Definição e Aplicação
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), "a biossegurança é uma abordagem estratégica e integrada para analisar e gerenciar os riscos relevantes para a vida e a saúde humana, animal e vegetal e os riscos associados para o meio ambiente, que está baseada no reconhecimento dos vínculos críticos entre setores e na possibilidade de que as ameaças se movam dentro dos mesmos e entre eles com consequências para todo o sistema".
Como a variedade de riscos em laboratórios é muito ampla, e são inúmeras as causas para ocorrência de acidentes nos laboratórios, foram listadas instruções de segurança a todos que frequentam este ambiente.
Todo profissional no trabalho laboratorial deve ter o conhecimento de biossegurança, a ser sensibilizado quanto aos riscos ocupacionais que estão expostos em seu dia a dia, para que os mesmos se conscientizem e possam se prevenir, usando medidas de controle e proteção contra os riscos.
No MANUAL DE BIOSSEGURANÇA UNIASSELVI, o polo encontrará informações essenciais para manter o ambiente do laboratório de Enfermagem apropriado para as práticas acadêmicas, levando em conta além da biossegurança, espaço apropriado para aprendizagem relacionando teoria e prática.
Normas de uso de laboratório
Normas de laboratório são essenciais para segurança e eficiência científica. A impressão e colocação de folhetos na entrada do laboratório são cruciais para garantir a conformidade e reforçar constantemente a importância do cumprimento dessas normas, contribuindo para um ambiente de trabalho seguro e organizado.
Procedimento para higienização e desinfecção das mãos
A higienização das mãos é essencial para a prevenção de infecções e a manutenção da saúde. O procedimento pode ser realizado com água e sabão ou com álcool 70%, dependendo do nível de sujeira das mãos.
Protocolos e documentação obrigatória a serem verificados pelo polo
1º Passo - Consulta à Vigilância Sanitária
O polo deve dirigir-se à Vigilância Sanitária do município, para verificar qual a documentação / licenças exigidas para o funcionamento do Laboratório.
É importante salientar no atendimento:
o Laboratório terá uso exclusivo para condução de atividades pedagógicas presenciais;
Não realizará atendimentos externos com comercialização das atividades, mesmo que em caráter simbólico;
As atividades realizadas terão cunho estritamente no âmbito do processo de ensino-aprendizagem.
2º Passo - Providências documentais
Os documentos solicitados serão específicos de cada localidade, mas o Polo deve considerar:
Alvará de Funcionamento;
AVCB - Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros,
Licença Sanitária (opcional do Município);
Documentos complementares, de acordo com a legislação local.
O polo deve atuar no preparo destes documentos, evidências e possíveis adequações de Infraestrutura para legalizar a atividade que será desempenhada. Estas providências tornarão o polo apto para solicitação da licença sanitária (se obrigatória). Em caso de dificuldades neste processo, consulte seu contador ou empresa especializada para apoio documental no licenciamento.
3º Passo - Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde - PGRSS
Elaboramos um modelo de Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) para que o polo possa preencher e adaptar conforme sua realidade e o Manual de Segurança em Laboratórios para orientações referente o Laboratório de Ensino.
Recomendamos que o polo consulte a Vigilância Sanitária local para obter orientações específicas sobre a elaboração do PGRSS, documento que define a destinação correta dos resíduos gerados nas atividades, conforme sua classificação e periculosidade.
4° Passo - Contratação da empresa de coleta seletiva
Para o transporte dos resíduos de saúde, que são gerados durante as aulas práticas dos cursos de Biomedicina e Farmácia, o polo deve:
Verificar se o município tem disponível este serviço ou contratar empresa especializada para o transporte e destino correto dos resíduos.
*Os dados da empresa responsável pela coleta dos resíduos, seja ela municipal ou privada, deverão constar no Plano de Gerenciamento de Resíduos, o qual é preenchido com as informações do polo
Gestão de Resíduos
Coletor de Material Perfurocortante - 7 litros
Os materiais perfuro cortantes são classificados como resíduos do Grupo E, sendo dispositivos capazes de cortar ou perfurar, penetrando na pele e podendo causar infecções com a transmissão de vírus das hepatites B e C e HIV.
O Coletor para Perfurocortantes é utilizado para o descarte correto de lâminas de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas, pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas; tubos capilares; ponteiras de micropipetas; lâminas e lamínulas; espátulas; e todos os utensílios de vidro quebrados no laboratório (pipetas, tubos de coleta sanguínea e placas de Petri) e outros similares, sendo fundamental para evitar acidentes, contaminações, além de ajudar a amenizar os impactos causados no meio ambiente.
Coletor de Resíduo Infectante
O Tutor e o Auxiliar de laboratório devem ter o conhecimento da classificação dos resíduos, conforme resolução ANVISA/ RDC 222, de 28 de março de 2018, que regulamenta as Boas Práticas de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde.
Dentro do Laboratório de Enfermagem teremos resíduos do Grupo A - Infectantes, que são resíduos com a presença de agentes biológicos. A sua identificação é descrita pelo símbolo de substância infectante, com rótulos de fundo branco, desenho e contornos pretos.
Os resíduos do Grupo A devem ser acondicionados em lixeiras de 30 L envoltas por sacos BRANCOS, e identificadas com o símbolo universal de risco biológico. Há um lacre próprio para o fechamento, sendo terminantemente proibido esvaziar ou reaproveitar os sacos. A substituição do saco ocorrerá quando forem atingidos 2/3 de sua capacidade, e pelo menos uma vez a cada 24 horas.
