Entrevista
Entrevista
Junho 2025
Entrevista com Sidinei Silva
(REVISTA DSKATE)
1. Qual é o seu nome completo e como surgiu o apelido ou nome “DSKATE”?
Sou Sidinei Silva ( sidpicsfotógrafoskt) fotógrafo e idealizador da REVISTA DSKATE, o nome da revista surgi-o quando pensei em fazer uma (revista de skate!)
2. Conte um pouco do seu histórico como skatista: quando começou, quais foram suas influências, momentos marcantes, competições, dificuldades etc.
Meu primeiro contato com o skate foi aos 14 anos no ano de 1984, minhas influências foram tio liba, Sergio Negão, mureta Tony Hank, Cabalero e vários outros skatistas da época, um dos momentos mais legais da época foi o evento SEA CLUB um campeonato com vários skatistas nacionais e internacionais, as maiores dificuldades eram as peças para montarem um skate, pois eram bem escassas na época
3. Você já trabalhou ou colaborou com editoriais de revistas de skate físicas? Se sim, quais, em que função, que aprendizados vieram dessa experiência?
Já trabalhei como fotógrafo para algumas revistas de skate durante quatro anos, tive bastante aprendizado durante esse tempo, foi uma ótima experiencia
4. Fale um pouco sobre a “era de ouro” das revistas físicas de skate nos anos 80 e 90: o que de especial você acha que elas tinham? Que impacto tiveram na cultura do skate no Brasil e no mundo?
As revistas de skate dos anos 80,90 e 2000... com certeza foram minhas inspirações para poder criar a REVISTADSKATE, entre elas Overall, Yeah, Skatin, Vital Skate, SKT News, Thrasher, com certeza tiveram muito impacto na cena do skate mundial
5. Como você percebe a evolução do mercado de revistas de skate digital? Quais vantagens, desafios e limitações você enxerga nesse formato em comparação ao impresso tradicional?
A revista digital veio para evoluir e expandir para que todos tenham acesso muito mais fácil aos seus conteúdos e a revista impressa é simplesmente sensacional, imagino que todos os skatistas gostariam de ter uma foto manobrando de skate publicada em uma revista impressa isso também agrega muito a história de um skatista, as revistas hoje em dia já disponibilizam os dois formatos impresso e digital
https://www.instagram.com/revistadskate/
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6. Qual é a proposta de abordagem da página/revista DSKATE? O que vocês querem comunicar de diferente ou especial em relação a outras publicações de skate?
A REVISTADSKATE foi criada para fortalecer toda a sena do skate de todas as modalidades, incluindo fotógrafos, videomakers, artistas, bandas, fabricantes, lojistas e marcas que fazem a sena skateboard acontecer, a revistadskate sempre será totalmente dedicada a divulgar e apoiar a cultura do skate
7. Vocês planejam produzir material impresso ou retornar ao formato físico em algum momento? Por quê? Se sim, quais seriam os obstáculos logísticos, financeiros etc.?
O Formato da revistadskate é digital e impresso, revista independe criada por um skatista e fotógrafo que ama o skate
8. Que tipo de conteúdo vocês acreditam que ainda falta ou poderia ser mais explorado no meio do skate, seja no digital ou impresso?
Conteúdos que apoiam e incentivam toda a sena do skate
9. Como é a cena skate atualmente, na sua visão? O que mudou muito desde os seus primeiros anos de skate até hoje? E como a revista DSKATE se insere nessa cena?
A cena do skate atual é uma evolução constante, manobras que pareciam impossíveis nas décadas de 80, 90, e 2000 atualmente são facilmente executadas pela nova geração de skatistas, a revistadskate segue essa evolução com seus conteúdos new school e old school
10. Há parcerias já estabelecidas ou previstas para a DSKATE — com marcas, skatistas, fotógrafos, lojas etc.? Pode nos contar sobre algumas que estão dando certo ou que você gostaria de realizar?
A REVISTADSKATE conta com vários apoiadores e parceiros, fotógrafos, videomakers, bandas, artistas, tatuadores, skatistas, fabricantes, marcas e lojistas e está sempre aberta para novas parcerias
https://www.instagram.com/revistadskate/
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11. Quais são os projetos futuros da DSKATE? Novas seções, colunistas, viagens, séries de matérias, eventos, vídeos etc.
No momento o foco principal é a revista, no futuro provavelmente também iremos para novos seguimentos de mídia
12. Vocês têm interesse em expandir para outros formatos de mídia — documentários, podcasts, vídeo-reportagens, colaborações com vídeo-skate etc?
No futuro a REVISTADSKATE também terá vídeo reportagem e vídeo partes no nosso canal do youtube
13. Como vocês lidam com o engajamento do público leitor/leitoras — feedback, participação, distribuição de conteúdo? Que importância dá a isso?
O engajamento do público com a revista nas redes sociais segue de forma natural crescendo a cada dia e isso é muito importante para o crescimento da revista
14. Qual foi a matéria ou entrevista que mais te marcou até hoje produzindo ou planejando DSKATE? Por quê?
As matérias que focam em todas as modalidades de skate, artistas, bandas e todos os seguimentos da cena do skate
15. Como você vê o mercado de skate no Brasil nos próximos 5 a 10 anos, especialmente no que tange à mídia especializada?
Acreditamos que o mercado da mídia de skate no Brasil nos próximos anos estará sempre em processo de evolução, principalmente na mídia digital
16. Sobre a modalidade SKATE DE LONGA DISTÂNCIA/PUSH RACE, como iniciou o contato e conhecimento com os participantes da modalidade e que são seus seguidores?
SKATE DE LONGA DISTÂNCIA/PUSH RACE: a princípio conhecemos essa modalidade pelas nossas redes sociais, modalidade que vem criando vários adeptos e crescendo a cada ano, nossos primeiros contatos foram @lds_brasil e @ds_baixadasantista, modalidade que sempre terá o apoio da REVISTADSKATE
17. Qual mensagem você gostaria de deixar para os leitores e leitoras da DSKATE — tanto para quem já acompanha desde o início, quanto para os novos entusiastas do skate?
A REVISTADSKATE foi criada para todos que vivem e amam o skate, estamos aqui para fazer a cena acontecer, nos sigam nas redes sociais e apreciem nossas postagens TMJ Família skateboard.
https://www.instagram.com/revistadskate/
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Outubro 2024
Emmanuel Rezende
Organizador da corrida
PINDA SKATE 2024
1. Primeiramente agradeço pela entrevista junto nossa página LDS NO BRASIL.
Poderia se apresentar para a nossa comunidade?
Sou Emmanuel Rezende, 50 anos natural de Pindamonhangaba, skatista há 40 anos.
2. Como surgiu a ideia de criar a Corrida Pinda Skate? Pode contar um pouco sobre o início e como o evento evoluiu ao longo dos anos?
A ideia surgiu da necessidade de fazer um evento de skate mais democrático onde mais gente pudesse participar sem precisar ser um skatista de manobras técnicas.
3. Quais foram os momentos mais marcantes na história da Corrida Pinda Skate, tanto em termos de conquistas quanto de dificuldades?
Todas as corridas foram sensacionais e dificuldades sempre existem na realização. Mas o que o importa mesmo é ver a galera se divertindo.
4. Quais são os principais aspectos logísticos que você precisa considerar ao organizar a Corrida Pinda Skate?
Ruas asfaltadas e apoio do Departamento de Trânsito são essenciais
5. Como é feita a escolha do local para a realização da corrida de skate? Existe algum critério específico que você prioriza?
Centro da cidade e asfalto bom.
6. Qual é o papel dos patrocinadores no evento? Como vocês conseguem atrair e manter essas parcerias?
Ajudar na premiação e nos custos gerais do evento. Para atraí-los é importante ter adesão do público e skatistas e claro um bom material de midia.
Foto:https://www.instagram.com/corridapindaskate/
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7. Quantas pessoas estão envolvidas na organização do evento e quais são suas principais responsabilidades?
Eu organizo tudo em parceria com a secretaria de esportes de Pinda. Sem eles nada aconteceria.
8. Quais foram os maiores desafios enfrentados durante as edições anteriores da Corrida Pinda Skate?
Os dias de chuva e o fechamento total das vias.
9. Como vocês lidam com imprevistos, como condições climáticas desfavoráveis ou problemas técnicos no dia do evento?
Entrego na mão de Deus.
10. Quais são os planos para o futuro da Pinda Skate? Vocês têm alguma ideia de expansão ou inovação para as próximas edições?
A ideia é melhorar sempre e talvez fazer mais de uma no ano.
11. Como você vê o papel do Pinda Skate no cenário do skate no Brasil? Existe algum projeto para ampliar o impacto social ou esportivo do evento?
No momento penso ficar apenas em Pinda mesmo, acredito que o evento ainda tem muito pra crescer aqui e depois quem sabe ampliar para outras cidades.
12.Deixe um recado para a comunidade skate que curte um push Race (Skate de Longa Distância).
Divirtam-se acima de tudo! Aproveite os eventos para ampliar as amizades e se quiser ser um campeão treine bastante!
Foto:https://www.instagram.com/corridapindaskate/
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Março 2024
O skate feminino em toda sua força !!!
1- Se apresente para nossa comunidade: nome, idade, profissão e hobbies
Cristiane Andrigo, conhecida como Cris Punk 42 anos. Instrutora de skate!
Sou freelancer, faço algumas portarias de festas, mexo com plantas, coleciono discos de vinil e gosto de andar de bike.
2- A quanto tempo você anda de Skate?
Ando de skate desde 1998
3- Quais modalidades do Skateboard você pratica? Alguma preferência?
Pratico downhill slide com longboard 40 polegadas. Mas gosto de remadas também.
4- Na sua opinião, quais são os maiores desafios para você, considerando sua inserção no skate feminino somado ao seu dia a dia de vida e sociedade? Há muito preconceito em relação a isso?
Acho que o maior desafio, foi conciliar o trabalho e o skate. Trabalhava em loja de segunda a sábado e o único dia que tinha p andar era domingo
5- Fale um pouco de skate, família e amigos.
Bom no começo sim, bem poucas meninas andavam, então a galera me via com skate, olhava diferente, as tiazinhas seguravam a bolsa no metrô, falavam que era coisa de marginal enfim hoje tá suave.
Skate para mim é um estilo de vida, bem diferente, um meio de transporte que não polui, aumenta minha concentração em querer acertar uma manobra, a persistência em fazer várias vezes até acertar.
Minha família não gostava muito no início, mas quando viram que não tinha jeito deu parar. Até que me apoiaram um pouco mais.
O skate me trouxe muitos amigos e vários deles tenho até hoje.
6- Você participa de algum coletivo feminino de skate?
Não faço parte de nenhum coletivo, mas participo de todos sempre que consigo
7- Você já participou de campeonatos/eventos de skate? Qual ou quais modalidades e seus resultados?
Participo de competições desde 2006, então vai ser difícil falar todos aqui vou citar alguns:
Fui campeã no circuito da Slideliga em 2014 com 8 etapas, Campeã brasileira em 2014, ganhei o best trick no Chile em 2013 me profissionalizei em 2016, vice-campeã paulista em 2019 na categoria Master feminino.
8- Já viajou para outras cidades para andar de skate (rolê ou campeonato?)
Sim já viajei bastante graças ao skate. Brasília, Rio de janeiro, São Pedro, Piracicaba, Hortolândia, São José dos Campos, litoral norte e Chile por 2 vezes e tudo pelo skate.
9-Você já se lesionou andando de skate?
Apenas alguns ralados graças a Deus nada grave. Skate é arte cair faz parte.
Corrida de skate de longa distância 2022 – Virada Esportiva
Foto: SK8NOFRONT
Campeã (5 km) feminina Skate de Longa Distância- Virada Esportiva 2022
Foto: SK8NOFRONT
https://sites.google.com/view/eventoskatelongadistancia-sp/fotos-evento?authuser=0
9- Skate for fun e competição, fale um pouco de sua vivência neste meio.
Por muitos anos da minha vida, estive nas competições. Hoje em dia prefiro ficar mais for Fun, apenas para andar mesmo, rever os amigos ou trabalhar nos eventos de skate.
10-Você possui algum apoio, patrocínio de alguma marca?
Ao longo dos anos tive patrocínio e apoios. Hoje em dia, tenho o apoio da HATED SKATEBOARD (marca de óculos do nosso amigo Jerrinho) Itaim skate or die (associação aqui do Itaim) meu amigo Mauro Paco que sempre me ajuda nas paradas de skate, até na burocrática e minha hermana querida Fabíola Chilena
11-Você tem uma rotina de treinamento? (Academia, pista, ladeira e outros)? Qual a frequência (diário ou finais de semana)?
Nunca tive rotina de treinamento, até gostaria rsrs. Mas ando quando sobre um tempo, devido a uma fratura final do ano passado ainda não consegui andar de skate e só de bike mesmo.
