A voz dos Extraterrestres.
A voz dos Extraterrestres.
FUNIMA, UMA OBRA CRISTÃ DE AMOR E
SOLIDARIEDADE.
DO CÉU À TERRA.
ESCREVI EM 02 DE NOVEMBRO DE 2018:
POR SEUS FRUTOS LHES RECONHECERÃO (Mateus Cap.. 7, 16). ALGUNS VOLUNTÁRIOS DA ASSOCIAÇÃO ONLUS FUNIMA INTERNATIONAL, QUE AJUDA AS CRIANÇAS DA ARGENTINA, PARAGUAI E DAS REGIÕES DO SUL DA ITÁLIA, ENCONTRAM-SE HOJE NOS ANDES. UM GRUPO DE JOVENS COORDENADOS POR MEU FILHO GIOVANNI BONGIOVANNI E POR MARA TESTASECA, QUE ARRECADAM RECURSOS EM NOSSO PAÍS ITALIANO PARA APOIAR OS MENINOS E MENINAS DOS ANDES DESCUIDADOS E ABANDONADOS PELO GOVERNO ARGENTINO E POR TODOS.
HÁ ANOS UM GRANDE MISSIONÁRIO, APOSTOLO DE CRISTO, RAMÓN GÓMEZ, AJUDA ESTES MENINOS JUNTO A SUA FAMÍLIA, A SEUS FILHOS E A MUITOS AMIGOS QUE COLABORAM COM ELE.
ESCUTEM, LEIAM E MEDITEM. E QUE CADA UM EM SEU CORAÇÃO ESCUTE A VOZ INTERIOR E A VOCAÇÃO PESSOAL PARA PODER PÔR EM PRÁTICA O EVANGELHO DE CRISTO.
COM FÉ,
G. Bongiovanni.
Sant’ Elpidio a Mare – Itália, 02 de Novembro de 2018.
JORNAL SOLIDÁRIO: SAÍDA E CHEGADA
O relato dos jovens do Funima International Onlus
(Por Giovanni Bongiovanni)
Finalmente chega o dia tão esperado da viagem. Encontramo-nos diretamente em Roma com os representantes da sede operativa da Funima Gubbio, três casais com as que compartilharemos esta viagem: Gabriele e Claudia, Riccardo e Sara, e Luigi e Francesca. De Sant’Elpidio a Mare somos três, eu Sonia e seu filho Maurice de 12 anos quem mais que todos nós, não ver a hora de viver esta aventura e com certeza será também uma experiência formativa para sua educação.
Para alguns rapazes esta é a primeira experiência de uma viagem internacional aos lugares onde nossa organização FUNIMA International está presente junto à associação local Fundação Los Niños de San Juan e a emoção que sentimos já com os preparativos é imensa.
Funima está presente na Argentina e na região de Salta desde 2005, sempre colaborando com a família Gómez. Ramón, que é o presidente da Fundação, dirige todas as iniciativas junto a sua família, sobre tudo com sua esposa Sandra que lhe acompanha sempre e seu filho Leandro de 20 anos que madureceu muitíssimas experiências desde jovenzinho ao lado de seu pai e hoje é um ponto de referência. Anália, a filha de 15 anos, ainda vai à escola e depois de seus estudos ajuda a sua mãe nos afazeres domésticos. Camila, a filha maior, hoje é mãe de dois meninos (o menor tem somente duas semanas). Todos eles nos dão as boas vindas em sua casa.
A viagem durou ao redor de 33 horas, contando também a viagem desde o Sant’Elpidio a Mare a Roma Fiumicino para pegar o avião direto a Buenos Aires e depois a conexão para a cidade de Salta, que leva o mesmo nome da região da que é a capital. Horas de expectativa e conscientes de estar indo a um lugar muito diferente do nosso, no que se refere a cultura e estilo de vida. Cada viagem te deixa algo interiormente, sobre tudo quando o impacto é tão forte, como de fato acontece com estes lugares, com esta gente e a diferença a nível material com a que te encontra. Começa a apreciar a simplicidade e te conforma são pouco, sente-se feliz na vida cotidiana e as queixas desaparecem. Se tem a sensação de que sempre se recebe mais destes lugares do que alguém dar. Em cada viagem descubro sempre esta verdade. Transcorremos essas horas pensando sobre tudo no que faremos, lendo um livro e brincando entre nós enquanto aproveitamos o tempo de espera para experimentar algum produto local, como “empanadas” e “alfajores”.
