Ao caminhar pelas ruas de Florianópolis ou ao parar em uma sinaleira, torna-se evidente um problema social que afeta inúmeras cidades ao redor do mundo: a presença crescente da população em situação de rua. Esse fenômeno, profundamente enraizado, é resultado de uma combinação de fatores complexos, como o desemprego, a escassez de moradias acessíveis, questões relacionadas à saúde mental, além de dependência química.
Entre os principais problemas enfrentados por essas pessoas estão a falta de moradia, o acesso limitado a serviços de saúde e a dificuldade de inserção no mercado de trabalho. A crise econômica, agravada por fatores como a pandemia, contribuiu para o aumento do desemprego e, consequentemente, para a ampliação do número de pessoas vivendo nas ruas. E o município de Florianópolis e um dos mais afetados, nos últimos levantamentos a cidade conta com 2.287 moradores de rua, tornando se a 9º cidade com maior numero de população em situação de rua.
Além disso, as condições de higiene e segurança são precárias. Muitos moradores de rua enfrentam diariamente situações de violência, assédio e discriminação, o que agrava ainda mais sua situação. A falta de abrigos adequados e programas de assistência social eficientes dificulta a recuperação e reintegração dessas pessoas à sociedade.
A cidade tem iniciativas para lidar com esse problema, como abrigos temporários e programas de apoio, mas a demanda ainda é muito maior do que a oferta. A conscientização da população local sobre a realidade dos moradores de rua é fundamental para promover ações de solidariedade e buscar soluções efetivas.
Abordar a questão dos moradores de rua em Florianópolis requer um esforço coletivo, envolvendo não apenas o poder público, mas também a sociedade civil e organizações não governamentais. A construção de uma cidade mais inclusiva passa pela compreensão e respeito às necessidades e direitos dessas pessoas, visando um futuro em que todos tenham acesso a dignidade e oportunidades.