Marina Baumel fez uma bolsa para carregar a máquina de costura dela e deu vida a um negócio
Marina Baumel fez uma bolsa para carregar a máquina de costura dela e deu vida a um negócio
A artesã começou na área com o propósito de confeccionar as próprias roupas, mas descobriu pela reação das amigas a oportunidade de criar uma marca
Por Maria Pohler, Camila Basten e Gabriela Sanches
Marina Baumel jamais imaginou que uma simples bolsa de algodão, feita às pressas para carregar sua máquina de costura, seria o ponto de partida de um novo caminho profissional.
Artesã e fundadora da marca Marina B Bolsas Artesanais, ela começou sua trajetória na área ao fazer um curso de corte e costura com o objetivo inicial de confeccionar as próprias roupas. Mas, ao fazer a sua primeira bolsa, percebeu que ali havia um potencial que ia além do uso próprio.
A reação das amigas foi imediata, os pedidos foram se acumulando: necessaires, bolsas para notebooks e conjuntos sob encomenda. Aquilo que havia começado como algo para uso próprio logo se expandiu. Conversando com colegas e clientes, ela descobriu o circuito de feiras e exposições de artesanato e resolveu participar. “Eu comecei a ver que existe esse mundo das feiras e das exposições, aí pensei: ‘Vou vender’”, contou.
O ateliê de Marina funciona até hoje na sala da casa dela. A rotina é puxada: além de empreendedora, ela também trabalha em horário comercial como secretária executiva. “É complicado, claro. A produção fica muito mais apertada quando tem os eventos e as feiras, mas você acaba fazendo à noite e no fim de semana”, relata
Marina realiza todos os processos de confecção das bolsas, desde o desenho, o corte e a costura das peças, até a venda, o marketing e a organização para as feiras. Isso inclui também, lidar com as limitações de aquisição de materiais em pequenas quantidades. Como não compra direto da fábrica, é comum que precise explicar para as clientes que certos tecidos não estão mais disponíveis
Ao refletir sobre sua trajetória, Marina reconhece que o mais importante foi ter começado, mesmo com receios. E é justamente esse o conselho que ela deixa para quem pensa em empreender, mas ainda sente medo de sair do lugar: “Faça. Experimente, teste com pequenas coisas. Não precisa se jogar inteiro. Coloca a pontinha do pé, não precisa se jogar inteiro para depois se assustar. Mas faça. Vá atrás. Esse fazer traz o movimento.”, finaliza.