DO CÉU À TERRA.
DO CÉU À TERRA.
O ANTICRISTO ARIMANE, O FILHO DE SATANÁS.
ESCREVI EM 29 DE JUNHO DE 2011:
PERSONAGENS QUE NÃO SÃO DESTE MUNDO ME DISSERAM QUE O ANTICRISTO, O FILHO DE SATANÁS, ARIMANE, PERSONIFICOU-SE EM UM HOMEM MUITO PODEROSO QUE TEM EM SUAS MÃOS, JUNTAMENTE OUTROS HOMENS VASSALOS SEU E A ECONOMIA MUNDIAL. UM DIA, QUANDO CRISTO ME DER A ORDEM, EU E OUTRO COMO EU, GRITAREMOS AO MUNDO SEU NOME E SOBRENOME.
O PODER ECONÔMICO PERMITE A ESTE ANTICRISTO SUBMETER E MATAR MILHARES DE MILHÕES DE PESSOAS ATRAVÉS DA FOME, GUERRAS, ENFERMIDADES E DEMAIS.
NA ITÁLIA, ESTE PODER ANTICRÍSTICO É EXERCIDO SOBRE TUDO PELAS ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS (MÁFIAS) AS QUAIS, ATRAVÉS DE SEUS CHEFES, ESTÃO FIRMES NAS MÃOS DOS VASSALOS DO ANTICRISTO ARIMANE.
NO ARTIGO ANEXO SE DEMONSTRA, ADEMAIS, QUE MUITOS QUE PERTENCEM À SOCIEDADE RICA, QUER DIZER…, GENTE COMUM, FAZ PARTE DESTA ASSOCIAÇÃO ANTICRISTICA PARA DELINQÜIR, (EVASORES FISCAIS), ENQUANTO QUE OS FRACOS E OS CIDADÃOS, NA MAIORIA DOS CASOS, SÃO VÍTIMAS DESSAS ASSOCIAÇÕES CRIMINOSAS LEGAL QUE TRABALHA POR CONTA DO ESTADO (TIRANO PARA COM OS FRACOS) QUE CORRESPONDE AO NOME DE EQUITALIA.
ESTA EMPRESA ARRECADA E IMPÕE O "PIZZO" (SUBORNO MAFIOSO) A TODOS AQUELES CIDADÃOS QUE TENDO DECLARADO HONESTAMENTE SEUS CRÉDITOS SE ENCONTRAM EM DIFICULDADE PARA PAGAR OS IMPOSTOS E, PORTANTO, SÃO VEXADOS E ESMAGADOS EM SEUS AFETOS E PROPRIEDADES. TAMBÉM A EQUITALIA É PARTE DO ANTICRISTO E ISSO EU GRITO EM VOZ ALTA.
TODO ESTE INFERNO QUE LHES DESCREVI SINTETICAMENTE SE COMPLETA COM A FANTÁSTICA E ASSOMBROSA NOTÍCIA DE QUE A MESMA SOMA DE DINHEIRO (QUASE 600 BILHÕES DE EUROS) QUE O ANTICRISTO ADMINISTRA NA ITÁLIA A CADA ANO, CORRESPONDE AO FATURAMENTO ANUAL DO GASTO QUE OS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA DESTINOU À INDÚSTRIA ARMAMENTISTA.
QUERO LHES RECORDAR QUE OS ESTADOS DO PLANETA TERRA, TODOS JUNTOS, GASTAM A CADA ANO MAIS DE 1,5 TRILHÕES DE DÓLARES NA VENDA DE ARMAS, ENQUANTO QUE NO MESMO MUNDO CADA 5 SEGUNDOS UMA CRIANÇA MORRE DE FOME. TERIA QUE IGNORAR ESTAS NOTÍCIAS, ASSIM COMO FAZEM MUITOS GURUS PSEUDO VIDENTES E CONTATADOS DA NEW AGE, MAS DADO QUE SOU TAMBÉM JORNALISTA ALÉM DE VIDENTE E CONTATADO, MAS NÃO PSEUDO, DIANTE DESTE INFERNAL CENÁRIO, NÃO ME RESTA MAIS QUE ROGAR, IMPLORAR, SUPLICAR A ADONAI O PAI DE CRISTO E LHE PEDIR QUE PONHA EM PRÁTICA SUA SANTA IRA, PELO AMOR DAS CRIANCINHAS, DOS JUSTOS, DOS BONS, DOS FRACOS E SOBRE TUDO DOS ESCOLHIDOS, COM OBJETIVO DE EVITAR QUE ESTES ÚLTIMOS, TAMBÉM ELES SE PERCAM NO DESESPERO, A DEPRESSÃO E NA CONVICÇÃO DE TEREM SIDO ENGANADOS, LUDIBRIADOS POR UM DEUS QUE MORREU INCLUSIVE ANTES DE NASCER.
