Five CDs in World Music
Buena Vista Social Club, Buena Vista Social Club
Vivencias Imaginadas, Vicente Amigo
Live in America, Paco de Lucia
Talking Timbuktu, Ali Farka Toure and Ry Cooder
Feijão com Arroz, Daniela Mercury
Five CDs in Jazz Music
Duke Ellington & John Coltrane
Kind of Blue, Miles Davis
Forever Ella, Ella Fitzgerald
The Köln Concert, Keith Jarrett
The Dial Masters - Original Choice Takes, Charlie Parker
Five CDs in Classical Music
Bach, Brandenburg Concertos, Il Giardino Armonico, Teldec
Beethoven, Choral Symphony 9, Furtwängler, Philharmonia Orchestra Lucerne Festival Chorus, Archipel
Mozart, Clarinet Concerto K622 and Clarinet Quintet K581, Thea King, Jeffrey Tate, Gabrieli String Quartet, and English Chamber Orchestra, Hyperion
Tschaikovsky, Ballet Suites, Rostropovich, Berlin Philharmonic Orchestra, Deutsche Grammophon
Verdi, La Traviata, Gheorghiu, Lopardo, Nucci, Covent Garden, Solti, Decca
Five books that every student should read
The Elements of Style, Strunk and White
The Art of Statistics: Learning from Data, David Spiegelhalter
TED Talks: The Official TED Guide to Public Speaking, Chris Anderson
Factfulness, Hans Rosling
Calling Bullsh*t, Bergstrom and West
Four reference books
Robert's rules of order
Roget's Thesaurus
Mostly harmless econometrics, Angrist and Pischke
Publication Manual of the American Psychological Association
Five books
Genome, Matt Ridley
Prisoners of Geography, Tim Marshall
21 Lessons for the 21st Century, Yuval Noah Harari
Enlightenment Now, Steven Pinker
Guns, Germs, and Steel, Jared Diamond
Five places
Coral reefs in Aqaba
Niger river in Timbuktu
Life starts at 20 knots
Angkor Wat
Kilimanjaro
Four continents
Europe
Os Maias
Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico
Memorial do Convento
La plaça del diamant
La catedral del mar
La ciudad de los prodigios
Victus 1714
I promessi sposi
Il nome della rosa
Il gattopardo
Senso
Death in Venice
Ladri di Biciclette
Memoires d'Hadrien
My name is red
The Janissary tree
Perfume
Madame Bovary
L'Oeuvre au noir
Buddenbrooks
Germany: Memories of a Nation*
Medea
The Firebrand
La Chartreuse de Parme
War and Peace
The Radetzky march
The volcano lover, and Tosca
Ivan the Terrible
La vita è bella
Amélie
Cinema Paradiso
Il Postino
Cuore
Dial M for Murder
Underground
Embers (candles burn until the end)
Yes Minister
Babette's Feast
La Reine Margot
Delicatessen
The Grand Inquisitor*
La sombra del viento
Dubliners
Stellar Moments of Humankind*
Africa
Shadow of the sun*
Casablanca
Une si longue lettre
Out of Africa
A rainbow in the night
La Peste
The Alexandria Quartet
Miramar
Cairo Trilogy
Midaq Alley
Asia
Creation
Samarcanda
Freedom at midnight
Lawrence of Arabia
Four reigns
The killing fields
L'odeur de la papaye verte
L'amant
Wild swans
The last emperor
The chinese lake murderers
Rashomon
Little Adventures in Tokyo: 39 Thrills for the Urban Explorer
The old capital
The lunchbox
Kagemusha
Memoirs of a gueisha
Shooting an elephant*
The Great Wall of China*
Shogun
Siddhartha
Taste of cherry
Indochine
Americas
Cien años de soledad
La ciudad y los perros
La tia Julia y el escribidor
LA confidential
Chinatown
The jungle
Little house on the prairie
1776
El hombre que amaba a los perros
Dead poets society
The good, the bad, and the ugly
On the waterfront
Cidade de Deus
To kill a mockingbird
La novela de mi vida
The gift of the Magi*
Ficciones*
October 2026
Romance do dia em que se fazia marmelada (José Carlos Vasconcelos)
E chegava o grande dia,
esse doce ritual
de fazer a marmelada!
Descascada e bem cortada,
a fruta já aguardava
no panelão do costume,
e já da mercearia
do velho senhor Cabral
viera o açúcar branco.
Aceso o fogão de lenha,
começava a pegar o lume.
Minha mãe oficiava
com um vasto instrumental
que na mesa se dispunha:
tabuleiros e tigelas,
facas, pesos e medidas,
mais o papel vegetal
— enquanto pelas janelas
entrava o sol sem cortinas.
Cozida a fruta e passada,
o mesmo peso de açúcar
então se lhe acrescentava
— e tudo voltava ao lume.
Poucos minutos depois,
de começar a ferver,
já se sentia o perfume,
e a face da marmelada
num leve ruborescer
de envergonhada pequena,
ia ficando rosada,
ia ficando morena,
bonita que nem vos conto:
um quarto de hora bastava
e ei-la chegada ao ponto.
Bem cheiinhas as tigelas
da marmelada bem quente,
num enorme tabuleiro
se levavam para a sala.
E de salto, de repente,
atraídas pelo cheiro,
era enorme o corropio
de tantas, tantas abelhas,
como atacadas de cio
em nuas rosas vermelhas.
Apenas quando não quente,
sem se comer à colher,
com um papel vegetal
passado por aguardente
(seja lá isso o que for)
com cuidado se cobria
para evitar o bolor.
Despenhavam-se as abelhas,
dizia, sobre as tigelas,
róseas disputadas taças,
e havia um qualquer segredo,
escondidas ameaças,
no morse dos seus zumbidos
— e eu tinha tanto medo…
Até que, breve, lá fora,
e também nos meus sentidos,
a tarde chegava ao fim.
Recolhiam as abelhas
e o silêncio, sem demora,
se apossava do jardim,
do tanque, da grande sala
onde a marmelada agora
— e tudo em seu redor, tudo —
resplandecia na noite
e no meu olhar miúdo.
Ladravam os cães ao longe,
minha mãe guardava as pratas
e meu pai fechava as portas
— era a hora de deitar.
E logo de manhãzinha
(a derradeira «ciência»)
ao sol ficaria exposta
na varanda da cozinha
a marmelada, bem cedo,
até ganhar consistência.
E voltavam as abelhas.
Porém, singular mistério
— eu já não sentia medo.
Pequeno Poema (Sebastião da Gama)
Liberdade querida e suspirada (Bocage)
Balada de Neve (Augusto Gil)
Sísifo (Miguel Torga)
Flaubert's Parrot (Julian Barnes)
Todos Os Homens São Maricas Quando Estão Com Gripe (António Lobo Antunes)
Esta é a madrugada que eu esperava (Sophia de Mello Breyner Andresen)
Carta de Pêro Vaz de Caminha (1500)
Eneida (Vergílio)
U.S. Declaration of Independence (1776)
Bhagavad-gita 2.47-2.49
Os Maias (Eça de Queirós)