Filosofia - A essência do Jiu-Jitsu
O Jiu-Jitsu é a arte de quem não desiste.
Suave na técnica, implacável na vontade.
No Jiu-Jitsu, você não perde. Ou você vence, ou você aprende.
O Jiu-Jitsu é a arte de quem não desiste.
Suave na técnica, implacável na vontade.
No Jiu-Jitsu, você não perde. Ou você vence, ou você aprende.
O tatame nunca mente.
Finalize seu ego antes de finalizar seu oponente.
A faixa só cobre 2% do seu corpo. O resto é você que tem que cobrir com atitude.
Jiu-Jitsu não é sobre ser melhor que o outro. É sobre ser melhor do que você era ontem.
Posição antes da finalização. Paciência antes da guerra.
O termo Ju-Jutsu significa "arte suave" - Ju (suave, flexível) + Jutsu (arte, técnica).
Surgiu no Japão feudal, há mais de 700 anos, como um método de combate dos samurais para lutar desarmado quando perdiam a espada. Era brutal, focado em torções, estrangulamentos e quebras para matar o oponente com armadura.
Com o fim da era dos samurais, o Ju-Jutsu quase desapareceu. Foi quando Jigoro Kano pegou as técnicas mais eficientes, removeu os golpes mortais e criou o Judô em 1882. O Judô era a versão esportiva, segura e educativa do Ju-Jutsu antigo.
O Japão queria expandir o Judô para o mundo e enviou seus melhores lutadores. Um deles foi Mitsuyo Maeda, conhecido como Conde Koma. Faixa preta de Judô, invicto em desafios no mundo todo.
Em 1914, Maeda chega a Belém do Pará. Ele fazia lutas de desafio em circos e teatros para provar a eficiência da arte.
Na plateia estava um jovem de 14 anos: Carlos Gracie. Carlos ficou fascinado. A partir de 1917, ele se tornou aluno direto de Maeda.
Carlos aprendeu tudo com Maeda e levou a arte para o Rio de Janeiro. Em 1925, abriu a primeira Academia Gracie.
O irmão mais novo dele, Hélio Gracie, era franzino, tinha 65kg e não conseguia executar as técnicas que exigiam força. Então Hélio começou a adaptar tudo. Ele trocou força por alavanca, por timing, por uso da guarda. Criou um Jiu-Jitsu novo, onde o fraco podia vencer o forte.
Nascia o conceito que mudou tudo: a luta de chão.
Para provar que funcionava, os Gracie lançaram o famoso Desafio Gracie: lutavam contra qualquer um, de qualquer arte marcial, sem regras. Carlos e principalmente Hélio lutaram contra capoeiristas, boxeadores, lutadores de luta-livre. E venceram quase todos.
Foi ali que criaram os pilares do Jiu-Jitsu brasileiro:
Levar para o chão
Controlar a posição
Finalizar
Década de 90 - O choque mundial. O filho de Hélio, Rorion Gracie, foi para os EUA e criou o UFC 1 em 1993. A ideia era colocar o Jiu-Jitsu contra todas as artes. Ele colocou seu irmão magro, Royce Gracie, para lutar. Royce, com 80kg, finalizou todos, muito maiores que ele. O mundo ficou em choque.
Da noite para o dia, todo mundo quis aprender Jiu-Jitsu.
Depois disso:
1994: É criada a CBJJ / IBJJF por Carlos Gracie Jr., organizando as regras, faixas e competições.
2000 em diante: O Jiu-Jitsu vira o esporte que mais cresce no mundo. Vira base obrigatória para o MMA e esporte olímpico em discussão.
Japão (Séc. XV) -> Judô de Jigoro Kano (1882) -> Mitsuyo Maeda (1914 no Brasil) -> Carlos Gracie aprende -> Hélio Gracie adapta e cria o BJJ -> Família Gracie prova no Vale-Tudo -> UFC 1 (1993) -> Jiu-Jitsu Mundial
Hoje o que a gente chama de Jiu-Jitsu no Brasil é na verdade o Brazilian Jiu-Jitsu (BJJ), considerado a arte marcial mais eficiente do mundo em luta corpo a corpo. E ironicamente, os japoneses hoje chamam o nosso Jiu-Jitsu de "Gracie Jiu-Jitsu" para diferenciar do Ju-Jutsu antigo deles.
O Jiu-Jitsu saiu do campo de batalha dos samurais para virar estilo de vida