DO CÉU À TERRA.
DO CÉU À TERRA.
A MORTE DE JORGE VIDELA.
OUTRO DAQUELES!
OUTRO TORTURADOR, ASSASSINO CATÓLICO APOSTÓLICO ROMANO QUE SE VAI AO OUTRO MUNDO!
SIM. OUTRO DAQUELES! OUTRO MONSTRO DA HUMANIDADE SANGUINÁRIA E CRUEL VISITARÁ O FOGO DO INFERNO ONDE HAVERÁ PRANTO E RANGER DE DENTES!
JORGE VIDELA, OUTRO DAQUELES QUE, JÁ EMBARCADOS NO BARCO DO CARONTE, ESPERAM-NO COM ÂNSIA E TORTURA NO ESPÍRITO.
TODOS JUNTOS OS AMIGOS DO ÓDIO, DA VIOLÊNCIA E DA TORTURA, DETIDOS À ESPERA DO JULGAMENTO.
OUTRO DAQUELES! QUE NÃO PODERÁ MORRER, NEM SEQUER SE O DESEJASSE, PORQUE SEU DESTINO É OUVIR EM SUA PRÓPRIA ALMA A DOR EMOCIONAL E NÃO SENSORIAL DE TODOS OS JOVENS QUE ELE FEZ TORTURAR ATÉ A MORTE E ASSIM ENTENDER O SIGNIFICADO DA DOR E DA INJUSTIÇA.
OUTRO DAQUELES! QUE ESPERARÁ O JULGAMENTO UNIVERSAL DO QUAL NENHUMA ALMA PODERÁ ESCAPAR, TANTO NO BEM COMO NO MAL. UMA SENTENÇA DEFINITIVA QUE O JUIZ SUPREMO JESUS CRISTO DITARÁ DURANTE SUA SEGUNDA VINDA AO MUNDO. PARA CONCEDER JUSTIÇA AOS MÁRTIRES, REGOZIJO AOS BONS E CONSOLO A TODOS AQUELES QUE AMARAM OS PERSEGUIDOS.
OUTRO DAQUELES!
G. Bongiovanni.
Palermo – Itália, 20 de Maio de 2013.
JORGE RAFAEL VIDELA (1925 - 2013)
O GENOCIDA QUE JAMAIS SE ARREPENDEU.
Cumpria prisão perpétua por crimes contra a humanidade durante a pior e mais sangrenta ditadura militar argentina.
Jorge Videla (1925-2013) morreu hoje em uma cela cumprindo prisão perpétua. (AP)
(DPA). Jorge Rafael Videla foi o símbolo da mais atroz e sangrenta ditadura que sofreu a Argentina ao longo de sua história.
O então chefe do Exército foi o cérebro e gestor do golpe de estado que instaurou em 1976 um regime de fato que semeou durante quase sete anos o terror no país sul americano e deixou 30.000 desaparecidos, conforme estimam os organismos de direitos humanos.
Morreu hoje aos 87 anos no cárcere da localidade portenho de Marcos Paz, onde cumpria suas condenações, sem jamais arrepender-se das atrocidades que perpetrou o terrorismo de Estado durante a ditadura a seu comando.
Militares, policiais e grupos paramilitares censuraram, perseguiram, sequestraram, torturaram, mataram, roubaram, beberam e se apropriaram ilegalmente.
PROVOCADOR NOS ÚLTIMOS ANOS DE SUA VIDA.
Três dias antes de morrer, na terça-feira passada, negou-se a declarar diante do Tribunal Oral Federal Nro-1, que o julgava por sua responsabilidade no Plano Condor articulado pelas ditaduras do Cone Sul para a repressão da insurgência.
Videla voltou a considerar-se um “preso político”. “Não tem sentido fazer uma defesa no marco de uma justiça esvaziada de direito”, - argumentou na terça-feira o genocida ao insistir que durante seu governo houve uma “guerra”.
Em cada oportunidade, o ex-ditador reivindicou as ações de seu regime de fato no marco de “uma guerra interna iniciada pelas organizações terroristas contra as instituições do Estado argentino”, com “profundas raízes ideológicas e aspirada do exterior”.
NOMEADO POR ISABELITA, A QUEM DEPOIS DERRUBOU.
Nasceu em 02 de agosto de 1925 na cidade portenho da Mercedes, no seio de uma família tradicional.
De pai coronel, Videla iniciou sua carreira militar no Colégio Militar. Cursou a Escola Superior de Guerra e dali avançou rapidamente na escala do Exército. Casou-se com a Alicia Raquel Hartridge, com quem teve sete filhos, e em 1975 foi nomeado comandante em chefe do Exército pela então presidenta Maria Estela Martínez de Perón (Isabelita).
Menos de um ano depois, Videla encabeçou a junta militar, integrada além dele por Emilio Eduardo Massera e Orlando Ramón Agostin, que derrubou em 24 de março de1976 o governo constitucional da viúva de Juan Domingo Perón para implantar o terrorismo econômico e de Estado.
SEU GOVERNO: CRIMES ARREPIANTES.
Ocupou a presidência até 1981, período no qual as forças de segurança perpetraram ferozes violações dos direitos humanos com sequestros, torturas, fuzilamentos e os tristemente conhecidos “vôos da morte”, dos quais onde foram jogados os presos - desaparecidos vivos - dos aviões ao Rio de La Plata. Também se cometeu delitos atrozes como a apropriação ilegal de bebês nascidos em cativeiro.
A ditadura militar aplicou uma política econômica que endividou à nação, gerou uma marcada desindustrialização, elevou a desocupação e a pobreza. Durante o governo de Videla, a Argentina esteve perto de entrar em guerra com o Chile pela soberania de três ilhas no austral Canal del Beagle. Impulsionou, além disso, a organização do Mundial de Futebol da Argentina de ’78, ganho pelos mesmos, o que se considerou como uma fabulosa propaganda política para ocultar as violações dos direitos humanos por trás da paixão popular pelo esporte favorito dos argentinos.
Uma disputa de poder no seio da cúpula militar o afastou da presidência em 1981 e foi sucedido por Roberto Viola.
MENEM E O INDULTOU.
O histórico Julgamento das Juntas Militares que se realizou em 1985, depois da volta da democracia, o condenou a prisão perpétua pelos crimes contra humanidade perpetrados durante a ditadura. Mas Videla recuperou sua liberdade em 1990, beneficiado pelos indultos que decretou o então presidente Carlos Menem (1989-1999).
Em 1998 voltou a ficar preso acusado de implementar um sistema ilegal de apropriação de menores durante a ditadura, um delito considerado imprescritível. Primeiro esteve vários anos sob prisão domiciliar, porém em 2008 foi enviado a um cárcere do quartel militar da localidade portenho de Campo de Maio.
PRISÃO PERPÉTUA.
A inconstitucionalidade dos indultos ditada pela Corte Suprema de Justiça e a nulidade das leis de perdão permitiu abrir uma série de causas contra ele que tentam fechar as feridas abertas pelo terrorismo de Estado.
Em 2010 foi condenado à prisão perpétua pelos delitos contra a humanidade perpetrados durante sua ditadura, e foi enviado a um cárcere comum. Em 2012 recebeu outra condenação a 50 anos de prisão pelo plano sistemático de roubo de bebês.
“Vais apodrecer no cárcere”, - lhe havia advertido um familiar das vítimas da repressão.
Sexta-feira 17 de Maio de 2013.
Às 11:44 horas.