No ano em que completa seis décadas de existência e 50 anos da primeira aparição nos cinemas, James Bond, o inesquecível personagem criado pelo escritor britânico Ian Fleming ― e um dos mais famosos da literatura, com mais de 100 milhões de livros vendidos em todo o mundo ― está de volta. Em Carte Blanche, o americano Jeffery Deaver, renomado autor de thrillers e best-sellers como O colecionador de ossos, que ganhou uma bem-sucedida adaptação para as telonas com Denzel Washington e Angelina Jolie, reconstrói a saga do espião mais famoso do mundo, tendo como cenário o globalizado e extremamente tecnológico século XXI. Elogiado pela crítica e pelos fãs de Bond, o livro vendeu mais de 16 mil cópias nas primeiras semanas na Inglaterra. Neste livro, Deaver, escolhido pelos próprios herdeiros de Fleming para continuar seu legado, reinicia a série com um 007 modernizado e rejuvenescido para o novo milênio. “Quis trazer de volta o Bond literário”, afirmou o autor em entrevista ao jornal americano USA Today. Agora, com o fim da Guerra Fria, os perigos que o agente 007 encontra são outros: um mundo dominado por conflitos religiosos e políticos, num cenário marcado pela globalização e pela onipresença da tecnologia e da internet. James Bond, um veterano da Guerra do Afeganistão, não pensou duas vezes antes de aceitar a proposta de se tornar espião de uma unidade secreta de inteligência britânica. Seu único objetivo é proteger o Reino Unido, mas a um alto preço.