Conexão internacional
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Outubro 2025
1-Em primeiro lugar, obrigado por se juntar a nós para esta entrevista. Você poderia se apresentar à nossa comunidade LDS No Brasil?
Meu nome é Ayana Banks
2-Você é uma das criadoras do evento - o que o inspirou a começar o Broad Street Bomb?
Eu não comecei ou criei a Broad Street Bomb. Eu só organizei para o ano de 2025. Earl Strout III é um dos verdadeiros criadores. Procure "Broad Street Bomb 2011- Push Culture News" no YouTube.
3-Quantas edições foram realizadas até agora e o que mudou desde a primeira?
A corrida de 2025 é a 14ª corrida anual!
4-Quais foram os maiores desafios na organização do evento ao longo dos anos? Este foi o meu primeiro ano organizando este evento e a parte mais difícil foi aprender a organizar e conseguir patrocinadores. Ter que fazer a maior parte do trabalho sozinho foi difícil e demorado, mas valeu a pena no final.
https://www.instagram.com/broad_street_bomb/
5-Você pode compartilhar algum momento memorável ou curioso que aconteceu durante uma das edições?
Este ano, alguém bebeu um smoothie de um sapato.
6-Como é escolhida a rota e quais são os critérios mais importantes?
A rota já estava feita quando entrei. É importante saber que não há ciclovias na rua larga. Fique com um grupo o máximo possível e patine dentro de seus limites.
7-Como você conseguiu seus primeiros patrocinadores e qual é o processo para garantir o apoio hoje?
Enviamos um e-mail aos patrocinadores explicando o evento e perguntando se eles gostariam de doar.
8-Em média, quantas pessoas participam do evento agora e de onde elas vêm? Tivemos de 60 a 70 pessoas na corrida deste ano. Cada ano é diferente, mas normalmente aparecem 50 ou mais pilotos.
https://www.instagram.com/broad_street_bomb/
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9-Qual é a sua profissão fora da organização do evento e como você gerencia as duas responsabilidades?
Eu trabalho em terapia ocupacional. É difícil gerenciar tudo. É preciso muita organização e gerenciamento de tempo. Eu nunca dominei totalmente um equilíbrio.
10-Existe alguma história ou participante que o comoveu particularmente? Sempre adoro ouvir histórias de iniciantes sobre sua experiência e o que os fez participar da corrida.
11-Quais são seus planos futuros para a bomba da Broad Street?
Existem ideias para expansão ou novos formatos? Nenhum novo plano agora em andamento. Apenas pensando em maneiras de tornar o dia mais suave
12-Por favor, deixe uma mensagem para a comunidade brasileira de skate.
Se você estiver na Filadélfia, junte-se, entre na equipe de longboard da Filadélfia e junte-se a nós para um passeio!
https://www.instagram.com/broad_street_bomb/
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Abril 2024
Entrevista com: Andrea Coppola – Organizador do PUSHA!! (Itália)
Por: Júlio Eduardo- Membro da LDS São Paulo
Andrea Coppola, obrigada por aceitar em participar da entrevista para a página de SKATE DE LONGA DISTÂNCIA no Brasil.
R: Obrigado por entrar em contato comigo! Saudações a todos os praticantes da modalidade que o seguem!
1.Você poderia se apresentar aos nossos praticantes brasileiros de Skate de Longa Distância (Long Distance Skateboarding-LDS, dizendo quantos anos você tem, há quanto tempo você é skatista e quais modalidades você é praticante e qual modalidade atual você está praticando?
R: Tenho 37 anos e sou praticante da modalidade (LDS) há cerca de 9 anos. Comecei com um skate para viajar curtas distâncias entre casa e o trabalho, mas vendo que havia melhores configurações para fazer maior quilometragem, tornei-me cada vez mais apaixonado pelo LDS. Depois da Covid infelizmente não pude dedicar muito tempo a esta modalidade, mas gosto sempre de fazer alguns passeios com amigos e claro que os encontro num evento como o Pusha!
2.Qual é a sua profissão atual?
R: Eu trabalho em um laboratório de análises clínicas e sou DJ.
3.Qual é a configuração atual do seu skate de LDS?
R: Eu tenho 6 configurações completas para escolher, incluindo 5 à distância; o que eu prefiro é composto por plataforma Mutton Chops, Euphoria Truck, bracket ISLA, TTX e rodas Abec Refly 97mm
4. Você tem alguma preferência entre o modelo Top Mount e o modelo Plataforma (brackets e torsion tail)?
R: Eu usei um Top Mount com deck Triton Roeracing no início, mas desde que eu testei a plataforma com jogos de brackets não voltei atrás.
5.Como e quando surgiu a ideia de organizar o evento PUSHA?
R: A Pusha! nasceu em 2015 de uma ideia do meu amigo Francesco, também conhecido como "Airone", que foi um dos primeiros skatistas a praticar LDS na Itália. Seu objetivo era organizar um evento semelhante aos que começaram a ser vistos na Europa e nos EUA, promovendo este esporte e criando um ponto de referência para os então poucos pilotos italianos. Eu organizo a Pusha! desde 2017, quando decidimos mudar para um circuito real em Piacenza; Hoje, a caridade também foi adicionada aos nossos objetivos graças à loteria que organizamos junto com nossos patrocinadores. Você pode encontrar muito mais informações sobre este tópico na seção "História" do nosso site pusha.it.
6.PUSHA!! É um evento com inscrições pagas pelos praticantes da modalidade SKATE DE LONGA DISTÂNCIA?
R: Sim, para participar da Pusha! Você deve pagar uma taxa de inscrição que precisamos para cobrir os custos de execução do evento.
7.Quais são as principais dificuldades na realização de um evento desta dimensão?
R: A Pusha! não envolve centenas de pessoas e, portanto, pode ser organizado por uma ou duas pessoas, mesmo remotamente (Airone e eu moramos em Milão e podemos organizar o evento em Piacenza, que fica a 1h de distância). Obviamente com o passar dos anos torna-se cada vez mais fácil cuidar da preparação do evento porque já se sabe o que tem de fazer (promoção, patrocinadores, serviço médico, alvarás, website, etc.) por isso diria que neste momento o mais difícil é envolver e integrar os praticantes de forma a fazê-los participar, mesmo que venham de longe.
8.Quais são os locais adequados para este evento na Itália?
R: Na Itália, existem apenas 3 ou 4 ciclodromos com mais de 1 km e eles geralmente estão localizados em lugares que são difíceis de alcançar sem um carro. Um dos problemas a considerar é o custo de alugar um circuito real que para nós seria proibitivo, mas felizmente graças à UISP (União Italiana do Esporte para Todos) encontramos um acordo para o ciclodromo de Piacenza.
9.Aqui em São Paulo, nos inspiramos muito no seu evento (PUSHA!), tanto que trouxemos a categoria Júnior Race para a 1ª Corrida de Skate de Longa Distância na Virada Esportiva (SEME-SP). Como você vê a nova geração que está chegando e conhecendo o modalidade SKATE DE LONGA DISTÂNCIA?
R: Estamos honrados por lhe ter dado esta ideia. Acredito que para difundir este esporte e transmiti-lo aos jovens, precisamos antes de tudo de estruturas adequadas, como ciclovias, e leis que nos permitam usar nossas pranchas na rua (no momento, na Itália, é ilegal usar skates fora dos skateparks).
10.Já pensou em organizar um PUSHA ULTRA SKATE 24 HORAS!! ?
R: Sim, eu também tenho alguma ideia de onde fazê-lo, mas no momento não tenho como me dedicar a algo tão desafiador.
11. Há muitos praticantes da modalidade SKATE DE LONGA DISTÂNCIA de outros países para além da Europa que participam do PUSHA! ? Me lembro que temos o brasileiro Felipe Scolfaro que já foi campeão da edição de 2019.
R: Absolutamente, de fato, eles são a maioria dos membros.
12. Quais são as novidades para o PUSHA 2023?
R: Além de algumas surpresas para os participantes, as duas principais novidades deste ano são a corrida noturna, pela primeira vez na Europa, e o concurso Velopump, na manhã seguinte. Essa programação permitirá que os participantes não apenas descansem melhor antes das corridas, mas também se socializem e estejam juntos após a corrida de sábado.
13. Você já participou de eventos da modalidade SKATE DE LONGA DISTÂNCIA em outros países? Nos conte como foi.
R: Participei em muitos eventos no estrangeiro e em 2018 fui campeão europeu da minha categoria. Estes incluem o ultraskate holandês (clube de 250 milhas), Ladiga Silver Comet nos EUA, 100km Flaming Runde em Berlim (1º lugar), Lyon Half Marathon (2º lugar), 20 Bornes em Carros e muitos outros. Algumas corridas tive um bom desempenho, outras nem tanto, mas sempre me diverti e conheci pessoas maravilhosas.
14- Aqui no Brasil, especificamente em São Paulo, temos a Federação Paulista de Skate que homologou o primeiro caderno técnico da modalidade SKATE DE LONGA DISTÂNCIA. Na Itália como está organizada a modalidade? Existe uma federação de skate italiano com regras e caderno técnico da modalidade SKATE DE LONGA DISTÂNCIA?
R: Na Itália, temos a FISR, Federazione Italiana Sport Rotellistici, que inclui skate e patinação; atualmente, não temos diretrizes que são específicas ao LDS.
15.Como é a sua rotina de treinos?
