SEGUNDA-FEIRA
Simpósio 1 - MATERIAIS DIDÁTICOS E EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA NO BRASIL: REFLEXÕES, PRÁTICAS E POSSIBILIDADES (online, 01/06/2026, segunda-feira, 15h)
Este simpósio quer acolher pesquisas básicas e aplicadas que investiguem questões relativas à elaboração e ao uso de materiais didáticos para a educação linguística crítica e decolonial no Brasil. Tendo em vista que os discursos constroem as sociedades (Bakhtin, 1972), a educação linguística crítica e decolonial pode exercer relevante papel para reconfigurar paradigmas e ideologias colonialistas que ainda perduram no cenário educacional brasileiro, assim como para reestruturar discursos que fortaleçam valores e princípios éticos, morais e democráticos, e também fomentar práticas de empatia, solidariedade, cooperação, coexistência e diálogo interfé (Kwok, 2012). Por serem instrumentos pedagógicos tão importantes no sistema educacional brasileiro (Libâneo, 1994), estes precisam estar sob constante escrutínio, uma vez que podem ser usados por docentes para exemplificar, demonstrar e elaborar a decolonialidade como prática (Walsh, 2018). Por dialogarem com a realidade externa ao espaço educacional formal, também podem questionar discursos hegemônicos e opressivos em meio aos conteúdos selecionados no currículo escolar, e, desse modo, desdobrar educação linguística comprometida com a vida, a justiça, a democracia e o equilíbrio ecológico. Nessa esteira, este simpósio quer congregar investigações – finalizadas ou em andamento – que problematizem modelos coloniais de materiais didáticos e as implicações de elaboração e implementação de materiais didáticos outros que subsidiem práticas pedagógicas de educação linguística crítica e decolonial na área de linguagens no Brasil em diversos níveis, etapas e modalidades de educação, incluindo EJA, Educação do Campo, educação indígena, assim como práticas de educação bilíngue e multilíngue. Como objetos em constante reelaboração, suas propostas teórico-metodológicas precisam tanto dialogar criticamente com o período histórico-social em que se inserem quanto vislumbrar e propor tempos, contextos e territórios comprometidos com a justiça social, a sustentabilidade e a boa qualidade do processo educacional. Assim, são esperadas investigações que discutam os materiais didáticos em seus atravessamentos com os seguintes temas: ecologia, educação ambiental, espiritualidades, saberes indígenas, saberes africanos e quilombolas, justiça social, justiça ambiental, questões de gênero, raça e etnia.
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Trabalhos selecionados:
Título: Entre o verbal e o multimodal: educação linguística multiletrada em livros didáticos de português para migrantes e refugiados no Brasil.
Autoria: Anderson Sousa.
Título: Percursos e aprendizados na elaboração e oferta de um curso e material didático em CLIL e EMI para docentes de uma universidade pública paulista.
Autoria: Lívia Juliani.
Título: Leitura literária no último ano do Ensino Médio: análise de materiais didáticos à luz do Sistema Literário e dos principais documentos orientadores da educação brasileira.
Autoria: Emerson Santos.
Título: Fonética e Fonologia no Ensino Médio: práticas pedagógicas para o desenvolvimento da oralidade em língua inglesa no IFAP Campus Macapá.
Autoria: Elisama Moraes.
Título: Entre o Português Amazônico e o Inglês Escolar: Interlíngua, Inglês como Língua Franca e Formação Técnica em Mineração.
Autoria: Rômulo Novais.
Título: As intersecções entre ensino crítico e mediação linguística em materiais didáticos regionais para o ensino de alemão.
Autoria: Bárbara Almeida.
Título: GRAMÁTICA MUSICAL: O ENSINO DE REGÊNCIA EM LÍNGUA PORTUGUESA COM CANÇÕES EM JOGO DIGITAL.
Autoria: Amanda Borges.
Título: OS GÊNEROS DE DISCURSO NO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA: UMA ANÁLISE BAKHTINIANA DA COLEÇÃO "SE LIGA NA LÍNGUA" (PNLD 2024-2027).
Autoria: Saulo Semann.
Simpósio 2 - TECNOLOGIAS E EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA CRÍTICA EM TEMPOS DE COLONIALISMO DIGITAL (online, 01/06/2026, segunda-feira, 15h)
O conceito de “tecnologia do oprimido” (Nemer, 2021), na esteira do legado de Paulo Freire (1984; 1995), tem possibilitado uma gama de reflexões sobre como moradores de favelas e outros grupos minorizados apropriam-se de múltiplas tecnologias para acesso à informação, aprendizagem e superação de opressões digitais e não digitais. De forma semelhante, a obra “Tecnologia sem-teto" (Barbosa et al., 2025), recém-publicada pelo Núcleo de Tecnologia do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), trata das relações possíveis entre tecnologia e movimentos populares, com uma visão de inovação centrada no povo e construída na luta por soberania digital popular. Essas e outras produções acadêmicas atuais (e.g. Antunes, 2020; Araújo, 2025; Beviláqua et al., 2024; Leffa et al., 2020) têm em comum um olhar crítico sobre a tecnologia para a emancipação/libertação e, portanto, servem à agenda de pesquisa da Linguística Aplicada (LA) crítica e indisciplinar, que se preocupa com questões político-sociais em que a linguagem mostra-se fundamental. Nesse sentido, o colonialismo digital - entendido como forma de usar as tecnologias digitais para dominação política, econômica e social de nações, especialmente as do Sul-Global por potências estrangeiras, notadamente lideradas pelos EUA, onde residem as grandes Big Techs agrupadas pela sigla GAFAM (Google, Apple, Facebook/Meta, Amazon, Microsoft) e exercendo o controle sobre a infraestrutura, a monetização da vida digital e dos dados dos usuários (Kwet, 2024) - torna-se uma pauta urgente para os estudos da LA brasileira (Costa; Radín, 2024). A partir desses princípios, com o presente simpósio, buscamos discutir as possibilidades de uma educação linguística crítica e libertadora em conexão com a referida concepção de tecnologia, sem descuidar de tópicos importantes, como a popularização da Inteligência Artificial (IA) generativa, o impacto das big techs no Sul Global, a necroalgoritmização e os desafios da formação docente. Portanto, almejamos reunir educadores e pesquisadores que investigam algum dos eixos temáticos a seguir: 1) abordagens críticas e emancipatórias na educação linguística mediada por tecnologias digitais; 2) Computer Assisted Language Learning (CALL) e Mobile Assisted Language Learning (MALL); 3) IA generativa no ensino de línguas; 4) colonialismo digital à luz da LA; 5) (co)autoria de materiais didáticos digitais e Recursos Educacionais Abertos (REA); e 6) plataformização da educação linguística. As propostas metodológicas esperadas incluem estudos de caso, pesquisas narrativas e cartográficas, pesquisa-ação, netnografias e etnografias virtuais, entre outras. É incentivada a participação de professores de diferentes línguas (português, espanhol, inglês, línguas indígenas, de sinais etc.), em variados vieses (língua materna, adicional, estrangeira, de acolhimento, entre outras), em sinergia com a riqueza e a diversidade linguística do Brasil. O simpósio também busca a participação de pesquisadores de diferentes regiões do país, para contemplar a pluralidade de realidades sociais de acesso e uso de tecnologias, bem como promover diálogos em rede e construções de saberes pertinentes aos múltiplos cenários brasileiros.
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Trabalhos selecionados:
Título: O ChatGPT nas práticas de escrita acadêmica: resultados iniciais de um estudo com graduandos de Letras–Inglês de uma universidade pública.
Autoria: Flávio Augusto dos Santos Pinto (USP); Drª. Marília Mendes Ferreira (USP).
Título: Elaboração de uma sequência formativa para o letramento digital em tempos de Inteligência Artificial: Avanços intermediários,
Autoria: Prof.ª Dr.ª Emily Caroline da Silva (USP); Murilo Teixeira Souza (USP),
Título: ChatGPT, redação do Enem e educação linguística: um triângulo (des)amoroso?
Autoria: Ma. Fernanda Victória Cruz Adegas (UFMS),
Título: Interculturalidade em intercâmbio virtual: contribuições para a formação de estudantes de língua portuguesa e espanhola.
Autoria: Clara Rocha Cardoso dos Santos (USP).
Título: O ChatGPT é neutro? Reflexões sobre a neutralidade da linguagem para a inteligência artificial.
Autoria: Fernanda Victória Cruz Adegas (UFMS); Diogo Burlamaqui (UFMS).
Título: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA COM FOCO EM LETRAMENTO DIGITAL NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA.
Autoria: Geisla Letícia Oliveira da Pureza Santos.
Título: TECNOLOGIA DE ACOLHIMENTO LINGUÍSTICO: O ESTADO DA ARTE.
Autoria: Alan Ricardo Costa (UFRR); Antonia Patrícia da Silva Brito (PPGL-UFRR).