Ricos e pobres.
Uma vez em Buenos Aires temos que ir a outro aeroporto para ir Salta, e do guichê do ônibus, olhando fora, não se pode não notar a enorme diferencia entre o centro da capital, com edifícios muito altos, e os subúrbios totalmente menos rico. Aqui há casas semidestruídas, uma junta à outra. Parece um filme de ficção científica, ou um mundo post-apocalíptico, ricos que dividem a cidade em duas, construindo muros para manter longe os contagiados e a aqueles que ainda não têm o vírus. Uma imagem impactante que lhe deixa mal interiormente. Estas diferenças vão aumentando quando chegamos a Salta. Se em Buenos Aires, às 05 da manhã já há 21 graus, aqui a temperatura aumenta vertiginosamente com esse calor seco que lhe faz esquecer o calor úmido de nossas costas.
No aeroporto de Salta nos esperam Ramón, Leandro e seu amigo Miguel, um novo colaborador que pôs à disposição os veículos para que possamos nos deslocar.
Vamos em seguida para a casa de Ramón, um pouco nos subúrbios do centro da cidade. Aqui está a base operativa da Fundação Os Meninos de San Juan, com um pequeno escritório montado para todas as seções como secretaria e administração. Mas as atividades principais se desenvolvem entre as montanhas. Salta se encontra mais sobre o nível do mar, mas é uma cidade normal estilo “a América Latina”: contraste sociais, pouco trabalho, zona mais ou menos rica e turística e bairros. A população a qual oferecemos nossa ajuda vive no coração dos Andes, prosseguindo para o norte por uma estrada que vai subindo até a fronteira com o Chile. É justo aí onde estamos desenvolvendo nossos projetos de ajuda a favor das comunidades nativas.
Programação.
Com o Ramón, fazemos em seguida um plano muito intenso de trabalho das semanas em que estaremos, por todas as atividades que temos em curso: visita ao projeto hídrico “Mama Cocha” para abastecimento de água à comunidade Pacha Inti; visita ao centro sanitário do Pombal” em fase de reestruturação; preparação e distribuição de bolsas com bens de primeira necessidade às famílias nativas mais longínquas. Visita ao centro multifuncional “Las Covas”; participação na reunião com os simpatizantes da Fundação de Tucuman; visita as famílias evacuadas pelas inundações na Santa Vitória do Este.
Aqui nos paramos porque também temos que ter em conta que necessitamos alguns dias para nos adaptar a esta altitude. Os lugares nos quais estaremos estão a uma altitude entre 3.200 e 4.300 M. O aumento da pressão por falta de oxigênio pode provocar forte dor de cabeça, fraqueza, problemas de digestão e no intestino, febre... até que o corpo se adapte a esta nova condição. La “Punha”, assim se chama, poderia nos enganar e desacelerar o ritmo de vida é a melhor prevenção para poder nos acostumar mais rapidamente nos dias seguintes.
Para Santa Rosa de Tastil.
Em seguida após comermos, iniciamos viagem para Santa Rosa de Tastil, a base operativa nos Andes, lugar de classificação da distribuição dos bens de primeira necessidade, de roupa e sapatos, remédios, e tudo o que pode ser útil nos lugares próximos onde oferecem assistência. Aqui também estão os dormitórios para os voluntários operativos. Portanto será também nossa base, onde passaremos as noites e comeremos antes de sair.
De repente Ramón recebe uma chamada inesperada porem agradável que fará com que atrasemos nosso percurso umas 4 horas: a empresa transportadora dos tubos hídricos para o projeto "Mama Cocha" hoje entregará parte da mercadoria. Assim vamos à empresa para ajudar a carregar e transportar a mercadoria ao lugar onde serão instalados os tubos. Em nossas redes sociais encontrarão a reportagem completa, com foto e vídeo. Carregamos 700 M. de tubos de grandes dimensione que servirão para fazer chegar a água do manancial à cisterna de onde depois se ramificará para as diversas moradias. Se faz noite e resta ainda uma hora e meia de viagem mais ou menos e nós em nossos carros atrás do grande caminhão com reboque para chegar a nosso destino e descarregar a mercadoria. Não podemos negar, estamos cansados. Para se tornar mais difíceis as coisas, não há luz alguma e somente os leds dos celulares nos ajudam a ver algo.