R: Quando me preparo para uma corrida, tento colocar km nas pernas saindo 3 vezes por semana durante alguns meses. Também tento me concentrar na qualidade do treinamento, com repetições de alto esforço intercaladas com sessões mais calmas e repousantes, e fazendo testes de corrida para ver o quão longe estou em preparação.
16. Existem bons lugares para treinar o ar na Itália, como ciclovias ou outros lugares?
R: Sim, temos vários "spots" perfeitos para treinos mas nem sempre têm mais do que alguns quilómetros de extensão, ciclovias e com asfalto perfeito. O mais próximo da minha casa tem 25km de extensão, mas tenho sorte!!!
17. Obrigado pela entrevista e esperamos em breve ter um evento no Brasil que possa receber você e outros competidores de outros países. Deixe uma mensagem para os praticantes de SKATE DE LONGA DISTÂNCIA no Brasil.
R: Obrigado mais uma vez a todos vocês! Eu também espero vê-lo um dia em Pusha! ou apenas fazer alguns quilômetros juntos em algum evento. Lembre-se que todos aqueles que praticam este esporte são pessoas especiais e maravilhosas, quanto mais você anda km, mais você vai conhecer =)
https://www.pusha.it/immagini-2022/
Versão em italiano
Intervista a: Andrea Coppola – Organizzato PUSHA!! (Italia)
Di: Júlio Eduardo- Member of LDS São Paulo
Andrea Coppola, grazie per aver accettato di partecipare all'intervista per la pagina LONG DISTANCE SKATEBOARDING in Brasile.
R: Grazie a voi per avermi contattato! Un saluto a tutti i riders che vi seguono!
1.Potresti presentarti ai nostri praticanti brasiliani di Long Distance Skateboarding, dicendo quanti anni hai, da quanto tempo sei uno skateboarder e quali modalità hai praticato e quale modalità attuale stai praticando?
R: Ho 37 anni e pratico questo sport da circa 9 anni. Ho iniziato con una tavola da skate per percorrere brevi tragitti tra casa e lavoro ma vedendo che esistevano setup migliori per fare km mi sono sempre di più appassionato all'LDP. Dopo il Covid purtroppo non ho potuto dedicare molto tempo a questo sport ma mi piace sempre fare qualche giro con gli amici e ovviamente incontrarli tutti a un evento come il Pusha!
2.Qual è la tua professione attuale?
R: Lavoro in un laboratorio di analisi cliniche e faccio il dj
3.Qual è la configurazione attuale del tuo skateboard per LONG DISTANCE SKATEBOARDING?
R: Ho 6 setup completi tra cui scegliere, di cui 5 da distanza; quello che preferisco è composto da Mutton Chops platform, Euphoria Truck, ISLA bracket, TTX e ruote Abec Refly 97mm
4.Do avete qualche preferenza tra un modello Top Mount e il modello Platform (staffe e coda di torsione)?
R:Ho usato un topmount con deck Roeracing Triton agli inizi, ma da quando ho provato i platform con bracci non sono più tornato indietro
5.Come e quando è nata l'idea di organizzare l'evento PUSHA?
R: Il Pusha! nasce nel 2015 da un'idea del mio amico Francesco, aka "Airone", che è stato uno dei primi skater a praticare LDP in Italia. Il suo scopo era quello di organizzare un evento simile a quelli che cominciavano a vedersi in Europa e in USA, promuovendo questo sport e creando un punto di riferimento per gli allora pochi rider italiani. Io organizzo il Pusha! dal 2017, quando abbiamo deciso di trasferirci in un circuito vero e proprio a Piacenza; oggi, ai nostri obiettivi si è aggiunta anche la beneficenza grazie alla lotteria che organizziamo insieme ai nostri sponsor. Potete trovare molte altre informazioni su questo argomento nella sezione "Storia" del nostro sito pusha.it.
6.PUSHA!! E' un evento con iscrizioni a carico dei praticanti della modalità LONG DISTANCE SKATEBOARDING?
R: Sì, per partecipare al Pusha! è necessario pagare una quota di iscrizione che ci serve per coprire i costi di gestione dell'evento.
7.Quali sono le maggiori difficoltà nello svolgimento di un evento di queste dimensioni?
R: Il Pusha! non coinvolge centinaia di persone e quindi può essere organizzato da una o due persone anche da remoto (io e Airone abitiamo a Milano e riusciamo a organizzare l'evento a Piacenza che si trova a 1h di distanza). Ovviamente col passare degli anni diventa sempre più facile occuparsi della preparazione dell'evento perché sai già cosa devi fare (promozione, sponsor, servizio medico, permessi, sito, ecc) quindi direi che al momento la cosa più difficile è coinvolgere e incuriosire i riders in modo da farli partecipare, anche se vengono da molto lontano.
8.Ci sono sedi adatte per questo evento in Italia?
R: In Italia ci sono solo 3 o 4 ciclodromi più lunghi di 1 km e spesso si trovano in luoghi difficilmente raggiungibili senza una macchina. Uno dei problemi da considerare è il costo dell'affitto di un circuito vero e proprio che per noi sarebbe proibitivo, ma per fortuna grazie alla UISP (Unione Italiana Sport per Tutti) abbiamo trovato un accordo per il ciclodromo di Piacenza.
9.Qui a San Paolo, siamo stati molto ispirati dal vostro evento (PUSHA!), tanto che abbiamo portato la categoria Junior Race alla 1a Long Distance Skate Race a Virada Esportiva (SEME-SP). Come vedi la nuova generazione che sta arrivando e conoscendo la modalità LONG DISTANCE SKATEBOARDING?
R: Siamo onorati di avervi dato questa idea. Credo che per diffondere questo sport e trasmetterlo ai più giovani servano prima di tutto strutture adatte, come ciclabili, e leggi che permettano di usare in strada le nostre tavole (al momento in Italia è illegale usare skateboard al di fuori di skatepark)
10.Hai mai pensato di organizzare una PUSHA ULTRA SKATE 24 ORE!! ?
R: Sì, ho anche una certa idea di dove farlo, ma al momento non ho modo di dedicarmi a qualcosa di così impegnativo
11.Ci sono molti praticanti di LONG DISTANCE SKATEBOARDING provenienti da paesi diversi dall'Europa che partecipano a PUSHA! ? Ricordo che abbiamo il brasiliano Felipe Scolfaro che era già campione dell'edizione 2019.
R: Assolutamente si, anzi, sono la maggioranza degli iscritti
12.Quali sono le novità per PUSHA 2023?
R: Oltre ad alcune sorprese per i partecipanti le due novità principali di quest'anno sono la gara in notturna, per la prima volta in Europa, e il contest Velopump il mattino successivo. Una programmazione di questo tipo permetterà non solo ai partecipanti di riposarsi meglio prima delle gare ma anche di socializzare e stare insieme dopo la gara del Sabato.
13.Hai partecipato ad eventi LONG DISTANCE SKATEBOARDING in altri paesi? Raccontaci com'è andata.
R: Ho partecipato a molti eventi all'estero e nel 2018 sono stato campione europeo per la mia categoria. Tra questi l'ultraskate olandese (250 miles club), Ladiga Silver Comet in USA, 100km Flaming Runde di Berlino (1° posto), Mezza Maratona di Lione (2° posto), 20 Bornes a Carros e molte altre. Alcune gare sono andate bene, altre meno, ma mi sono sempre divertito e ho conosciuto persone stupende.
14.Quali sono i tuoi migliori piazzamenti nelle gare di LONG DISTANCE SKATEBOARDING, considerando gli eventi a cui hai partecipato in Italia e in altri paesi?
R: Vedi sopra =)
15.Qui in Brasile, precisamente a San Paolo, abbiamo la Paulista Skate Federation che ha approvato il primo taccuino tecnico della modalità LONG DISTANCE SKATEBOARD. Come è organizzato lo sport in Italia? Esiste una federazione italiana di skateboard con regole e taccuino tecnico della modalità LONG DISTANCE SKATEBOARDING?
R: In italia abbiamo la FISR, Federazione Italiana Sport Rotellistici, che comprende skateboard e pattinaggio; attualmente non abbiamo delle direttive che riguardino prettamente l'LDP
16.Com'è la tua routine di allenamento?
R: Quando mi preparo per una gara cerco di mettere km nelle gambe uscendo 3 volte a settimana per qualche mese. Cerco anche di focalizzarmi sulla qualità dell'allenamento, con ripetizioni ad alto sforzo intervallate da sessioni più tranquille e riposanti, e facendo delle prove di gara per vedere a che punto sono della preparazione.
17.In Italia ci sono buoni posti per allenare l'aria, come piste ciclabili o altri luoghi?
R: Sì, abbiamo diversi "spot" perfetti per allenarsi ma non sempre sono lunghi più di qualche km, ciclabili e con asfalto perfetto. Quello più vicino a casa mia è lungo 25km, ma sono fortunato hehe
18.Grazie per l'intervista e speriamo presto di avere un evento in Brasile che possa accogliere te e altri concorrenti di altri paesi. Lascia un messaggio per i praticanti della modalità LONG DISTANCE SKATEBOARDING in Brasile.
R: Grazie ancora a tutti voi! Spero anche io di vedervi un giorno al Pusha! o semplicemente fare qualche km insieme a qualche evento. Ricordate che tutti quelli che praticano questo sport sono persone speciali e stupende, più percorrete km, più ne incontrerete =)
Outubro 2022
Jonathan Strauss, agradecemos a você por ter aceitado em participar da entrevista para a página LDS no Brasil.