12- Sobre a Modalidade Skate de Longa Distância/Push Race, fale um pouco de sua entrada na modalidade, considerando rolês e eventos (corrida e encontros)
Bom participei do primeiro evento de Push Race, que foi o skate Run, na primeira edição. Nunca tinha visto nada igual e achei incrível, inclusivo e que não tem gênero, categoria, idade e isso é importante né. Depois disso participei de todas as edições e da LDS São Paulo, sempre que tiver estarei presente, acho demais por ser para todos os tipos de skate e a liberdade das ruas.
13-O que falta para o skate feminino se fortalecer mais a nível Brasil?
Na minha opinião falta a união das meninas, incentivo das marcas ser de mulheres não é simples, muitas são mães, donas de casa enfim não é fácil conciliar tudo isso e ainda se dedicar ao skate. Por isso respeito também é fundamental, infelizmente tem várias hoje em dia que tá "surfando"num hipe que ela não ajudou a construir isso desanima.
Quem tá, tá aí de Mili anos né!!!
14- O que você espera para 2024 em relação a você e o skateboard?
Bom eu espero ter saúde e disposição para continuar andando, continuar ensinando o que aprendi e passando a essência para frente. Infelizmente esse skate de "internet" não é essencial.
15-Deixe uma mensagem para todas as skatistas que nos acompanham.
Queria agradecer o carinho e a consideração de todos que me ajudam ou se judaram e que se forem fazer algo, façam por amor, porque o resto é consequência. Não deixe a essência do verdadeiro skate morrer. Um grande abraço a todos!!!
Chegando firme na cena skate!!!
1- Se apresente para nossa comunidade: nome, idade, profissão e hobbies
Sofia Macedo, 18 anos, vendedora, cantora.
2- A quanto tempo você anda de Skate?
6 anos.
3- Quais modalidades do Skateboard você pratica? Alguma preferência?
Street, DHS e Maratona de longa distância.
4- Na sua opinião, quais são os maiores desafios para você, considerando sua inserção no skate feminino somado ao seu dia a dia de vida e sociedade? Há muito preconceito em relação a isso?
Não vi muito preconceito na minha inserção no skate, as pessoas me ajudam muito a aprender.
1° Lugar: Sofia Macedo (5km) Campeã
Maratona Skate de Longa Distância 2023
Skate Run 2023- 6°lugar.
Largada 5km
Maratona Skate de Longa Distância 2023
5- Fale um pouco de skate, família e amigos.
Eu ando por esporte e diversão, mas quando vejo um campeonato que quero mesmo ir, eu treino, me dedico e me sinto muito bem, me liga mais ao skate.
6- Você participa de algum coletivo feminino de skate?
Me chamaram para um coletivo, mas ainda não tive tempo de realmente participar.
7- Você já participou de campeonatos/eventos de skate? Qual ou quais modalidades e seus resultados?
Sim, Campeonato Brasileiro Feminino CBSK. Skate Run. Maratona de skate de longa distância.
8- Já viajou para outras cidades para andar de skate (rolê ou campeonato?)
Não viajei, mas pretendo, quando comprar um carro kkk!!!.
9-Você já se lesionou andando de skate?
Tive um deslocamento no braço direito e uma inchação depois, mas fui atendida na hora e não tive mais nenhum problema.
10-Você possui algum apoio, patrocínio de alguma marca?
Dono da Stronger/Essência. Ganho trucks deles.
11-Você tem uma rotina de treinamento? (Academia, pista, ladeira e outros)? Qual a frequência (diário ou finais de semana)?
Não tenho, preciso iniciar uma, por conta de uns campeonatos que quero entrar, mas estou trabalhando e estudando muito.
12- Sobre a Modalidade Skate de Longa Distância/Push Race, fale um pouco de sua entrada na modalidade, considerando rolês e eventos (corrida e encontros)
Entrei nessa modalidade quando participei do skate Run, e gostei muito, vi que tinha jeito para isso, de tanto remar nas ruas de sp por horas.
13-O que falta para o skate feminino se fortalecer mais a nível Brasil?
Ter mais mulheres competindo.
14- O que você espera para 2024 em relação a você e o skateboard?
Participar mais de campeonatos e focar mais no skate.
15-Deixe uma mensagem para todas as skatistas que nos acompanham.
Que seja por você, todo esse esforço para ser melhor no esporte.
Das ladeiras as remadas, não há limites!!!
1- Se apresente para nossa comunidade: nome, idade, profissão e hobbies
Me chamo Beatriz Rodrigues. Tenho 33 anos e atualmente ajudo meu esposo em uma lanchonete de salgados. A Toretto Salgados. O único hobbie que possuo é o skate mesmo.
2- A quanto tempo você anda de Skate?
Eu comecei a andar de skate com 15 anos ai parei com 18 anos. Depois disso quando tinha 31 anos voltei. Já a beira dos 32 kkk faltava exato três meses para meu aniversário.
3- Quais modalidades do Skateboard você pratica? Alguma preferência?
Eu gosto bastante de fazer remada, andar no pump track e ladeira. Mas a minha paixão é a ladeira. Embora eu seja novata nisso. Aos poucos vou desenvolvendo.
4- Na sua opinião, quais são os maiores desafios para você, considerando sua inserção no skate feminino somado ao seu dia a dia de vida e sociedade? Há muito preconceito em relação a isso?
Na minha cidade foi bem difícil me inserir no skateboarding. Me recordo que quando comecei a voltar tive o incentivo do meu amigo Marcelo Toscano. O qual me apresentou o longboard. Aos poucos fui conhecendo o pessoal old school que mais me respeitavam. Porém os mais novos nao respeitam. E dizem que somos "poser". Como se fosse um absurdo vc não saber fazer tudo no skate. E somado ao meu dia a dia e sociedade também é complicado. Sou mãe de um menino lindo de 5 anos que é Autista. Os julgamentos são muitos. Como se fosse um crime eu andar de skate e não dedicar 100% do meu dia para meu filho. As pessoas não respeitam o espaço e nem a saúde mental do próximo. Praticar um esporte não é crime e nem irresponsabilidade. Mas muitos não entendem isso.
O skate na verdade me salvou de uma depressão que estava enfrentando. Ainda faço uso de medicamentos controlados. Mas o skate me ajudou muito a sair daquela situação de tristeza e a vontade de não estar mais aqui.
Eu tenho outros problemas de saúde. Tenho lúpus e esclerodermia. Sempre tive muitas dores no corpo principalmente nas articulações. Mas isso não me impede de pegar meu skate e fazer o que me faz feliz.
Hoje junto com o skate, tenho a alegria de estar junto com meu amado esposo Leandro que também anda de skate. E venho cada vez mais conhecendo pessoas incríveis. Não tem como citar nomes de todos são muitos. Mas tenho um carinho especial por todos os amigos que o skate me deu.
Encontro LDS São Paulo-Travessia da Capivara
Maratona Skate de Longa Distância 2023
https://sites.google.com/view/maratonaskatedelongadistancia/fotos-evento?authuser=0
5- Você participa de algum coletivo feminino de skate? Fale um pouco de skate, família e amigos.
Tive o prazer de conhecer o Projeto 2dasMinas da nossa incrível Lu Lutozo. E também o Skate Mania com a lindissima Camila. Não tenho muito contato. Pois moro um pouco longe de onde elas costumam se reunir para andar. Mas sempre que posso faço um esforço e vou andar de skates com elas.
6- Você já participou de campeonatos/eventos de skate? Qual ou quais modalidades e seus resultados?
Participei de alguns eventos sim. Os 3km no Sesc de Campo Limpo. Skate2You. Corrida no Kartódromo. Virada Esportiva no Centro de Esportes Radicais. Skate Run. Passeio longa distância da Capivara, Ibirapuera, Vila Lobos.
Os resultados dos eventos são incríveis. Em questão de competição nunca peguei o 1' lugar. Mas só o fato de estar lá, participando e desfrutando da companhia dos amigos, é a melhor parte.
7- Já viajou para outras cidades para andar de skate (rolê ou campeonato?)
Sempre que possível estou explorando novas cidades. Ainda nao tive a oportunidade de sair do estado de São Paulo. Mas tenho planos futuros para uma remada lá no ES. Caros Hércules e Rafael e Alan. Me aguardem kkk logo estarei ai com vocês.
8-Você já se lesionou andando de skate?
Várias vezes. Mas nada grave a ponto da fatura. Mas ja tive que imobilizar braço, perna rs...fora muitos e muitos hematomas que ficaram com cicatrizes permanentes da ladeira kkk.
Etapa do Sesc Campo Limpo – Circuito Sesc de corridas 2023
https://www.sescsp.org.br/alem-da-linha-de-chegada/
9- Skate for fun e competição, fale um pouco de sua vivência neste meio.
Então para mim não tem muita diferença, pois até mesmo na competição eu encaro tudo com muita leveza e alegria. Sendo assim a competição se torna for fun ao mesmo tempo para mim
10-Você possui algum apoio, patrocínio de alguma marca?
infelizmente não.
11-Você tem uma rotina de treinamento? (Academia, pista, ladeira e outros)? Qual a frequência (diário ou finais de semana)?
Atualmente só consigo andar aos sábados e domingos.
12- Sobre a Modalidade Skate de Longa Distância/Push Race, fale um pouco de sua entrada na modalidade, considerando rolês e eventos (corrida e encontros)
Eu tive a oportunidade de conhecer a modalidade em um evento tipo passeio na Capivara. Inclusive foi a Camila Federzon,que também está participando desta entrevista, que me fez o convite enviando a publicação do LDS no Instagram. Peguei o trem e 1h30 de viagem rs. Mas chegando la fui extremamente bem recebido pelo Julio e pelo nosso amigo Luis Américo. Logo a galera foi se juntando e o passeio começou. Ai foi amor a primeira vista. E depois disso faço o maior esforço possível de estar presente em todos os encontros. É uma energia incrível. Indescritível.
13-O que falta para o skate feminino se fortalecer mais a nível Brasil?
As mulheres tem tomado cada vez mais espaço. E isso é admirável. Porém eu acredito que falta mais conscientização por parte das pessoas em geral. Tanto por parte de homens quanto de mulheres também. Não posso generalizar. Mas as mulheres tem que se apoiar cada vez mais.
14- O que você espera para 2024 em relação a você e o skateboard?
Eu espero muito poder desenvolver e progredir cada vez mais. Tenho muito o que aprender. E espero alcançar meus objetivos no skate. Quero chegar e falar: "consegui aprender essas manobras ".
15-Deixe uma mensagem para todas as skatistas que nos acompanham.
Não desistam. Essa mensagem para mim tem mais significado do que se possa imaginar. A falta de incentivo, o preconceito, o olhar distorcido pode desmotivar muito e acabar com o sonho de skatista. Não deem ouvido as críticas. Olhe sempre para o que você almeja e siga em frente. Jamais desista.
Skate por amor!!!
1- Se apresente para nossa comunidade: nome, idade, profissão e hobbies
Olá! Sou Gabriella, tenho 26 anos, autônoma, professora de Jiu-jitsu e meus hobbies são andar de skate e a arte da costura.
2- A quanto tempo você anda de Skate?
Cerca de 1 ano, talvez um pouco mais
3- Quais modalidades do Skateboard você pratica? Alguma preferência?
Ainda não tenho uma modalidade específica, mas gosto muito de bowls, transições e corrida.
4- Na sua opinião, quais são os maiores desafios para você, considerando sua inserção no skate feminino somado ao seu dia a dia de vida e sociedade? Há muito preconceito em relação a isso?
É um pouquinho difícil conciliar trabalho, estudos e Skate, talvez o maior desafio seja a falta de credibilidade que nós mulheres sofremos diariamente nas pistas e campeonatos.
Campeã (5 km) feminina Skate de Longa Distância- Virada Esportiva 2023
5- Fale um pouco de skate, família e amigos.
Comecei a andar de skate usando como exemplo meu primo que anda há anos, mas no início eu andava sozinha, mas após conhecer alguns coletivos de skate feminino hoje posso dizer que ando feliz com muitas amigas.
6- Você participa de algum coletivo feminino de skate? Fale um pouco de skate, família e amigos.
Sim! Faço parte do 2 das Minas, que atualmente é um projeto social, de São Caetano do Sul onde todas as segundas ocorrem aulas gratuitas de Skate para mulheres de todas as idades, desde crianças até 100 anos.
7- Você já participou de campeonatos/eventos de skate? Qual ou quais modalidades e seus resultados?
Já participei sim, participei para poder agregar e fortalecer a categoria feminina que na maioria das vezes é a mais vazia e pouco visada.
7-Você já se lesionou andando de skate?
Sim, rompi parcialmente o tornozelo e já quebrei o pé (mas isso foi laaa no início) e tá tudo bem, skate é sobre cair e levantar!