Simpósio 3 - EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA E ENSINO DE LÍNGUAS (online, 01/06/2026, segunda-feira, 15h)
O presente ST visa promover discussões e práticas metodológicas no que se refere ao papel dos elementos fraseológicos e da variação linguística no ensino e na aprendizagem de línguas adicionais, considerando a língua como prática social situada e culturalmente marcada. Desse modo, serão aceitos trabalhos que se dediquem à descrição e ao ensino de unidades fraseológicas como: expressões idiomáticas, colocações, modismos, locuções, frases proverbiais, gírias, clichês, refrões e pragmatemas em diferentes variedades linguísticas, bem como suas implicações em práticas pedagógicas voltadas para o desenvolvimento da competência fraseológica (Corpas Pastor, 1996; Monteiro-Plantin, 2014; Ortiz Alvarez, 2000, 2014; Penádes Martinez, 1999, 2012, 2022; Xatara, 2013). Ademais, o ST acolherá pesquisas relacionadas com o tratamento da variação em materiais didáticos que explorem possibilidades e desafios no ensino de línguas que contribuam para o desenvolvimento da competência variacionista, pautadas no respeito linguístico (Bortoni-Ricardo, 2004; Camacho, 2011; López Morales, 1993; Moreno Fernández, 2000, 2007, 2019), visto que se parte do pressuposto que a competência comunicativa no ensino de línguas não se restringe ao domínio gramatical, mas envolve a capacidade de mobilizar recursos linguísticos de maneira apropriada em diferentes contextos socioculturais, como orienta o Quadro Europeo Comum de Referência para as Línguas (QCER). A fraseologia, compreendida como um conjunto de expressões fixas ou semifixas que compreende posturas e comportamentos dos falantes naturais de uma língua e, portanto, constitui um dos maiores desafios para aprendentes de língua adicionais, especialmente quando associada à variação regional, social e pragmática. Nesse sentido, a abordagem da variação linguística no ensino de línguas contribui para problematizar modelos normativos homogêneos e coloniais e para valorizar a diversidade de usos, o que amplia as possibilidades de participação do aprendiz em práticas comunitárias reais. Almeja-se, por conseguinte, que os participantes compreendam que os estudos sobre fraseologia e variação linguística contribuem para o fortalecimento de práticas pedagógicas que respondam às demandas de uma educação sensível à pedagogia da variação e à diversidade linguística cultural.
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Trabalhos selecionados:
Título: SUGESTÕES INTERVENTIVAS PARA A PROMOÇÃO DA EDUCAÇÃO BILÍNGUE DE SURDOS NO CONTEXTO DA EDUCAÇAO BÁSICA
Autoria: Ma. Thaiana Ferreira dos Santos, docente no Colégio Estadual de Ipiaú ; 2) Martha Daniele Santos, mestranda no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET- RJ); 3) João Vitor Nascimento de Santana, discente na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).
Título: PROPOSTA DE RECURSO EDUCACIONAL COMPLEXO: TRANSDISCIPLINARIDADE E ENSINO DE ESPANHOL.
Autoria: Yara Cruz Machado (UFRR); Alan Ricardo Costa (UFRR).
Título: Educação linguística crítica e mediação pedagógica: a elaboração de uma cartilha digital sobre proteção animal no Ensino Fundamental.
Autoria: Larissa Vargas (UFSM); Vanessa Ribas Fialho (UFSM).
Simpósio 4 - PRAGMÁTICA, MÍDIAS E EMERGÊNCIA DO DISCURSO DE DIREITA: A LUTA PELO SENTIDO (online, 01/06/2026, segunda-feira, 15h)
Segundo Castells (2015), a emoção é fator determinante na compreensão da mensagem construída cujos efeitos variam conforme o contexto de sua recepção. Inserido nesse contexto, o discurso do ódio e as fake News são construções cada vez mais presentes no dia a dia e se apresentam como fatos sociais coadjuvantes da emergência da direita no Brasil e no mundo (FINCHELSTEIN, 2025; FEIERSTEIN, 2019). Por exemplo, o ódio faz parte dos afetos da humanidade, como assinalava Aristóteles; e seu emprego como dispositivo performativo vem adquirindo relevância com diversas finalidades política, social, xenofóbica, bem como ataque a imagem pública etc; por sua vez, as fake News colaboram na disputa de sentidos uma vez que ambos os fenômenos buscam dominar o campo da disputa hegemônica (LACLAU, 2005), que se realiza mediante a constituição de um “outro anômalo” em oposição ao “nós normalizador”. Em consequência, o simpósio objetiva refletir sobre como o sentido da discursividade social, mediadas pelo ódio e as fakes, é construída e dissiminada. Em tal construção, destacaremos o ainda onipresente papel dos meios de comunicação (capas de revistas, redes sociais, textos literários etc). Quanto ao aporte teórico, partimos dos conceitos de polarização ideológica “nós” x “eles” descrita por Van Dijk (2005), e do discurso polêmico (AMOSSY, 2008); dos estudos da teoria dos atos de fala, principalmente no que tange a performatividade (AUSTIN, 1982; RAJAGOPALAN, 2008); para detalhar os mecanismos e os efeitos multiplicadores do discurso do ódio, dos aportes de Ahmed (2015), Kiffer (2019), Gorgi (2019) e Merlin (2019); e, sobre as fakenews Charaudeau (2022). Com este simpósio pretendemos contribuir para o entendimento de como estas estratégias discursivas operam no campo das redes sociais, dos jornais, dos memes etc. e descrever fenômenos sócio discursivos como as comunidades condicionadas de fala, o efeito bolha, as táticas das minorias discursivas intensas e o silenciamento das maiorias e os ‘efeitos eco’, ‘caixa de ressonância’ e ‘bola de neve’ que se (re)produzem nessa comunidades de fala, tratados à luz da teoria linguística, em especial da Pragmática e da Análise Crítica do Discurso.
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Trabalhos selecionados:
Título: AS TÁTICAS DE SILENCIAMENTO E EFEITO ECO NOS DISCURSOS DAS REDES SOCIAIS.
Autoria: Yedda Alves de Oliveira Caggiano Blanco.
Título: PRAGMÁTICA: CARACTERIZAÇÃO DO ÓDIO E A LUTA PELO SENTIDO.
Autoria: Ramiro Humberto Carlos Caggiano Blanco.
Título: Notícias: análise e posicionamentos das fake News.
Autoria: Fabiana Meireles de Oliveira.
Título: Ataques ao STF: uma análise de comentários sobre o julgamento de Jair Bolsonaro.
Autoria: Lucas Willian Oliveira Marciano.
**em razão do fuso horário de Portugal.
Simpósio 5 - ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E DIVERSIDADE LINGUÍSTICA: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS CONTEMPORÂNEAS (online, 01/06/2026, segunda-feira, 13h**)
O ensino de língua portuguesa, seja como língua materna, língua estrangeira ou língua adicional, tem sido atravessado, na contemporaneidade, por contextos educacionais marcados pela diversidade linguística e cultural. Em diferentes níveis e modalidades de ensino, as salas de aula configuram-se como espaços plurais, nos quais coexistem variedades da língua, repertórios heterogêneos, identidades múltiplas e trajetórias formativas diversas, decorrentes de processos sociais, históricos e migratórios. Diante desse cenário, torna-se fundamental repensar práticas pedagógicas que ainda se pautam por perspectivas homogêneas e normativas da língua. Pesquisas no campo dos estudos linguísticos e da educação linguística evidenciam que a diversidade linguística deve ocupar lugar central nas reflexões sobre o ensino de português e a formação docente. Barbosa e Freire (2020) destacam que o reconhecimento do plurilinguismo impacta diretamente as práticas pedagógicas tanto no ensino de português como língua materna quanto como língua estrangeira ou adicional. Nessa mesma direção, Mendes (2015) ressalta que o ensino-aprendizagem de línguas não pode ser dissociado das dimensões culturais e sociais que constituem os usos da linguagem. No âmbito das políticas linguísticas, Müller de Oliveira (2024) aponta que o multilinguismo se relaciona à promoção da cidadania linguística e à valorização da diversidade como princípio ético e educativo. Estudos sobre o ensino de português como língua estrangeira também indicam a importância de práticas que dialoguem com repertórios extraescolares e experiências socioculturais dos aprendizes, ampliando as possibilidades de aprendizagem significativa (Romualdo, 2025). A reflexão sobre a didática do português como língua estrangeira também convoca o reconhecimento de seu caráter pluricêntrico, marcado pela coexistência de diferentes normas nacionais e práticas culturais. Nesse contexto, a mediação linguística e literária configura-se como estratégia didática relevante para promover a compreensão intercultural e o desenvolvimento de competências comunicativas e interpretativas, com destaque para o trabalho com textos literários e criativos, capazes de estimular a reflexão crítica e a empatia (Ramon, 2025). Diante desse panorama, o simpósio “Ensino de língua portuguesa e diversidade linguística: práticas pedagógicas contemporâneas” tem como objetivo promover um espaço de diálogo e intercâmbio entre pesquisadores(as), professores(as) e estudantes interessados(as) nas relações entre ensino de língua portuguesa e diversidade linguística em distintos contextos educacionais. Busca-se reunir contribuições que articulem reflexões teóricas, pesquisas aplicadas e relatos de experiência fundamentados teoricamente, fortalecendo a interlocução entre universidade, escola e outros espaços de ensino-aprendizagem. Serão acolhidos trabalhos que abordem, entre outros temas: ensino de língua portuguesa como língua materna, estrangeira ou adicional; diversidade e variação linguística no contexto educacional; práticas pedagógicas inclusivas e interculturais; políticas linguísticas e ensino de português; formação inicial e continuada de professores para contextos plurilíngues; materiais didáticos e abordagens críticas da língua; mediação linguística e literária; bem como o ensino de português em contextos de migração e mobilidade. Ao reunir diferentes perspectivas teóricas e experiências pedagógicas, o simpósio pretende contribuir para a construção de práticas docentes mais críticas, éticas e socialmente comprometidas.