Trabalhamos às escuras e sem ferramentas para descarregar estas grandes bobinas de tubos, completamente na mão. Aqui conhecemos o Daniel, um rapaz da comunidade, jovem, mas é já pai de alguns meninos. Seus traços somáticos são muito característicos dos habitantes da região, índio, vestido com uma camiseta de alguma equipe de futebol local, é simpático e muito trabalhador, sabe conduzir-se muito bem de verdade. Já é tarde quando acabamos de descarregar as 7 bobinas do caminhão. Cumprimentamos o motorista do caminhão que será "recompensado" com a promessa de um cabrito por parte da comunidade Pacha Inti para a festa de fim de ano. Ramón é uma pessoa muito amável e sabe fazer-se querer por todas as pessoas com as quais se encontra, sempre com gestos carinhosos e fraternos. Também com as autoridades da polícia de fronteira que encontramos nos postos de controle. Sempre nos perguntam onde vamos e o que é que fazemos, mas já conhecem o Ramón e sabem o que faz a fundação. Reconheço que seu trabalho é necessário. Há um grande tráfico de cocaína nesta região e esta estrada é uma das mais utilizadas pelos caminhoneiros para passar a fronteira e ir para o Chile e não é estranho que aqui haja apreensão de vários quilos de coca.
O céu dos Andes, uma estranha beleza.
Durante a viagem olho para cima. Aqui o céu é espetacular. Estamos a 3.200 metros de altitude e posso defini-lo como o mais bonito que eu jamais tenha visto, onde a Via Láctea se ver com clareza. As estrelas são milhares de milhões e são o triplo de grandes, parece quase que se pode tocar. Com o Leandro tiramos fotos do céu programando o obturador da câmara fotográfica a 30 segundos de atraso para que entre quanta mais luz possível e para que possam ver o céu como nós o vemos a primeira vista. As fotos são espetaculares e não vejo a hora de as publicar para que vejam esta magnificência. A partir de hoje não teremos mais conexão com o resto do mundo. As linhas telefônicas não têm sinal nesta altitude. Publicamos em nossas redes o mais possível antes de interromper as comunicações por alguns dias. Mas voltaremos logo. Trataremos de ser os olhos de todos os que nos apoiam cotidianamente. Agora já é o momento de descansar e amanhã nos espera nosso primeiro dia nos Andes selvagens.
To be continued...
Extraído de: www.laprovinciadifermo.com
Info: www.funimainternational.org
ARGENTINA CHAMA A ITÁLIA, FUNIMA INTERNATIONAL ONLUS DE VIAGEM PARA AJUDAR AOS POVOS ANDINOS
Uma delegação das regiões de Lhe Marche e Umbria partiu em 29 de outubro para Argentina. Se está realizando projetos para a construção de um centro sanitário e para o abastecimento de água ao povoadinho de Santa Vitória Este, afetada pelas inundações. Nos próximos dias será inaugurado o 'Jornal de la solidariedade com os' voluntários que contarão o que viverão nesses dias que passarão nessa terra difícil e longínqua.
SANT'ELPIDIO A MARE - Oito rapazes e um menino de onze anos (acompanhado por sua mãe), saíram em 29 de outubro passado para a cordilheira dos Andes argentinos, na região de Salta. São os voluntários do FUNIMA International Onlus, associação de Sant’Elpidio que desde 2005 ajuda as crianças daqueles lugares, preparados a viver uma experiência de vida intensa tratando de ajudar às populações que vivem uma forte situação de pobreza. Naquelas regiões, fascinantes do ponto de vista da paisagem, não é fácil sobreviver considerando a morfologia e o clima da região, bastante árido. "Pessoalmente não é a primeira vez que vou a esses lugares – diz Giovanni Bongiovanni, um dos fundadores da associação e também membro da expedição - Aqui, há 3.500 metros de altura, há comunidades nativas de etnia indígena que geralmente vivem em aldeias rurais e em cabanas de palha.