Campeã (5 km) feminina Skate de Longa Distância- Virada Esportiva 2023
Dropando na pista do Chuvisco
8-O que falta para o skate feminino se fortalecer mais a nível Brasil?
Acredito que a falta de políticas públicas de incentivo ao Skate feminino no Brasil prejudicam o desenvolvimento das atletas amadoras, existem muitas garotas boas no skate pelo País, mas sem o apoio necessário a maioria infelizmente não consegue chegar a competir e a brilhar mundo afora.
9- Você tem uma rotina de treinamento? (Academia, pista, ladeira e outros)? Qual a frequência (diário ou finais de semana)? O que você espera para 2024 em relação a você e o skateboard?
Espero que eu possa ter mais tempo para praticar e desenvolver novas manobras e também espero continuar me divertindo nas pistas. Gostaria também de poder incentivar toda e qualquer mulher a começar a andar de Skate, pois o Skate é para todos independente do sexo, etnia e identidade de gênero.
10-Deixe uma mensagem para todas as skatistas que nos acompanham.
A mensagem que eu deixo é: Meninas, mulheres, garotas não desistam, andem de skate porque faz bem, andem de skate porque é mais que um esporte, andem de skate porque ele te apresenta a novas pessoas e a novos caminhos, eu sou a prova viva que o Skate, o esporte como um todo, Salva.
Agradeço o apoio ao skate feminino
Skate em sua essência!!!
1- Se apresente para nossa comunidade: nome, idade, profissão e hobbies
Camila Federzoni, 46 anos, turismologa/Costureira, bike, surf, skate, caminhada, corrida e vôlei.
2- A quanto tempo você anda de Skate?
Ando de skate a 2 anos
3- Quais modalidades do Skateboard você pratica? Alguma preferência?
Eu pratico park, bowl, street, ladeira, pumptrack, remadas, preferência em bowl.
4- Na sua opinião, quais são os maiores desafios para você, considerando sua inserção no skate feminino somado ao seu dia a dia de vida e sociedade? Há muito preconceito em relação a isso?
Os maiores desafios ainda são a falta de entendimento de algumas pessoas diante de um esporte, um estilo de prática tão útil para a saúde, física, emocional e mental, ainda existe preconceito sim.
O skate para mim é esporte e diversão, entendo também como uma filosofia, já que estou comigo mesma encima de um carrinho onde tento me equilibrar e divertir ao mesmo tempo, minha família é amigos super me apoiam nesse esporte que escolhi levar no dia a dia.
Travessia das Capivaras. Skate feminino presente no evento.
Skate for fun
Dominando as pistas
5- Você participa de algum coletivo feminino de skate? Fale um pouco de skate, família e amigos.
Sim participo de vários coletivos feminino como skatemania, 2dasminas, divasskateras, skateparaelas, batateiras, minascrew entre outros.
6- Você já participou de campeonatos/eventos de skate? Qual ou quais modalidades e seus resultados?
Sim participei em 2023 de um evento de competição em moema São Paulo pumptrack onde consegui terminar o percurso sem cair do skate e esse ano de 2024 participei também de um campeonato que o coletivo feminino 2dasminas organizou no sesc campo limpo.
No qual fiquei em 9 de 10 competidoras, saí muito feliz por ter completado o percurso do street fazendo algumas manobras que aprendi ao longo desses 2anos.
7- Já viajou para outras cidades para andar de skate (rolê ou campeonato?)
Sim já viajei para outras cidades como Peruíbe, Indaiatuba, itu, mairiporã atibaia, Pará andar de skate livre, sem competições, apenas conhecendo lugares
8-Você já se lesionou andando de skate?
Já torci o pé esquerdo voltando de uma manobra fake na mini ramp, minha recuperação se deu em 3 meses.
9- Skate for fun e competição, fale um pouco de sua vivência neste meio.
Para mim o skate for fun é o ar que respiro, estar em cima do skate, me equilibrar e fazer o movimento é uma alegria imensa, saber que consigo me divertir por 1h ou mais em cima desse carrinho tão irado, é um combustível para minha existência.
E sobre competições, participo para me desafiar, saber se posso conseguir ficar em cima do skate mediante a uma uma multidão com inúmeras expectativas assim como eu diante de todos.
10-Você possui algum apoio, patrocínio de alguma marca?
Não tenho patrocínio de marca, tenho o apoio do meu marido sempre.
11-Você tem uma rotina de treinamento? (Academia, pista, ladeira e outros)? Qual a frequência (diário ou finais de semana)?
Minha rotina de treino é andar de skate pelo menos 2 vezes na semana e 1 no final de semana.
12- Sobre a Modalidade Skate de Longa Distância/Push Race, fale um pouco de sua entrada na modalidade, considerando rolês e eventos (corrida e encontros)
SLD para mim foi uma novidade muito interessante em saber que posso rodar com o skate remando por kilomentos ou tempo, fiz o passeio da capivara em 2023 e gostei muito de conhecer essa modalidade assim como seus frequentadores.
13-O que falta para o skate feminino se fortalecer mais a nível Brasil?
Acredito que mais comunicação, divulgação de grandes marcas e emissoras, interesses genuínos na história do skate feminino, e realmente mostrar educar até nas escolas a importância desse esporte para meninas. É um esporte desafiador, constante e divertido na sua totalidade.
14- O que você espera para 2024 em relação a você e o skateboard?
Eu espero que eu consiga destravar mais manobras e também andar no bowl com mais fluidez e velocidade.
15-Deixe uma mensagem para todas as skatistas que nos acompanham.
Pessoal, experimente o skate. É um estilo, um esporte, um desafio que vai fazer você se sentir diferente de tudo o que pode ser possível nessa vida. Skate é vida.
A guerreira do skate!!!
1- Se apresente para nossa comunidade: nome, idade, profissão e hobbies
Me chamo Mônica Santos ou Ravenna para algumas pessoas (meu apelido). Tenho 26 anos e gosto bastante de esportes, viajar, ler, assistir filmes, séries e documentários, etc.
2- A quanto tempo você anda de Skate?
Eu ando de skate há uns três anos e meio. Iniciei aos 15 anos e parei aos 16 anos. Retornando aos 24 anos e permanecendo na cena.
3- Quais modalidades do Skateboard você pratica? Alguma preferência?
Pratico as modalidades Downhill Slide, Longboard e Longa Distância. Entre elas eu tenho a preferência pelo Downhill Slide.
4- Na sua opinião, quais são os maiores desafios para você, considerando sua inserção no skate feminino somado ao seu dia a dia de vida e sociedade? Há muito preconceito em relação a isso?
Minha maior dificuldade é conciliar a rotina com o skate. Eu sou mãe solo, trabalho e sou universitária. Então, fica muito difícil conciliar tudo isso junto ao skate. "Lembro que teve uma época que precisava trabalhar em dois empregos e eu ia remando para o trabalho, só para poder andar de skate e aproveitava algumas ladeiras e dava uns dropp" porque não tinha tempo. Eu ainda vejo que há um certo tipo de preconceito, percebo através de falas, atitudes, olhares. Na minha família mesmo falam que eu deveria parar de andar de skate, que já sou mulher e que isso é coisa de menina e todo aquele discurso que já conhecemos. Sabe o que faço? Ignoro muitas vezes, não dou importância e continuo andando.
O skate para mim é terapêutico. Quando estou andando esqueço da rotina estressante, dos problemas. Não me sinto apoiada por minha família em relação a isso, mas não vejo problema. Quando iniciei no skate na minha adolescência eu precisava escondê-lo nos vizinhos, na casa de amigos, pois a minha tia não aceitava e tinha um tio que não aceitava também. Então, muitas vezes escondia embaixo da cama e descobriam, daí tentavam quebrar, jogava na rua. Olha, eles só aceitaram eu andar de skate, após perder um ano letivo na escola matando aula para andar. Pois, eles não deixavam de jeito algum. Depois disso, eles aceitaram. Porém, por consequências da vida eu parei logo em seguida e retornando na fase adulta. Eu não sou uma pessoa de muitos amigos, na verdade conheço muitas pessoas. Toda vez que vou andar, eu apenas pego meu skate, meus fones para ouvir uma música e vou pro pico. Raramente chamo alguém ou alguém me chama. E é isso, não vejo problema nisso também.
Corrida Skate de Longa Distância - Virada Esportiva 2023
Gás Inflamável Speed Festival Skate Downhill
https://essenciaskateboard.com.br/gas-inflamavel-speed-festilval-skate/#bwg18/659
Corrida Skate de Longa Distância - Virada Esportiva 2023
5- Você participa de algum coletivo feminino de skate? Fale um pouco de skate, família e amigos.
Atualmente eu não participo. Já participei, porém por conta da rotina e outras questões eu sai do coletivo.
6- Você já participou de campeonatos/eventos de skate? Qual ou quais modalidades e seus resultados?
Já participei de campeonatos e eventos de skate. Na modalidade Downhill Slide eu participei do campeonato na ladeira Barriga da Velha, ocupando o 3° lugar, teve outro na Ladeira do Saúde ficando em 4°lugar, outro na ladeira da Two Tholl ficando em 4°lugar, teve na Ladeira Colinas Hill na qual não teve meninas para competir. Outro em São Pedro que competi com os rapazes ficando em 8°lugar e mais alguns. Na modalidade Longboard, eu competi na Ladeira do museu ocupando 7°lugar se não me engano. Na modalidade Longa Distância participei da Skate run ocupando o 5° lugar. Já fui em eventos ex: STU national, na pista esporte radicais, no Half Pipe do Tietê, evento que teve no Sesc Campo Limpo e etc.
7- Já viajou para outras cidades para andar de skate (rolê ou campeonato?)
Já viajei para andar de skate em outras cidades e competir também. Conheci Florianópolis (SC), São Pedro, Botucatu, Balneário Camboriú (SC), Jundiaí, São Vicente.
8-Você já se lesionou andando de skate?
Recentemente sofri uma lesão no tornozelo, durante uma competição Longa Distância. Na qual passei por um processo cirúrgico e coloquei cinco pinos permanentes no lugar da fratura.
9- Skate for fun e competição, fale um pouco de sua vivência neste meio.
Eu encaro o skate como diversão. Óbvio, que tem a questão das competições ou até mesmo associar sua imagem a algumas marcas. Mas, eu sempre encarei dessa forma. Via uma oportunidade de conhecer novas pessoas, lugares, de me superar em diversas áreas da minha vida através das manobras que gostaria de aprender e muitas vezes me frustrava pois não conseguia de imediato.
10-Você possui algum apoio, patrocínio de alguma marca?
Atualmente estou na marca 311 skateboards. A qual fabrica o meu Model de Shape.
11-Você tem uma rotina de treinamento? (Academia, pista, ladeira e outros)? Qual a frequência (diário ou finais de semana)?
Atualmente eu ando quando posso. Frequento a Ladeira da Preguiça, no Pq. Ibirapuera. Um dos meus lugares favoritos. É lá que ando e aproveito o restante do parque para me conectar com a natureza, ver os patos, ler um livro. Frequento a academia também, mas ultimamente ando falhando nessa parte.
12- Sobre a Modalidade Skate de Longa Distância/Push Race, fale um pouco de sua entrada na modalidade, considerando rolês e eventos (corrida e encontros)
Ah, foi através conhecida do skate (Cris Punk) ela postou sobre um evento. E eu nunca tinha ouvido falar sobre essa modalidade, fui buscar saber e me interessei. A partir daí, fiquei de olho para ver se surgia algum evento ou encontro. Teve a Skate Run que participei e depois um outro evento que acabei sofrendo a lesão e me ausentando. Mas, eu já curtia remar, gosto bastante da sensação de remar, não só apenas manobrar.
13-O que falta para o skate feminino se fortalecer mais a nível Brasil?
Falta oportunidade, apoio. Eu digo isso em função do que vivi no skate feminino. Eu acho que como em qualquer outra área, as pessoas focam apenas naquelas que dão retorno monetário. Um dos motivos que o cenário está do jeito que está.
14- O que você espera para 2024 em relação a você e o skateboard?
Esse ano eu quero ficar mais tranquila. Não tô focada em competições. Só quero andar quando puder e aproveitar o tempo para me dedicar a maternidade e aos meus estudos, minha evolução espiritual, essas coisas.
15-Deixe uma mensagem para todas as skatistas que nos acompanham.
Não desistam dos seus sonhos, acreditem em vocês e o mais importante tenha disciplina. Não se prendam ao que as pessoas vão falar, críticas e elogios sempre vão existir. Não deixem de estudar, trabalhar, viver a vida. Sabemos que é muito bom lutar por um sonho, porém devemos dar atenção as outras coisas também. Sejam vocês e sejam feliz com o seu carrinho.