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Trabalhos selecionados:
Título: Da fala para a escrita: o uso das cartas fonéticas do ALiPE para a compreensão de desvios ortográficos no ensino fundamental II.
Autoria: Edmilson José de Sá.
Título: Quando a norma silencia a diversidade linguística: uma análise crítica das finalidades e objetivos do ensino de Língua Portuguesa em Angola.
Autoria: Lucas Kassoma Bing.
Título: Linguagem e Complexidade na Formação Integral: a interdisciplinaridade no ensino de Língua Portuguesa na EPT.
Autoria: Mirian Celestino dos Santos.
Título: Português como Língua Adicional: uma análise à luz da Sociolinguística.
Autoria: Rosane Natalina Meneghetti.
Título: Do Produto ao Processo: Sustentabilidade Pedagógica na Reformulação de Materiais de PLNM na Guiné-Bissau.
Autoria: Paula Cristina Pessanha Isidoro.
Título: Diversidade Linguística, Ortografia e Gamificação: Uma Proposta Pedagógica à Luz da BNCC.
Autoria: Joeli Teixeira Antunes; Adailton Dias dos Santos; Cláudia Gonçalves Magalhães.
Título: Letramentos acadêmicos e Inteligência Artificial Generativa: percepções discentes acerca da produção de apresentações em slides.
Autoria: Márcia Mendonça; Rômulo Albuquerque.
Título: Ciência e a Educação Cidadãs: crenças sociolinguísticas sobre diversidade linguístico-cultural brasileira e a importância da Divulgação Científica no ensino básico.
Autoria: Viviane de Souza Cardaço; Juliana Bertucci Barbosa.
Título: Contribuições da sociolinguística educacional ao ensino de língua portuguesa: ENEM em foco.
Autoria: Talita de Cássia Marine; Marcela Dias Leão.
TERÇA-FEIRA
Simpósio 6 - EDUCAÇÃO EM PERSPECTIVA BILÍNGUE DE SURDOS: IDENTIDADES, CULTURAS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS (online, 02/06/2026, terça-feira, 15h)
Este simpósio propõe discutir as múltiplas expressões culturais e identitárias da comunidade surda, cuja língua foi reconhecida pela Lei nº 10.436 (Brasil, 2002), que impulsionou a construção de práticas pedagógicas orientadas pela visualidade e artefatos culturais produzidos por pessoas surdas. No cenário recente de consolidação da modalidade de educação bilíngue de surdos e de sua incorporação à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) por meio da Lei nº 14.191 (Brasil, 2021), torna-se fundamental que instituições de ensino, professores e demais interessados busquem referências, orientações e encaminhamentos para efetivar essa proposta. Tal necessidade se intensifica diante da ainda limitada proficiência de muitos profissionais da educação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e da defesa de um modelo educacional que assegure Libras como primeira língua (L1) e a língua portuguesa na modalidade escrita, como segunda língua (L2). O percurso escolar de estudantes surdos é frequentemente marcado por obstáculos, e a ausência, ou fragilidade, de políticas educacionais implementadas de modo consistente, o que tem dificultado a garantia da educação bilíngue de surdos, contribuindo para processos de insucesso e abandono escolar (Quadros, 2000; Pissinatti, 2016; Belaunde; Sofiato, 2019). Entre os entraves mais recorrentes, destacam-se a insuficiência de acompanhamento por profissionais de tradução e interpretação em Libras e a consequente responsabilização do próprio estudante por “se ajustar” às aulas. Em muitas situações, os alunos são induzidos a realizar leitura labial, limitar-se à cópia de conteúdos do quadro ou acompanhar explicações sem mediação linguística adequada, o que compromete a compreensão e a participação. Também se evidencia a carência de materiais didáticos planejados para o público surdo, incluindo recursos em vídeo, propostas visuais acessíveis, softwares e tecnologias de apoio, além do uso ampliado da Libras em diferentes espaços escolares, conforme orienta a legislação vigente (Brasil, 2002; 2005; 2015; 2021). Apesar dos avanços que reconhecem direitos linguísticos e educacionais, ainda persiste, no cotidiano social e escolar, a influência de concepções médico-biológicas sobre a surdez, que reforçam estigmas e sustentam a expectativa de adaptação do sujeito surdo ao padrão ouvinte. Esse entendimento contraria princípios de equidade e justiça educacional, que pressupõem garantir condições iguais aos que são iguais e condições específicas aos que apresentam necessidades e modos de comunicação distintos (Brasil, 1988). Diante disso, o simpósio convida à submissão de trabalhos que abordem a educação bilíngue de surdos a partir de experiências práticas e/ou reflexões teóricas alinhadas a uma escola plural e democrática. São bem-vindas pesquisas e relatos que contemplem ações pedagógicas, bem como produções e manifestações culturais e identitárias, tais como Literatura Surda, Slam Surdo, Poemas Surdos, processos de alfabetização em L1 e/ou L2, estudos culturais surdos, interseccionalidades (como perspectivas negras e surdas), entre outros artefatos e elementos que reafirmem a centralidade da valorização cultural na constituição das múltiplas identidades surdas.
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Simpósio 7 - ORALIDADE E GÊNEROS ORAIS: FORMAÇÃO DOCENTE E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NO ENSINO BÁSICO E SUPERIOR (online, 02/06/2026, terça-feira, 15h)
A oralidade, apesar de sua relevância como uma prática social, permanece como um dos eixos menos explorados e menos sistematizados na formação de professores de Língua Portuguesa. Em muitos contextos universitários, os gêneros orais são trabalhados de forma superficial, restritos a práticas avaliativas como seminários, comunicações ou apresentações de pôster, frequentemente sem orientação explícita sobre planejamento, estrutura, recursos discursivos ou aspectos interacionais. Essa lacuna formativa compromete não apenas o desenvolvimento das capacidades de linguagem dos licenciandos, mas também sua futura atuação docente, uma vez que a escola básica demanda, cada vez mais, práticas pedagógicas que contemplem a oralidade como objeto de ensino, haja vista o respaldo que ela tem em documentos oficiais, como a BNCC e nas inúmeras pesquisas em Linguística Aplicada que vêm ressaltando a importância da oralidade nos contextos escolar e acadêmico. Dessa forma, este simpósio tem como objetivo promover um espaço de diálogo e reflexão sobre a oralidade e os gêneros orais no âmbito da formação docente, reunindo pesquisas que discutam desde fundamentos teóricos e práticas didáticas inovadoras. Amparado em referenciais como os estudos de Letramentos Acadêmicos e Profissionais que compreendem a escrita e a oralidade como práticas sociais situadas; a Teoria Dialógica do Discurso que destaca os gêneros como ações de linguagem historicamente constituídas e valorativas; e investigações recentes sobre oralidade na formação inicial e continuada, este simpósio busca evidenciar a necessidade de uma didatização consistente dos gêneros orais. Com isso, ao reconhecer que a oralidade é frequentemente negligenciada tanto no contexto acadêmico quanto no profissional, este simpósio pretende incentivar a produção de conhecimentos que contribuam para superar essa invisibilidade. Dessa forma, serão acolhidos trabalhos que abordem práticas de ensino, análises de gêneros orais, experiências formativas, propostas metodológicas, investigações sobre avaliação da oralidade, bem como estudos que problematizem as condições de produção e circulação dos gêneros orais tanto na universidade (em contextos de curso de Letras e/ou Pedagogia) quanto na educação básica. Assim, pretendemos que as discussões emergidas configurem um espaço essencial para fortalecer a discussão sobre a oralidade como prática de linguagem fundamental, reafirmando sua importância na formação de professores (inicial ou continuada) e na constituição de sujeitos capazes de atuar criticamente em diferentes esferas sociais.
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Trabalhos selecionados:
Título: Literatura de tradição oral e ensino de Espanhol como Língua Estrangeira na Amazônia: experiência em São Gabriel da Cachoeira-Am.
Autoria: Ingrid Karina Morales Pinilla.
Título: Oralidade na formação docente: percepções e experiências de licenciandos.
Autoria: Joaquim Junior da Silva Castro e Francisco Cleyton de O. Paes.
Título: O Tratamento da Oralidade nos Documentos Oficiais de Referências Pedagógicas.
Autoria: Onofre João Gomes.
Título: Multiletramentos e Oralidade: A Oficina Pedagógica como Estratégia no Ensino do Gênero Notícia.
Autoria: Hozanna Thadeu de Souza Cantarino.
Título: Vozes registradas: oralidade negra em arquivos escravistas.
Autoria: Layne Gabriele da Silva.
