DO CÉU À TERRA.
DO CÉU À TERRA.
AOS MORALISTAS E FANÁTICOS DO VATICANO.
ESCREVI EM 27 DE NOVEMBRO DE 2009:
AOS MORALISTAS E FANÁTICOS DO VATICANO.
LEIAM E SE ENVERGONHEM.
AOS VERDADEIROS CRENTES DA SANTA IGREJA CATÓLICA VOS DIGO:
REFORMEMOS A IGREJA DE CRISTO E JOGUEMOS FORA DO TEMPLO DE DEUS OS DEGENERADOS E OS CORRUPTOS.
A CRISTO SERÁ DADO O PODER DE JULGAR A TODOS EM SEU PRÓXIMO RETORNO.
Giorgio Bongiovanni.
Estigmatizado.
Sant’Elpidio a Mare – Itália, 27 de Novembro de 2009.
IGREJA IRLANDESA OCULTA OS ABUSOS SEXUAIS A MENORES
DURANTE DECADAS.
Um relatório judicial revela a conivência da polícia e a Promotoria com quatro bispos de Dublin.
PATRIARCA TUBELA – Londres
Em 26/11/2009 – www.elpais.com
Somente meio ano depois da Irlanda divulgar horripilantes pormenores sobre abusos sexuais a menores perpetrados por membros do clero católico, as conclusões de um novo relatório oficial revelam a conivência entre a hierarquia eclesiástica e as autoridades do Estado – incluindo a promotoria e a polícia – para proteger os padres pederastas. O ministro da Justiça irlandesa, Dermont Ahern, admitiu nesta quinta-feira que as próprias autoridades facilitaram o acobertamento dos casos, mas, sobretudo se desprende da investigação que a igreja antepôs na defesa de sua reputação ante à proteção de meninos vulneráveis que estavam sob seus cuidados.
O documento apresentado por Ahern se centraliza nas alegações de abusos por 46 sacerdotes da arquidiocese de Dublin e envolve o período compreendido entre 1975 a 2004. A hierarquia católica encobriu sistematicamente as denúncias para evitar o escândalo, e para isso contou com o apoio do establishment irlandês e de seus atávico servilismo para com a igreja. No lugar de informar às autoridades sobre as denúncias de tremendas agressões, os superiores destes sacerdotes optam por transferir de paróquia em paróquia, onde acabam achando novas e inocentes vitimas. Embora o relatório exime de responsabilidades o atual arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, se imputa diretamente a responsabilidade de vários de seus antecessores, entre eles os prelados John Charles Mcquaid, Dermot Ryan e Kevin Mcnamara, os três já falecidos. Também implica Desmond Conell, hoje aposentado, que não permitiu até finais de 1995 que se canalizassem as denúncias contra 17 sacerdotes, se bem que as reiteradas queixas recebidas afetaram então pelo menos 28 clérigos de sua diocese.
Ilustrativa da participação policial no acobertamento é a história de um garoto de 11 anos objeto de abusos. Um sacerdote foi denunciar as agressões sofridas por Andrew, mas os agentes, em lugar de efetuar uma investigação, expuseram o assunto à hierarquia eclesiástica, que pôs um ponto final no caso. O ministro Ahern reconheceu que “em alguns casos e, devido a ações ou omissões, algumas pessoas que buscaram ajuda nem sempre receberam a nível de resposta e amparo que deveria garantir a Na Gard Siochána (polícia irlandesa)”.
A indignação que despertou o “Relatório da Comissão de Investigação sobre a Arquidiocese Católica de Dublin” obedece primordialmente á participação dos poderes públicos em um sistema que busca proteger a igreja acima de tudo. Os irlandeses já haviam assistido com horror o relato sobre os abusos sexuais de sacerdotes a menores, inseridos em um documento que veio à luz em maio passado. O relatório Ryan, elaborado pela comissão investigadora de abusos a menores, é um catálogo de sistemáticas tropelias, de agressões físicas e verbais cometidas por sacerdotes, freiras e pessoal secular ao longo de mais de sessenta anos. Um pesadelo que afetou milhares de crianças e que teve seu cenário em instituições estatais gerenciadas pela igreja. A congregação dos Irmãos Cristãos, responsável por gerenciar estes centros, já prometeu desembolsar 145 milhões de euros para o conceito de reparação.
O responsável pela pasta de Justiça incentivou a quem conheça mais casos dessa natureza para que vá a polícia para que “os agressores possam se levados diante da justiça”. O relatório não recolhe os nomes das vítimas nem dos agressores para não invalidar futuros processo. O ministro teve que desculpar-se em nome do Estado por sua falta de ação, (ou diretamente cumplicidade), embora tenha insistido que a crua realidade que refletem suas setecentas páginas não deveria manchar “o trabalho de milhares de sacerdotes honrados”, começando por aqueles que perseguiram e tentaram denunciar tais abusos.