Um documentário de skate feminino brasileiro, produzido como projeto de TCC no curso de publicidade e propaganda, por Pipa Souza.
https://www.youtube.com/watch?v=oaqrvLuTN7w
https://www.instagram.com/pipasouza/
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=oaqrvLuTN7w
Um documentário de skate feminino brasileiro, produzido como projeto de TCC no curso de publicidade e propaganda, por Pipa Souza.
Esse documentário trás narrativas desde os anos 70 até os dias atuais, protagonizado por mulheres que foram responsáveis pelo fomento da cena do skate feminino, através das mídias independentes que elas mesmas criaram. Através do documentário será possível conhecer um pouco da jornada da revista Check it Out, dos sites Garotas no Comando e Skate para Meninas, Divas Skateras e Britney's Crew, além de histórias extras, como os dois zines 100% Skate Girl, vídeo Dona Maria, criação da primeira associação de skate feminino, a ABSFE, primeira capa feminina na revista Tribo Skate, além da tour Poseiden e Check it Out e também o vídeo We Can do It.
Elenco:
Eliana Sosco, Estefânia Lima, Evelyn Leine, Grazi Oliveira, Karen Jonz, Liza Araújo, Maria Elaigne Ferreira, Marta Linaldi, Micaela Ramirez, Monica Polistchuk, Patiane Freitas, Pipa Souza, Priscila Morais, Tat Marques e Thayná Gonçalves
Dezembro 2023
O Campeão da Maratona Skate de Longa Distância 2023
Por: Júlio Eduardo
(Long Distance Skateboarding-Skate de Longa Distância/Push Race)
Primeiramente agradecemos a participação nessa entrevista que será muito importante para os praticantes da modalidade e esperamos que todos gostem de nossa entrevista.
Vamos iniciar falando sobre você Vitor Salazar.
Qual a sua cidade de moradia, idade, profissão e hobbys.
Moro a 3 anos em Florianópolis, SC. Sou natural de Duque de Caxias, RJ. E morei 12 anos em Guaíba, RS. Hoje com 40 anos, sou professor de Educação Física e tenho a atividade física como hobby, sempre busco realizar uma proposta diferente, um esporte novo, um desafio físico ou mental.
A sua profissão atual ajuda você na prática do skateboard?
Hoje em busca de uma qualidade de vida maior e viver a essência do skateboard, tento ter o skate também como transporte do dia a dia, com isso tenho o push race como rotina diária na minha vida, para ir trabalhar, mercado, feira, rolês. Acredito que como eu muitos skatistas constroem suas narrativas seu lifestyle no dia a dia com o pé na tabua diário. Minha profissão contribui bastante, posso estudar aprofundar e corrigir detalhes por outra ótica, em uma visão mais técnica e cientifica do esporte.
Quando você começou a andar de skate?
Quando era pequeno (uns 4 pra 5 anos talvez) meu irmão ganhou um skate, e lá em casa somos 3 irmãos. E imagina 1 skate para 3, bom não durou muito. Por algum motivo ali ficou plantada uma semente. Depois já adulto (2001), eu fui em uma loja comprar um skate para street. Ao chegar na loja o vendedor era um amigo do futebol, que me mostrou um semi-long e me disse a frase tão emblemática que iria mudar toda minha trajetória no skate “Esse skate além de fazer manobra você pode usar ele igual bike, para ir aos lugares”. E desde então eu nunca mais deixei de pedalar e descer ladeiras.
Qual a modalidade de skate você prática, para além do Skate de Longa Distância/Push Race?
Meu primeiro contato com skate, foi com o downhill, essa galera que eu comecei na época(2002) mesclava o carvin com slide, que depois alguns como eu migramos para o downhill speed ou downhill slide.
Você faz a prática de outros esportes para além do skate?
Sim, busco estar sempre me desafiando em novas atividades físicas e esportes diferentes, principalmente os que nunca tive contato. Mais para os meus treinos específicos além do skate eu utilizo o treinamento resistido a corrida e por vezes alterno ciclismo e alguma atividade aquática.
Como foi a sua entrada no mundo do Skate de Longa Distância/Push Race? Participou de algum evento desta modalidade e quais foram as suas últimas posições antes da Maratona Skate de Longa Distância 2023?
Como disse antes, minha introdução no skate já foi por uma via diferente, bastante uso como transporte no início, já algum tempo depois (2003/2004) iniciei nas longas distancias fazendo uma “aposta” com um amigo e meu irmão, e realizei um trajeto da minha cidade até a praia de Ipanema no Rio, um trecho de 35km de circuito urbano e estradas. Entretanto minha primeira competição só veio alguns anos depois, em Porto Alegre, em um dos meus primeiros anos no Rio Grande do Sul em já em 2010, terminei na 2º colocação. Nessa época pude participar de diversas provas, tendo o pior resultado apenas uma 3º colocação até o ano de 2014, com o 2º lugar na Skate Run, aonde me ausentei por 9 anos das corridas de longa distância, mais nunca longe dos Push Free de longa distância, minha distância padrão sempre foram os 20km, agora venho ajustando para os 42.2km, por isso sinto que ainda posso entregar muito mais nessa distância. E agora em 2023 voltei com 2º lugar na Skate Run e 1º lugar na 1º Maratona de skate de longa distância.
Uma coisa que chamou bastante a nossa atenção, foi a configuração de seu skate que você utilizou na 1° Maratona Skate de Longa Distância, fale um pouco sobre ele.
Bom, essa configuração de skate foi moldada com os anos de “pé na tabua”, sentindo as demandas e exigências do dia a dia, de inicio a ideia era ser funcional para a rotina diária. Mais com o tempo fui pescando alguns pontos chaves que claro é segredo kkkk. Brincadeira, mais são diversos aspectos bem pessoais do meu estilo de push que de repente outra pessoa pode não sentir os mesmos benefícios. Por exemplo, a altura do skate, a grande maioria dos riders utilizam shape rebaixados para longa distância. Confesso que a alguns anos atrás quando vi essa linha de configuração até tentei migrar pois já andava de skate rebaixado para o speed , freeride e slide então isso realmente parecia fazer sentido pra mim. Porém senti muito desconforto na região lombar e senti a perda da sinergia do movimento. Sobrecarregando pontos isolados do corpo, o que não acontecia em um skate alto. Com isso preferi seguir a naturalidade de algo que vinha sendo moldado com a prática e a rotina do dia a dia, até por não ter pretensão de criar nada apenas curtir a pratica da modalidade. Mais como eu disse anteriormente é uma construção do estilo próprio, cada um tem o seu, cada um tem uma anatomia, uma tendencia, devemos buscar referencias não copias.
Você já havia utilizado este setup em outros eventos da modalidade?
Sempre usei essa mesma configuração, para todos os eventos que corri. Com mudanças de material, marcas, porém a mesma configuração, vulgo caxãozinho (trucks e shapes bem pequenos).
Como é a cena Skate na sua cidade?
Na minha cidade de origem é uma cena bem difícil, papo de resistência bruta mesmo, heróis do encaixotamento urbano, midiático e social. Guerra social diária. Já aonde eu moro a cena é muito forte, a presença de atletas olímpicos e grandes nomes da modalidade fomentam um mercado gigantesco e que por outra via(a via dos lucros) o entendimento quebra pré-conceitos e constrói uma “consciência social” para com a modalidade. Skate representa uma mudança no seu jeito de ser, seu estilo de viver e ver a vida. Mesmo encaixotado ele extravasa.
Há Confederação de Skate na sua cidade? Contempla a modalidade Skate de Longa Distância/Push Race (com caderno técnico como há em São Paulo)?
Sim para a primeira pergunta e não para a segunda pergunta.
Qual é a sua rotina comum de treinos?
Eu treino todos os dias, intercalando com minha rotina de trabalho. Tempo livre!!! Corre para treinar. Nada, nada fácil, mais amo treinar e ir ao limite nos treinos isso faz eu me sentir vivo. Esse tem sido meu segredo para se manter ativo, mesmo tendo muitos bons motivos para parar todos os dias.
Você tem patrocinador ou apoio de alguma marca?
Atualmente não.
Qual foi o tempo final e a classificação 42 km na 1° Maratona Skate de Longa Distância?
Meu tempo final foi de 1 hora 49minutos 12segundos, finalizando na 1º Colocação.
Como foi sua decisão de participar da 1° Maratona Skate de Longa Distância? Você já havia feito essa distância de 42 km na remada?
Estava me preparando para skate run 2023, quando fiquei sabendo da 1º Maratona, porém skate run foram 6km, para os 42km era uma diferença enorme e pensei em fazer os 21km pois 20 já é minha distância padrão de treino. Entretanto venho do atletismo e a maratona sempre foi um sonho e toda uma história pessoal. E assim decidi mesmo com apenas 20 dias para treinar encarar os 42.2km. Já havia feito 40, 50 até 60km, porém com ritmo free, nada perto de corrida para tempo. Faltando 11 dias para a prova realizei um simulado da prova para ajustes de roupa, alimentação e hidratação. Terminando os 42.2km no tempo de 1 hora : 58 minutos.
Fale para nós sobre o local e espaço da competição, qualidade do asfalto, organização e outros detalhes.
Nos atletas tivemos o privilégio de desfrutar de um local de prova com uma estrutura perfeita para corridas, com uma infra de alto nível, proporcionando uma ótima prova, para atletas e público. Com asfalto impecável que gerou boa aderência nas curvas ajudando o atleta na manutenção do ritmo médio nas curvas. A organização atuou de forma exemplar com a cronometragem, suporte aos atletas dentro e fora da prova. Hidratação perfeita. Único ponto de reflexão seria o excesso de curvas se possível diminuir mesmo que a volta fique menor, acredito que as curvas aumentem consideravelmente o desgaste aos riders, além de baixar os tempos médios individuais de cada atleta.
Como foram os treinos e tempo de preparação para esse evento?
Bom como disse a cima, estava me preparando para os 6km quando fiquei sabendo dos 42km, tipo uns 30 dias para os 42km. Sendo assim já fui realizando alguns ajustes possíveis, que não fosse interferir no primeiro objetivo que era os 6km. Sendo assim, depois do Skate Run, eu tinha 20 dias para lapidar alguns ajustes para a distância, já que eu não teria tempo para uma preparação completa, e ainda teria que tomar muito cuidado com a recuperação para semana da prova. Como disse a cima fiz meu treino teste com 11 dias para prova. Portanto não podia forçar muito, estava muito próximo da prova e não haveria tempo de recuperação suficiente. Então fiz 21km pegado, uns 90 a 100% e os outros 21km a uns 60% a 70%. Tempo 1h:58m / 42.2km. A partir desse treino pude ajustar o ritmo, hidratação ideal, manutenção de carboidratos e começar a entrar de vez na distância dos 42.2km com novas projeções.
O que muda nos treinos quando o objetivo é uma prova longa como a 1° Maratona Skate de Longa Distância?
Nossa, muita coisa, mais em 1º lugar é quase impossível realizar longas distâncias com saúde, sem a ajuda de um Profissional de Educação Física, mesmo mínimas dicas do instrutor da academia que você frequenta. Ai já entramos em outro ponto importantíssimo, o fortalecimento passa a ser indispensável para suportar o aumento no volume total dos treinos com saúde, sim eles vão aumentar. Fora a parte mental que deve ser reconfigurada.
O que passou na sua cabeça nas fases da prova (Início, meio e fim) e como manter o controle da situação?
Interessante você perguntar sobre isso. Pois com 20 dias de preparação de uma prova curta para uma longa, eu não teria como me preparar fisicamente como eu gostaria. Sendo assim tentei focar mais na parte mental. Treinei para manter um ritmo e tentar buscar o recorde da minha categoria de 1h:45m, mais já no reconhecimento de pista vi que meu GPS perdia o sinal no trecho indor, assim já tive que reprogramar minha estratégia metal, que era correr dentro de um ritmo fechado até o final da prova, para uma nova estratégia ainda a ser traçada. No início fiz uma saída forte ficando junto ao primeiro pelotão e fui imprimindo meu ritmo de prova até estabilizar. Aos poucos pude me distanciar um pouco do 2º colocado, me deixando um pouco mais confortável. Durante a prova foquei em manter um ritmo forte, mas tentando relaxar pois no km 18 senti uma leve caibra nos dedos do pé esquerdo. Então decidi aumentar a hidratação e resfriamento da temperatura corporal externa com água. Seguindo meu planejamento de carboidratos e já o novo com hidratação extra, senti que dava para apertar o ritmo no final, assim calculei para as últimas 10 voltas. Quando perguntei na passagem quantas faltavam me informaram “6 voltas”, bom, a partir daí, pude ver que estava bem próximo do recorde e comecei a apertar e apertar. Até voltou um pouco da caibra no dedo do pé e agora na panturrilha também, mais já era o final e apertei mais um pouco para chegar com o ritmo ainda bem forte. Tempo de 1 hora: 49m 12s. Resumindo claro, acredito que poderia ficar dias e dias falando sobre inúmeros detalhes que ocorreram na prova.