Simpósio 8 - ENSINAR E APRENDER LÍNGUAS EM CONTEXTOS ATIVOS: DESLOCAMENTOS PEDAGÓGICOS CONTEMPORÂNEOS (online, 02/06/2026, terça-feira, 15h)
As discussões contemporâneas no campo do ensino de línguas adicionais têm evidenciado a necessidade de repensar modelos pedagógicos centrados na transmissão de conteúdos, abrindo espaço para abordagens que valorizem a participação ativa dos aprendizes, a construção colaborativa do conhecimento e a articulação entre teoria, prática e contextos socioculturais de uso da linguagem. Esse movimento dialoga com perspectivas que compreendem a aprendizagem como um processo situado, socialmente construído e mediado pela ação reflexiva dos sujeitos (FREIRE, 1996). Nesse cenário, as metodologias ativas têm se consolidado como um importante eixo de reflexão e intervenção pedagógica, ao propor deslocamentos no papel do professor, na organização das práticas didáticas e na compreensão dos processos de aprendizagem linguística, aproximando-se de concepções de ensino que privilegiam a agência discente e a problematização da realidade (BACICH; MORAN, 2018). Este simpósio tem como objetivo reunir pesquisas e experiências que investiguem criticamente as contribuições, os limites e as possibilidades das metodologias ativas no ensino de línguas adicionais, considerando diferentes níveis de ensino, contextos institucionais e modalidades (presencial, híbrida e on-line). Interessa-nos acolher trabalhos que discutam fundamentos teóricos das metodologias ativas — como a aprendizagem baseada em projetos, a aprendizagem baseada em problemas, o ensino por tarefas, a sala de aula invertida e outras abordagens afins — bem como estudos que analisem práticas pedagógicas, produção de materiais didáticos, processos formativos de professores e impactos dessas metodologias na aprendizagem linguística e no desenvolvimento da autonomia discente, em consonância com discussões sobre aprendizagem significativa e ensino orientado à ação (ELLIS, 2003; NUNAN, 2004). O simpósio também busca problematizar a adoção acrítica do rótulo “metodologias ativas”, promovendo um debate que considere as condições materiais, institucionais e políticas que atravessam o ensino de línguas na América Latina. Tal problematização dialoga com as críticas ao tecnicismo pedagógico e com as proposições do pós-método (KUMARAVADIVELU, 2001, 2006), bem como com a linguística aplicada crítica, que enfatiza as relações entre linguagem, poder e ideologia (PENNYCOOK, 2001, 2010). Nesse sentido, serão especialmente bem-vindos trabalhos que articulem as metodologias ativas a perspectivas críticas, interculturais, decoloniais, inclusivas e pós-metodológicas, bem como pesquisas que explorem sua relação com a formação inicial e continuada de professores de línguas (IMBERNÓN, 2016). Ao fomentar o diálogo entre pesquisadores e professores, o simpósio pretende contribuir para o aprofundamento teórico e metodológico das discussões sobre inovação pedagógica no ensino de línguas adicionais, alinhando-se aos objetivos do III SELINEL de promover o intercâmbio de experiências e reflexões no campo dos estudos linguísticos e do ensino de línguas na América Latina.
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Trabalhos selecionados:
Título: ANÁLISE DE DISSERTAÇÕES SOBRE GAMIFICAÇÃO NO ENSINO DE LÍNGUA ESPANHOLA.
Autoria: Kleber Wilson Bezerra.
Título: Metodologias ativas no ensino de inglês: contribuições e limites sob a perspectiva do pós-método.
Autoria: Alan Geraldo Ank Vasconcelos Batista.
Título: Gamificação no NUPEL: O Uso do Wordle em Aulas de Língua Inglesa.
Autoria: Airon Almeida Miranda.
Título: Como ensinar PLE online? Reflexões sobre os desafios e as potencialidades das plataformas digitais.
Autoria: Amanda Brito de Sá Teles.
Título: (RE)PENSANDO A EDUCAÇÃO SUPERIOR: O MOVIMENTO DE (TRANS)LOCOMOÇÃO PARA O EXTERIOR.
Autoria: Clarissa Costa e Silva.
Título: Emoções em intercâmbios virtuais: a interrelação com motivação e identidade no contexto Teletandem.
Autoria: Isabelle Sartori Silva
Título: O aplicativo Slowly como dispositivo para a agência discente: um mapeamento pedagógico para o ensino de escrita em inglês como língua adicional.
Autoria: José Allan Brito dos Santos.
Título: O uso de recursos lúdicos no ensino de francês língua adicional: diversão ou aprendizado?
Autoria: Lucas Ryan Silva de Moura.
Simpósio 9 - LÍNGUAS ADICIONAIS E NÃO HEGEMÔNICAS: POLÍTICAS, PRÁTICAS E PERSPECTIVAS CONTEMPORÂNEAS EM CONTEXTOS DE DIVERSIDADE (online, 02/06/2026, terça-feira, 15h)
O ensino de línguas adicionais não hegemônicas no contexto brasileiro tem estado à margem das discussões institucionais (PUH, 2021) e pouco integrado à temática de políticas públicas para o ensino de línguas, sendo por vezes relegado somente a um ensino à parte do já formalizado pelo governo ou extracurricular, o que contribuiu e reforçou o caráter de desoficialização dessas línguas. Embora oficialmente o Brasil seja um país monolíngue, segundo dados do IPEA, o país conta com mais de 210 línguas, dentre elas, as línguas indígenas; línguas faladas por comunidades de imigrantes; línguas de sinais usadas por comunidades surdas, além do próprio português, com suas variantes regionais e/ou de extratos sociais. Dessa forma, este grupo de trabalho almeja fomentar discussões na área de ensino-aprendizagem de línguas adicionais não-hegemônicas de forma a trazer reflexões e questionamentos a respeito do papel e da força que são em um país como o Brasil. Nesse contexto de discussão, nosso objetivo é o de acolher pesquisas, em andamento ou concluídas, que problematizem o contexto de ensino- aprendizagem de línguas adicionais não hegemônicas nas mais diversas perspectivas e contextos (de ensino) a saber: 1. Desafios e propostas de ensino-aprendizagem de línguas adicionais; 2. Políticas públicas para ensino de línguas; 3. Formação docente em contexto de línguas adicionais; 4. Elaboração de materiais didáticos (sequências didáticas, livros didáticos, dentre outros); 5. Ensino de línguas em regiões fronteiriças; 6. Línguas adicionais e novas tecnologias e 7. Ensino-aprendizagem de línguas adicionais orientados a translinguagem. Fundamentamos nosso trabalho em uma abordagem sócio-histórico-cultural que tem na linguagem o instrumento capaz de gerar transformações e mudanças (VYGOTSKY, 1978, 1981, 1991, 2001; ENGESTRÖM, 1999, 2001, 2008, 2011; COLE, 2002), e em princípios de Interculturalidade, Multiculturalidade, Transculturalidade (KRAMSCH, 1998: WELSCH, 2010), responsáveis pela formação e / ou transformação de identidades e pela pedagogia da Translinguagem (GARCIA; WEY, 2014).
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Trabalhos selecionados:
Título: Ensino de Língua armênia: Letramento sob o viés de Língua estrangeira.
Autoria: Gladis Cassapian Barbosa.
Título: Elaboração de materiais didáticos no ensino de Libras como língua adicional: Reflexões sobre a formação de professores para o público ouvinte.
Autoria: Jayne de Cassia Leão Barra.
Título: A importância da motivação no ensino de línguas orientais: um estudo de caso no ensino de russo.
Autoria: Melissa Perfeito Jardim Paixão.
Título: O ensino de Língua Inglesa nos Institutos Federais em contextos de diversidade: uma análise à luz da Teoria da Atividade.
Autoria: Renata Carolina e Silva Rocha Pinto.
Título: Significando línguas, culturas e identidades: um estudo de caso sobre jovens brasileiros no Japão.
Autoria: Ana Luíza Henriques Coan.
Título: PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS NO ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NO CENTRO CHAMAUNA E NO NÚCLEO DA UNILAB: UMA ANÁLISE COMPARATIVA.
Autoria: Emiliana Tchilombo Gomes Pinto.
Título: A Teoria da Atividade na Metodologia de Línguas Orientais: Formação de Professores
Autoria: Mona Mohamad Hawi; Simone Fernandes Felippe Nagumo; Thais C. Murari Meirelles.
Simpósio 10 - ESTUDOS DIALÓGICOS DO DISCURSO E PRÁTICAS DE ENSINO DE LÍNGUAS (online, 02/06/2026, terça-feira, 15h)
O presente Simpósio Temático tem como objetivo reunir pesquisas que dialoguem com o referencial teórico de Bakhtin e o Círculo, especialmente no que concerne aos conceitos de dialogismo, enunciado, gêneros discursivos, valoração e alteridade, aplicados aos estudos discursivos e ao ensino de línguas. Parte-se do entendimento de que a linguagem é um fenômeno social, histórico e ideológico, constituído nas relações entre sujeitos e, portanto, atravessado por valores, vozes e posições axiológicas diversas. No campo do ensino de línguas, as contribuições bakhtinianas possibilitam uma compreensão ampliada das práticas pedagógicas, deslocando o foco de abordagens meramente estruturalistas para uma perspectiva que privilegia o uso real da linguagem, a interação discursiva e a produção de sentidos em contextos concretos de comunicação. Nesse sentido, o simpósio propõe-se a discutir como os princípios do dialogismo podem fundamentar as práticas de ensino, a formação docente, a elaboração de materiais didáticos e a análise de discursos que circulam em diferentes esferas sociais, inclusive a escolar e acadêmica. Serão bem-vindos trabalhos que abordem, entre outros temas: a análise dialógica do discurso, os gêneros discursivos no ensino de línguas materna e adicionais, a constituição do sujeito e das identidades discursivas, as relações entre discurso, poder e ideologia, bem como reflexões teórico-metodológicas sobre as implicações do pensamento bakhtiniano em pesquisas linguísticas e educacionais. Ao promover este espaço de diálogo, o simpósio busca fomentar a interlocução entre pesquisadores, professores e estudantes, fortalecendo debates que compreendam criticamente os discursos que circulam nas esferas sociais e que promovam o ensino de línguas como uma prática social situada, ética e responsiva. Assim, espera-se contribuir para o avanço dos estudos linguísticos e para a construção de práticas pedagógicas comprometidas com a diversidade de vozes e com a formação crítica dos sujeitos.