Antes das práticas, identificar os reagentes que serão utilizados;
Dispor na capela os descartes correspondentes aos produtos químicos que serão usados;
Na identificação dos recipientes de descarte deve conter:
Nome de grupo (A, B, C, etc.);
Reagentes que podem ser descartados;
Data inicial do uso.
Ao final do encontro presencial os frascos devem ser fechados, limpos e transportados até a sala de reagentes, com auxílio da cesta de transporte de reagentes;
Ao completar 2/3 do volume do recipiente, o mesmo deve ser fechado e inutilizado. Com isso um novo frasco deve ser disponibilizado e identificado com as mesmas informações do anterior;
Manter os recipientes de descarte na sala de reagentes, até que a empresa de coleta de resíduos especializada faça a retirada, conforme cronograma combinado com o polo.
Responsável pela aquisição: SEDE
Extintor
A presença do extintor em ambientes com riscos de incêndios é imprescindível para a segurança, além disso deve-se respeitar o tipo adequado para cada necessidade. Obedeça o tipo de extintor sugerido pela inspeção do Corpo de Bombeiros.
É crucial uma sinalização clara e acesso fácil aos extintores, para garantir a eficácia na resposta de situações de emergência. Os símbolos precisam estar visíveis, com cores contrastantes e posicionamento estratégico.
O item ainda precisa apresentar selo do INMETRO e ter inspeções periódicas. Nessas inspeções deve-se verificar a integridade do cilindro, seu carregamento (manômetro cheio) e validade.
Responsável pela aquisição: POLO
Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)
Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são essenciais em laboratórios para proteger os profissionais contra substâncias nocivas e agentes infecciosos, reduzindo riscos de lesões e garantindo um ambiente de trabalho seguro e produtivo. Seu uso correto é crucial para a saúde dos tutores e estudantes, e é obrigatória a sua utilização no ambiente do Laboratório de Enfermagem .
Os EPIs fazem parte do Kit do Aluno, porém, os itens ao lado devem estar disponíveis no Laboratório para uso do tutor.
Responsável pela aquisição: POLO
Kit e Procedimentos de Primeiros Socorros para Acidentes com Reagentes Químicos
O Laboratório Prático de Enfermagem deve dispor do Kit de Primeiros Socorros, cuja aquisição é de responsabilidade do polo.
Kit primeiros socorros para cortes e perfurações.
Responsável pela aquisição: POLO
Prevenção e Resposta a Acidentes
Perfurocortantes
Consulte a Secretaria Municipal de Saúde para informações referente ao “protocolo para acidentes biológicos e perfuro cortante”.
Oriente sua equipe de acordo de com as ações definidas no protocolo. É importante que todos os colaboradores saibam como agir em caso de acidentes.
Medidas de prevenção:
1 - Lave as mãos frequentemente, para prevenir risco de transmissão de microrganismos; o uso das luvas não descarta a necessidade de lavar as mãos;
2 - Utilize todos os EPIs indicados;
3 - Mantenha a máxima atenção durante a manipulação de materiais deste tipo;
4 - Jamais utilize os dedos como anteparo durante o uso de materiais cortantes;
5 - Mantenha os perfurocortantes afastados do corpo durante seu uso;
Respostas aos acidentes:
1 - O primeiro socorro é muito importante para evitar infecções e complicações;
2 - Se possível, lave o ferimento;
3 - Pressione o local com pano úmido até diminuir o sangramento (de 5 a 10 minutos);
4- Procure socorro médico imediatamente;
Inflamáveis
Medidas de prevenção:
1 - Ofertar treinamentos e orientações de segurança contra incêndios e manuseio de equipamentos elétricos, gás e outros itens inflamáveis;
2 - Tenha sempre, em fácil acesso, extintor de incêndio adequado para o ambiente (Classe );
3 - Sistemas de exaustão e ventilação limpos e operacionais para reduzir o acúmulo de gordura, que pode ser inflamável;
4 - Utilização de EPIs adequados;
5- Rotas de fugas e simulações de evacuação para familiarizar a equipe em casos de incêndio.
Respostas aos acidentes:
1 - Quando o fogo invadir um recipiente, abafe com uma tampa ou toalha, a modo de impedir a entrada de ar;
2 - Quando o fogo atingir a roupa de alguém algumas técnicas são possíveis:
Levá-la para debaixo do chuveiro;
Evite correr, pois isso aumenta a entrada de ar que alimenta as chamas mais intensamente. Caso isso ocorra, oriente a pessoa a rolar no chão, ou a abrace com um cobertor/toalha para abafar o fogo, sem cobrir seu rosto, para não a sufocar com gases;
Caso seja mais rápido, pode-se usar o extintor de CO2.
3 - Evacue as pessoas presentes, sem usar elevadores, fechando as portas que ficam para trás sem trancá-las;
4- Desligue equipamentos e feche saídas de gás, se possível;
5- Quando houver muita fumaça, procure se mover de modo a se esquivar do nevoeiro, cobrindo o rosto com o braço;
6- Após o uso do extintor, comunicar aos responsáveis para providenciar o recarregamento.
VLIBRAS
VLibras
É uma plataforma gratuita desenvolvida pelo governo brasileiro para promover a acessibilidade de pessoas surdas. A ferramenta traduz automaticamente conteúdos digitais, como textos, áudios e vídeos, para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), facilitando a comunicação e o acesso à informação.
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