O frio intenso não facilita as cultivações e então se tenta sobreviver graças ao gado. Uma população em consequência, esquecida, excluída do processo produtivo, da cultura e das estruturas sociais e que vive em uma imensa situação de pobreza. Pobreza que causa mal alimentação e desnutrição, além de ser a causa de várias enfermidades". A contribuição da Funima Internacional se converte na chave para a realização de estruturas necessárias, poços, centros sanitários e casas de acolhida. “Tentamos fazer nossa parte – continua dizendo Bongiovanni - Nos Andes apoiamos à "Fundação Los Niños de San Juan", que opera in situ para levar mantimentos, cobertores, roupa e materiais de primeiras necessidades. Nesta viagem, depois iremos também à cidade de Vitória Este, afetada pelas inundações em janeiro, com mais de dez mil pessoas desabrigadas. Aqui há muitas necessidades, construiremos um poço porque a água não é potável e levaremos ajudas". Na delegação da Funima há pessoas da região de Lhe Marche e da Umbria.
Seis pessoas saíram de Gubbio para realizar esta viaje à outra parte do mundo. "Faz tempo que colaboramos com eles em várias atividades para arrecadar recursos - diz Bongiovanni - Estou certo de que também esta viagem será uma ocasião de crescimento para todos nós. Temos que compreender que todos nós somos responsáveis pelo que ocorre neste mundo. Só desenvolvendo valores de igualdade, irmandade e justiça se pode dar um sentido a nossa vida. Nosso planeta é cenário de contínuos conflitos que derivam da carreira ao acumulo dos recursos a favor de uma exígua percentagem da população mundial em prejuízo dos países do Sul do mundo, os assim chamados países subdesenvolvidos. A pobreza, a falta de acesso aos bens de primeira necessidade, a falta de trabalho, o aumento da desigualdade, a corrupção, a xenofobia e a repressão são todas problemáticas globais que não excluem tampouco o Norte do mundo e requerem soluções globais apoiadas sobre o diálogo, a colaboração multilateral e a legalidade. Infelizmente freqüentemente estas coisas se esquece".
Também por esta razão é importante conhecer e informar-se. Começando pelos relatórios da viagem que serão constantes graças às redes sociais (Facebook-Instagram) mas também na página Web de referência www.funimainternational.org. Além disso, a partir desta semana, inicia-se o "Jornal solidário" precisamente em laprovinciadifermo.com. Um modo para dar ainda mais voz à experiência destes jovens que saberão transmitir o valor de uma viagem que lhes transformarão profundamente.
JORNAL SOLIDÁRIO: TER TUDO SEM TER NADA.
Pela Claudia Marsili - 06 de Novembro.
As sensações dos voluntários da FUNIMA INTERNATONAL ONLUS de viagem pelos Andes argentinos.
Os olhos se enchem de imensidão.
O coração se enche de calor e de uma energia estranha, intensa, vibrante.
Tudo nesta terra fala do contato primitivo com a Mãe Terra. Um contato virgem, puro, sincero, que eu não conhecia.
O céu noturno nos enfeitiça e nos envolve com seu infinito manto... Um céu que se tinge de luz…, são muitas as estrelas que se consegue perceber. A Via Lactea parece que traceja um caminho que conduz para mundos longínquos.
A casa de Ramón e Sandra fala de amor... Raramente encontrei olhos como os das pessoas que habitam nela e que a enchem continuamente de luz. Olhos doces e acolhedores. Mãos fortes e um coração do qual se pode perceber a calidez. O abraço. Para eles não existe cansaço.
Receberam-nos como irmãos, como filhos. A maioria de nós não os conhecíamos, entretanto, em seguida nos sentíamos parte da mesma família.
Entramos na vida desta família sem poder longincuamente imaginar o que nos esperava. Tudo o que estamos vivendo nos deixa sem palavras. Justamente como a pureza desta terra.
Ramón, Sandra, Leandro, Analia e as pessoas que os ajudam cotidianamente, estão nps ensinando o amor. Acredito que nunca havia compreendido o sentido profundo desta palavra, até agora.
O cheiro do pão do dia feito em casa e cozido no forno a lenha, quase diariamente; o amor que Sandra põe em sua cozinha, inclusive depois de um longo dia de atividades e de trabalho, gestos simples que faz nos sentirmos em casa. É parte de um projeto muito maior do que imaginamos.