1. Poderia se apresentar, para nossos praticantes da modalidade Skate de Longa Distância, quanto tempo você é skatista e quais modalidades você já praticou e qual modalidade do skate você está praticando atualmente?
Meu nome é Jonathan Strauss, mas todos me chamam de Joner. Eu sou o fundador da SkateIDSA. Pratico longboard apaixonadamente desde 2008, mas andei um pouco de skate quando criança. Hoje, eu ainda amo andar por aí, mas também comecei andar em skate park. Eu amo fazer as voltas em pumptracks. Você sempre pode me encontrar em Miami no SkateBird Miami, meu incrível espaço comunitário.
2. Para além de ser skatista, qual a sua profissão atualmente?
Atualmente sou o CEO da SkateBird Miami. Eu vivo, respiro, como e durmo andando de skate.
3. Qual a história da criação da The IDSA e seus principais objetivos?
A SkateIDSA foi uma plataforma que criei para dar maior voz e apoio a skatistas Longboards apaixonados para defender o skate como esporte e transporte. Até hoje, estou muito orgulhoso da criação e mais e mais skatistas estão se apropriando de nossa incrível Federação. Super empolgado por ter entrado no Brasil.
4. Quais são os membros da equipe da The IDSA? Há representantes em outros países?
Existem membros da IDSA em todo o mundo. Temos uma diretoria executiva que representa atividades em diferentes regiões do mundo. O mais importante é que cada país que se envolve tenha que criar estabilidade em sua organização e seguir o modelo do que tem dado certo. O objetivo é que possamos eventualmente organizar eventos internacionais maiores.
5. Quais são os principais países no qual vocês homologaram eventos?
Temos principalmente eventos na Europa, EUA e China. Tivemos eventos na Colômbia e estamos empolgados com eventos começando no Brasil.
6. Em relação a Ultra Skate Miami, conte para nós o quanto você está envolvido na organização e na sua opinião por que este evento é tão emblemático a nível mundial? Ela recebe skatistas de vários países?
O Ultraskate Miami é meu e o sonho de Andy Andras que se tornou realidade para criar uma competição de super elite para a IDSA. Ainda organizamos o evento juntos todos os anos. É tão incrível porque temos representação de cerca de 25 países. Esperamos que mais e mais pessoas venham a Miami para visitar em breve. A data está marcada para o próximo ano, então marque em seu calendário: 10 a 11 de fevereiro de 2023.
7. Como funciona para um praticante do LDS se tornar membro da The IDSA? Quais sãos as opções disponíveis?
Custa apenas US$ 30 por ano para se tornar um membro ativo pleno da IDSA e isso lhe dá um incrível presente de membro. Este ano são meias. Há também uma associação virtual que custa apenas US $ 15. O virtual dá-lhe acesso de participação à nossa série de corridas virtuais dirigida por Adam Ornelles.
8. O que é a Skateboard Supercross e a Skate Bird Miami? Você também participa da organização de ambas?
(https://skateboardsupercross.com/ https://www.skatebirdmiami.com/)
Estes são os meus negócios na indústria do skate. Skateboard Supercross projeta e constrói skateparks e pistas Pump track de concreto. É também uma disciplina de corrida de pista. Skatebird Miami é um conceito de skatepark que eu construí para fornecer um carro-chefe e showroom de como os skateparks devem ser no mundo agora que é um esporte olímpico e também para permitir que o skate seja um recurso em um grande espaço comunitário.
9. Como surgiu a ideia das corridas virtuais?
A pandemia nos atingiu e estávamos preocupados que nossa comunidade estivesse lidando com problemas de saúde mental sendo bloqueados. Estava trabalhando com corrida e ciclismo, então decidimos lançar as corridas virtuais para que pudéssemos manter a comunidade conectada enquanto as coisas abriam novamente. Como funcionou tão bem, decidimos mantê-lo funcionando. É incrível como tem sido poderoso.
10. Quais são as maiores dificuldades de organizar eventos de skate como a modalidade LDS e outras?
O mais difícil é conseguir participação suficiente para pagar para que o evento aconteça. Acreditamos muito na educação e em sermos super inclusivos para que mais pessoas possam participar. Como somos tão pequenos, também é difícil convencer os municípios a nos ajudar a tornar as estradas seguras para nossas corridas.
11. Falando em eventos, em 5 de novembro de 2022 irá acontecer o 1° Evento oficial da modalidade Skate de Longa Distância no Brasil, na Virada Esportiva 2022-São Paulo. A The IDSA está apoiando o evento. O que você espera desse momento ímpar para a modalidade no país e que agora possui um caderno técnico junto a Federação Paulista de Skate?
Isso é incrível!!! Estamos tão orgulhosos que o esporte está recebendo tanta exposição. Esperamos que isso se torne uma ocorrência anual e que os atletas/skatistas do Brasil possam ter a oportunidade de se juntar a nós em outras corridas nos EUA em breve.
12. Deixe um recado para os praticantes da modalidade LDS do Brasil.
O skate é um esporte muito poderoso que pode ajudar a todos. Sempre tente obter alguém para experimentá-lo. O mundo será um lugar melhor com mais skatistas. Cada pessoa merece ter a mesma sensação que temos quando embarcamos. É realmente o mais especial, então nos ajude a fazer com que todos que você conhece sintam isso.
Fotos:
Meet the Board: SkateIDSA's Joner Strauss - Skate IDSA (theidsa.org)
About – SBSX (skateboardsupercross.com)
Versão em inglês
Interview with: Jonathan Strauss- Executive Board of Directors (The IDSA)
By: Julio Eduardo- Member of LDS São Paulo
Jonathan Strauss, we thank you for accepting to participate in the interview for the LDS page in Brazil.
1. Could you introduce yourself to our Long Distance Skateboarding practitioners, how long have you been a skateboarder and which modalities have you practiced and what type of skateboarding are you currently practicing?
Answer: my name is Jonathan Strauss, but everyone calls me Joner. I am the founder of SkateIDSA. I have been Longboarding passionately since 2008 but skateboarded as a kid a little bit. Today, I still love to push around but I have also picked up park skating. I love to whip around on pumptracks. You can always find me in miami at SkateBird Miami, my amazing community space.
2. In addition to being a skateboarder, what is your current profession?
Answer: I am currently the CEO of SkateBird Miami. I live, breathe, eat, and sleep all skateboarding.
3. What is the story of the creation of The IDSA and its mainobjectives?
Answer: SkateIDSA was a platform I created to give a larger voice and backing to passionate skateboarders and Longboarder’s to advocate for skateboarding as a sport and as transportation. To this day, I am so proud of the creation and more and more skateboarders are taking ownership of our amazing Federation. Super stoked that it has entered Brazil.
4. What are the members of The IDSA team? Are there representatives in other countries?
Answer: there are IDSA members all over the world. We have an executive board that represents activities in different regions around the world. The most important thing is that every country that gets involved has to create stability in their organization and follow the model of what has been successful. The goal is that we can eventually organize larger international events.
5. What are the main countries in which you have homologated events?
Answer: we mainly have events in Europe, USA, and China. We have had events in Colombia and we are excited about events starting in Brazil.
6. Regarding Ultra Skate Miami, tell us how much you are involved in the organization and in your opinion why this event is so emblematic worldwide? Does it receive skaters from different countries?
Answer: ultraskate Miami is mine and Andy Andras’ dream come true to create a super elite competition for the IDSA. We still organize the event together every year. It’s so amazing because we have representation from about 25 countries. We hope more and more come to Miami to visit soon. The date is set for next year so mark your calendars for February 10-11.
7. How does it work for an LDS practitioner to become a member of The IDSA? What are the options available?
Answer: it’s only $30 per year to become a full active member to the IDSA and that gets you an awesome membership gift. This year it is socks. There is also a virtual membership which is only $15. The virtual gets you participation access to our virtual racing series run by Adam Ornelles.
8. What is Skateboard Supercross and Skate Bird Miami? Do you also participate in the organization of both?
Answer: these are my businesses in the skateboard industry. Skateboard Supercross designs and builds concrete skateparks and pumptracks. It’s also a pumptrack racing discipline. Skatebird miami is a concept skatepark that I built to provide a flagship and showroom of what skateparks should be like in the world now that it is an Olympic sport and also to allow skateboarding to be a feature in a great community space.
9. How did the idea of virtual racing come about?
Answer: The pandemic hit and we were worried that our community was dealing with mental health issues being locked down. It was working with running and biking, so we decided to launch it so that we could keep the community connected while things opened again. Since it worked so well, we decided to keep it working. It’s amazing how powerful it has been.
10. What are the biggest difficulties in organizing skateboarding events such as LDS and others?
Answer: the toughest thing is getting enough participation to pay for the event to happen. We are big believers in education and being super inclusive so that more people can join. Since we are so small, it’s also difficult to convince municipalities to help us make roadways safe for our races.
11. Speaking of events, in November 2022 will take place the 1st official Event of long distance skate in Brazil, at Virada Esportiva 2022-São Paulo. The IDSA is supporting the event. What do you expect from this unique moment for the sport in the country and now has a technical notebook with the Paulista Skate Federation?
Answer: this is amazing… we are so proud that the sport is getting this much exposure… we hope that this will become an annual occurrence and that athletes/skaters from brazil will be able to get the opportunity to join us in other races in the USA soon.
12. Leave a message for LDS practitioners in Brazil.
Answer: skateboarding is a very powerful sport that can help everyone. Always try to get someone else to try it out. The world will be a better place with more skateboarders. Every single person deserves to get the same feeling we get when we hop on board. It truly is the most special so help us get everyone you know to feel it.