COM FÉ E COM AMOR A CRISTO.
Giorgio Bongiovanni,
Estigmatizado.
Bari- Itália, 29 de Junho de 2011.
O PAÍS ILEGAL, UM VOLUME DE NEGÓCIOS DE 560 BILHÕES
(Por Eugênio Occorsio)
Nos dias nos quais toma forma uma manobra "lágrimas e sangue" de 40 bilhões, é oportuno refletir sobre uma cifra: 120 bilhões, o triplo. É a soma, segundo as estimativas mais prudentes entre as imediatas apresentadas pelo Istat, pelo Tribunal de Contas, pelo Banco da Itália, da evasão fiscal ao longo de um ano. A esta incrível soma se adiciona outra: 60.000 milhões, ou seja aqui também se trata indevidamente de estimativas do custo da corrupção. Dinheiro subtraído da economia, do saneamento do país. A dívida pública se poderia eliminar em poucos anos. Entretanto, esta outra Itália continua flutuando impunemente em um universo paralelo sem sanção nem arrependimento. Somando evasão tributária, trabalho obscuro, economia submersa, lavagem de dinheiro e outras infâmias, o resultado é impressionante: 560 bilhões. Como em uma cadeia diabólica, a lavagem de dinheiro sujo, proveniente dos negócios mafiosos ou da evasão (ou inclusive de dinheiro limpo que se transferiu e acumulou em algum paraíso fiscal), calcula o Ministério de Fazenda, que supera os 150 bilhões cada ano. Quanto à própria máfia, incluídas camorra e 'ndrangheta, segundo estimativas do Ministério do Interior é um holding de 135 bilhões de volume de negócios, como a soma dos dois maiores grupos industriais italianos, o Eni e a Fiat, que faturam 83 e 50 bilhões respectivamente. Além disso: a falsificação, aqui a fonte é Confindustria, que dirige um volume de negócios de 7.500 milhões ao ano e provoca danos à economia legal em termos de falta de produção por 18 bilhões. E o trabalho em obscuro subtrai recursos por volta de 52 bilhões, além disso 3.000 acidentes trabalhistas. Frequentemente ambas chagas se sobrepõem e custam à comunidade 43 bilhões ao ano.
Quem se deu ao trabalho de calcular todas as cifras da Itália da vadiagem, utilizando e ordenando exclusivamente notícias de fontes oficiais, foi uma jornalista econômica, Nunzia Penelope. Se imprimiu uns panfletos sob o título "Dinheiro roubado", que teriam que se ler nas escolas. Surgidos por inspiração de dois dos maiores peritos em delitos financeiros, dois magistrados italianos, que foram protagonistas na temporada de "Mani Pulite", Piercamillo Davigo e Francesco Grego. Este último conta, entre milhares de anedotas inquietantes escritas em seu livro, o caso de "Equitalia Giustizia" um anexo da Direção de Impostos. Apoiando-se nos resultados de uma comissão instalada no ministério de Mastella em 2006 e presidida pelo mesmo Grego, que teria que administrar o enorme patrimônio de bens confiscados aos mafiosos, multas milionárias aos estelionatários, negociações, automóveis sequestrados, bens imobiliários embargados. São os ativos que derivam diretamente do sistema Judicial, mas que só se limitam a financiar as escutas telefônicas: não mais de 268 milhões em 2009 (e não 1 milhão como disse Minzolini uma vez mais, em seu editorial da quinta-feira passada), sobre os 4 bilhões recuperados pelas promotorias nos últimos dois anos. A maioria do dinheiro termina em depósitos fiscais quase infrutíferos: corresponderia a Equitalia Giustizia pô-lo novamente em circulação para financiar uma das administrações estatais mais danificadas. Pelo contrário, entre mudança de governo e dificuldades regulamentares, estamos parados no ponto de partida.
Mas a disparidade entre recursos existentes no papel e a efetiva recuperação parece incrível, precisamente se voltarmos para a mãe de todos os roubos, a evasão fiscal. Existem, e aqui não se trata de estimativas, mas sim, de balanços precisos, mais de 450 bilhões de impostos controlados nos últimos dez anos que bastaria "somente" exigir. Mas a arrecadação continua sendo com "conta gotas": em 2010 não se recuperou mais de 10 bilhões. Enquanto isso este tesouro escondido continua crescendo, como se dizia ao ritmo de 120 bilhões ao ano. Mas quem sabe quantos serão na realidade? Segundo dados de 2010 do Ministério da Economia, a metade dos contribuintes declaram ganhos inferiores aos 15.000 euros ao ano, dois terços não mais de 20.000 e 1% mais de 100.000, quer dizer, 77.000 pessoas no total. Entretanto, segundo o Censis, 90% dos italianos condenam a quem defraudar o fisco. "Se conseguimos com que se aceite a ideia de que o evasor não é alguém preparado, possivelmente consiga", - diz Attilio Befera, chefe da Direção de Impostos. "Necessitamos da ajuda dos cidadãos". Se não a conseguirmos, - conclui com amargura -, podemos elaborar todos os bancos de dados e medidores de lucros que queiramos, mas tudo será inútil.