Quais são as músicas preferidas para andar de Skate? Durante a Maratona Skate de Longa Distância você escutou música no fone de ouvido para ajudar a efetuar o percurso?
Escuto bastante música nacional, atualmente tenho consumido muita música indígena, MC AKUÃ PATAXÓ, entre outras. Quanto a fones, aprendi com as corridas de rua a não usar fones, para um melhor controle de ritmo respiratório e de sensações. Que é um dos pilares dos treinos mentais que utilizo para as longas distâncias. Pra mim, a música é boa pra um passeio, um rolê mais free, sabe...? Treino e prova acredito mais no foco mental.
Qual a maior dificuldade que você enfrentou durante a corrida?
Minha maior dificuldade foi manter o ritmo em um circuito com muitas curvas, que eleva bastante o desgaste e dosar a energia de forma efetiva e não quebrar no final.
Pretende participar de uma segunda edição da Maratona Skate de Longa Distância em 2024?
Se Deus permitir com certeza estarei presente em 2024, para quebrar recordes dessa vez.
O que você espera para o futuro da modalidade Skate de Longa Distância/Push Race?
Acredito que seja a modalidade mais olímpica de todas do skate, a mais contemporânea aos tempos atuais radicalidade e saúde. Vejo um futuro gigantesco com inúmeras possibilidades para modalidade.
Deixe um recado para os praticantes da modalidade no Brasil.
Você que anda na bowl, no downhill, na orla da praia, na ciclovia, pra ir na padaria, no mercado, para ir trabalhar, você que anda na pump track, no park, no Half, na calçada, no longboard. Push race e para todos, é a cultura da rua. Use capacete, busque locais seguro para a prática e crie rotinas, diárias, se não for possível semanais, se não conseguir semanais, mensais, que seja. Mais as faça, crie pequenas, fáceis e simples metas, objetivos, desafios, nirvana não importa o nome e sim a atitude. Parece clichê mais é real. A formiguinha muitas vezes constrói mais que um elefante, que com toda sua força e imponência muitas vezes só destrói.
Por: Vinícius Eduardo Campos
(Atleta Long Distance Skateboarding-Skate de Longa Distância/Push Race)
1) A partir de que momento decidiu organizar seu primeiro evento (Maratona Skate de Longa Distância em 2023)?
Esse projeto começou em meados de 2018, onde me reuni com Artur Maniero (SP), Marcos Defferrari (SP), Fábio Gil (Baixada Santista) e Rafael Martins(ES) em reuniões por vídeo conferência e com visitação em alguns Kartódromos aqui em São Paulo (Artur Maniero). Na época, ficou inviável por questões financeiras dar seguimento no projeto.
Em maio de 2019, retomei contato com o pessoal da SPEED LAND, com o intuito de mostrar interesse no local para realização do evento e em setembro de 2019 abri a JEPS Eventos Esportivos, com o objetivo de centralizar a organização e facilitar as tratativas em possíveis locais para realizar o evento.
Em março de 2020 a Organização Mundial de Saúde (OMS), declarou Pandemia do novo Coronavírus e o projeto ficou parado, assim como todos nós.
Todos preocupados com nossas famílias e amigos, sem vacina naquela época e o medo tomou conta de todos nós. Sou Farmacêutico Clínico e Supervisor Técnico em Saúde pelo SUS em uma Organização Social em São Paulo (ASF) e por ser da área da saúde, precisei focar 100% e deixar os projetos para um outro momento.
Retomei o projeto agora pela JEPS Eventos Esportivos e comecei as tratativas no final de 2022 e no início de 2023, consegui fechar o espaço do Kartódromo SPEED LAND.
2) Qual o episódio mais marcante ao ver seu projeto saindo do papel?
Tiveram vários momentos especiais nesta trajetória. A resposta positiva da SPEEDLAND foi um deles, assinatura do contrato junto a eles e as resposta positivas de cada patrocinador.
O principal momento foi ver pessoas que eu conversava apenas pelas redes sociais, presentes no dia do evento, como o pessoal da Baixada Santista, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Espírito Santo, além do pessoal aqui de São Paulo e interior também, tanto o pessoal que eu já conhecia, como outros que nos apenas distanciavam eram as redes sociais. Esse evento criou pontes importantes e laços de amizade muito forte com todos os participantes e familiares. Sabe o que é ver o brilho no olhar de cada um presente ali, torcendo pelos seus filhos, amigos e pelo evento, não tem palavras para descrever.
3) Quais as diferenças entre a prova anual Skate Run e a maratona de Skate?
A Skate Run é um evento de grande porte, utilizam outros tipos de fomentos para eventos de rua e que tem uma história muito forte no Skate Nacional. Eu já participei de várias edições e peguei pódio em 2017 (4°lugar- Amador). Tenho muito respeito por eles.
Já a Maratona Skate de Longa Distância em 2023, foi organizada por uma empresa de eventos esportivos e que segue o formato de corridas de rua, porém em espaço menores e voltados para praticantes da modalidade Skate de Longa Distância/ Push Race. Ela vem sendo estuda por mim a alguns anos, observando eventos internacionais no formato de distância de 42 km. Conversei com o pessoal da Itália (PUSHA! | Long Distance Skateboarding Marathon), Países Baixos (Dutch Distance Skaters), Portugal e EUA (The IDSA e organizadores da ULTRASKATE MIAMI).
Além de seguirmos as normas do Caderno Técnico da modalidade (Federação Paulista de Skate) a Maratona Skate de Longa Distância foca distâncias maiores e contempla outras distâncias menores, permitindo que o atleta escolha em qual categoria quer participar esse ano e subir um degrau caso ele entenda ser possível em um próximo evento, partindo para uma categoria de maior distância de forma gradativa.
O Caderno Técnico da modalidade (Federação Paulista de Skate) fomenta a modalidade e pode ser abraçado por outras empresas de eventos, o espaço está aberto para isso, graças a iniciativa do Presidente Bruno Hinaldi em dar essa abertura para a modalidade. Participei da construção do caderno técnico junto com outros skatistas e a FPS. É um super instrumento para fortalecer a modalidade Skate de Longa distância/Push Race.
4) Como os praticantes de outras modalidades podem conhecer o esporte?
Temos vários canais no Brasil, Grupos de FACEBOOK, INSTAGRAM e algumas páginas em alguns países e aqui no Brasil também. Vou deixar uma relação no final da entrevista.
Temos em São Paulo o grupo LDS São Paulo, que faz encontros tipo passeio, para rodar nos parques e ciclovias públicas. É muito legal esses encontros para trocar experiências. Uns dos encontros mais esperados é a Travessia da Capivara, que ocorre na Ciclovia do Parque Linear Bruno Covas. Em 2024 haverá uma nova edição e em breve o LDS SP deve liberar a data do encontro.
5) Na sua opinião, oficinas de treinos poderiam ser oferecidos para os praticantes?
Sim, claro!!! É uma ótima ideia. Temos algumas ideias para colocar em prática em 2024 em termos de parceria dentro de eventos públicos. Vamos ver se vai dar certo.
6) Como os outros estados do pais poderiam organizar seus eventos para a confecção de um circuito nacional?
Uma coisa importante é se assegurar junto a Federação de Skate local, pois eles podem dar o suporte necessário para o evento acontecer e possuírem um Caderno Técnico da modalidade. Caso não possuam, eles poderão conversar com a FPS para alinhamentos e troca de experiências. Eu super apoio e já converso com pessoas de outras cidades a respeito.
Acredito que um circuito em breve será montado, mesmo que possua um calendário mais curto, talvez trimestral, que seja, já é um grande avanço para a modalidade. Iremos apoiar isso acontecer mas com os estudos logísticos necessários.
7) Como as marcas podem ganhar mais visibilidade em seus patrocínios?
As marcas devem diversificar o campo de atuação focando na modalidade skate. Algumas são mais abrangente para todas as modalidades e já outras bastante específicas para a modalidade Skate de Longa Distância (SLD). Além de patrocinar eventos de pequeno a grande porte, poderiam também apoiar alguns skatistas com material e até mesmo na ajuda de custo para inscrições em eventos futuros. Uma coisa leva a outra. Isso fomenta o mercado. Fomenta saúde também.
8) Como elevar a performance dos nossos praticantes brasileiros ao nível mundial?
Algo muito importante é manter a constante de treinos. Aumentar as distâncias gradativamente, repetindo o mesmo percurso e avaliando sua performance através de dispositivos móveis (Smartwatch e/ou aplicativos para monitoramento de esportes). Ter um acompanhamento por um profissional da saúde, como Educadores Físicos e Nutricionista, ajuda bastante neste processo.
Fazer comparativos entre atletas da modalidade de outros países também é muito importante, pois assim é possível termos uma noção da evolução pessoal dentro da modalidade. Participar de eventos nacionais, mesmo que ainda hoje são poucos, ajuda a você divulgar seu nome como atleta da modalidade e despertar interesse de possíveis marcas apoiadoras ou patrocinadores. Participar de eventos em outros países também são válidos, porém ainda não é a realidade de todos.
9) Quais os aprendizados desde o seu primeiro evento para o último?
Eu sempre fui muito atento aos detalhes dentro dos eventos, como por exemplo a VIRADA ESPORTIVA (segundo ano de participação com a Meia Maratona Skate de Longa Distância), os encontros com o pessoal do LDS São Paulo e agora a Maratona Skate de Longa Distância (calendário anual) e que levo de aprendizado é a organização antecipada dos eventos. Tenho uma vida corrida, seja no trabalho, estudos e família, no qual a organização prévia permite que eu consiga fazer os eventos com mais segurança mas não com tranquilidade, pois fico sempre em alerta para antecipar problemas e resolvê-los em tempo hábil.
10) o que você acha das provas virtuais? Almeja organizar alguma?
As provas virtuais tiveram uma crescente durante a pandemia, seja para praticantes de corrida de rua, assim como para a modalidade Skate de Longa Distância. Tiveram outras modalidades de skate que utilizaram a mesma modelagem. A The IDSA foi uma das pioneiras nas corridas virtuais antes mesmo da Pandemia da COVID-19 e que manteve a modelagem até hoje. Acho muito bacana, pois eles tem a oportunidade de aproximar vários skatistas de muitos países e isso agrega bastante para a comunidade SLD.
A JEPS Eventos Esportivos tem planos nesta linha, mas ainda estamos pensando como agregar neste nicho. Em estudos preliminares.
11) muito se evoluiu em peças e materiais na configuração de um setup de corrida. Se você estivesse a frente de uma dessas empresas, com recurso ilimitado, o que gostaria de desenvolver para que a performance aumentasse?
Essa é uma ótima pergunta. Primeiramente eu abaixaria os valores, para tornar as peças mais acessíveis. Sei que existe todo um estudo para lançar uma modelagem de shape, rodas, etc, mas tentaria ir nessa linha primeiro ou fazer linhas com preços que agreguem várias faixas de consumidores mas respeitando e garantindo a qualidade do produto. Não é uma conta fácil de fazer, considerando vários fatores (taxas, matéria prima e mão-de-obra). O ramo de personalização de shapes acho muito interessante e é um conjunto que poderia agregar o aumento de performance para cada skatista dentro desta modalidade.
12) Quais os desafios em conciliar sua profissão, família, esporte e a organização de eventos?
Realmente não é fácil. Amo ser profissional da saúde, especificamente do SUS, isso me traz uma responsabilidade de fazer o meu melhor para ajudar no cuidado em saúde de nossa população. Gosto de fazer pesquisa na área de saúde também e isso toma bastante tempo de estudo. Minha família (esposa e dois filhos) é meu alicerce, sem eles nada do que faço hoje seria possível. Eles puxam minha orelha de vez em quando e isso me ajuda muito em parar, respirar, analisar e seguir em frente. Não é fácil conciliar tantas tarefas e ainda ter um tempo para treinar, mas a cada dia é um aprendizado.
13) O que espera da modalidade no pais nos próximos 5 anos? E 10 anos?
Acredito que 2023 foi o ano para a modalidade, pois outras empresas entraram neste ramo para fomentar corridas de Skate. Acredito que em 2025, conseguiremos colocar em prática a ULTRASKATE BRASIL (Evento de 24 horas baseados em eventos mundiais da modalidade) e em cinco anos, talvez a modalidade esteja contemplada nas olimpíadas (quem sabe né) e em 10 anos espero que tenhamos uma boa base ao nível nacional e mundial com grandes competições.