Agosto 2022
O espaço Conexão internacional estará voltado para entrevistas com praticantes da modalidade de outros países, compartilhando experiências e histórias.
Entrevistamos o Rider Krishnan Srinivasan (Índia). Nessa entrevista o rider indiano contará sobre sua história na prática do LDS, sobre seus treinos e atividades diversas que ele realiza em seu país. Uma entrevista marcante, mostrando que a modalidade LDS une praticantes em todo mundo, com um único objetivo, andar de skate.
Por: Julio Eduardo
Em primeiro lugar, gostaria de agradecê-lo em nome de todos os praticantes do nosso país por ter aceitado o convite para entrevistá-lo.
1. Krishnan Srinivasan, qual é o seu país, cidade e idade?
Olá Julio Eduardo, Obrigado por dar o primeiro passo e ter entrado em contato comigo. Estou muito feliz por tê-lo conhecido via Instagram. Fico feliz em conhecer um pouco de panorama do Brasil e do adorável LDS do Brasil. Obrigado por me considerar para uma entrevista, para sua coluna internacional. Eu tenho mais para explorar com o LDP (eu só faço pushing, daí chamando-o de LDP ) como eu disse. Tenho 39 anos. Sou da cidade de Srirangam, cidade de Tiruchirapalli Alice Trichy, Estado de Tamil Nadu/ Província, Índia.
Eu uso o skate para fazer alguns passeios de rua, passeios ponto a ponto, e compras de legumes em mercearia desde setembro de 2019. Eu não poderia chamá-lo de um percurso livre, pois tínhamos que andar no meio do tráfego regular. Foi ocasional e poucos passeios foram documentados para o YouTube, nada sério.
Eu não sabia sobre LDS até então. Foi em agosto de 2020 que aprendi que o que estou tentando fazer se chama LDS (Long Distance Pushing & Pumping também SSUP - Street Stand Up Reddling). Um carver, uma prancha de surfe, conceitos totalmente diferentes, etc. Eu não tinha um shape de LDS comigo naquela época. Houve um pouco de uma jornada na construção do meu skate personalizado para LDP em 2021 e devo dizer que o LDS começou a todo vapor em julho de 2021.
3. Você já praticava outra modalidade do skate antes de conhecer a atual modalidade LDS?
Comecei minha jornada de patinação em março de 2019 com patins freeline ou Drift Skates. Hoje em dia as pessoas os conhecem pela marca JMK rides (https://www.jmkride.com/).
Era destinado para passeios fotográficos no qual eu faço e documento para o meu Canal do YouTube Krish Arts & Photography. (https://www.youtube.com/channel/UCFYOtWSzukN9neP3wAB7TSw)
Eu fotografo principalmente Arquitetura Antiga e esses lugares estão em locais remotos. Posso levar minha scooter ou o carro do meu pai para a maioria dos locais dentro do meu estado. Se eu estiver viajando para fora do meu estado para outros lugares onde não houver transporte público frequente, eu pensei que precisava de uma pequena forma de patins que eu poderia carregar e usar para essas situações para chegar aos locais rapidamente para fazer passeios fotográficos. Mais tarde eu achei difícil usá-lo para transporte na Índia. Procurei opções no qual me levou ao Surf Skates e Adaptadores de Surf Skate como o Waterborne Surf (Simulador de surf). Eu tentei fazer alguns passeios pequenos com essas pranchas curtas. Achei extremamente difícil, pois eles têm rodas pequenas, propensas a wheel bites e levar muito tempo para cobrir uma pequena distância. Foi durante esse processo que aprendi que o que estou tentando fazer é chamado de Skate de Longa Distância e que particularmente a modalidade envolve shapes especiais entre outros detalhes.
Então, para responder sua pergunta, sim, eu tentei duas formas de patinação, a primeira foi a Freeline Skates e a segunda foi o Surf Skates. Skate, uma prancha com trucks nunca foi minha escolha. Embora eu tenha considerado o uso de truck Carver C5 para pequenos percursos.
Mais tarde, até construí minha configuração de um simulador de surf (waterborne surf) adaptado em um shape de skate (Risos).
Posso sugerir um vídeo meu, tem algum mapeamento na minha jornada LDS - Link: https://bit.ly/ 3vJRyKR
Nota: Neste momento em que eu fiz este vídeo eu nem me chamava de Skatista de Longa Distância.
Essa é uma boa pergunta. Com 1,3 bilhão de nós, o skate é algo que está apenas pegando entre as gerações mais jovens. Quero dizer, como em volumes grandes. A maioria dos skatistas na Índia são, quero dizer, como se fosse minha observação, são Inline skaters, Roller skaters, Speed skaters, Inline or Roller Slalom Skaters. Skate Parks na Índia são raros. Não há Skateparks no meu bairro ou cidade. Meu estado Tamil Nadu tem Skateparks em poucas cidades apenas. Portanto, você pode não encontrar mais skatistas da minha região ou estado. É muito difícil praticar skate de rua também. Então a maioria dos skatistas vem de lugares onde eles têm acesso a Skateparks. Eu gostaria que eles construíssem Skateparks sob os viadutos onde esses espaços estão vazios por toda a Índia. Há clubes para skate ou patinação em geral.
Eles ensinam vários módulos de patinação e se a criança e o pai querem levá-lo mais longe, como torná-lo como sua paixão mais do que um hobby os clubes aceitam adesões na Roller Skating Federation of India (RSFI) e ajudam as crianças a seguir seus sonhos. A RSFI organiza e reúne vários talentos de todos os estados e províncias deste país. Eles realizam competições e seleções para eventos esportivos de nível nacional e eventos esportivos de nível internacional. Eles estão ligados a várias organizações internacionais de skate para selecionar talentos baseados em um sistema de pontos para o skate. A adesão da RSFI é necessária para participar de qualquer tipo de evento formal se você estiver ou quiser representar seu estado ou país, tudo isso é dado em detalhes em seu site.
Para saber mais sobre a RSFI visite: www.indiaskate.com
Você me colocou em uma situação difícil. Já vi muitos vídeos no YouTube & Facebook de indianos andando de skate para LDS, uma prancha para LDS, Patins (Speed Skates e skate inline) entre outros. Até onde eu vi, eu não poderia fazer uma relação direta sobre eles, como calcular milhas/quilômetros, tempo, caminho, mapas que são coisas usuais que o pessoal do LDS faz. Você sabe. Então eu presumo que eles estão apenas explorando e se divertindo com o que eles estão fazendo agora.
Já vi pessoas de grupos do Facebook, especialmente das cidades de Mumbai, Kochi e Bengaluru experimentando downhill skate. Mas eu não acho que essa modalidade irá se sobrepor ao LDS. São todos bastante diferente.
Há Indianos que vivem nos Países Baixos e outras partes do mundo fora da Índia, que estão praticando LDS. Um exemplo é Aditya Ram dos Países Baixos, um jovem que monta em seu skate (shape Pantheon Pranayama) e vai para sua faculdade, trabalho e casa.
Eu me sinto tão distante e tímido de dizer isso, mas acho que por enquanto eu conheço uma pessoa, que sou eu (risos), na minha cidade, estado e país. E na verdade pode ser que ainda estamos para encontrar mais algum que faça a modalidade. Pelo menos sou desconhecido e ainda não encontrei outro.
6. Conte-nos sobre seu projeto a partir de seus vídeos sobre suas jornadas LDS?
Adoro essa pergunta. Sou uma pessoa autodidata. Os vídeos do YouTube têm sido minhas salas de aula e grupos no Facebook foram minhas inspirações. Aprendi tudo com eles e tentei tudo sozinho praticamente nas ruas da minha cidade.
Eu diria que meus aprendizados podem não ser perfeitos de acordo com os livros da LDS mas é meu próprio aprendizado e é isso que ajuda a manter minha paixão viva.
Começando muito tarde na minha idade, eu não poderia encontrar muitos vídeos a este respeito em meu lugar. Eu senti que as pessoas não deveriam se sentir deixadas de fora ou passar pelas mesmas dificuldades que passei e pensei em fazer vídeos sobre minha vida e viagem no LDS em que você pode encontrar em meus vídeos do YouTube ou vídeos IGTV. Foi assim que cada projeto ou ideia ganhou vida.
Quando eu aprendi sobre LDP / LDS, senti que precisava de um skate específico para mim. Era muito caro para eu pagar. Falei com várias pessoas como Lena Meringdal da MK Longboards e a todas as grandes marcas do mercado para encontrar uma solução a um preço acessível. Os impostos (Imports in GST Regime-IGST) eram muito caros para comprar de países ocidentais.
Foi quando me deparei com uma loja de skate Black Dog e seu design inovador para LDS. Fiquei tão inspirada por isso que eu decidi recriar o design para mim, já que é para meu uso pessoal e não para qualquer distribuição ou negócio, acho que não há problema em se adaptar a partir deles. Trabalhei em meus projetos, me aproximei de um soldador local e construí minha própria placa de LDS. Meu design inclui suporte central entre o garfo dianteiro e traseiro, o que o torna uma placa rígida e que pode levar mais de 400 quilos de carga.
Ele também é projetado para acomodar rodas maiores sem wheel bite. Eu o compartilhei fazendo de toda a experiência um vlog. Aqui está o link para a confecção do meu próprio Link de Placa LDP: https://bit.ly/3JBbwNH
Sempre que encontro novos aprendizados durante meus passeios, compartilho-os sem nenhum subterfúgio com meu público.
