A voz dos Extraterrestres.
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Sinais deste tempo.
A humanidade vive “a crédito” do amanhã”.
Segundo ONGs ecologistas, já consumimos todos os recursos que tínhamos disponíveis para 2016. A partir de agora, gastamos a conta do futuro.
O excesso de consumo se reflete também em falta de água. |@ AFP
A humanidade terá consumido amanhã, segunda-feira 08 de agosto, a totalidade dos recursos que o planeta pode renovar em um ano, por isso viverá “a crédito” até 31 de dezembro, - calculou a Organização Não Governamental (ONG) Global Footprint Network, uma vez que consignou que este momento chega mais perto a cada ano.
Na segunda-feira 08 de agosto marca para a Terra o “Dia do Sobregiro” (“Earth overshoot day” em inglês). A partir dessa data, “vivemos a crédito”, anunciou a ONG em um comunicado conjunto com o World Wide Fundation (WWF). Para fazer o cálculo, Global Footprint tem em conta o rastro de carbono, os recursos consumidos para a pesca, o gado e a agricultura, assim como a construção e o uso de água.
Em 2015, o “Dia do Super giro” da Terra chegou em 13 de agosto. A data “avança inexoravelmente dos anos 70” do século passado, - recordam as ONGs. Em 1970, esse dia chegou em 23 de dezembro e após, não cessou que adiantar-se.
“Para satisfazer nossas necessidades, atualmente necessitamos o equivalente a 1,6 planetas” por ano, assinalaram ambas organizações.
“O custo deste superconsumo já é visível: penúria de água, desertificação, erosão do chão, queda da produtividade agrícola e das reservas de peixes, desmatamento, desaparecimento de espécies”, - enumera o comunicado.
“Viver a crédito só pode ser provisório porque a natureza não é uma jazida na qual possamos extrair recursos indefinidamente”, - sublinham.
As emissões de CO2, o principal gás de efeito estufa, é o fator mais importante de superação: representa “60% de nosso rastro ecológico global”, - informam a WWF e Global Footprint.
Segundo o relatório anual sobre o estado do Clima, um documento publicado na terça-feira passada, no qual participaram 450 cientistas do mundo inteiro, as emissões de gás de efeito estufa alcançaram níveis recorde em 2015.
Algumas das causas que estão por trás deste aumento do consumo de recursos naturais se encontram no crescimento da população mundial, assim como de seus níveis de vida. Em especial, nos países com um maior setor energético como os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
Solução: a economia de recursos.
Se aderirmos às metas estabelecidas pelo acordo climático de Paris adotado por aproximadamente 200 países em dezembro passado, o rastro de carbono precisará diminuir gradualmente até chegar à zero em 2050.
A Costa Rica gerou o 97% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis durante os primeiros três meses de 2016.
Portugal, Alemanha e Inglaterra também demonstraram níveis revolucionários de potencial de energia renovável este ano, quando 100% de sua demanda elétrica foi coberta por renováveis durante vários minutos ou, no caso de Portugal, por vários dias.
Na China, enquanto isso, o governo definiu um plano para reduzir em 50% o consumo de carne por parte de seus cidadãos, o que se calcula que reduzirá as emissões de dióxido de carbono da indústria pecuária da China para um milhão de toneladas em 2030.
http://www.losandes.com.ar/article/la-humanidad-vive-a-credito-desde-manana
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