Desirée Betenheuser decidiu criar a própria marca de roupas para fazer tudo do seu jeito
Desirée Betenheuser decidiu criar a própria marca de roupas para fazer tudo do seu jeito
Estudante de moda, ela realiza todas as etapas de criação, produção e desenvolvimento da Dede. Além disso, também é dona do Dedecentius, uma loja de acessórios feitos com materiais reaproveitados
Por Pedro Ferreira
Apaixonada por moda desde cedo, Desirée Betenheuser encontrou no empreendedorismo uma forma de criar sem restrições e viver do jeito que sempre sonhou. Estudante de Design de Moda na Universidade Positivo, ela passou anos trabalhando como CLT em lojas e acompanhando o ritmo acelerado do varejo. Aos 24 anos, decidiu que era hora de fazer tudo do seu jeito, sem chefes, sem horário fixo e sem lugar físico. Assim nasceu a Dede, uma marca autoral, construída aos poucos, com propósito e liberdade.
Natural de Curitiba, Desirée toca a marca sozinha, sem funcionários. Da criação à produção, tudo passa por suas mãos, mas conta com o apoio de colegas e amigos próximos quando a rotina aperta. Dentro da Dede, criou também o Dedecentius, uma espécie de holding onde reúne suas ideias, acessórios, bijuterias e projetos paralelos. O upcycling virou ponto de partida, reaproveitando materiais e peças descartadas, unindo criatividade, sustentabilidade e estética urbana. Mesmo enfrentando dias em que pensou em desistir, ela sonha em viver da própria criatividade e manter distância de empregos tradicionais.
Hoje, Desirée encara o desafio de equilibrar gastos e lucros, gastando mais do que recebe, enquanto se esforça para manter o sonho de pé. O maior obstáculo não é só financeiro, mas emocional: resistir, criar e acreditar. Sem ponto fixo ou rotina padrão, ela faz da liberdade sua bandeira, e cada peça carrega a vontade de construir uma história própria, fora do script.