Obrigado por me seguir no Instagram e tomar seu tempo para verificar meu corpo de trabalho ou postar sobre minha vida cotidiana. Tenho feito LDS todos os dias alternativos desde julho ou agosto de 2021. Isso é tudo que eu quero fazer sempre que eu puder, apenas aderindo a este padrão (chuvas e outras calamidades naturais excluídas). Acho que não tenho metas para o número de quilômetros. Sendo um fotógrafo de belas artes, eu provavelmente adoraria fazer algumas viagens pela LDS de um lugar para outro e fazer algumas caminhadas fotográficas.
PS: Logo depois de uma semana em que respondi a essas perguntas, devido a uma hérnia de disco como a causa da minha dor nas costas, o médico me aconselhou a ficar em repouso por alguns dias. Acho que a programação deste dia alternativo pode variar. Daqui em diante, terei que reduzir a frequência dos meus passeios no futuro até que minha saúde esteja bem.
8. Como seu skate está montado (configurações gerais)?
É um modelo personalizado. Eu chamo de UHURU. Significa liberdade na língua Swahili. A palavra foi inspirada no livro "Board Free" do meu rider favorito David Cornthwaite (https://www.instagram.com/davecorn/). Não entrou muito no design aerodinâmico por enquanto. Eu ainda sinto que há muito a ser feito com este design para torná-lo perfeito para corridas e coisas. Prefiro chamá-lo de protótipo de sucesso.
Ele tem um fork dianteiro a 12°s e fork traseiro definido a 30°s - 35°s soldado a uma coluna central para suporte tornando-o uma estrutura de aço inoxidável de 40 polegadas. (A folha de aço inoxidável tem 4mm de espessura.). O shape foi cortado de uma marca chinesa de longboard dancing, que eu comprei da Amazon Índia. Desde os vídeos até a configuração deste dia, eu os mudei muito. Então minha configuração atual tem TKPs para frente e traseira com um hanger de 8 polegadas. É de uma marca indiana chamada Piso Skateboard. Sim, são trucks de skate. Os bushings também são da mesma empresa, o barril no Board side e os cones no Road side são de 100a durometer. Os bushings são semelhantes aos dos trucks do street skate. Eu uso o hardware de 1,25 polegadas do Piso Skateboard (https://pisoskateboards.com/) também.
As rodas são de outro longboard chinês. Eles são quase semelhantes aos olhares das rodas donk board skateboards. Maior com 110 mm de diâmetro, mas feito de núcleos plásticos.
Eu uso os rolamentos de metal 608zz baratos que vieram com essas longboards.
Uma lixa adesiva que não tenho o nome da marca e que foi adquirida da Amazon Índia, com grãos finos que agarram bem e é da cor vermelho.
É uma configuração personalizada como uma tábua construída a partir de materiais encontrados em uma antiga garagem. Seja lá como se pode chamá-lo, isso é tudo que eu tenho e nunca falhei comigo durante meus passeios até hoje. E eu confio minha vida com ela. Toda essa configuração LDS me custou menos de 200 USD.
Não há lojas de skate online ou de varejo dedicadas ao LDS na Índia. Dependemos muito da Amazon Índia, se o propósito de usá-las para a modalidade. Sim, se precisamos de boas configurações prontas e para corrida, temos que importar do Ocidente.
Digno ou não, do jeito que vejo, depende de quão sério você está engajado no LDS.
Se você quiser levar as coisas adiante com LDS, qualquer que seja o custo é digno de importação. Gostaria que houvesse um dia na minha vida em que eu possa me dar ao luxo de ter meu próprio shape pro racer LDS importada do Ocidente. Mantendo meus dedos cruzados.
Até lá, é o meu Uhuru que será minha melhor companhia.
Há duas rotas que eu acho que para ser amigável à patinação. Eu ainda vou andar entre o tráfego regular, mas essas rotas têm menos tráfego no início da manhã até 8:00 am antes do dia real começar. Como eu disse antes, eu tento dar uma volta todos os dias alternativos. Dou exceções em dias chuvosos, dias de festival ou quaisquer outras restrições como tivemos durante os horários de COVID.
No dia do meu passeio, eu geralmente acordo às 4:30 da manhã. Eu termino todos os meus deveres matinais e tomo um café e alguns roscas ou biscoitos de chá. Dependendo do meu sono na noite anterior, escolho tomar um comprimido de Sal antes do meu passeio. Eu sempre uso todas as proteções para cotovelos e pulsos. Eu não uso minhas joelheiras porque elas são apertadas para o meu tamanho grande. Eu não podia usar capacete porque tenho enxaqueca devido ao suor intenso. Por isso, uso um gorro sobre uma viseira de tênis. Carrego uma mochila de hidratação de 3 litros de capacidade. Dentro do qual eu carrego uma lanterna, tablet de sal, pouco dinheiro, óculos de sol e guloseimas, biscoitos para cães de rua. Se eu estou tomando o outro caminho que seria ao redor 18,5 KMs, eu levaria um power bank para o meu celular. Eu uso tênis adidas e o aplicativo bike tracker & Relive App no meu telefone Android para rastrear minha atividade. Eu posto como uma atividade manual em Strava pois o rastreamento é um pouco estranho para as minhas rotas.
Eu até tento fazer vídeos durante meus passeios destinados ao Instagram IGTV ou YouTube, onde eu filmo com o meu celular Xiaomi Pocof1 na maior parte do tempo, com resolução de 1080p 30fps. Eu uso a Gopro Hero Black 7 às vezes. Meus passeios geralmente são menos de 2 horas, então, quando eu volto, tomo um café da manhã, edito com Final Cut Pro X (FCPX) no meu computador e faço a publicação online via Creative Studio para Instagram.
Eu mantenho uma planilha como um registro das minhas distâncias de viagem em quilômetros de 2021 até hoje. A contagem pode variar dos aplicativos rastreadores porque comecei a usar rastreadores somente após 40 KMs ou 50 KMs, também os aplicativos podem não se conectar ao GPS ou à internet devido à má recepção do celular naquele dia específico ou pode ser por causa de erros humanos, como o aplicativo sendo pausado acidentalmente ou o aplicativo parado de rastrear ou o aplicativo sendo rastreado incorretamente, etc. Mas posso dizer que sou muito honesto sobre minha contagem e meio que conto na minha página do Instagram sobre quais aplicativos rastreadores estão sendo usados para a contabilidade de distância daquele dia. Acho que essa é a minha rotina habitual.
Sou o único cara que mora no meu quarto e que limpa e o mantém. Mesmo nessa situação, é muito difícil para mim mantê-lo fora do pó e teias de aranha. Com uma população de 1,3 bilhão na Índia ou pelo menos 67,9 milhões para o meu estado Tamil Nadu/ província. Imagine como será difícil para o governo organizar e manter as coisas para todas as rotas.
A Índia, quando comparada aos Estados Unidos da América, é um país jovem e democrático e seus estados/províncias começaram a se recuperar e estão marchando para o crescimento desde o dia da independência. Então eu não poderia esperar muito em breve em termos asfalto ou ciclovias separadas. Por favor, não tome minha voz como a voz de todo o país, mas acho que todos desejam ter algumas rotas muito boas como vemos nos países ocidentais, algum dia.
12. Que dificuldades você encontra em suas jornadas? Alguns vídeos você fala sobre os cachorros que assim como aqui no Brasil, eles parecem adorar correr atrás dos nossos skates. Conte-nos um pouco sobre isso.
Embora eu tenha conseguido algumas informações técnicas de grupos do Facebook ou vídeos do YouTube, tive que aprender a maneira mais difícil de tentar e erros métodos para empurrar para longas distâncias. Foi até que eu cobri 150 Km ao longo de um mês e meio eu tive a aderência e ideia básica para equilibrar corretamente em uma perna enquanto eu uso a outra para avançar. Então o primeiro desafio foi comigo tentando me acostumar com o UHURU, com fatores externos.
No começo as crianças e seus pais ou o público em geral que não viram um longboard desse tipo não podem conter sua vontade de experimentar o skate. Eu dei uma chance a eles durante meus passeios, mas meio que se tornou um ritual ou como um pedágio e um desvio para me impedir de experimentar meu UHURU sempre que eles me veem na rota usual.
Algumas vezes está tudo bem, imagine fazer o mesmo por toda a rota. Como é andar de longa distância foi cansativo e sua tortura gentil estava me deixando extremamente exausto. Fui forçado a dar-lhes um test ride mesmo quando eu estava quase em uma situação de colapso devido à falta de fôlego (risos).
Não pintando um quadro ruim, mas era a verdade e muitas vezes quem eu encontrava no meu caminho tinha que ser informado de que esta é minha propriedade, eles podem tê-lo apenas se eu desejar e eles não podem continuar me pedindo um test drive durante minhas rotinas de longa distância. Imagine quantas vezes você aborda um estranho com um carro ou moto novo para um test drive, certo?! Gastei muita energia para fazê-los entender que UHURU é uma propriedade pessoal e não é para alugar (risos). Eu até sugeri a essas crianças, usar um cofrinho para economizar para um skate assim que puderem. Aguardo ainda boas notícias deles.