Um similar chamado foi lancado pela CONSOB (Câmera di Conciliazione e Arbitrato), neste caso dirigido às empresas, logo depois das últimas descondenação da falsificação de balanço promovidas por Berlusconi, não restou outra alternativa que pedir colaboração aos administradores das sociedades, "porque os balanços são carentes de clareza", se ler em um pedido de informe. Não resta mais que a moral suasion(?), quer dizer, "por mais que a palavra moral a esta altura quem sabe se ainda tem algum significado", se ler no livro. E para as pequenas empresas e os profissionais há outro dado: segundo Bankitalia, entre 2005 e 2008 se subtraiu 30% da base tributável do IVA, igual a 30 bilhões ao ano, como se fossem dois pontos do PIB a cada 12 meses.
O problema, (dizem os magistrados), é que se está retrocedendo em muitos setores da luta contra a evasão, a aquela contra a criminalidade econômica propriamente dita. Uma vez mais a farragosidade da administração pública (alimentadas pela suspeita de que uma verdadeira luta contra a criminalidade não convenha a muitos) fazem sua parte de forma abundante. O governo atual, com o objetivo de redução ao orçamento, apagou de início a comissão anti falsificação e em seguida inclusive o Escritório Anticorrupção como entidade independente (com um staff de 120 pessoas).
Entretanto, o prefeito Achille Serra, que dirigiu esta delegacia de polícia até 2008, havia advertido que depois do Tangentopoli se baixou a guarda como demonstra o fato de que as condenações por corrupção tiveram uma baixa de 1159 em 1996 a 186 em dez anos, aquelas por peculato de 608 a 210, por abuso de poder de 1305 a 45, por conclusão de 555 a 53. É difícil que todos tenham se convertidos em Santos. Em lugar da alta delegacia de polícia foi instalado um mini-organismo com 20 dependentes, entre os quais somente três magistrados, com sede em três pequenas residências em um trastero, às dependências do Ministério da Função Pública, mas que seria um dos organismos para controlar. Até na Nigéria há um Financial Creme Commission que não se fez escrúpulos de indagar ao vice-presidente americano Dick Cheney por subornos sobre fornecimentos de petróleo.
Até aqui o trabalho da Penélope, que poderá ser atualizado a cada 24 horas, não passa um dia sem que novos fatos, novas investigações demonstrem o dramatismo do problema. É também verdade que há novas iniciativas que dão esperança. Uma das indicações dos magistrados, a partir do juiz Antimáfia Antônio Ingroia, é por exemplo a de garantir a tranzabilidade dos fluxos de dinheiro. Nesta direção se orienta o Nocash Day da semana passada. Um manager o inventou, Geronimo Emili, que diz: "Um desconcertante 52,1% dos cidadãos, segundo nossa sondagem, respondeu que usa o efetivo só por falta de costume de usar a moeda eletrônica" (cartão de crédito).
A iniciativa contou com o patrocínio da Master Card, e também com o apoio da Abi e Confcommercio. Ainda mais mordaz é o prefeito Bruno Frattasi, que há seis anos preside o Comitê para a alta vigilância contra as infiltrações mafiosas nas empreitadas do Ministério do Interior de seis anos: "redigimos precisas normas para todas as empreitadas, a partir de duas das maiores obra em vista neste momento, a reconstrução da região de Abruzzo e o Expo de Milão: absolutamente nada de dinheiro real nos pagamentos e tampouco cheques. Tudo tem que acontecer por transferências bancárias ou por correios, perfeitamente transáveis em qualquer momento". Também aqui há uma dissuasão moral: "A dirigimos às empresas que participam das licitações animando-as a adicionar nas whitelist (listas brancas) que completamos, quer dizer, as listas das sociedades em condições de competir por contratos com características de confiabilidade financeira, honradez e transparência. São listas que atualizamos continuamente para averiguar a manutenção das condições, e queríamos que se convertessem em uma ferramenta efetiva de seleção do mercado, acompanhado por medidas que animem ao operador a inscrever-se com um título preferencial para acessar ao crédito: a ideia é a de fazer apetecíveis os comportamentos virtuosos em um intercâmbio entre transparência e vantagens competitivas". Será um pequeno passo, mas iria na direção certa.
Anexo La Repubblica.