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Trabalhos selecionados:
Título: A PRÁTICA DE ENSINO DE LÍNGUAS DE BASE DIALÓGICA: PERSPECTIVAS BAKHTINIANAS.
Autoria: Verônica Aparecida de Assis.
Título: RUROUNI KENSHIN COMO ARENA IDEOLÓGICA NA CONSTRUÇÃO DISCURSIVA DE MEMÓRIA COLETIVA.
Autoria: Anderson Salvaterra Magalhães; Dênis Rodrigues da Silva.
Título: Cartilha dos Gêneros Textuais: Uma Proposta didático-pedagógica a partir da temática Cultura Nordestina – Relato de experiência.
Autoria: Estefanne Mirely Teotonio de Andrade; Elvys Fernando de Almeida Costa; Jane Cristina Beltramini Berto.
Título: LEITURA EM PERSPECTIVA DIALÓGICA: OLHARES DE LICENCIANDOS DE PEDAGOGIA.
Autoria: Cristiane Malinoski Pianaro Angelo; Fabiane Santos Eisele Zilio.
Título: Uma escola, duas línguas: a contracolonialidade no espaço escolar.
Autoria: Luciano Ortiz; Cristiane Malinoski Pianaro Angelo.
Título: O Jornal Escolar como proposta didática: práticas de leitura e de produção escrita com gêneros discursivos em uma turma de 7º ano do Ensino Fundamental - Relato de experiência.
Autoria: Jane Cristina Beltramini Berto; Jéssica Simão de Melo.
Título: Projeto de Leitura “Vozes da Liberdade e Amores Românticos” - Sequência Didática.
Autoria: Jane Cristina Beltramini Berto; Mayane Aparecida Ramos Bezerra; Estefanne Mirely Teotonio de Andrade; Alana Barbosa de Andrade.
Título: Ler e compreender os quadrinhos: a Semiolinguística como proposta de leitura discursiva de tirinha.
Autoria: Francisco Yure de Sousa Silva.
Título: A sala de aula como palco de vozes: estudantes colombianos em diálogo com a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Autoria: Carolina Fernanda Gartner Restrepo; Nancy Guevara Hurtado.
Título: As emoções e o ensino da Língua Inglesa.
Autoria: Gabriela Pacheco Amaral; Luan Hiroki Nishimuta Misufara.
Título: Reflexões sobre autoria e Inteligência Artificial na Educação Básica.
Autoria: Marhia Eduarda Adolfo Neves; Andrea Ad Reginatto.
Simpósio 11 - COMPLEXIDADE, TRANSDISCIPLINARIDADE E LINGUÍSTICA APLICADA: ARTICULAÇÕES EDUCACIONAIS E TECNOLÓGICAS (online, 02/06/2026, terça-feira, 15h)
A Linguística Aplicada (LA) tem se consolidado como um campo de conhecimento dinâmico, indisciplinar (Moita Lopes, 2009) e transdisciplinar (Morin, 2000; Freire, 2020), que busca investigar e intervir em variados fenômenos da linguagem, em seus diversos contextos sociais. Diante da crescente complexidade das questões que envolvem a linguagem, a educação e as tecnologias, torna-se fundamental adotar perspectivas teórico-metodológicas que permitam lidar com a interconectividade, a imprevisibilidade e a multidimensionalidade desses fenômenos, se distanciando da polaridade binária do paradigma tradicional (Freire, 2024). Nesse sentido, este simpósio busca reunir estudos que promovam tessituras entre LA, Complexidade e Transdisciplinaridade para a educação, a pesquisa e as tecnologias atuais, com foco nas possibilidades de repensar processos variados, como os de ensino, pesquisa e extensão, entre outros. O pensamento complexo, conforme proposto por Edgar Morin (2000; 2011), desafia a fragmentação do conhecimento e propõe uma abordagem integradora, reconhecendo a interdependência entre diferentes domínios da realidade. Da mesma forma, a transdisciplinaridade, conforme conceituada por Basarab Nicolescu (2000; 2012), opera "entre”, “através” e “além” das disciplinas, promovendo diálogos entre múltiplos saberes e rompendo com as dicotomias rígidas. A LA, ao se inscrever nessa perspectiva, se fortalece como uma área que não apenas analisa questões de linguagem, mas também questiona os limites disciplinares e propõe novos modos de articulação do conhecimento. Assim, buscamos com este simpósio conectar trabalhos que investiguem como as práticas de ensino-aprendizagem, as metodologias de pesquisa e as tecnologias educacionais podem se potencializar com uma abordagem complexa e transdisciplinar - com base em Morin (2011) - que integre diferentes áreas do saber, promovendo articulações que considerem as redes de sentido que emergem na interação entre sujeitos, contextos e tecnologias. São bem-vindas, portanto, propostas de investigações com abordagens metodológicas transdisciplinares e complexas, abertas a novos horizontes epistemológicos e a práticas responsivas às exigências da sociedade contemporânea. Na dimensão temática, de igual forma, almejamos receber trabalhos que ajudem a redesenhar e a (re)pensar o ensino-aprendizagem de línguas, a formação de professores na atualidade e o acoplamento tecnológico (Pellanda et al., 2017), entre outros tópicos. Ao articular educação, pesquisa e práticas sociais, esperamos contribuir para um olhar mais amplo e integrador sobre a linguagem e seus desdobramentos educacionais e tecnológicos.
Link de acesso: meet.google.com/czy-rzgq-rti
Trabalhos selecionados:
Título: Produção Escrita frente à Inteligência Artificial Generativa: Encontro entre a Psicologia Escolar e a Formação Contínua Docente.
Autoria: Me. Rosa Frasão Okerenta (USP).
Título: Literatura e complexidade da linguagem na primeira infância: contribuições para uma perspectiva ampliada da Linguística Aplicada.
Autoria: Dra. Cássia V. Bittens; Ma. Gillian Ichiama.
Título: EDUCAÇÃO AMBIENTAL E MULTIMODALIDADE: PRÁTICAS EDUCATIVAS DESENVOLVIDAS NO MUNICÍPIO DE CAREIRO/AM.
Autoria: 1) Emilly Gabriely Pinheiro Menezes, discente do curso de Letras Língua Inglesa, mediado por tecnologia, da Universidade do Estado do Amazonas(UEA). 2) Jaiana da Silva Moura, discente do curso de Letras Língua Inglesa, mediado por tecnologia, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). 3) Me. Érica Kelly Nogueira Amorim, docenete da Universidade do Estado do Amazonas(UEA).
Título: FORMAÇÃO DOCENTE, COMPLEXIDADE E SUSTENTABILIDADE: O PIBID COMO ESPAÇO DE (RE)LIGAÇÃO DE SABERES.
Autoria: 1) Esp. Mychel Arthur Martins França, mestrando em Linguística pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística e Literatura da Universidade Federal de Alagoas (PPGLL/UFAL); 2) Cátia Veneziano Pitombeira, docente na Universidade Federal de Alagoas (UFA).
Título: QUAL É A IMAGEM DISCURSIVA DA TECNOLOGIA DIGITAL NOS ELEMENTOS PROVOCADORES DO CELPE-BRAS? IMPLICAÇÕES PARA O ENSINO DE PLE À LUZ DO PENSAMENTO COMPLEXO.
Autoria: 1) Gabriel Eduardo Gonçalves, mestrando no PPGL da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 2) Vanessa Ribas Fialho, docente na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Título: MULTILETRAMENTOS E AVALIAÇÕES EDUCACIONAIS DE LARGA ESCALA: RECONFIGURAÇÕES DA EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA NA MATRIZ DE LÍNGUA PORTUGUESA DO SAEB.
Autoria: 1) Me. Willian Francisco de Moura, docente da Universidade Estadual de Goiás. 2) Ana Clara Holanda Pereira, graduanda em Pedagogia pela Universidade Estadual de Goiás. 3) Ingridy Aguiar Mendonça, graduanda em Pedagogia pela Universidade Estadual de Goiás. 4) Beatriz Rodrigues Lopes, graduanda em Pedagogia pela Universidade Estadual de Goiás.
Título: PRÁTICAS GAMIFICADAS DE MULTILETRAMENTOS NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DA LÍNGUA INGLESA: UM BREVE LEVANTAMENTO.
Autoria: Brendda Santos Oliveira, graduanda na Universidade Estadual de Feira de Santana.
