Alfajor da Menina: como Rosane Cadena transformou um doce universitário em um negócio de sucesso
Alfajor da Menina: como Rosane Cadena transformou um doce universitário em um negócio de sucesso
A jornalista que deixou o CLT atende principalmente empresas que compram os produtos para os funcionários como presente
Por Maria Pohler, Camila Basten e Gabriela Sanches
O que começou como uma renda extra durante a faculdade se transformou em um negócio sólido e promissor. Rosane Cadena, de 34 anos, é a fundadora do Alfajor da Menina, uma marca curitibana que se consolidou no mercado de confeitaria
Formada em jornalismo, ela aprendeu a fazer alfajor com uma amiga da casa que dividia, ainda na época da graduação. Sem grandes pretensões, vendia para colegas e conhecidos. Mas mesmo após se formar os pedidos continuaram, e foi aí que ela percebeu que havia algo maior naquele doce artesanal.
Depois de oito anos trabalhando em marketing e comunicação como CLT, Rosane decidiu fazer uma transição de carreira. Pediu demissão e mergulhou no empreendedorismo. Nos últimos quatro anos, ela se dedicou exclusivamente ao Alfajor da Menina. O negócio cresceu tanto que ela precisou montar um ateliê e contratar uma equipe. São quatro funcionárias na produção, além de um motorista e dois motoboys. A estrutura profissional reflete a seriedade com que ela conduz a empresa, mas nem sempre foi assim. “Eu nunca tinha empreendido, não sabia nada de gestão. Tive que aprender tudo na prática”, conta.
Entre os maiores desafios, Rosane destaca a gestão de pessoas — especialmente no começo, quando precisou contratar sem ter experiência. Mesmo com as dificuldades, conseguiu formar um time fiel, que está com ela desde os primeiros passos do ateliê. Outro grande aprendizado foi sobre o tempo: ao contrário do que imaginava, empreender não significou mais horas livres, mas sim maior envolvimento com todas as áreas do negócio. “Achei que ia ter mais tempo pra mim, mas vi que ser a própria chefe também significa carregar toda a responsabilidade”, afirma.
Hoje, o Alfajor da Menina atende principalmente o setor corporativo, com encomendas personalizadas para datas comemorativas como Dia das Mães, Páscoa e Natal. A escolha desse nicho aconteceu de forma natural e se mostrou estratégica: o produto artesanal e de alta qualidade conquistou empresas que desejam presentear seus colaboradores de forma afetiva e diferenciada. “Ainda não atuamos no varejo, mas estamos firmes nesse caminho do corporativo, que é onde queremos crescer”, diz Rosane.
Para quem sonha em empreender, Rosane deixa um conselho direto: não desistir no primeiro tropeço. “Muitos empreendedores desistem quando algo dá errado, mas errar faz parte. O importante é entender o que não funcionou, ajustar e seguir em frente”, diz. Ela também reforça a importância de buscar conhecimento, principalmente na área de gestão, e de acreditar no próprio potencial. O sucesso, segundo ela, não vem de sorte — mas de consistência, aprendizado e muito trabalho.