A voz dos Extraterrestres.
A voz dos Extraterrestres.
SE FOSSEM SOLIDÁRIOS...
DO CÉU À TERRA.
SE FOSSEM SOLIDÁRIOS.
SE FOSSEM SOLIDÁRIOS NAS GRANDES COISAS, COMO O SÃO NAS PEQUENAS, VOSSOS ENORMES E DRAMÁTICOS PROBLEMAS RESOLVERIAM EM MUITO POUCO TEMPO. A INICIATIVA DA GELADEIRA SOCIAL PARA TODOS, É A PROVA DO QUE ACABAMOS DE DIZER.
SÃO VÓS QUE VIVEM NA TERRA OS QUE QUEREM SOFRER, MORRER, ODIAR, NÃO AMAR.
NOSSA ESPERANÇA RADICA NESSAS ALMAS, ALGUNS MILHÕES, QUE PUSERAM EM PRÁTICA O AMOR CRÍSTICO NO MUNDO.
SE AINDA ESTAMOS AQUI, ENTRE VÓS, É GRAÇAS A VOSSOS ESPÍRITOS UNIVERSAIS.
PAZ!
OS “ALIENÍGENAS” COMO VÓS NOS DEFINEM SARCASTICAMENTE.
Sant’ Elpidio a Mare – Itália, 19 de Maio de 2016.
GELADEIRA SOCIAL: UMA IDÉIA SOLIDÁRIA QUE SE ESTENDE EM TODO MUNDO.
Geladeira social: uma pequena grande ideia que já tem sua réplica na Capital.
Em um mês, a iniciativa que nasceu em Tucumán se estendeu a todo o país; anteontem, chegou à região de Praça de Maio.
Nasceu em Tucumán faz só um mês, como uma dessas idéias simples que podem impactar na vida de muitos: guardar em uma geladeira a comida que não se consumiu em bares e restaurantes para que os que não têm nada para comer possam levar uma porção, de maneira gratuita, em lugar de ter que procurar os restos no lixo.
Não passou muito tempo até que centenas de pessoas se somaram para ajudar e doar. Essa pequena grande ideia teve réplicas em Córdoba, San Juan, Jujuy, Salta, Neuquén e em diversos pontos da província de Buenos Aires. Anteontem, finalmente, a geladeira social chegou à Capital, mas será na semana que vem quando formalmente entrará em funcionamento.
A porta de vidro da geladeira tem um pôster que o explica: "Desafiará só o que necessite". Os impulsores do projeto tucumano viajaram a Buenos Aires para comprovar com seus próprios olhos como essa boa idéia revolucionará a realidade de centenas de pessoas que levarão sua comida, servida nas mesmas condições que os almoços que compram os empregados de escritório do micro centro. Anteontem, outros tantos participaram da grande janta de inauguração que dispôs uma enorme mesa ao longo da Praça de Maio, à qual se sentaram os impulsores do projeto e aquelas pessoas que estão em situação de rua.
É muito emocionante ver o que está ocorrendo. “A geladeira se converteu em uma espécie de ponte fantástica entre o vizinho ao que restou um prato de comida sem consumir e ao que faltou", - contou Fernando Rios, um dos empresários gastronômicos tucumanos que impulsionaram a idéia. Já ontem Rios se reuniu com outras dez pessoas que querem levar a geladeira social a diversos pontos da Capital e setor urbano.A geladeira social chegou como uma das partes que integram a campanha #FríoCero (Frio zero) da Rede Solidária. A ONG adicionou outro componente: o primeiro bazar social, curado por Martín Churba. A iniciativa busca que aquele que necessita de um objeto o tire de maneira gratuita. "É uma grande contribuição", - assegura Martín Cagnola diretor da Rede Solidária. O bazar tem um pôster que explica seu funcionamento: "Têm frio? Leve um. Quer ajudar? Ponha um". A experiência se repetirá em diversos pontos da cidade. No total, haverá 10 bazares em diversas feiras para receber doações e outros cinco para os que precisam pegar algum objeto.
A geladeira e o bazar funcionarão na sede que tem a Rede Solidária em plena Praça de Maio, instalada junto a um contêiner intervindo por Milott Lockett, justamente em frente à Catedral, a partir da próxima segunda-feira entre as 20 e as 22:00 horas. Pelo dispositivo de segurança montado ante a visita do presidente norte-americano Barack Obama e a chegada da Semana Santa, os organizadores tiveram que mudar a data de início formal da campanha.
O exemplo catalão
"Um dia, em frente a meu restaurante, enquanto estávamos fechando, vimos como uma família de cartoneros colocava seu filho dentro de um contêiner de lixo. Nesses segundos nos que o menino desapareceu e ficou aí dentro nos gelou o coração. Então dissemos: «Algo temos que fazer»", relatou Rios. encontraram-se com uma experiência similar à geladeira social na Cataluña e não duvidaram em tomar o exemplo. Mas seus advogados lhes tinham aconselhado não impulsionar a iniciativa porque no país não há uma lei que regule a entrega de comida excedente. "Os bancos de mantimentos estimam que com a comida que se despreza se poderia alimentar a mais de meio milhão de argentinos. Por isso reclamamos que se trate a lei do bom samaritano, dormida no Congresso há anos", disse Rios. "É certo, é um risco. Mas nada pode ser pior que tirar a comida do lixo", assinalou seu sócio, Luis Pondal.
Há um mês colocaram uma geladeira na varanda de seu restaurante e instruíram todos os empregados: a comida que podia servir seria aquela que não se havia tocado. Mas para isso, devia ser fracionada, embalada e com o rótulo de quando se preparou. Muitos restaurantes de San Miguel de Tucumán se somaram. Não passou muito tempo até que os vizinhos começaram a comprar rações nos locais para doar. "Hoje 90% da comida que se doa provém de vizinhos que nos traz essa porção de arroz e frango que restou do jantar e que já não guarda para outra refeição da família", - explica Rios.
Passaram poucos dias depois do lançamento, até que a iniciativa se replicou em outras cidades, como Salta, Córdoba, Chaco e, desde anteontem, a Capital.
Os contatos para ajudar.
Para doar objetos para o bazar social, se pode acessar ao sítio Web da organização MeCanse (www.mecanse.com.ar). Também se pode participar da Campanha #FríoCero (Frio Zero), que promove a Rede Solidária: hola@redsolidaria.org.ar
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