Simpósio 12 - FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA DE PROFESSORES NO BRASIL: ENSINO DE LÍNGUAS, POLÍTICAS PÚBLICAS E FORMAÇÃO HUMANA (online, 02/06/2026, terça-feira, 19h)
As discussões sobre o ensino de línguas têm se expandido consideravelmente nas últimas décadas. Pesquisas que problematizam questões para além dos entraves pedagógicos acrescentam diferentes perspectivas, considerando, portanto, impactos impulsionados pelos efeitos de uma globalização intensa em tempos líquidos. Diante disso, este simpósio tem como objetivo reunir investigações que problematizem a formação inicial e continuada de professores, com foco no ensino de línguas, nas políticas públicas da educação básica e superior, bem como na formação humana dos profissionais da educação. Partimos do princípio de que estabelecer diálogos acadêmicos a partir dos referidos enfoques constitui um exercício indispensável para a ampliação do saber científico contemporâneo, o qual deve ser construído a partir de múltiplos olhares. Isso, por sua vez, colabora para uma discussão mais consistente no campo atual da educação e do ensino. Esperamos contribuições advindas das áreas da Educação e das Letras, as quais devem dialogar diretamente com a formação de professores e com as políticas públicas educacionais do país. A proposta é incentivar o debate acadêmico acerca da temática aqui mencionada, além de fortalecer conexões científicas capazes de motivar o surgimento de novas perspectivas pedagógicas e linguísticas no campo da educação, em todas as suas esferas. Isso, por sua vez, favorece movimentos interdisciplinares que podem complexificar as problemáticas que envolvem uma formação docente mais humanizada e humanizadora nos tempos atuais.
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Trabalhos selecionados:
Título: Formação de professores no Programa Português para Estrangeiros da UFPel: espaço de acolhimento e escuta.
Autoria: Vanessa Doumid Damasceno.
Título: O ensino de língua inglesa na escola pública: desafios estruturais e impactos na prática docente.
Autoria: Adailton Dias dos Santos; Cláudia Gonçalves Magalhães; Joeli Teixeira Antunes.
Título: Do currículo à prática docente: narrativas do estágio supervisionado em espanhol.
Autoria: Ancelma Barbosa Pereira; Izabelle Kristelli Melonio Pinto.
Título: A construção da identidade na formação inicial e o processo de ensino-aprendizagem de línguas estrangeiras para pessoas idosas.
Autoria: Isabela Cristina Gonçalves dos Santos; Elíria Quaresma Fugazza.
Título: Racismo e antirracismo no ensino de línguas no sul da Bahia: Ilhéus e Itabuna.
Autoria: Makosa Tomás David.
Título: A Pedagogia dos Multiletramentos na formação inicial de professores de Língua Portuguesa.
Autoria: Suyane Iansen Rodrigues; Francieli Matzenbacher Pinton.
Título: O Inglês como Língua Franca através das lentes do Manual do Professor.
Autoria: Carla Gabriela Cardoso de Melo Rigaud.
Simpósio 13 - ESTUDO DO TEXTO: PERSPECTIVAS CONTEMPORÂNEAS EM LINGUÍSTICA TEXTUAL (online, 02/06/2026, terça-feira, 19h)
A Linguística Textual (LT) consolidou-se como campo autônomo da ciência linguística nas últimas décadas, reconhecendo desde os anos 1960 que a comunicação não ocorre por frases isoladas, mas por textos completos. Essa mudança de paradigma exigiu uma reconfiguração epistemológica para contemplar unidades além da sentença. A LT emerge como disciplina fundamental que supera as limitações estruturalistas e gerativistas, não se restringindo à interpretação de sentidos. Seu foco está em identificar unidades textuais e elementos que conferem unidade aos textos, definindo categorias e observando fatores de textualidade que permitem reconhecer eventos comunicativos como textos propriamente ditos. A textualidade transcende aspectos puramente lexicais e coesivos, relacionando-se ao discurso, contexto, coerência e elementos linguísticos que possibilitam a emergência desses fatores. Nessa perspectiva, o simpósio proposto visa reunir pesquisadores interessados em investigar o texto em sua complexidade discursiva, enunciativa e social, promovendo diálogos sobre teorias contemporâneas que problematizam o texto como unidade contextual, construída interacionalmente e aberta às relações enunciativas e discursivas. O evento abordará sete temáticas centrais: (1) textualidade e fatores de textualização, incluindo coerência, coesão e contextualização; (2) análise textual dos discursos e teorias do texto; (3) sequências textuais e tipologias discursivas; (4) referenciação, dêixis e anáfora nos processos de continuidade textual; (5) gêneros discursivos e organização textual; (6) enunciação e construção de sentidos em textos orais, escritos e multimodais; e (7) ensino e produção textual. A proposta contempla a diversidade de manifestações textuais, desde bilhetes cotidianos e bilhetes de correção até tratados científicos, textos literários e produções multimodais. Incentiva-se a participação de pesquisadores que trabalhem com diferentes abordagens teóricas em LT, incluindo perspectivas fundamentadas em estudiosos como Adam, Benveniste, Coseriu, Cavalcante, Koch, Marcuschi, Beaugrande e Dressler. O objetivo principal é reunir pesquisadores de diferentes regiões do Brasil para contemplar a pluralidade de objetos textuais e práticas discursivas brasileiras, promovendo diálogos em rede e construções de saberes relevantes à compreensão do texto como unidade linguística comunicativa em suas múltiplas manifestações e contextos de produção. Essa articulação nacional permitirá trocas significativas sobre o estado atual da pesquisa em LT no país.
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Trabalhos selecionados:
Título: Coesão textual em redações de venezuelanos matriculados em escolas de Roraima.
Autoria: Vandete Ramos Buarque Caetano; Alan Ricardo Costa; Peterson Luiz Oliveira da Silva.
Título: ANÁLISE LINGUÍSTICA DAS FAKE NEWS.
Autoria: Juliana Lopes do Nascimento; Peterson Luiz Oliveira da Silva; Lívia Gomes Rodrigues Dias.
Título: INTERTEXTUALIDADE EM FAKE NEWS: ESTRATÉGIAS, FUNÇÕES E CONTRIBUIÇÕES PARA O ENSINO DA LEITURA.
Autoria: Luciano Nunes dos Santos Meirelles.
Título: ANÁLISE TÓPICA E MARCADORES DISCURSIVOS: “ENTÃO” E “NÉ?” EM NARRATIVAS DE EXPERIÊNCIA E RELATOS DE OPINIÃO.
Autoria: José Pedro Medina Santos.
Título:
Autoria: Mayara Martins.
Título:
Autoria: Alena Ciulla.
Título:
Autoria: Peterson Luiz Oliveira da Silva.
Simpósio 14 - LINGUAGEM NO MEIO VIRTUAL: PERSPECTIVAS EM PORTUGUÊS E EM ESPANHOL (online, 02/06/2026, terça-feira, 19h)
Os estudos linguísticos voltados à investigação da linguagem no meio virtual vêm passando por uma profunda transformação, impulsionada pelo avanço das tecnologias de comunicação virtual. Sob esse aspecto, as plataformas digitais e as redes sociais alteraram não apenas os canais de circulação da linguagem, mas também o léxico, os gêneros textuais/discursivos, os elementos semióticos que compõem um texto/discurso, observados, por exemplo, em postagens que condensam uma argumentação, em comentários que constroem uma opinião pública, em memes que metamorfoseiam os sentidos, em interfaces que mediam interações bilíngues. Tais fenômenos têm reconfigurado as práticas linguísticas, introduzindo novas formas de expressão que mesclam texto/discurso, imagem, áudio e interatividade. Em línguas como o português e o espanhol, faladas por centenas de milhões de usuários em contextos globais e transnacionais, observamos fenômenos como a criação de neologismos, o uso de abreviações, emojis e memes como recursos semióticos, o code-switching em ambientes bilíngues, e a adaptação de normas linguísticas a formatos curtos e efêmeros, como posts e stories. Isso não apenas acelera mudanças lexicais e discursivas, como também desafia conceitos tradicionais de gramática, identidade cultural e interação social. O que antes, por exemplo, era registrado em textos/discursos impressos ou orais, agora é capturado em grandes corpora digitais, permitindo análises em tempo real de variações dialetais, gírias regionais ou discursos ideológicos veiculados em plataformas como X, Instagram ou TikTok. No entanto, esse cenário levanta questões importantes: quais são os impactos dessas práticas sobre a constituição de novos léxicos e novas formas de argumentação? De que maneira a multimodalidade redefine a noção tradicional de texto/discurso? Como a circulação acelerada de enunciados no meio virtual influencia a formação de identidades socioculturais e a construção de opiniões públicas? Em que medida as normas linguísticas são tensionadas ou reconfiguradas em ambientes efêmeros e fragmentados? Que desafios metodológicos surgem para a coleta, a organização e a interpretação de grandes corpora digitais multilíngues? Como a inteligência artificial participa da produção, tradução e mediação de sentidos na internet? Para debater essas indagações e fomentar reflexões interdisciplinares, usando a produção linguística em línguas portuguesa e espanhola, este simpósio tem como objetivo reunir trabalhos que investiguem fenômenos linguístico-discursivos veiculados na internet, privilegiando as redes sociais, mas sem se limitar a elas. São bem-vindas contribuições das mais diversas vertentes dos estudos linguísticos, entre outras: Análise do Discurso, Linguística Textual, Lexicologia, Sociolinguística, Pragmática, Linguística de Corpus, Sociolinguística. Os temas sugeridos, que perpassam essas subáreas e priorizam a produção linguística em português e em espanhol no meio virtual (com ênfase, mas não exclusividade, em redes sociais), são, preferencialmente, estes: (i) discurso e polarização em plataformas sociais; (ii) inovações lexicais e neologismos; (iii) análise de elementos multimodais na comunicação virtual; (iv) variações sociolinguísticas em comunidades virtuais (lusófonas e/ou hispanófonas); (v) análises de textos/discursos em apps de mensagens; (vi) impactos da IA na geração e tradução automática de texto/discursos em suportes no/do meio virtual.