Enfrentar o trânsito e ganhar o respeito entre veículos lentos, como isso é um bom esporte, pode ser um bom exercício também. Assim como as pessoas fazendo caminhada matinal, corrida, andando de bicicleta etc. Eu pratico Skate de longa distância. Como se não pudesse buzinar vindo de trás em grande velocidade e esperar sair do caminho imediatamente, pode haver vários fatores envolvidos, mesmo que eu esteja na beira da estrada, você sabe, uma poça, um buraco, um trecho extremamente ásperos, um veículo que se aproxima que quer fazer uma curva, um caminhão grande, um idoso, uma pedrinha, um galho, uma vaca, um boi, esterco de vaca, algumas frutas grandes com sementes grandes de uma árvore estranha. Pode parecer bobo, mas eu ganhei experiência por causa de todas essas coisas.
Lentamente as pessoas entenderam totalmente o que é, e eu estava extremamente confortado cada vez que eu vou fazer meus passeios. Eu ainda tenho que ter cuidado, mas sem o apoio deles, eu não poderia continuar fazendo o que estou fazendo. Desejo que as ciclovias se tornem uma realidade, pelo menos para os meus percursos.
Em seguida, as vacas e bois, estando em uma cidade insular e a rota de passeio que meio que leva você a uma aldeia remota, estes são locais comuns para qualquer um, a qualquer hora, até o governo incentiva animais domésticos para a agricultura nessas áreas. Sem reclamações, eu nunca tive problemas com eles, mas eles te atrasariam porque eles têm medo de você e pensam que você está indo em sua direção e para eles você é um fantasma sem pernas vindo em plena luz do dia (risos). Quando eles ficam assustados, ou correm em direções imprevisíveis ou às vezes querem atacar você, mas ficariam assustados e correriam para o tráfego que se aproxima. É como toda vez que vou dar uma volta no qual eu tive que carregar meu skate e andar. Dependendo da situação que eu posso andar entre eles ou simplesmente não me importo com sua corrida assustadora se dispersa e eu continuo o meu passeio. Você aprende, improvisa e se acostuma com isso. Eu não poderia formar uma relação com vacas e bois, mas eu estou gerenciando-os muito bem sem qualquer problema (risos).
Depois vêm os cachorros. Só estou falando dos problemáticos e dos donos sem educação para o assunto. Há muitos bons e boas pessoas e bons donos por toda parte. São eles que estão me salvando e que me dando esperança de vir para um próximo passeio. Sendo a Índia, treinando em uma vila remota, literalmente, não há regras aqui.
Desgarrados, cães domésticos todos estão nas ruas, guardando quem quer que sejam leais a eles têm licença, não têm licença absolutamente nenhuma pista.
Sou eu que sou culpado por ser mordido ou ser perseguido por eles. Latem para me assustar e me derrubar ou para me impedir de entrar em uma determinada rota.
Inicialmente, eu pensei que todos estavam cientes do que estavam fazendo como se fossem assumir a responsabilidade por seus cães de casa por andarem pelas ruas e causarem problemas para uma pessoa andando de skate em uma via pública. Se me mordem, seus donos ainda pedem para eu fazer um tratamento simples, sendo que seus donos deveriam se responsabilizar por possíveis gastos. Poucos donos são responsáveis.
Então comecei a alimentar todos os cachorros desgarrados que encontro na minha rota, seja um trecho de 12 KMs ou um em trecho de 18,5 km. Encontrei 42 cachorros em apenas um passeio, não posso carregar guloseimas tipo pedigree para cachorros pois não posso pagar por isso. Por isso eu carrego uma marca local de biscoito chamado biscoito Tiger ou biscoito ParleeG comigo, que não ‘’morderia” muito minha carteira. Você vê o que eu fiz, a mordida foi uma metáfora adequada e um bom substituto para uma palavra diferente (risos).
Poucos disseram que era alguma coisa política, poucos políticos não gostaram do que eu estava fazendo, minha fama através de vídeos de skate ou as coisas que compartilho durante meus passeios como expressar que sou anarquista ou minha vontade de atuar ou dirigir em filmes ou até a casta em que nasci (A propósito, eu não aceitei isso, porque a pessoa tem que escolher o que quer ser e não ser forçada pelo próprio nascimento, eu não uso o cordão sagrado de jeito nenhum ), não sei, poucos disseram que certos problemas em certas rotas eram por causa de um ator local existente considerando o fato de eu filmar, como se fosse uma competição (um pequeno YouTuber que não tem nem 150 inscritos). Mesmo que eu mostre um cachorro ou qualquer animal (mesmo que seja por um bom motivo) no meu vlog hoje no meu próximo passeio, vão ter muitos deles aparecendo no meu caminho. Eu não sei se eu estaria em apuros por escrever isso para sua entrevista, mas alguém tem que exercer a liberdade de expressão (IPC indiano 19 (1) (a) ). Afinal, eu vivo em um país democrático, certo? Isso é ainda mais surpreendente. Eu não quero acreditar em nada disso que eu ouvi falar dos meus obstáculos, mas ainda colocá-lo lá fora para as pessoas saberem que algo assim existe mesmo em 2022.
Voltando para os cachorros, eu torço para que eles fiquem calmo e me liberem o caminho, sem sair balançando o rabo e correndo atrás de mim por causa do barulho das rodinhas.
A relação de dentro e de fora era com os cachorros da casa, pulam, lambem alegremente, as vezes não podia impedi-los de latir ou me perseguir de maneira assustadora. Eu carrego uma bengala para usar como apoio para ficar em pé durante o meu tempo de descanso. Às vezes deixo o pé levantado devido a vibrações da estrada. Eu raspo o pau no chão para ranger e gerar um som que mantém aqueles cães agressivos longe de mim. Que surpresa!! Agora se tornou uma rotina. Ouvi pessoas reclamarem sobre isso.
A polícia interviu e me monitorou se eu estava machucando um animal. Finalmente, todos entenderam que tipo de pessoa eu era e que a maioria dos problemas são mantidos longe de mim dessa maneira.
Engraçado Julio, eu, um ser humano, expressando minhas dificuldades através de vídeos, através de posts no Instagram, como pedir por socorro por mais de dez meses sabe, justo quando eu pensei em me proteger sem causar mal a ninguém, eu estava sendo encurralado (mau interpretado) como o LDS é uma ofensa? Eu sou o cara mau para animar as crianças? Oh meu Deus, você tem que ver os olhos desses pequeninos brilharem quando eu passar por eles. Essas crianças sonham alto e isso tem que se tornar realidade um dia. Se eu ganhar o suficiente e sempre que posso adoraria doar longboards para essas crianças merecedoras.
Com todos os desafios acima na lista de verificação, eu ainda adoraria continuar fazendo LDS e continuarei assim que eu me curar da pequena tensão nos meus músculos espinhais. Agradeço aos meus pais e a todas as almas boas por me protegerem, por apoiarem minha visão, durante todos os meus tempos difíceis.
13. Conte-nos um pouco sobre seu canal no YouTube. Quais assuntos você aborda sobre o LDP? Há outros tópicos de skate?
Tenho dois canais no YouTube. Nunca entendi ou aprendi uma regra não contada de que o YouTube é um espaço de contratação de filmes. Você faz o seu tempo como 5 anos ou 10 anos, quem sabe que você pode ter a oportunidade de estar em filmes. Ainda não sei se existe mas ouvi dizer que só aprendi depois que comecei a fazer vídeos para o YouTube. Inicialmente era só sobre a Fine Art Photography e era como uma fatia da minha vida, vlogs basicamente. Ficou saturado em um ponto devido à falta de financiamento e à monetização zero gerada pelo YouTube.
Minhas impressões digitais não estavam vendendo e não havia retorno sobre o investimento naquela área. Estava me causando depressão de novo. Comecei a me estressar comendo, estava sendo uma batata de sofá, e fiquei acima do peso, o que me causou alguns problemas de saúde e outras coisas. Só então, eu pensei por que não tentar falar então sobre skate. Eu temia sobre o meu excesso de peso.
Na hora certa, conheci os patins Freeline. Um skate feito de metal e que pode suportar quase mil libras de peso facilmente. Ao meu favor, os patins Freeline eram baratos e acessíveis na Índia naquela época em 2019. Enquanto assistia a muitos vídeos sobre patinação na Índia, encontrei algumas informações chocantes sobre castas dividindo e impedindo crianças desprivilegiadas de andar de skate, enquanto alguns skatepark foram construídos por estrangeiros com doações e outras coisas. Foi no norte da Índia.
Enquanto assistia a mais e mais vídeos, aprendi que há menos materiais necessários disponíveis online para as gerações futuras acessarem, especialmente em relação ao Skate Freeline.
Inicialmente, tudo começou com vídeos do Instagram. Ele arrastou a atenção pela razão errada, eu acho. Como um cara gordo movendo-se sobre rodas que é um contraste com o seu tamanho e coisas, muitos pensaram que eu era uma piada. Não sei como, mas aprendi rápido e senti a necessidade de postar sobre isso no YouTube. Eu não tinha confiança no início, como eu era velho e não tenha experiência em patinação. Mas quando fui apresentado ao simulador de surf, os vídeos se tornaram regular junto com a fotografia. O reconhecimento de Mattie Tyce, um dos co-fundadores da Freeline skates/JMK Rides & sua equipe foi um incentivo. Seu belo pensamento de incluir patinadores Freeline de todo o mundo em seu vídeo de fim de ano foi incrível. Meu vídeo participou continuamente do vídeo de fim de ano desde 2019 ou 2020. Isso me impulsionou muito. Enfrentei muitos desafios nos patins freeline. Fui proibido de praticar dentro do meu apartamento no meu próprio estacionamento. Ainda estou lutando para encontrar um lugar para praticar patins freeline. Um dos locais para treinar fica cerca de 32Kmda minha casa.
