - A lei orçamentária deste ano destinou 22 bilhões de euros para a defesa. Um aumento de 12% em relação à última lei de orçamento do governo Berlusconi. Estamos no sétimo lugar no mundo em gastos militares.
3 - No orçamento deste ano o artigo 113.º institui “um fundo para a exigência de investir na defesa” quer dizer para a investigação militar. Trata-se para os PRÓXIMOS três anos de algo como quatro mil e milhões e meio de euros. É um fato de extrema gravidade.
4 - O vice-secretário de defesa, Lorenzo Forcieri, assinou em Washington no mês de fevereiro passado o protocolo do acordo sobre a produção e desenvolvimento da caça F-35 (Joint Strike Fighter). Serão construídos mas de 4.500 exemplares ao preço de 45 milhões de euros cada um. Para este projeto a Itália terá que destinar imediatamente um bilhão de euros.
5 - A decisão de ampliar a base americana de Vicenza (aeroporto Dal Molin) que seu governo tomou contra a forte oposição da população vicentina é muito grave.
6 - A consolidação das bases militares americanas e da OTAN, sobre tudo no Sul da Itália, que se converte na nova fronteira da guerra contra o terrorismo. A base de Sigonella (Sicilia) está por ser triplicada, enquanto Nápoles se converte na nova sede do Comando Supremo naval americano de intervenção imediata que terá através do “Comando da África” (Afri-Com) um objetivo notável para o controle americano do continente negro.
7 - A assinatura no mês de fevereiro passado de um memorando de acordo, marco para fazer entrar em nosso País sob a proteção do “Escudo” antimísseis. Um acordo negado ao princípio por parte de seu governo, e posteriormente admitido. Assim a Itália e a Polónia estão dentro do programa do escudo antimísseis, enquanto a Grécia e Turquia não aceitam. Isto divide ulteriormente a União Européia e faz enfurecer a Rússia que grita à “ameaça”.
8 - Segundo a relação de seu governo apresentado no parlamento no mês de março passado, a Itália vendeu armas por um valor de mas de 2,19 bilhões de euros com um aumento de vendas de 61% em relação ao ano anterior. Bons negócios para os bancos armados mas sobre tudo para seu governo que é o maior acionista das fábricas de armas italianas. Depois de tudo isso, parece claro afirmar que seu governo está partindo a toda velocidade para uma militarização do território e para a inclusão da Itália no complexo militar industrial mundial. Que isto ocorre precisamente sob um “governo amigo”, coberto “por uma imprensa amiga” realmente não consigo aceitá-lo.
E mais grave ainda, enquanto encontramos o dinheiro para as armas, não o encontramos para a solidariedade internacional (estamos nos últimos lugares na lista Ocse para ajudar aos países empobrecidos). E não conseguimos nem sequer 280 milhões de euros para pagar o Fundo global para a luta contra a AIDS, como tinha sido prometido pelas cúpulas do G8.
Presidente, que desilusão! Sobre tudo que traição aos pobres! Desejo-lhe que o grito dos empobrecidos que durante 12 anos escutei em meu corpo nos assentamentos mais pobres do Korogocho no Kênia, chegue a seus ouvidos e lhe ajude a mudar de rota.
Sou somente um pobre missionário comboniano.
Padre Alex Zanotelli.____________________
Diretor do “Mosaico di pace” (Mosaico de paz).
Nápoles, 27 de abril de 2007.
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