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Trabalhos selecionados:
Título: Feminicídio em discurso: análise discursiva do enunciado “Quiero mis hijas seguras”
Autoria: Anthony Guilherme Ferreira.
Título: “Aquí tú hablas español”: ensinando E/LE através dos memes.
Autoria: Larissa Araujo da Cruz.
Título: Análise discursiva de “faz o L”: das eleições às redes sociais.
Autoria: Maria Clara Ferreira de Mello Gobbo.
Título: El lenguaje en las redes sociales: características, exemplos e impactos culturais na geração Alpha.
Autoria: Mirella Novais Oliveira.
Título: O discurso das IAs e a legitimação da verdade.
Autoria: Rafael Prearo-Lima
QUARTA-FEIRA
Simpósio 15 - ENSINO DE LÍNGUAS NO BRASIL: MATERIAIS DIDÁTICOS, MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA E PRÁTICA DOCENTE (online, 03/06/2026, quarta-feira, 15h)
Este simpósio tem como objetivo discutir o ensino-aprendizagem de línguas no contexto brasileiro, com ênfase nas práticas docentes que propõem o ensino da língua como mediadora de práticas sociais e inter(culturais), concebendo a sala de aula como um espaço de negociação de sentidos, saberes e identidades que favorecem a participação ativa dos aprendizes e o atendimento às demandas linguísticas, culturais e sociais nos diversos contextos de uso da língua. Nesse sentido, destaca-se a importância de práticas docentes que promovam o uso reflexivo de materiais didáticos — incluindo livros, recursos digitais e outros suportes pedagógicos — como ferramentas para problematizar discursos e ampliar repertórios linguístico-culturais. Assim, a seleção, adaptação e ressignificação dos materiais didáticos configuram-se como práticas docentes fundamentais que evitam o compartilhamento de conhecimentos que enfatizam apenas as perspectivas predominantemente eurocêntricas e estadunidenses, o que pode limitar o desenvolvimento de competências linguísticas, comunicativas e interculturais dos alunos no processo de ensino-aprendizagem de línguas. Diante desse cenário, docentes comprometidos com uma abordagem que valoriza a comunicação em contextos diversos enfrentam o desafio de ir além do uso prescritivo desses materiais, adotando práticas pedagógicas mais críticas, contextualizadas, sensíveis à diversidade linguístico-cultural da língua-alvo, como também, aos conhecimentos trazidos pelos aprendizes para a sala de aula. A proposta fundamenta-se em estudos epistemológicos que reconhecem a diversidade, o hibridismo e a fluidez cultural (Almeida Filho, 2011; Burke, 2010; Mendes, 2011; Bauman, 2013; Hall, 2020), bem como em diretrizes metodológicas que defendem o trabalho com gramática e léxico de forma situada, crítica e integrada às práticas sociais contemporâneas Larsen-Freeman (2003; 2015), fortalecendo a autonomia e a agência docente no ensino de línguas (Tardif, 2014; Giroux, 1997).
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Trabalhos selecionados:
Título: Jogos interativos no ensino aprendizagem da língua inglesa: um relato de experiência no contexto do Pibid.
Autoria: Alekson do Nascimento Santos.
Título: FLE em Perspectiva Intercultural: a interculturalidade no Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas e seus desdobramentos nos livros didáticos.
Autoria: Alice Suzart Landim Costa.
Título: Por uma Internacionalização de Mão Dupla: a construção de guias de pré-acolhimento como política linguística no PEC-PLE.
Autoria: Andressa Marinho Araújo.
Título: Possibilidades e impacto de uma abordagem decolonial do ensino-aprendizagem de inglês para jovens e adultos em um tradicional instituto de idiomas do Brasil.
Autoria: Camila Selarin.
Título: Leitura Extensiva em Cursos de Aquisição.
Autoria: Gabriel Ramos Costa Ribeiro.
Título: O ensino da leitura nas aulas de língua inglesa na educação básica pública: um microestudo.
Autoria: Heloísa Melo da Silva.
Título: Mediação e tradução no Common European Framework of Reference for Languages: implicações para o ensino de língua inglesa.
Autoria: Luciano Alves Bezerra.
Título: Análise Comparada de Materiais Didáticos: Organização do conteúdo e abordagens no Ensino de Língua Russa.
Autoria: Melissa Perfeito Jardim Paixão.
Título: LIBRAS como segunda língua (L2) para adultos ouvintes: uma revisão integrativa.
Autoria: Raquel Schwenck de Mello; Wellison Daluz Santos; João Vitor Nascimento de Santana.
Simpósio 16 - PRÁTICAS DE ANÁLISE LINGUÍSTICA/SEMIÓTICA EM LIVROS DIDÁTICOS (online, 03/06/2026, quarta-feira, 15h)
A Prática de análise linguística (PAL/S) considera o uso da linguagem em funcionamento com vistas a ampliar os (multi)letramentos dos estudantes a partir da análise e da reflexão dos aspectos linguístico-discursivos envolvidos na produção e recepção dos diferentes gêneros do discurso (Pinton, 2024). Nesse sentido, é concebida como uma atividade analítico-reflexiva e articuladora das demais práticas de leitura, oralidade e produção textual (Pinton; Volk; Schmitt, 2021; Pinton; Silva, 2021; Acosta Pereira, CostaHübes, 2021; Acosta Pereira, 2022). Considerando o livro didático (LD) como um dos materiais estruturadores dos conhecimentos construídos na escola básica, este simpósio tem por objetivo reunir estudos e pesquisas que abordem a Prática de análise linguística/semiótica (PAL/S) em atividades didáticas para o ensino e aprendizagem de língua portuguesa nas etapas do Ensino Fundamental e Médio. Com o intuito de contribuir para a discussão qualificada, serão aceitos trabalhos que focalizem atividades em livros didáticos aprovados pelo PNLD e analisem em alguma medida: i) a natureza linguística, epilinguística e metalinguística; ii) os objetivos e contextos de aprendizagem; iii) a articulação entre as práticas de linguagem; e iv) as reflexões e experiências pedagógicas sobre ensino e aprendizagem. A interlocução entre pesquisas que tematizam a PAL/S é de suma importância para que possamos, de forma coletiva, viabilizar a formação do aluno como analista crítico de textos que circulam nas diferentes esferas da atividade humana.
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Trabalhos selecionados:
Título: Análise de fanfictions em livros didáticos a partir dos pressupostos da PAL/S.
Autoria: Silvana Schwab do Nascimento; Francielly Souza Cunha; Maila Vieira da Silva.
Título: Práticas de análise linguística/semiótica em livros didáticos.
Autoria: Sérgiane Mara Campos Pereira de Souza.
Título: Representações discursivas de fake news/desinformação em livros didáticos de língua portuguesa: uma análise das coleções do Ensino Fundamental.
Autoria: Eduardo Silva Simioni.
Título: Multiletramentos, prática de análise linguística/semiótica e gramática do design visual: uma tese em construção.
Autoria: Camila Steinhorst.
Título: Práticas de leitura e análise linguística em livros didáticos do ensino médio: enfrentamento ou apagamento da violência contra a mulher.
Autoria: Francieli Matzenbacher Pinton.
Simpósio 17 - LINGUAGEM, MEMÓRIA E IDENTIDADE: EXCLUSÕES INSTITUCIONAIS E PRÁTICAS DE RESISTÊNCIAS COTIDIANAS (online, 03/06/2026, quarta-feira, 15h)
A memória, enquanto uma prática complexa de atividades e capacidades articuladas que conduz reminiscências e rastros vivenciais dos sujeitos e de seus grupos sociais, constitui-se narrativamente pela linguagem, designando construções, deslocamentos, institucionalizações e (res)significações identitárias – as quais perpassam por questões sociais, culturais e históricas. Com a possibilidade de manuseio do espaço-tempo nas dinâmicas narrativas dos processos de rememoração e (auto)elaboração, identidades são construídas, concebendo-se existência ao sujeito, o qual fala de si e do outro a partir da sua relação com o entorno, estabelecendo, assim, representações individuais e coletivas inter-relacionadas. A mobilização da memória por sujeitos, grupos sociais e instituições pode ser frequentemente reprimida, reafirmada e transformada, capacitando-se à fabulação de sentidos de exclusão e resistência. Admitindo, portanto, as diferentes maneiras de articular as noções de linguagem, memória e identidade, o simpósio convida à submissão de trabalhos que investiguem desde ações de exclusão institucional, operando contemporaneamente de maneira direta ou indireta, até possíveis práticas de resposta e resistências coletivas e cotidianas nos seus mais diversos âmbitos. Nessa esteira, o simpósio abre-se aos pesquisadores que versam sobre a temática a partir da reflexão sobre: grupos em situação de vulnerabilidade social, econômica e/ou ambiental, bem como suas práticas discursivas cotidianas e/ou coletivas de resistência; artefatos ou documentos que permitam ponderar questões de ancestralidade e espectralidade; grupos racializados entre a repressão histórica e a luta cotidiana; repressões, subversão e relações de gênero; espaços e organização urbana que apontam para esses processos memorialísticos e identitários; movimentos diaspóricos entre fronteiras geopolíticas e suas consequências na manutenção ou não da memória e da identidade; performances, exclusões e agenciamentos de sujeitos e grupos a partir de suas narrativas de histórias de vida. Considerando os diferentes caminhos metodológicos que permitem investigações nesta temática, admitem-se trabalhos que se amparam em modalidades semióticas, linguísticas e midiáticas diversas, sob a pretensão de abranger não somente uma área de produção de conhecimento dentro dos estudos da linguagem, mas que pondera, sobretudo, a possibilidade de construção de um diálogo frutífero que permitem interpretações tão enriquecedoras quanto o próprio campo de possíveis explorações interseccionais entre linguagem, identidade e memória.