A Pandemia me atrasou muito, mas estou fazendo o meu melhor com os poucos recursos que tenho comigo. Então, para responder sua pergunta, meus vídeos falam sobre minha vida, e meus encontros com vários tipos de modalidade de skate, simulador de surf, LDS entre outros.
A medida que ganho mais experiência, estou fazendo vídeos sobre skate em geral também.
Tudo na boa intenção de compartilhar coisas da minha parte do mundo que não foi feita antes em detalhes como você pode assistir dos meus vídeos. Não é perfeito, é desleixado mas estou dando o meu melhor com o que tenho. Para dar sentido às crianças, para incentivar o Skate na Índia, para termos boa saúde e devo dizer que o LDS se tornou uma paixão para mim.
Sou um fotógrafo de belas artes , agora.
Quero vender impressões das minhas fotografias online e varejo.
Quero fazer isso como Platinum Palladium Prints ou em geral para vender impressões que são boas e acessíveis, mas feitas com um processo de impressão alternativo. Faço vídeos do meu Photowalk & falar sobre outras coisas que fazem parte da minha vida na jornada de fazer fotografia. Para completar, sou um garoto de 39 anos fazendo LDS e fazendo vídeos de skate também. Já que as impressões digitais não estão sendo vendidas de qualquer maneira eu só estou fazendo vídeos em ambos os streamings. Acho que deveria me chamar de criador de conteúdo com aspirações para atuar e dirigir filmes. PS: Quando eu disse Criador de Conteúdo eu não queria desrespeitar nenhum artista ou arte em geral. Sinto que qualquer artista pode ser um criador de conteúdo, mas nem todos os criadores de conteúdo podem se tornar um artista.
Eu adoraria fazer parte de eventos internacionais do LDS, Ultraskate Miami, Dutch Ultrskate, Misfits, Flaming Runde, e muitos. Espero ficar rico para viajar para outro lado do mundo só para o LDS ou quero me mudar para o Canadá ou Holanda ou Alemanhã, qualquer lugar em que a Fotografia & LDS sejam uma coisa e tanto onde eu posso ganhar a vida com isso.
Em relação a corridas virtuais, embora eu treinei para essas corridas virtuais algumas vezes nessas duas rotas o que eu entendi foi na realidade eu não posso competir com os pilotos internacionais com a falta de infraestrutura para ciclovias e bom asfalto. Eu tenho que andar entre o tráfego de carros, gerenciar todos os desafios acima mencionados, e alcançar um melhor tempo meio que parece ser praticamente impossível para mim. Pode vir um piloto melhor algum dia, mas eu pessoalmente acho difícil nessas condições.
Eu não realizei nada na minha vida. Em toda a minha vida, eu só era visto como o cara que não sabe como inventar a lâmpada. Mil vezes. Não como aquele cara que tentou tão. Enfrentei muitas dificuldades em tudo o que faço, se poderia ser de meus pais, amigos, inimigos, superiores imediatos, chefes, fontes desconhecidas etc.
Todas essas lutas e problemas que enfrentei em todas as direções nos meus dias de faculdade ou dias de animação ou trabalhos de animação ou durante um ano sabático ou nos dias como um simples cara de gráficos de movimento em uma empresa de jogos de cassino ou quando desisti de tudo para fotografia, foram só porque quando bati na parede, pensei que não era bom o suficiente. Comecei a acreditar no que os outros estavam pensando de mim, até que um dia , quando comecei a andar de skate.
As dificuldades que enfrentei nesses três anos de Skate podem ser resumidas como todas as dificuldades que já enfrentei em toda a minha vida.
Então, o que ele me ensinou. Não ouça negatividade, quando alguém diz que você não pode fazer isso, você precisa acreditar em si mesmo e não no que dizem de você.
"Nunca desista!!!"
Quando se trata de medo e paixão, sempre escolha paixão ao invés do medo
"Seja fiel a si mesmo e seja honesto com os outros de uma forma não tão ofensiva."
(Árvores retas são cortadas primeiro, se você sabe o que quero dizer).
Obrigado, Júlio Eduardo, Obrigado a linda comunidade LDS no Brasil, obrigado a todo o LDS.
Praticantes da modalidade no mundo, Veneração#கd\Namastê Desejando você todos os, melhor em vida.
Julho 2022
Entrevistamos o Rider Pedro Carvalho (Portugal) que participou da Ultra Skate Holanda 2022 na categoria Equipe ( Equipe Carvalho) no qual trouxe mais detalhes sobre sua participação no evento e conta um pouco de sua trajetória na modalidade Skate de Longa Distância (Long Distance Skateboarding) em seu país (Portugal).
Por: Júlio Eduardo
Primeiramente agradecemos pela participação nessa entrevista que será muito interessante para os praticantes da modalidade de nosso país e esperamos que os praticantes de Portugal também gostem .
Vamos iniciar falando sobre você Pedro Carvalho.
Em que ano você começou a andar de skate?
Comecei já “velho”. Tenho 46 anos e comecei quando tinha 41, por isso comecei em 2017.
Você praticava outra modalidade do skate antes de iniciar a prática do Skate de Longa Distância (LDS) e se sim, como foi essa transição?
Como toda a gente, comecei por fazer apenas umas sessões de cruising. Essas sessões foram ficando cada vez mais longas e acabaram por se transformar em LDS, foi uma transição muito gradual. Na minha opinião, o que diferencia o simples cruising do LDS é quando começas a dar importância à tua performance. Começas a medir os teus tempos, a tua velocidade, a tua distância, etc e começas a sentir o incentivo de ser cada vez mais rápido, mais resistente e fazer cada vez distâncias mais longas.
Qual a configuração do seu skate?
Pergunta difícil! Penso que todos os skaters de LDS, e no downhill também, nunca param de tentar melhorar o skate, sempre tentando coisas novas que possam melhorar a tua performance. Estou sempre a mudar configuração e a experimentar, mas nesse momento tenho dois skates preferidos:
Deck Rocket Rambler, com trucks Arsenal com hanger cortado e de espaçamento variável entre 145mm e 160mm. O truck da frente tem baseplate de 50 graus e rolamento esférico no hanger, o truck de trás com baseplate de 44 graus. Rodas vou trocando entre Seismic Speedvent 85mm Mango (as minhas preferidas) ou Mint, mas agora estou a testar as 88 McFly. Quando quero umas rodas mais leves, uso Seimic Blast Waves Mango ou mesmo rodas de freeride como Powell Peralta Byrons.
O propósito deste setup é fazer LDS com subidas e descidas. Está pensado para ser estável nas descidas, podendo ter de fazer slide, permitir bom pushing em terreno plano e conforto e leveza nas subidas. É o setup mais confortável que tenho, e por isso decidi fazer com ele a maior parte do Ultraskate.
Tenho um outro setup, em que o deck é um antigo longboard Bustin Mission que cortei e montei brackets da Exile, fork na frente e Insania atrás. O truck da frente é um Bennet de 127mm com rolamento esférico no hanger. Este setup é mais um pumper que um pusher, e ultimamente não o tenho usado tanto. As rodas que prefiro nesta configuração são as Seismic Speedvent Mango e Mint, são as que me dão melhor pump.
Qual a sua idade e na sua opinião, a idade é um fator limitante no LDS?
Tenho 46 anos. A idade não é fator limitante para começar, você pode começar em qualquer idade. No entanto, se pensarmos do ponto de vista competitivo, aí, a idade já pesa. Não conseguimos ser tão rápidos quanto os riders mais novos.
Existe alguém ou algo que lhe inspira na modalidade LDS?
Gosto mesmo muito da abordagem do Blueridge Project, que incorpora a montanha e o open-road no LDS. É um tipo de LDS que vai para além do flat ground e do circuito fechado, e é algo que me inspira muito.
Mas o melhor, o que mais me inspira nesta modalidade, é a comunidade. É a comunidade mais aberta, mais simpática, mais inclusiva que pode existir, que nos faz conhecer pessoas de todo o mundo, e que faz este português estar a fazer esta entrevista para os meus amigos brasileiros.
Qual é a sua rotina comum de treinos? Você treina com outros skatistas da modalidade ou sozinho?
Treino sozinho, ainda não existe uma comunidade LDS em Portugal, mas penso que isso pode mudar nos próximos anos.
Sobre a minha rotina de treino, normalmente treino bem cedo, começando antes do dia nascer, e quando a vida o permite.
Quais ferramentas (aplicativos, celular, relógio) você usa para monitorar seu treinamento?
Comecei por usar o aplicativo Strava, que me serviu muito bem durante anos. Agora uso um relógio Garmin e um monitor de frequência cardíaca também da Garmin.
Conte um pouco como a modalidade está organizada em seu país. Existe federação local e confederação de skate em Portugal? A modalidade LDS é incluída nos eventos?
Penso que existe uma federação de skate, mas não tenho a certeza. Sinceramente, não é uma coisa em que pense muito, e não sinto que seja algo necessário para a modalidade. A IDSA faz um bom trabalho a nível global, e é a minha referência em termos de entidade organizadora.
Em Portugal existem bons lugares para treinar?
Não! É péssimo! As estradas são más, as ciclovias quando existem também são más.
Estive agora oito semanas nos Países Baixos (já não se diz Holanda…), em trabalho e para o Ultraskate, e posso dizer que lá é praticamente o paraíso para LDS. Só não é o mesmo o paraíso porque faltam algumas subidas e descidas.