Mãos sábias preparam a comida, os brinquedos e a roupa para doar às famílias que vivem entre as montanhas. E humildemente nós estamos aí, tratando de aprender o máximo possível para ajudá-los o melhor que podemos. Colocamos â disposição todo nosso entusiasmo, a vontade de fazer e o desejo de ser úteis.
Há muito que fazer e não há muito tempo para descansar. As horas de sono diminuem, mas as experiências que vivemos são tão fortes que nos mantêm ativos e atentos a todo momento.
O dia de ontem mudou completamente o que tinha em minha mente. Era o dia de entregas às populações andinas nativas. Pessoas humildes, simples. Não vivem certamente esperando a ajuda do Ramón, cultivam sua terra, constróem suas casas sozinhos, cuidam deles próprios e de suas famílias, mas quando Ramón chega, para eles é sempre uma festa e aceitam com humildade e gratidão este presente incansável do Céu.
Cada vez que chegávamos a algum destino em nossas várias etapas, com a caminhonete cheia de doações, as crianças chegam de longe correndo ao nosso encontro com suas sapatilhas furadas, as bochechas vermelhas e despenteadas. ficam em fila para receber seu presentinho e os doces. Depois chega o momento da roupa e dos sapatos: todos se aproximam e nos dizem que é o que necessitam, que número de sapatos calçam, e nos colocamos a procurar o que dar certo em cada um deles. A emoção que se reflete em seus rostos é tangível.
Com um grande sorriso em seus rostos que ilumina seus grandes olhos escuros, eu não esquecerei nunca. Meus olhos muitas vezes se encheram de lágrimas... Lágrimas que tratei que esconder o máximo possível, para não estragar esses momentos tão preciosos e especiais para eles, tratando de lhes dar sorrisos, abraços e carinho. Meus olhos não poderão nunca apagar o que viram nesse dia.
Vi o infinito nos olhos de pessoas que não têm nada, mas que entretanto têm tudo.
Pelo resto, por tudo o que lhes falta, têm a sorte de ter encontrado em seu caminho um homem extraordinário, um homem que dedica toda sua vida a tentar com que a vida destas pessoas seja melhor um pouco mais a cada dia. Cada dia com o sorriso lhes oferecendo o que tem.
Tudo o que sabe. Tudo o que é. Um homem que necessita da ajuda de todos nós para continuar desenvolvendo sua missão tão especial, preciosa e Única.
Muito obrigada Ramón, por nos ensinar o amor.
Claudia Marsili.
Em 06 de Novembro de 2018.
JORNAL SOLIDÁRIO: VISITA OS QUE VIVEM NAS MONTANHAS.
(Por Giovanni Bongiovanni - 09 de Novembro)
Os voluntários da FUNIMA INTERNATIONAL ONLUS entregam roupa e alimentos às comunidades andinas.
Um novo dia nasce no horizonte e depois de ter visitado a comunidade Pacha Inti e inspecionado os lugares onde se construirá o novo sistema de abastecimento de água, chegou o momento de visitar as famílias que vivem nas montanhas. As sacolas que haviamos preparado cedo pela manhã estavam cheias de alimentos não perecíveis: uma garrafa de oleo, arroz, massa, sal, farinha, legumes, carne em lata, erva mate, latas de água, roupa, sapatos, brinquedos para crianças e algum medicamento. No total tínhamos preparado 80 sacolas para as 80 famílias que ajdamos graças a este projeto. Há muitas crianças que sobrevivem nesta região confrontando as duras condições ambientais e a pobreza. Aqui tudo é extremo, o frio a -20° no inverno e 0° no verão, o calor seco do sol que pega forte a uma altitude de 3.200 M., uma seca que torna difícil que haja água. Este bem de primeira necessidade de fato se pode recolher em poucos e pequenos pontos, geralmente muito longínquos e a exígua quantidade disponível não é suficiente para regar os campos. Há fortes rajadas de vento que levantam terra e areia que cortam a cara causando também problemas aos olhos.
