Os gráficos revelam informações preocupantes sobre a população em situação de rua. O primeiro gráfico indica que 68% desse grupo é composto por pessoas negras ou pardas, evidenciando uma forte desigualdade racial nesse contexto. O segundo gráfico mostra que 87% da população de rua é composta por homens, destacando uma predominância masculina que pode refletir questões sociais e econômicas específicas. Juntos, esses dados apontam para a intersecção entre raça e gênero nas vulnerabilidades enfrentadas por essa população.
Os gráficos adicionais oferecem um panorama ainda mais detalhado da população em situação de rua, revelando que a maioria é composta por homens jovens que estão há pouco tempo nessa condição, com quase 50% deles vivendo nas ruas por menos de um ano. As principais causas que levaram a essa situação incluem questões socioeconômicas, sendo os problemas familiares os mais recorrentes, representando 44% dos casos. O desemprego surge em seguida, com 38%, e a perda de moradia contabiliza 24%. Além disso, 28% enfrentam problemas relacionados ao abuso de drogas.
Esses dados não apenas refletem a vulnerabilidade dessa população, mas também evidenciam a desigualdade social que permeia nossa sociedade. A predominância de jovens que estão há pouco tempo na rua sugere que, se recebidos adequadamente, com oportunidades de emprego e suporte social, muitos poderiam reverter essa situação e reconstruir suas vidas. Investir em políticas públicas que atendam a essas necessidades é crucial para combater a exclusão social e oferecer um futuro mais digno a esses indivíduos.
Fonte: https://www.gov.br/mdh/pt-br/navegue-por-temas/populacao-em-situacao-de-rua/publicacoes/relatorio-201cpopulacao-em-situacao-de-rua-diagnostico-com-base-nos-dados-e-informacoes-disponiveis-em-registros-administrativos-e-sistemas-do-governo-federal201d