Se já achava Portugal mau para treinar, agora acho que é péssimo.
Foto: https://www.dutchdistanceskaters.com/
Qual foi o tempo final e a classificação da Equipe Carvalho na Ultra Skate Holanda 2022?
Terminámos em quarto lugar, num total de cinco equipas. Fizemos 62 voltas, que dá uma distância de 195.3 Km, em que eu fiz 142 Km e a minha filha 53 Km.
Tinhamos outros objetivos, A classificação não era o mais importante, mas estou muito satisfeito e orgulhoso com o que obtivemos.
Quando decidiu participar da ULTRA no formato equipe e como foi a reação da sua família?
Foi uma conjugação de fatores. Desde que pratico LDS sempre quis participar num Ultra, e, por coincidência, eu iria estar nos Países Baixos em trabalho na altura do Ultraskate, então a ideia foi crescendo.
A minha família está sempre pronta para viajar e fazer coisas novas, por isso a reação foi de entusiasmo imediato.
Fale para nós sobre o local e espaço da competição, qualidade do asfalto, organização e outros detalhes.
Foi o meu primeiro Ultra, por isso não tenho uma base de comparação, mas o local é simplesmente perfeito. A pista é muito boa, embora algumas pessoas que estiveram em anos anteriores disseram que a pista se tinha degradado um pouco. Para padrões de Portugal, é uma pista fantástica.
A organização foi muito boa. Não me lembro de uma única falha.
Mais uma vez destaco a forma como eu e a minha família fomos recebidos pelas outras pessoas. Sentimo-nos muito bem vindos.
Como foi ser os primeiros cidadãos portugueses a participar da Ultra Skate Holanda 2022?
Nem pensei nisso. Eu não sou uma pessoa com um grande sentimento nacionalista, e só quando me perguntaram se seríamos os primeiros portugueses a participar é que tomei consciência disso. Mas, repito, não dou grande importância.
Como foram os treinos e tempo de preparação antes da ULTRA?
Foi difícil. O trabalho e alguns problemas de saúde não me permitiram treinar como tinha planeado. Posso dizer que quando o Ultra começou, estava muito cansado e com muita falta de dormir. Não foi o ideal, mas a vida é assim, você vai à luta com o que tem.
O que muda nos treinos quando o objetivo é uma prova longa como a ULTRA?
Os treinos longos, com 3 ou mais horas, em que você testa o skate, os sapatos, a nutrição, hidratação, todos os detalhes. Você tenta testar tudo como se estivesse na prova.
E a alimentação? Mudou muito nos meses anteriores à prova?
Sim, mas não de propósito 😊 Como já disse anteriormente, estive oito semanas nos Países Baixos em trabalho, e tive de me adaptar aos hábitos de alimentação deles. Não foi fácil, confesso. São hábitos bem diferentes dos portugueses.
A suplementação na sua opinião, ajudou de forma fundamental durante a ULTRA? Você teve apoio de alguma marca?
A suplementação é essencial, é tão importante como o skate. Compreender as necessidades de hidratação e nutrição é fundamental, não só durante a prova mas também durante os treinos. O ponto de partida é simples de perceber: vais estar em esforço mais do que uma hora? Se sim, tens de te preocupar com nutrição. Depois nos treinos tens de perceber o que funciona contigo, mas comecem por experimentar Tailwind, que é mesmo o melhor.
Eu tive o apoio da Tailwind Portugal. A Tailwind é uma marca americana e é a maior referência a nível mundial de nutrição desportiva. Muitos participantes no Ultra usaram Tailwind durante a prova, aí dá para perceber a importância e a qualidade dos produtos.
Qualquer questão que tenham sobre nutrição ou sobre LDS, contactem-me pelo Instagram @pedro_as_carvalho, estou sempre disponível para ajudar.
O que passou na sua cabeça nas fases da prova (Início, meio e fim) e como manter o controle da situação?
Durante o dia não foi difícil. A minha filha fazia duas ou três voltas, depois eu fazia quatro ou cinco, depois ia ela novamente. O meu foco nesta fase estava em fazer equipa com a minha filha, mas também estar com a minha esposa e filho mais novo, que eram a nossa equipa de apoio. Eu já não estava com a minha família há quase 8 semanas, por isso foi muito bom estar com eles, como podem imaginar.
O nosso objetivo como equipa era fazer um mínimo de 100Km, e tentar as 100 milhas (160 Km). Fizemos 195 Km, por isso o objetivo foi largamente ultrapassado.
No entanto, eu tinha como objetivo pessoal fazer 100 milhas só eu, e o meu plano era atingir essa distância durante a noite, quando as crianças estivessem a dormir.
Não consegui.
Não estava preparado para a chuva intensa que caiu durante a noite. Não tinha levado um casaco adequado para chuva tão forte, só tinha para chuva ligeira. Sem me aperceber, por estar em movimento, arrefeci muito e isso desequilibrou a minha nutrição. Não estava a ingerir as calorias suficientes. Quando tomei noção disso, estava com muita fome. Nesta altura deveria ter tomado mais Tailwind, mas cometi o erro de tentar comer uma banana, que caiu no meu estômago como uma pedra. Nesse momento, quebrei fisicamente e psicologicamente. Senti todo o stress das ultimas semanas de trabalho, todos os problemas de saúde que tenho tido nos últimos meses, toda as noites com 3 ou 4 horas de sono. Não aguentei mais, fui para o carro e dormi durante 3 horas. Acordei quando o dia nasceu, e com a cabeça limpa, fiz mais umas voltas mas senti que já não era importante fazer as 100 milhas.
Durante a competição você escutou música no fone de ouvido para ajudar a efetuar o percurso e se sim qual tipo de música você escutou?
Gosto de ouvir música no fone de ouvido quando o percurso se torna desagradável. Também o faço nos treinos quando há muito vento ou chuva, e torna mais fácil suportar.
Tentei ouvir música durante a noite, enquanto rolava à chuva, mas não correu nada bem. Os fones desligavam-se por causa da chuva e estavam sempre a parar a música. Acho que tenho de investir nuns fones melhores.
Sobre o tipo de música, não tinha nenhuma playlist preparada, estava só a escutar as recomendações do Spotify. No futuro irei preparar uma playlist para provas longas. Música eletrónica, bem ritmada, é a minha preferida quando estou a rolar.
Como foi a preparação da sua filha para a ULTRA e como sua esposa e seu filho organizaram o suporte para ajudar vocês durante a corrida?
A minha filha, como qualquer criança de 11 anos, é muito mexida e faz de tudo: dança, natação, skate, futebol, etc. Ela não precisou de nenhum preparação especial, bastou ser ela mesma, que já estava preparada. Fazer um total de 53Km não é brincadeira, para uma criança de 11 anos, por isso não poderia estar mais orgulhoso.
A minha esposa e o meu filho de 8 anos eram a nossa equipe de apoio. A nossa tenda estava montada perto da pista, mas na zona oposta à meta, numa zona de curvas. Quando eu ou a minha filha necessitavamos de alguma coisa (água, Tailwind, comida), pedíamos e eles preparavam e nos entregavam mais adiante. Não tinhamos uma organização super-apertada, mas funcionou muito bem. Toda a família estava muito envolvida na prova, e foi divertido para todos.
Nenê (11 anos) filha do Pedro Carvalho curtindo o evento junto com seu super pai.
Como é competir a noite na ULTRA? Vocês deram uma parada para descansar?
Foi duro, com a chuva, como já referi antes. Por regulamento, as crianças não podem estar na pista durante a noite, por isso as crianças dormiram na tenda. Eu continuei durante a noite, com os problemas que já referi antes.
E as “famosas lesmas(slugs)” apareceram em seu caminho na ULTRA?
Você nem imagina! Já tinha percebido, durante os treinos, que as lesmas são comuns no Países Baixos, mas nunca tinha visto tanta lesma na vida. Agora entendo porque o símbolo do Dutch Ultraskate é uma lesma. No final, todos os skates, pernas, pés, sapatos, tudo estava coberto com lesmas esmagadas.
Qual a maior dificuldade que você enfrentou durante a corrida? Alguma vez você pensou em desistir da corrida?
Como referi antes, a minha maior dificuldade foi a chuva durante a noite. Aí pensei em desistir. Olhando para trás, a decisão de dormir um pouco foi acertada, me deu energia renovada para continuar e fazer mais voltas.
Pretende fazer outras Ultras em outros países como em Miami (Ultra Miami) e Itália (PUSHA!)?
Sim, adoraria. Se conseguir, irei participar. Há outras duas provas que também me parecem interessantes, a Misfits Marathon e a Flaming Runde.
O que você espera para o futuro da modalidade LDS, seja em Portugal e em outros países?
Especificamente em Portugal, gostaria de ver crescer uma comunidade, mesmo que pequena.
Pretende participar da Ultra Holanda 2023?
Se puder, lá estarei!
Deixe um recado para os praticantes da modalidade LDS em Portugal e do Brasil.
Adoraria um dia conhecer-vos a todos pessoalmente e rolarmos juntos. Enquanto isso não acontece, vamos fazendo as provas virtuais da IDSA, que parece que vão voltar a acontecer este ano.
Um abraço a todos.
Equipe Carvalho
Classificação final categoria Equipes (https://www.dutchdistanceskaters.com/)
Fotos: Instagram Pedro Carvalho (https://www.instagram.com/pedro_as_carvalho/)