Link de acesso: em breve.
Trabalhos selecionados:
Título: Literatura e a invenção de si: clubes de leitura para pessoas com deficiência visual como espaços de formulação subjetiva.
Autoria: Ana Luiza Barretto Bittar (Unicamp).
Título: A Pedagogia do Ciclo e a Escuta da Palavra: Bases decoloniais para o ensino de Língua Portuguesa na era digital.
Autoria: Iza Clarice de Souza Feitosa.
Título: "Como se fosse da família": narrativas sobre afeto nas memórias de trabalhadoras domésticas sindicalizadas.
Autoria: Juliana Trevizan (Unicamp).
Título: Controle, avaliação e reexistência da fala: genealogia da escuta e oralidade negra.
Autoria: Layne Gabriele (UNICAMP).
Título: Narrativas autobiográficas nas veredas memorialísticas: a fabulação de sentidos como possibilidade de (re)volta de identidades.
Autoria: Letícia Cestari Matui (UNICAMP).
Título: Entre afetos, linguagem e narrativas: escrevivência e produção de memória de mulheres negras na pós-graduação brasileira.
Autoria: Martha Daniele Santos (PPRER - CEFET/RJ); Mailson Matos Marques (UFVJM); Thaiana Ferreira dos Santos (UNEB).
Título: Linguagem e memória: práticas de exclusão e resistência em narrativas autobiográficas no Museu da Pessoa.
Autoria: Elaine Pereira Andreatta, docente na Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Mayara Diegra dos Santos Rocha Franco (UEA).
Título: Nomear (n)a cidade, disputar a memória: sentidos em conflito na renomeação de ruas.
Autoria: Raissa Nascimento dos Santos (UNICAMP).
Título: EDUCAÇÃO NÃO FORMAL, LETRAMENTOS E SABERES TRADICIONAIS: UMA EXPERIÊNCIA DE FOTOPOESIA EM UM COLETIVO DE CAPOEIRA EM LINHARES-ES.
Autoria: Taís Pereira Santos (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo).
Simpósio 18 - LÉXICO, CULTURA E LÍNGUAS ESTRANGEIRAS: ENTRE TEORIA E PRÁTICA (online, 03/06/2026, quarta-feira, 15h)
O léxico constitui o conjunto de elementos linguísticos que permite descrever e categorizar a realidade de uma sociedade, bem como registrar e transmitir os conhecimentos por ela produzidos (Biderman, 2001). Cada língua possui, em seu léxico, um “banco de dados” dinâmico e com limites imprecisos, composto por unidades de base que possibilitam que os falantes construam enunciados e se comuniquem (Basílio, 2011). Dessa forma, o léxico encontra-se intrinsecamente vinculado à cultura da sociedade em que é utilizado, refletindo valores, práticas sociais, costumes e tradições. A comunicação em língua estrangeira, por sua vez, configura-se como um espaço de encontro com o Outro e com a alteridade linguística e cultural (Beacco, 2000), demandando do sujeito não apenas o conhecimento formal e semântico do léxico, mas também a compreensão de seus padrões combinatórios e das marcas culturais que atravessam os usos linguísticos. Considerando o léxico em toda a sua complexidade, Biderman (1998) destaca que podemos analisá-lo sob diversos ângulos. Partindo desse ponto de vista, este simpósio tem como objetivo reunir pesquisas que abordem tanto reflexões teóricas quanto práticas de análise, descrição e contraste do léxico de diferentes línguas. Serão recebidos trabalhos que discutam, entre outros temas: descrição lexical; relações entre léxico e cultura; análise contrastiva; tradução; terminologia; lexicografia; pesquisas baseadas em linguística de corpus; ensino-aprendizagem do léxico de línguas estrangeiras. A partir de perspectivas diversas, o simpósio contribuirá para o diálogo entre os estudos do léxico, cultura e línguas estrangeiras.
Link de acesso: em breve.
Trabalhos selecionados:
Título: O Registro Acadêmico no Contexto Aeroespacial: Comparando a Densidade Lexical entre Cadetes e Pesquisadores Experientes.
Autoria: Fernanda Beatriz Caricari de Morais.
Título: Processamento cognitivo na aquisição de segunda língua: notas iniciais de uma revisão sistemática.
Autoria: Karine Silveira e Gabrielle Tallon Figueiredo da Rocha.
Título: Festa nel tuo paese: construção de corpus e correspondência tradutória do léxico do carnaval brasileiro em italiano.
Autoria: Wellington de Jesus Neves Rodrigues.
Título: Léxico e cultura: um olhar para os verbos de consumo cultural.
Autoria: Rita Silva Garcia e Renata Tonini Bastianello.
Título: CONSTRUÇÕES SEMÂNTICO-CULTURAIS DOS IDEOFONES DA LÍNGUA JAPONESA: UMA ANÁLISE PRELIMINAR.
Autoria: Thallyson Pinheiro de Lima e Diana Costa Fortier Silva.
Título: A tradução como atravessamento cultural: um estudo comparativo entre Yellowface e Impostora de R. F. Kuang.
Autoria: Kayky Nascimento Dos Santos e Ana Elisa Sobral Caetano da Silva Ferreira.
Título: Influências translinguísticas lexicais na escrita em português brasileiro como língua adicional por migrantes hispanofalantes.
Autoria: Lucas Röpke da Silva.
Simpósio 19 - A PERSPECTIVA CIENTÍFICA NAS AULAS DE GRAMÁTICA DA EDUCAÇÃO BÁSICA (online, 03/06/2026, quarta-feira, 15h)
Muito se debate sobre o papel da gramática no ensino de língua materna tendo em vista a indiscutível centralidade do texto corroborada pelos documentos norteadores da educação básica no Brasil, tais como os PCNs e a BNCC (Brasil, 1998; Brasil, 2018). A perspectiva aqui defendida se sustenta na proposta conciliadora de Vieira (2017), a qual prevê que à gramática devam ser dedicados três eixos de trabalho: o da sistematicidade, o da produção de sentidos nos textos e o das normas de uso. Este simpósio centra-se no primeiro eixo, sem com isso deixar de reconhecer a relevância das demais frentes de trabalho para a formação linguística de estudantes da educação básica. Desse modo, considera-se ser o trabalho com a sistematicidade relevante por si só. Assumimos, portanto, o ensino sistemático do conteúdo gramatical e a aprendizagem da gramática pela gramática para uma formação reflexiva dos estudantes da educação básica. No entanto, é preciso esclarecer que não há aqui um compromisso estritamente metalinguístico do tratamento das categorias gramaticais, comum a uma abordagem tradicional de ensino. Na verdade, assume-se o estudo da gramática como um método científico (cf. Foltran, 2013; Perini, 2016; Oliveira e Quarezemin, 2016; Tescari Neto, 2017; 2025; Foltran, Knöpfle e Carreira, 2017; Pilati, Naves e Sales, 2019; Pilati, 2017; 2024) que, de um lado, se vale dos saberes teóricos construídos no âmbito da Linguística, no caso deste simpósio, da Teoria Gerativa e, de outro, funciona como um meio para explorar o pensamento científico na educação básica (Melo e Nespoli, no prelo). Portanto, o objetivo deste simpósio é reunir trabalhos que tratam do ensino de objetos gramaticais em língua materna na educação básica segundo a perspectiva científica da Teoria Gerativa. As comunicações podem versar sobre as contribuições do Gerativismo para o ensino de gramática e sobre propostas pedagógicas voltadas para o ensino de fenômenos linguísticos já descritos no português brasileiro e que impactam as práticas de sala de aula. Serão bem-vindos trabalhos que contemplem fenômenos dos diferentes níveis do sistema linguístico.
Link de acesso: em breve.
Trabalhos selecionados:
Título: Colaborações da Gramática Gerativa para o ensino de Língua Portuguesa em contexto com a BNCC.
Autoria: Gabriel Henrique Pinheiro Gois.
Título: Abordagem de ensino de gramática por meio do Roteiro de Aprendizagem Gramatical Significativa (RAGS).
Autoria: Jomson Teixeira da Silva Valoz.
Título: Gramática em Três Eixos e Jogos Pedagógicos Manipuláveis: fundamentos epistemológicos para um Roteiro de Aprendizagem Gramatical Significativa
Autoria: Jomson Teixeira da Silva Valoz.