É um problema sério o da seca, porque viver da agricultura e do gado se torna muito difícil. Há quem cria cabras e vacas, mas não têm esse físico que estamos acostumados a ver em nossa terra. Inútil pensar no comércio. Os únicos investimentos nesta terra chegam das multinacionais que extraem minerais mas que de certo não pensam em melhorar as condições de vida desta gente.
Ramón nos explicou que até recentemente, as famílias dedicavam pouca atenção aos meninos. Havia uma hierarquia precisa para sobreviver e se preferia dar de comer primeiro aos animais, depois aos meninos, seguindo uma lógica de "seleção natural" quase absurda. Foi a Fundação que educou às famílias a adotar uma nova lógica infundindo maior atenção para com as crianças e sua proteção. Resultados que se começou a ver também no número de nascimentos. Se está mais atentos às relações, mas também uma atenção diferente à gestão da alimentação.
Brinquedos, um pequeno presente.
Entre as doações recebidas há também muitos briquedos usados, que colocamos também nas sacolas. O critério que adotamos para dividi-los é simples. Simplesmente separar os de meninos dos de meninas. Em uns cochecitos, bichinhos, bonequinhos, nas outras um peluche, uma bonequinha ou jogos para cozinhar. Sandra nos aconselhava escolher os presentes como se tivéssemos que dar um deles a nosso filho. O que colocariamos dentro? E assim tratamos de escolher o melhor, selecionando os brinquedos em bom estado e tratando de concertar os que tinham um pequeno defeito. Também um brinquedo pode ser um pequeno presente capaz de retribuir de presente um sorriso. Estamos tentando documentar o máximo possível esta experiência e além deste jornal temos a pagina Web e as redes sociais para divulgar o que estamos vivendo. Infelizmente temos conexão internet somente em Salta, na sede operativa da secretaria da Fundação, e não vamos à cidade todos os dias. O intercâmbio cultural também se vive em momentos singelos como um almoço.
Entre ‘marquesanos’ (oriundos de Lhe Marche ndr*) e ‘umbros’ (oriundos da Umbria ndr*), nós gostamos de comer bem e provar os produtos típicos locais, e assim Leandro filho do Ramón acompanha a alguns sites.
A pobreza se ver também nestes lugares onde com um euro só já se pode fazer muito (no cambio 01 euro equivale de 38 a 41 pesos). Também aqui há quem pede esmola e o que me choca é que não pedem dinheiro, a não ser diretamente algo de comer. Também esta é uma diferença em relação ao nosso País.
A obra de divulgação
Outro aspecto importante da Fundação é a obra cultural de divulgação. Tivemos a oportunidade de acompanhar o Ramón à estação de rádio onde dedicaram um programa para divulgar as atividades da associação. Chama-se "Águia andina" - e já o nome dar a ideia do trabalho que se desenvolve, como se uma águia velasse do alto sobre as pessoas que vivem situações difíceis descendo para lhes ajudar. E é justamente a sensação que se tem, viajando com eles. Os meios de transporte da Fundação, caminhonetes indispensáveis para percorrer estas estradas de terra e de pedra onde frequentemente se tem que atravessar algum pequeno rio e "sobrevoam" estas montanhas distribuindo ajudas, levando amor e solidariedade, carinho e "amizade".
"Compartilhar" é a palavra que ressoa continuamente quando se dialoga com o Ramón e Sandra. "Compartilhar" com outros o que mais queremos é sentir o sofrimento alheio como se fosse nosso. E assim também Sônia e eu falamos para contar a experiência da Funima International Onlus, e também Leandro tomou a palavra. Leandro faz parte também do movimento internacional Our Voice, que nós apoiamos como projeto para promover o protagonismo juvenil e a difusão de uma cultura de paz, de solidariedade e de denúncia social das problemáticas que afligem nosso planeta.
Também foi a ocasião para apresentar os projetos "Mama Cocha" para a comunidade Pacha Inti que prevê abastecer de água as casas dos habitantes e a reestruturação de um centro de saúde em Pombal, outra localidade onde vivem comunidades andinas.
Os olhos dos meninos.