LDS-São Paulo: www.instagram.com/ldssaopaulo/
LDP-Rio de Janeiro: www.instagram.com/ldprio/
LDP-Baixada Santista: www.youtube.com/c/LDPBaixadaSantista
Distance Skateboard Baixada Santista: https://www.instagram.com/ds_baixadasantista?igsh=OGQ5ZDc2ODk2ZA==
Distance Skateboard Espírito Santo: https://www.instagram.com/distance_sk8_es?igsh=OGQ5ZDc2ODk2ZA==
Federação Paulista de Skate: www.fpsk8.com.br/
The IDSA: theidsa.org/
Abril 2023
Entrevista com Janaína Rovere
Por: Júlio Eduardo-Organizador do Grupo LDS no Brasil (Long Distance Skateboarding-Skate de Longa Distância/Push Race)
Primeiramente agradecemos por ter aceitado o convite para a entrevista para a página LDS no Brasil.
R: Eu que agradeço a oportunidade!
Janaína, conte para nós a quanto tempo você é skatista e qual a sua trajetória no Skate Board.
R: Meu 1° skate comprei em Março de 1997 aos 16 anos, completei 26 anos como skatista.
Comecei a andar nas ruas do Centro de São Paulo na modalidade street. Andava na Charles Miller, antigo Vale do Anhangabaú, antiga Roosevelt e a Skate City da Consolação. Em 2003 conheci meu marido e skatista Wesley Rovere, numa mini rampa na zona leste e não larguei mais a modalidade vertical. Realizamos eventos na Febem feminina em 2004 juntamente com o Sandro Testinha. Nessa mesma época, criaram os Céus, e eu era local do 1° Céu, o Céu Aricanduva. Participei em alguns eventos na Plasma, no shopping Aricanduva. Em 2005 e 2006 ajudei na realização do campeonato "Skate para meninas" na extinta Eclipse Skate Park da zona leste, onde várias skatistas como; Karen Jones, Karen Feitosa e Letícia Bufoni participaram. No dia 21 de Junho de 2013, coincidentemente no dia Mundial do Skate, foi registrado a Skate Family, e tivemos uma pequena loja de artigos de skate em São Matheus. Em 2015, eu e meu marido abrimos uma pista particular de madeira, a "Skate Family Park" na Av. Aricanduva e fomos mencionados em um livro de arte e cultura de São Matheus. Ganhamos um prêmio pelo Sebrae e Senac, entre 90 candidatos, como um dos 8 melhores projetos de esporte e lazer pelo FDZL (Fundo Zona Leste). Em 2017, criei o projeto feminino " Manifesto das Minas " em parceria com a pista particular Manifesto Skate Park, onde também atuei como professora. Iniciei minha trajetória acadêmica como Profissional de Educação Física e desde então, atuo como professora de skate, hoje atuo como coordenadora da modalidade skate em escolas privadas, em parceria com uma das maiores assessorias de esporte escolar, a RENT A PRO, além de realizar Workshops para a didática no skate e auxiliar na formação de professores de skate, faço parte da diretoria da AFSK (Associação Feminina de Skateboarding) e sou Presidente da Associação Skate Family.
Quais modalidades do Skate você já praticou e qual a sua modalidade atual?
R: Street e Vertical. Atualmente pratico o vertical.
Na sua opinião, ainda existe muito preconceito em relação ao Skate Feminino? Já passou por situações relacionadas a esse tema?
R: Na minha opinião, o preconceito existe, porém bem menos em relação ao Skate Feminino atualmente. Sim, já passei por várias situações ruins em relação ao preconceito, como ser chamada de "sapatão", maloqueira, e de próprios skatistas na pista, que não me respeitavam e não me deixavam dropar por exemplo.
Empoderamento feminino e Skate, conte um pouco para nós a sua importância na sua opinião.
R:Como sempre andei em meio a homens, narrei campeonato e hoje sou coordenadora de uma equipe masculina de professores de skate, acredito que isso mostra o poder feminino, que podemos fazer e estar onde quisermos! Tenho e tive várias alunas que demonstram e já demonstraram uma certa timidez num ambiente que já foi tão masculino, mas ao me virem, mudam até o seu estilo de pensar, de agir…então, hoje reconheço que fui e sou uma representante árdua do skate feminino.
5. Conte para nós sobre os projetos de Skate feminino que você faz parte?
R: Faço parte da diretoria da AFSK (Associação Feminina de Skateboarding) e tenho projetos em andamento com a Associação de Skatistas Skate Family.
6. Conte para nós sobre o certificado da CBSK- PIONEIRA DO SKATE BRASILEIRO FEMININO.
R: Me sinto privilegiada! Um sentimento único e de muita honra poder fazer parte dessa história!
7. Como você divide skate e família? Mais alguém da sua família anda de skate?
R: Somos uma coisa só! Meu marido e meu filho são skatistas…meu marido é professor de Educação Física e de skate, e sua fonte de renda vem somente do skate. E por isso, nasceu a Skate Family em 2013.
8. Qual a sua rotina de treinos específico com o Skate?
R: Ultimamente estou trabalhando muito e não me sobra um tempo para treinar! Além disso, respeito minhas lesões, ficando um tempo me recuperando e volto sempre que consigo me estabilizar. Mas em geral, treino 1x por semana, estilo forfun! Tento sentir a vibe do skate sempre que posso!
9. Qual a sua formação acadêmica?
R: Meu formei em Educação Física Licenciatura e Bacharelado, e também me especializei em Pilates em 2016. Atuo nas duas áreas.
Certificação de uma grande profissional
10. Quais são os benefícios da sua área profissional para os skatistas?
R: A Licenciatura me ajudou a realizar um método e uma didática específica no ensino do skate escolar e mais personalizado. Onde criamos um método lúdico e didático para ensinar a prática. O Pilates auxilia na recuperação e preparação do praticante e /ou atletas no skate e outros esportes com exercícios específicos.
11.Compartilhe para nós as suas melhores experiências como profissional de Educação Física relacionadas ao Skate?
R: Na realização de uma didática própria e específica para o ensino do método skate, na criação de Workshops e cursos de skate para professores/Instrutores de skate e trabalhos realizados no Sesc, no Sandro Dias Camp e como coordenadora em uma das maiores assessorias esportivas, a Rent a Pro.
12.Como são as aulas de skate que você oferta como profissional? Qual o público que mais procura as aulas de skate? Há módulos de aulas específicas? Há um curso específico para fazer as aulas de skate?
R: Aulas específicas e com planejamento de estágios para uma evolução, ensinando didaticamente os fundamentos e técnicas do skate proporcional ao nível de conhecimento e tendo uma periodização.
O público é diversificado entre gêneros e idades, além de níveis de conhecimento. Atualmente existe um curso de Instrutores pela federação Paulista de skate e o Workshop da Skate Family para instrutores/professores de skate aperfeiçoar seu ensino.
13. Em relação ao Pilates, fale para nós como começou a aplicá-lo em seu cotidiano profissional e quais são as suas aplicabilidades para os skatistas?
R: Conheci o Pilates em 2009 após umas das minhas lesões, inicialmente praticava como aluna. Em 2016, após a minha formação em Pilates comecei a trabalhar em estúdios que tratavam alunos com Patologias e/ou aperfeiçoamento dos movimentos, para adquirirem um maior rendimento. Nas minhas aulas de skate para adultos especialmente, além de ensinar skate, aplico os movimentos do Pilates como alongamento, mobilidade e fortalecimento do praticante de skate.
14. Para os praticantes da modalidade Skate de Longa Distância/Push Race, utilizamos muito a “Remada”(push) e o Pumping (movimento de jogo de corpo para ajudar a pegar impulso) e percorrer longas distâncias em locais apropriados como ciclovias públicas. Quais dicas básicas você poderia compartilhar para melhorar a resistência física desses praticantes, fortalecimento de joelho, panturrilha e todo o conjunto da máquina de fazer” impulso”?
R: Primeiramente treinar o skate em locais próprios que contenham "pumps tracks", um local que contenha um percurso plano para se treinar a remada e com isso, melhorar seu desempenho no quesito velocidade. Além de realizar treinos para a melhoria de condicionamento físico e gasto energético. Se puderem realizar exercício proprioceptivos e ganho de hipertrofia muscular para fortalecimento das articulações (joelho, tornozelo). Aquecer antes de qualquer treino e alongar após esse treino. Consulte um profissional habilitado e específico da área.
15. Você já viajou pelo Brasil para divulgar seu trabalho como profissional de Ed.Física atrelado ao skate?
R: Sim! Sempre que viajo para outros estados (Rio de Janeiro, Extrema, Guarujá, Taubaté e Recife), a trabalho, competição ou não, levo meu skate e sempre que possível passo informações relacionadas.
16. Falando em modalidade Skate de Longa Distância/Push Race, você já praticou em algum lugar ou participou de algum evento do tipo? Caso não , fica o convite para fazer um rolê com o pessoal local do LDS São Paulo e futuros eventos que eles venham a organizar.
R: Participei do Skate Run e me inscrevi para LDS que o ocorrerá no Sesc Campo Limpo. Tentei participar de outros, porém sempre estou realizando meus trabalhos e não pude comparecer. Estou na expectativa desse próximo evento.
17. Quais são seus projetos pessoais e profissionais atuais, temos novidades?
*No término vamos divulgar seu novo Estúdio. Me envie os dados para divulgarmos e logotipo*
R: De antemão, já agradeço essa divulgação!
Sim, tenho novos projetos engatilhados com a minha associação Skate Family para introduzir aulas de skate em escolas públicas. Na AFSK, participarei de vários projetos para o skate feminino junto com a demais conselheiras e diretoria pelo Brasil a fora. E mais um Workshop para instrutores/professores de skate na assessoria esportiva para introduzir os níveis didáticos para o ensino do skate escolar e ampliar o número de professores de skate capacitados.
E no meu estúdio de Pilates, que inaugurei este mês, pretendo atender atletas de skate.
18. A modalidade Skate de Longa Distância/Push Race vem crescendo gradativamente no Brasil e esperamos um dia ter você e as Skatistas “Remando” junto conosco, seja nos encontros ou futuros eventos, pois aqui temos espaço para todos skatistas, independente da modalidade. Deixe um recado para os praticantes da modalidade Skate de Longa Distância.
R: Fico muito feliz em poder participar desses encontros, pois nesses eventos é nítido a junção de vários skatistas, profissionais ou não, que além de melhorarem o seu desempenho como skatistas, elevam a melhor frase do skatista que é de ser "forfun" e poder atrair cada vez mais praticantes pelo Brasil a fora! E o recado que deixo é; " Pratique o esporte que ama, independente da modalidade! Skate é arte, cair faz parte!"
Força feminina
AFSK
Estúdio In Move Pilates
https://www.instagram.com/inmove.pilates/?igshid=YmMyMTA2M2Y%3D
Estúdio de Pilates & Funcional
Tel: (11) 91154-7628
Av. Cipriano Rodrigues, 195-Vila Formosa, São Paulo
Dezembro 2022
1° Entrevista dezembro 2022
Entrevista com
Vinicius Campos
1) Qual a sua idade, cidade em que reside e quanto tempo você anda de skate?
Olá! Tenho 39 anos, sou mineiro de Divinópolis e pratico a modalidade desde abril de 2022.
2) Você praticava outras modalidades do skate antes do LDS?
Eu tive pouco contato na infância com Street em que aprendi a me equilibrar e remar na posição Mongo Goofy.
Apesar de nunca conseguir fazer nenhuma manobra, sempre achei divertido.
3) Conte para nós como foi o primeiro contato com a modalidade LDS?
Assistindo a uma série chamada Abstract da Netflix, sobre profissionais criativos de diversas áreas, conheci a história de Tinker Hatfield, designer de tênis da Nike. Hoje ele é um senhor de 70 anos e ainda praticante de diversas modalidades esportivas. Achei fantástico vê-lo "surfando" no asfalto na modalidade Paddle. Por um impulso de "querer fazer igual" até procurar mais sobre, foram alguns cliques na internet. Cheguei a ter uma "prancha" enorme e um paddle para brincar no Ibirapuera, mas achei frustrante não desenvolver a velocidade que eu achava que teria - seja pelo peso do equipamento ou mesmo pelo meu amadorismo. Descontente, tentei mais uma vez procurar informação sobre o que se pode fazer com o skate além das modalidades mais convencionais. Da Ultramaratona de Skate em Miami....a primeira maratona de Skate em São Paulo idealizada por Júlio Pereira de Souza em 2019, o grupo no Facebook de venda de peças, a página LDS no Brasil, os vídeos no Youtube sobre variações técnicas de Felipe Scolfaro, equipamentos da Escola LDP....e uma infinidade de vídeos de outros países sobre Pump e Push - um novo e enorme horizonte.
