Depois de muitos anos vivendo neste Planeta, hoje estou conseguindo pôr em ação alguns de meus sonhos. Entre eles, escrever mais e lançar meus livros.
Nós, que escrevemos, ao praticar esta ação queremos ser lidos, essa é a ideia, porque temos algo de muito precioso a dizer. Não porque saibamos ou sejamos mais do que alguém, mas ao contrário, quando falamos de nossas angústias, frustrações, desejos e fantasias, temos em mente que talvez possamos afetar outras almas que precisam ler aquilo, ouvir o que foi dito, bem como precisamos nós ler/ouvir de outrem. Somos seres de linguagem e relacionais e, como tais, nosso pensamento, nosso discurso, nossa fala afeta o outro e por ele é afetado.
Comecei o movimento de atender pessoas, depois de ministrar anos e anos de aulas de língua portuguesa, aqui e pelo mundo, e descobri que apenas poderia ajudá-las a “sair do zero” (apesar de ninguém estar nele), a enxergar seus próprios modos de funcionamento que as prejudicam de seguir adiante razoavelmente bem. Minha premissa é que falhamos, e podemos falhar de novo para assim poder falhar melhor, ou menos pior, como queiram.
Acredito que como seres humanos escorregamos em muitas armadilhas (por vezes criadas por nós mesmos), e o aprendizado acontece paulatinamente para uns e muito rapidamente para outros. É nossa singularidade e abertura para o novo que pode apontar como poderemos ultrapassar os desafios da vida. A mudança de nossas narrativas e, portanto, de nossas perspectivas, nosso modo de ver o mundo (costumo dizer “olhar com olhos livres”) requer muito empenho, elaboração, ensaio e reestruturação, uma boa dose de reescrita de nós mesmos. Isso pode facilitar uma mudança de ponto de vista, um deslocamento, uma transformação real e CONSTANTE, pois nada é estanque nem definitivo nesta vida.
A literatura, a narrativa de ficção, entra aí como uma chave mestra para abrir as portas do que desconhecemos de nós mesmos ou do que precisamos desconhecer ainda mais, pois mudamos a cada dia. Renascer é palavra de ordem quando se pretende estar vivo.
Este vídeo foi especialmente feito para você saber um pouco mais de mim e da Florbela.
Agradecimento especial a Fatima de Kwant, Sandra Souza e seu filho, Betty Monteiro, Pablo e Verônica, Fabian Laszlo, e outros tantos amigos, amigas e leitores.
Marcus Petry e eu na EXPOTEA para lançamento de livro.
Em entrevista na Rádio Mais Brazil, em Londres, conversando com a jornalista Laura Arruda sobre o livro da Florbela e sobre relacionamentos abusivos e tóxicos, autoestima, compulsões, modos de sair do pensamento automático que nos habita e viver um pouco melhor.
Agradecimento especial também a Vanessa Bentley.