O dia seguinte foi o dia da entrega das bolsas que tínhamos preparado no sábado. Para alcançar às pessoas que vivem nas montanhas tem que se fazer um longo percurso, deixando a estrada principal passando por um caminho de terra. Não há nada ao redor e não se pode imaginar o que mais adiante começaríamos a ver. As montanhas dominam os planaltos e a estrada em alguns lances parece impossível poder passar. Logo depois de uma hora de viagem, chegamos às casinhas de terra e palha. Ramón, justo como uma águia andina, consegue vê-los de longe. Também esta viagem foi documentada amplamente em nossas redes sociais e lhes convidamos a ver. Aqui conhecemos um ancião que sempre viveu nestas terras. Ensinou-nos como fez sua casa de tijolos de terra e palha e esterco de animais. Com a madeira dos cactus, foram construídas as portas e o teto. E com esta madeira realizou pequenos utensílios, tirrinas e outras coisas.
Durante a viagem conhecemos famílias, homens, mulheres, meninos que com o Ramón têm já uma relação direta de amizade. Aqui as condições de vida não são fáceis, as plantas que podem oferecer um pouco de sombra não crescem se por si sós e o sol pega forte. Sente-se a "Punha" e nós temos que mastigar alguma planta de coca. Os adultos a usam, sobre tudo, para atenuar as ferroadas da fome. A gente é cordial com o Ramón e várias vezes descemos e subimos nas caminhonetes com o andamento do percurso para entregar as sacolas com a comida, água, roupa e os brinquedos para as crianças. Os olhos destes últimos enriquecem nossos corações. Vemos seus rostos, avermelhados pelo frio, com pequenos cortes na face e nas mãos por causa do calor seco e o vento. As condições nos últimos anos melhoraram muitíssimo sobre este aspecto, graças às natas que a Fundação lhes dar. Poder dar também um pouco de consolação a estas pessoas, é algo que fica marcado.
Ramón fez um trabalho extraordinário e não foi fácil fazer aceitar as ajudas a estas pessoas. Freqüentemente os políticos que vêm a estas regiões trazem promessas, algo de comer, penduram algum pôster e depois das eleições se vão, como se nada fosse. Por isso, a princípio havia desconfiança. Hoje já não é assim e sempre fomos recebidos como irmãos, e nos saudavam com um abraço ou com um apertão de mãos. Também com um beijo no rosto, mas terá que estar atentos porque é ao reverso com relação do beijo na Itália, primeiro a bochecha esquerda e logo a direita. Quando com o passar da viagem encontramos as mamães grávidas ou pessoas com dificuldades físicas a primeira coisa que nos perguntamos foi: "mas como se faz se acontecer algo aqui e se alguém passar mal”? E a resposta foi simples: “Nós gerenciamos isso da maneira que costumava ser feito.” Aqui as mulheres dão a luz sozinhas, sem assistência, sem instrumental médico e com pouca higiene. O centro de saúde mais próximo está a kms. de distância e nem todos têm veículos para poder deslocar-se. Há quem tem um carro ou uma moto e o põe a serviço de outros quando há uma emergência, mas nem sempre é possível.
A viagem durou todo o dia. No rosto de cada criança vi os olhos de minha filha Amira, e a emoção me dominou continuamente em cada roupa que entregávamos e em cada sapato que clocavamos os pés. Olhava seus pequenos pés e pensava nela. Muitos sorriam para nós e nós fazíamos o mesmo, contagiados por essa serenidade que te deixa sem palavras. E assim voltamos para casa depois de um dia intenso. Pouco importa se o corpo se queimou pelo sol e morto de frio pela temperatura que desce rapidamente de noite. Nosso espírito se enriqueceu de algo que peermanecerá para sempre interormente.
Giovanni Bongiovanni.
Em 09 de Novembro de 2018.
O jornal Il Resto del Carlino dedica uma página à entrevista do Giovanni Bongiovanni, Coordenador da FUNIMA INTERNATIONAL. Realizada por Aaron Pettinari. Na segunda-feira partirão para os Andes argentinos, Giovanni junto à Sonia De Marco, seu filho Maurice e 06 do grupo regional de Umbria, Gabriele Monacelli, Claudia Marsili, Riccardo Bertinelli, Sara Tomarelli, Luigi Benedetto e Francesca Fofi.
Nos sigam!
#triptoargentina #funimainternational
Projeto Pacha Inti.
Centro de distribuição de artigos de primeiras necessidades, da Fundação Los Niños de San Juan. (As Crianças de San Juan)
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