Quando vi, já estava num grupo de aficionados no Whatsapp (LDS SP / LDP Rio) em que tive todo suporte inicial para comprar as primeiras peças usadas (André Dionísio e Anielo Fernandes) e muitas orientações de diversos praticantes (Hércules Gomes, Rafael Martins, Andre Matos, Ricardo Wiese, Eduardo Machado....). Comecei me equilibrando e remando apenas com uma perna, em giros de uma hora. Muito frio na barriga nas primeiras descidas e embalos. Depois me forcei a aprender usar a outra perna para remar. Hoje consigo fazer o básico do Pump e estou tentando aprimorar a técnica Push para melhor eficiencia. E criei um perfil no instagram para me automotivar.
4) Em relação aos setups de skate para a modalidade LDS, qual deles você tem preferência?
Atualmente prefiro o setup com a seguinte configuração: Brackets Gbomb (dianteiro: DD-Stubby / Carbon Feather V2 e traseiro: Torsion Tail ou TT Aerospace), shapes (modelo Phanteon Bandito - JM Pro, Shape Rocket Exodus). Rodas 85 mm / 80a Orangatang / Seismic. Bushings Riptide APS Barrel 80a.
Estou na expectativa de testar o shape Bullcatcher da Rollsrolls com furos adaptados para os brackets acima em breve.
Tive a oportunidade de testar rodas 78 mm a 110 mm, alguns shapes rígidos, shapes com flexibilidade e brackets / garfos SDF. Com as rodas menores não consegui desenvolver / sustentar uma velocidade oportuna. Com as rodas maiores também tive dificuldade devido ao aumento do peso do conjunto completo e da distância entre o shape e o chão (com maior dor na articulação do joelho). Provavelmente as rodas maiores ficarão mais leves e os backets permitirão deixar o Shape mais baixo (sem o uso de espaçadores).
5) Atualmente, das práticas da modalidade aqui no Brasil, você foi um dos primeiros a quebrar a barreira dos 100 km de distância e recentemente você ultrapassou 200 km, como foi para você chegar nessa distância?
Gratificante como desafio pessoal. Cada vez que consigo ir mais longe, fico mais motivado. E sempre gostei de esportes Endurance. Uma vez um ciclista me perguntou se eu estava usando um modelo eletríco (quando eu estava a 22 km/h) - achei engraçado e me questionei "provavelmente estou no caminho certo". Talvez o indício de que algo está indo bem é que toda vez que termino um treino longo mal consigo andar na primeira meia hora - "nunca fica mais fácil, você apenas fica mais rápido". Tenho receio de me lesionar mas aos poucos o corpo e a mente tem se adaptado. Ainda preciso perder muito peso - algo que hoje parece mais difícil do que a quilometragem atingida. Acho surreal os atletas que conseguem fazer as 24h e tenho esperança de um dia conseguir atingir tal marca.
6) Alguém faz o suporte para você nesse percurso? Imagino que deva ter uma boa organização para cumprir essas distâncias maiores.
Consegui me organizar para praticar o treino longo toda sexta feira. Eu tinha um prazo definido de 6 a 8 horas (caso conseguisse) começando pela manhã e terminando por volta de 17h - horário que busco minha filha no maternal. Comecei utilizando a mochila de hidratação Camelbak de 3 litros com sais de reidratação e duas garrafas de água. Essa organização me permitiu fazer treinos de 3-6 horas com hidratação plena. Em 6 horas consegui ultrapassar 100 km algumas vezes, porém parecia que o corpo estava estagnado. No local onde faço o percurso (ciclovia do parque Linear Bruno Covas), resolvi não usar mais a mochila de hidratação no intuito de ficar menos fatigado. Comecei a levar 9 garrafas de hidratação de 350 ml e deixá-las no trecho onde, por amizade, um funcionário da ciclo cuida delas para mim. Essa estratégia associada à vontade de conseguir ir mais longe, o suporte nutricional e os treinos regulares me permitiram chegar aos 200 km. E claro, o estímulo da minha querida esposa em me apoiar no cuidado da saúde física e mental. Se você pensar bem, apesar da disposição, quem assiste por fora pode querer me internar num sanatório compulsoriamente.
7) Como é a sua rotina de treinamento e como você monitora seus percursos?
Treino ciclismo indoor segunda e quarta à noite (voltei aos treinos faz 3 meses). Musculação 4 vezes por semana. O skate eu praticava segunda, quarta e sexta no início, porém hoje consigo me programar apenas para o treino longo de sexta. Faço o percurso na ciclovia - no início percorria 8 km de ida e volta, porém nela existem muitas variações de altimetria, o que, acredito eu, me proporcionou condicionamento físico no início, porém não remete aos percursos atuais das provas de ultramaratona que são em locais mais planos. Nos últimos dois meses, busquei a altimetria menor, na menor quilometragem, sendo 2,5 km de ida e 2,5 km de volta, praticando Push contra o vento e Pump a favor do vento, não mais sofrendo grandes variações de velocidade média no percurso. Monitoro por relógio Garmin e faço o upload dos treinos no aplicativo Strava.
8) Você faz algum tipo de acompanhamento nutricional para ter uma boa performance em seus treinos?
Eu pratiquei por um breve período com minha esposa o Triathlon. Nessa época tive suporte nutricional para os treinos diários e uma estimativa do que consumir durante uma prova Olímpica (1,5 km de natação, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida). De forma equivocada, tentei utilizar as mesmas orientações individualizadas da nutricionista daquela modalidade para essa e ingeri mais carboidratos em gel do que o necessário. Busquei nova consulta há 2 meses adaptada para minhas necessidades e a modalidade, com cápsula de cafeína, gel de carboidrato, água e sais de reidratação.
9) Nesses longos percursos, você escuta músicas e quais ou prefere o som ambiente?
Nos treinos de 6 horas a bateria do celular ia bem para escutar de tudo um pouco: podcasts, musicas, rádio ou mesmo televisão e conseguir chamar um Uber no final. Nos percursos de 8-12 horas, deixo o celular desligado por umas 5h, somente em som ambiente e depois, caso tenho vontade, escolho uma das opções acima. Prefiro escutar as notícias do dia...acho que elas me distraem mais. Independente do que escutar, a melhor hora do exercício é quando a mente entra num estado de equilibrio com o corpo, como se desligassemos dos problemas do dia a dia e não vemos o passar das horas.
10) Quais seus locais preferidos para treinar a modalidade LDS?
A ciclovia do parque linear Bruno Covas está acessível 24h, possui um ótimo asfalto, oferece um comércio com bebidas isotônicas e tem relativa segurança no período diurno. No entanto, após as 19h se torna deserta. Durante a semana não é muito frequentada, o que é o inverso no sábado e domingo com muitos praticantes de corrida e ciclismo, deixando a prática perigosa para acidentes. Já o parque Ibirapuera é interessante nas primeiras horas da manhã, de 05-06h30 quando ainda não se iniciaram as assessorias de corrida, é seguro mas pode ter muitos galhos de arvores.
11) Você pratica outros esportes?
Atualmente ciclismo - para condicionamento físico e gosto de correr.
12) Pensando em sua performance, seria possível tê-lo em um futuro evento internacional?
Me inscrevi na Ultra de Miami que será realizada no dia 10 e 11 de fevereiro de 2023. No momento estou mais preocupado em superar meu número de horas do que pela quantidade de quilômetros. Em questão a competitividade, estou longe de ser competitivo e conseguir sustentar médias acima de 19 - 20 km/hora. Admiro o desempenho dos atletas que se dedicaram para chegar nas 200 milhas, 250 milhas e as insuperáveis 300 milhas.
13) Sobre o protótipo do shape que está desenvolvendo, conte para nós quais serão os próximos passos e dificuldades em colocar a ideia em prática?
Diante da facilidade de comunicação com diversas empresas que confeccionam shapes, praticantes apaixonados e a vontade de possível evolução na performance, fiquei tentado a buscar recursos criativos pessoais para tentar algo diferente (para ultramaratonas).
Em longos percursos queremos ter a menor fadiga possível, menor estresse sobre as articulações, melhor estabilidade e isso é possível com shapes que ficam próximos do chão, no qual se usa muito a técnica de remada. No entanto, o Pump tem menor efetividade quando comparado aos modelos altos, seja porque o shape pode raspar no chão ou menor efeito de torção da técnica sobre os brackets (na minha opinião).
E se conseguíssemos desenvolver um shape híbrido, com o melhor para as duas técnicas? Que seja de um material leve, aerodinâmico, rente ao solo e com uma parte retrátil que o deixe alto onde costumeiramente efetuamos o Pump com maior eficiência (os dois terços proximais do shape).
Existe uma marca alemã que confecciona Shapes muito interessantes, inovadores e de alta qualidade - Rollsrolls Skateboards. O modelo Drop Deck (Sportster) possui a plataforma muito baixa e detentora de diversos recordes de longa distância - devido a facilidade dos atletas de remar por várias horas. Se conseguíssemos usar o mesmo material (fibra laminada de carbono e Kevlar), com um desenho semelhante porém com menor aclive (para ser usado os brackets Gbomb: V2 e TTA). Na sua face superior levemente côncava. Na sua face inferior com formato em "quilha" para que pedras não se fixem durante o percurso. Com pequenos furos para que a água da chuva não se acumule. O sistema retrátil poderia ser acionado inicialmente com as próprias mãos mas, se os pés conseguissem levantar e abaixar esse "segundo shape", sem grandes dificuldades, seria mais intuitivo e menos penoso psicologicamente. É claro que não seria um protótipo de fácil adaptação, assim como a maioria dos equipamentos de alto rendimento não o são, como exemplo: um selim de carbono de performance de ciclismo é extremamente desconfortável para iniciantes, uma prancha de surfe competitiva pode ser muito difícil para se equilibrar ou um tênis ultraleve para maratonas com solado de carbono possa parecer totalmente instável.
Mas sem falsa modéstia, eu sou muito novo na modalidade, tenho muito chão e aprendizado para acreditar que já possuo alguma idéia que possa acrescentar no momento algo para as diversas opções disponíveis no mercado. Além disso, e não menos importante, temos, o valor final proibitivamente alto para sua confecção, a sua baixa comercialidade para um nicho de público pequeno. Portanto, nesse momento, um protótipo seria apenas a realização de minha satisfação pessoal diante de muitos erros e algum possível acerto. Quem sabe futuramente, consigamos unir um grupo de pessoas com o mesmo intuito?
14) O que espera da modalidade LDS para 2023?
Espero continuar motivado e com disponibilidade para continuar evoluindo.
Conhecer mais praticantes da modalidade e ampliar as amizades.
Participar de mais eventos em nosso país.
15) Deixe um recado para os praticantes da modalidade e seguidores da nossa página LDS no Brasil.
Existe uma forte paixão coletiva por um esporte extremamente divertido e ainda pouco conhecido da maioria das pessoas. Diversas variações técnicas e muitas possibilidades criativas de configuração do equipamento. Gostamos de surfar na "lateral", a favor do vento, com paddle, sem paddle, sozinhos ou em grupos,em pequenas ou longas distâncias. Descobrimos novos dispositivos e compartilhamos entre os envolvidos. Caímos quando menos esperamos e por isso usamos equipamentos de proteção. Somos vistos na rua como seres de outra galáxia - seja por praticantes de outras modalidades do skate que ainda não se familiarizaram com nosso molejo em altas velocidades ou por pessoas que se indagam por nossas vestimentas e dispositivos de hidratação pouco convencionais, uma mistura de ciclismo / corrida do deserto com um skate de rodas coloridas. Desejamos profundamente que as peças cheguem com preços acessíveis pela importação ou que alguma loja venda os produtos a pronta entrega. Aguardamos ansiosamente o próximo "rolê", sonhamos com dias ensolarados e almejamos sempre novos encontros. Um longo caminho já foi percorrido pela modalidade e acredito que não chegamos nem na metade de tudo que ainda está por vir! Obrigado familia LDS pela oportunidade.
2° Entrevista - Edição dezembro 2022
Entrevista com Kleber Harnebach Rodrigues (Fotógrafo da SK8 NO FRONT)
1. Primeiramente gostaria de agradecer a sua participação na seção Entrevista da página LDS no Brasil.
Qual cidade reside atualmente, sua idade e há quanto tempo você está nessa profissão?
R: São Paulo, nascido e criado aqui, atuando com fotografia a 16 anos e com foto de skate a uns 8 anos.
2. Conte um pouco de sua história como fotógrafo de eventos de Skate? E por que o Skate e não outros esportes?
R: Eventos de sk8 sempre prenderam minha atenção, quando era mais novo, tínhamos algumas revistas de sk8 e surf, e eu olhava e falava é disso que eu quero viver, rs, e aí quando comecei a fotografar me foquei em registrar todos os momentos relacionados ao universo do sk8. Ir para os eventos permitiu o Sk8NoFront ser mais conhecido.
O porquê de ser o skate, a resposta é fácil, pelo life style que envolve o sk8.
3. O que é a SK8 NO FRONT?
R: Sk8NoFront é um projeto para registrar tudo relacionado ao sk8: atletas, eventos, produtos, enfim tudo que esteja ligado ao universo do skate e suas vertentes.
4. Você já fez cobertura de eventos em outras cidades do país? E no exterior?
R: Esse ano conseguir ir para o Rio, na praça do ó para acompanhar o STU, e em São Paulo fui para algumas cidades conhecer pistas e ruas para a prática do sk8, estive em: Poá, Jundiaí e Campinas. Na capital já fui em quase todas as pistas públicas e pagas. Quero ver se antes do final do ano consigo conhecer o Skate Park Guaíba. Exterior ainda não tive a oportunidade, mas estou com muita vontade de conhecer algumas pistas na California.
5. Dos eventos que você fotografou, qual foi o que mais te marcou e por quê?
R: Todos, sem exceção. Um evento de sk8 vai muito além do que vemos os atletas desenvolvendo, tem o back stage e aí você tem o empenho de muita gente incrível, pessoas que se dedicam para que seja feito o melhor evento possível. Por isso acredito que do menor ao maior evento os envolvidos dão o máximo para que seja o melhor evento.
6. Quais são as maiores dificuldades em ser fotografo nesse seguimento?
R: Conseguir fazer dinheiro somente com esse segmento, esse é meu maior desafio. Normalmente os praticantes não têm capital para bancar uma sessão de fotos e os empresários não veem a foto de skate como um material de apoio nas suas campanhas de marketing. Essa falta de entrada de capital acaba complicando porque o material usado tem um custo elevado – aquisição e manutenção.
7. Quais são os fotógrafos que são referência e influenciam para seu trabalho?
R: Tenho muitas referências atuais – vou listar alguns abaixo – mas também gosto de ver muitas referências dos anos 70 e 80, dessa época eu recomendo conhecer o trabalho de Craig Fineman e Hugh Holland. Fotografos nacionais que curto ver: Djoh Yoshida (djohyoshidafotografia), Kabé (insanity_by_kabe), Naw Miranda (@nawmiranda.ph), Sid (sidpicsfotografoskt), RogerTil (@rogertil1960), Flavio Samelo (@flaviosamelo), Hélio Greco, Nagao Diorand, Eloy Figueiredo (@ziiloy_zii), Petronio Vilela (@petroniovilela), Pablo Vaz (@pablovaz), e mais uma infinidade, rs..
8. Você atua como fotografo em outras áreas?
R: Sim, gosto muito de fotografia de alimento, moda e eventos, mas como já disse meu foco é viver da fotografa do sk8 e seu vasto universo, onde tenho: moda, alimento e eventos,rs.
9. O custo financeiro é muito alto para manter os equipamentos, lentes, e outros itens específicos?
R: Sim, o custo é alto e necessário. Você precisar verificar anualmente como está sua máquina e suas lentes. Para máquinas o custo para uma limpeza e verificação fica na média de R$ 500,00, para as lentes só a verificação não gera custo, mas se tiver fungo o custo é variável. Além da manutenção sempre recomendo que seja feito um seguro sobre seu equipamento.
10. Você passou pela transformação digital na área da fotografia? Conte para nós o que mudou de anos atrás para a atualidade?
R: Tudo, rs. A captura da fotografia ganhou uma liberdade com o digital. Hoje você pode fazer quantas fotos quiser, chegar em casa, analisar e ver quais você vai querer trabalhar e/ou imprimir. Antigamente você tinha que adquirir o filme, clicar e depois mandar revelar, e nem sempre você tinha a foto do momento que queria, aí não tinha jeito, era necessário comprar outro filme e repetir o mesmo esquema.
11. Além de fotógrafo, você atualmente prática alguma modalidade do Skate?
R: no momento não, preciso fazer uma cirurgia para poder voltar a andar com segurança, mas gosto muito de longboard e quero muito brincar com meu simulador novinho.
12. Você fez fotos incríveis no evento Corrida Skate de Longa Distância 2022. Conte para nós como foi essa experiência.
R: Obrigado, foi muito gratificante poder registrar esse momento, poque além de ser a primeira do gênero no país me apresentou uma nova modalidade das rodinhas. Também foi muito legal ver o empenho e parceria da galera, mesmo sendo uma competição parecia um grande encontro de velhos (e novos) amigos.
13. Quais são seus planos para 2023 e para a SK8 NO FRONT?
R: Quero que o Sk8NoFront seja uma referência no registro do sk8, suas modalidades e suas vertentes.
14. Deixe seu recado para os praticantes da modalidade Skate de Longa Distância/Push Race.
R: Galera bora organizar mais eventos porque simplesmente vocês foram demais, desde a organização até os competidores.
Outubro 2022
Entrevista com Bruno Rinaldi Hupfer (Presidente da Federação Paulista de Skate)
Por: Júlio Eduardo-Organizador do Grupo LDS-São Paulo
1. Agradecemos por ter aceitado o convite para a entrevista para a página LDS no Brasil, poderia se apresentar para os praticantes do Skate de Longa distância, qual sua idade, formação e quanto tempo de skate.
R: Me chamo Bruno Rinaldi Hupfer, tenho 36 anos e ando de skate há 18 anos. Sou formado em Educação Física com Mestrado na área de Fenômeno Esportivo, mais precisamente estudando a Psicologia Esportiva.
2. Bruno, conte para nós qual a sua trajetória no skate antes de chegar na Presidência da Federação Paulista de Skate e como funciona a votação?
R: Eu comecei a andar de skate por acaso, já surfava desde os 14 anos e quando fiz 18 um amigo do meu irmão emprestou um longboard para andarmos, moro perto do Museu do Ipiranga e meu primeiro contato foi com o skate de ladeira. Comecei a frequentar a ladeira do parque e em meados de 2009 houve uma proibição lá na ladeira, acontece que a lei do Jânio, aquela de 1988, não havia sido revogada lá no parque e a então gestão do parque achou por bem proibir o skate lá por conta dos acidentes.
Foi aí que fundamos a associação de skatistas Quintal do Ipiranga e lutamos para a liberação do skate no parque, em 2010 conseguimos a liberação e a partir daí começamos a organizar eventos, campanhas, skate escola e etc.
Em 2013 conheci o ex-presidente da Federação, o Roberto Maçaneiro, que me explicou bastante sobre a entidade e tudo mais, passamos a fazer algumas ações sociais juntos e em 2016 eu fui chamado para compor a diretoria da FPS, primeiro com Diretor Técnico, depois de 6 anos no cargo eu decidi que seria a hora de tentar a presidência da entidade, falei com o Roberto e ele me apoiou, conversamos com as associações filiadas, que são as votantes do processo eleitoral, e em março de 2022 fui eleito presidente, pela primeira vez a FPS tinha um presidente oriundo do skate de ladeira.
3. Muitos praticantes da modalidade LDS e outras gostariam de saber qual a função e objetivo da FPS, quanto tempo dura a sua gestão e como está organizada a sua equipe de trabalho na FPS?
R: O objetivo maior da federação é representar o skate no âmbito estadual, essa representatividade abrange o esporte um todas as suas vertentes, educacional, iniciação e alto rendimento. No skate ainda temos a presença muito marcante do Life Style ou da cultura de rua então a FPS também tem como bandeira a representatividade da cultura skateboard junto as autoridades.
A gestão da federação é de 4 anos com direito a 1 recondução de mandato e atualmente temos uma equipe de diretores formada por skatistas representantes de todas as modalidades, esses diretores têm cada um sua função e, como todos são voluntários, cada um faz um pouquinho para poder conciliar com os respectivos trabalhos.
Eu por exemplo sou professor universitário e entre uma aula e outra faço as obrigações da FPS.
4. A FPS atua apenas na capital paulista ou abrange outras cidades do estado de São Paulo?
R: Ela tem abrangência estadual, nossa representatividade por força de lei é em relação a todos os skatistas do estado de SP.
5. Quais são os benefícios para o skatista em ser um Atleta Federado pela FPS?
R: Atualmente o principal benefício é a possibilidade de pedido de benefícios das esferas governamental, estadual e municipal. Temos alguns exemplos de atletas do interior ou litoral que conseguem através da FPS, transporte, estadia, alimentação e até inscrição para campeonatos em suas respectivas cidades. Além disso temos os programas oficiais de bolsas atleta que são todos via federação.
Mesmo assim ainda estamos costurando acordos com empresas para que haja um clube de desconto para atletas federados em produtos de skate e até em tratamento médico e academias de ginástica.
6. Quais foram os grandes eventos que a FPS organizou em São Paulo e quais são as atuais competições em andamento?
R: Já organizamos muitos eventos aqui em SP, temos uma média de atendimento de cerca de 900 atletas por ano e já organizamos desde etapas do circuito nacional profissional de street até os circuitos de skate de ladeira, slalom, longboard, além do street e park de todas as categorias.
Atualmente temos rodado o circuito paulista de skate 2022 nas modalidades, Street, Park, Downhill Longboard, Speed e DHS, além do inovador Circuito Paulista de Skate de Rua, que visa multiplicar a cultura do skate em praças picos skaitáveis de SP.
7. A FPS tem convênio com alguma empresa ou entidades?
R: Somos filiados a Confederação Brasileira de Skate, sendo os representantes legítimos do estado junto a CBSK.
8. Como funciona as regras por categoria de idade? É um padrão a nível Brasil?
R: Atualmente funcionam em acordo com o caderno técnico do COB, então seguimos as diretrizes de idade que são dispostas para todo desporto nacional através do COB.
www.fpsk8.com.br/homologado-o-caderno-tecnico-da-modalidade-push-race/
9. Quais as modalidades que atualmente estão na grade da FPS?
R: Temos oferecidas em competição: Street, Park, Downhill Longboard Slide, Dowhill Longboard Classic, Dowhill Slide, Speed, Street Luge, Sled e Slalom.
Temos ainda reconhecidas, mas ainda não conseguimos realizar as devidas competições: Freestyle, Longboad Dancing, Push Race e Carveboard
10. Falando em modalidade, como foi a discussão para a homologação da modalidade Skate de Longa Distância/Push Race e introdução do Caderno Técnico? É a primeira vez que isso acontece a nível Brasil?
R: As discussões começaram em 2019 ainda, estive com o Júlio e falamos sobre a possibilidade da regulamentação da modalidade esportiva e concepção de um caderno técnico. Levando em conta que a remada é o primeiro passo de aprendizado para todas as modalidades do skate, o Push Race é como uma modalidade base, extremamente inclusiva e que tem muito a ver com a própria cultura do skate, a final de contas, todo skatista usa a remada, seja como impulso para manobras, seja como deslocamento para sessão ou até mesmo como ressignificação do espaço urbano.
Vale destacar que a Federação Paulista foi a pioneira nesse reconhecimento e o nosso caderno técnico desenvolvido em parceria com a galera da LDP é o primeiro da modalidade no país.
11. O evento Corrida de Skate de Longa Distância 2022, que irá ocorrer na Virada Esportiva 2022, organizada pelo pessoal do LDS-são Paulo terá apoio da FPS?
R: Sim, com certeza entraremos com apoio institucional reconhecendo esse como o primeiro evento a seguir o caderno oficial e a valer para o ranking paulista da modalidade.
Inclusive espero participar desse evento e me ranquear também, rsrsrs.
12. O que você espera para o futuro da modalidade Skate de longa Distância/Push Race em São Paulo e Brasil? As demais Federações de Skate de outras cidades podem seguir o exemplo da FPS quanto a modalidade?
R: Espero primeiramente uma abertura maior em relação ao poder público, que venham a reconhecer a importância e o quão inclusiva é essa modalidade e o quanto ela pode ajudar no fomento do skate como um todo. Em relação ao reconhecimento a nível nacional, temos um histórico de pioneirismo dentro da FPS, já não é de agora que somos espelho para diversas iniciativas que começam em SP e depois tomam o país, foi assim com o Longboard Classic por exemplo, que nasceu aqui na Associação Quintal do Ipiranga e hoje é reconhecido a nível nacional.
Nossas políticas esportivas são voltadas ao progresso e ficamos felizes em ajudar na implantação delas em todo território nacional.
13. Deixe um recado para os praticantes da modalidade Skate de Longa Distância.
R: O principal recado acho que fica a cargo do sentimento que todo skatista deve ter, sei bem como é não pertencer as modalidades do main stream do skate nacional e entendo que muitas vezes sofremos com certo olhar de julgamento dos nossos próprios irmãos de rodinhas, mas o que posso garantir é que o que vale dentro do skate é justamente o sentimento de felicidade que o carrinho nos proporciona, independente da modalidade, somos todos skatistas e temos no skate nosso sentido de vida.
Finalizo deixando a FPS de portas abertas para quem quiser contribuir ou ajudar com a causa do skate paulista, estamos sempre em busca de melhorar nossa gestão e entregar para o skatista do estado de SP uma cultura skateboard completa e plena.