CONFIRA A PROGRAMAÇÃO
Data e horário: 24 de março, às 19:00h - Auditório 411 - CCHLA - UFPB
PRESENCIAL
Data e horário: 24 de março, às 09:00h Auditório 411 - CCHLA - UFPB
➡️ PALESTRA PRESENCIAL
RESUMO: Quando pensamos no público idoso nos vem à cabeça estereótipos e preconceitos. Esquecemos que a velhice nos chegará e que nossa sexualidade segue junto, afinal ela não envelhece. Desejos, vontades, amar e ser amado não dependem de idades; idades são números, o coração nos conduzirá ao prazer reinventando-se em novas formas de amar e ser amado. Enfim vamos quebrar tabus e mitos da sociedade sobre a vida sexual da Pessoa Idosa.
Breve currículo: Psicólogo; Mestre em Gerontologia pela Universidad Europea del Atlántico; Professor de Pós de Graduação; Terapeuta exclusivo de Idosos; Pesquisador na área do Envelhecimento; Congressista; Palestrante; Facilitador de Cursos de PsicoEstimulação Cognitiva e Motora; Autor do livro: Sexualidade e Longevidade: A Essência da Maturidade – 2021; Contribuinte em várias Redes de Comunicação abordando o tema do Envelhecimento. Idealizador do Projeto Miss e Mister Longevidade no Estado da Paraíba – Brasil.
RESUMO: Ao explicar o surgimento da "monstruosidade" que fora Antonio Conselheiro tendo como fundamento a vida pregressa de Antonio Vicente Mendes e Maciel, particularmente a partir de alguns detalhes de sua vida amorosa, Euclides da Cunha, em Os sertões, escrevia antecipadamente, sem o saber, trechos de sua própria biografia futura. De certa forma, o livro foi um relato de vidas paralelas, um estilo literário ao gosto dos antigos, e celebrizado por Plutarco – mas, no caso presente, registrado através de uma espécie de atividade mediúnica e profética. Nesta palestra, mostraremos como os textos do próprio Antonio Conselheiro sobre a vida sexual dos habitantes de Belo Monte elucida aspectos importantes de sua teologia política.
Breve currículo: Professor Titular do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, do Programa de Pós-Graduação Lógica e Metafísica (PPGLM/UFRJ) e Professor do Programa de Pós-Graduação em Filosofia (UERJ). Doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1996). Dedica-se a pesquisas nas áreas de História da Filosofia Moderna, Política e Estética.
RESUMO: Através da análise de alguns textos de Karoline von Günderrode e Rahel Varnhagen, podemos elencar certos valores e funções da ideia de amor que não são os mesmos e nem possuem a mesma dinâmica daqueles que se desenvolvem no discurso - filosófico e artístico - articulado pelos homens.
Breve currículo: Professor do Departamento de Filosofia e do Programa de Pós-graduação em Filosofia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, possui doutorado (2009), mestrado (2004) e graduação (2002) em FILOSOFIA pela UERJ, e pós-doutorado em filosofia política e educação pela PUC-Rio (2012), e em filosofia pelo PPGLM-UFRJ (2019). É autor de Soldados e centauros: Educação, filosofia e messianismo no jovem Nietzsche (Mauad, 2015), O ofício da origem (Kotter, 2018), O contracânone romântico: ensaios sobre uma (certa) filosofia do Romantismo alemão (Eduerj, 2022) e Todo poder aos sodomitas! (Via Verita, 2023). É tradutor de, entre outros, textos de Nietzsche, Artaud e Friedrich Schlegel. Suas pesquisam lidam com as intercessões entre estética e política modernas e contemporâneas, com ênfase especial nos últimos anos no Romantismo, na teologia política moderna e nos debates contemporâneos sobre o cânone e suas estratégias de dominação e perpetuação.
RESUMO: No tensionamento entre os contos "Noite de almirante" e "Singular ocorrência", vamos deslindar as singularidades na representação do amor e seus intemperismos sociais nos contos de Machado de Assis. Em um e em outro, o amor é circundado pela questão da pobreza e dificuldades de mantenimento das mulheres em uma sociedade que não lhes dá espaço de autonomia sem a proteção masculina. Assim, as relações amorosas podem ser relativizadas e o amor pode ser a chave para a sobrevivência, não disputando com o cálculo, mas sendo um dos instrumentos para alcançar o casamento ou a proteção masculina. Machado soube muito bem observar e representar as nuances da sociedade brasileira com olhar descortinado de ilusões românticas.
Breve currículo: A Professora Mestra Naiara Santana Pita Doutoranda em Literatura e Cultura Na Universidade Federal da Bahia, também é Mestre pelo mesmo Programa, na linha de pesquisa de Estudos de Teorias e Representações Literárias e Culturais, com dissertação intitulada Dinheiro, amor e casamento: a formação do par amoroso em Contos Fluminenses e Histórias da meia-noite de Machado de Assis. Graduada em Letras Vernáculas com Língua Inglesa pela Universidade Federal da Bahia. Vem atuando como docente na Universidade do Estado da Bahia nas áreas de teoria literária, literatura brasileira, formação de professores e leitores.
RESUMO: Esta conferência entrelaça memórias musicais e televisivas do autor sobre o amor com um exercício de leitura de Sobre a terra, somos belos por um instante, de Ocean Voung e O amor dos homens avulsos, de Victor Heringer. É um experimento de pensamento que gira em torno de uma questão ética do nosso tempo: como podemos amar em tempos de extinção? e uma questão política: e o que vem depois do fim? Nenhuma destas histórias faz referência direta à crise climática e ecológica. Não precisam. Ecos são escutados nas menções a inundações, incêndios, aquecimento global e colheitas fracassadas de tabaco e cana-de-açúcar, sugerindo que relatar a si mesmo, ao menos em determinados contextos, inclui invariavelmente as forças e os ambientes entrelaçados da colonização, do extrativismo, da violência de Estado, e da destruição ecológica. Entre a beleza, a crueldade, a graça e a violência, exploro os sinais especulativos de uma ecologia aberrante do amor a partir dos efeitos afetivos da experiência de cuidado como uma espécie de fracasso e do desejo como um ponto de vertigem e dissolução em uma história emaranhada do mundo.
Breve currículo: Prof. Dr. Thiago Ranniery faz parte do corpo do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRJ, Jovem Cientista Nosso Estado da FAPERJ e Bolsista de Produtividade em Pesquisa Nível 2 do CNPq. É líder pesquisador do Bafo! - Grupo de Estudos e Pesquisas em Currículo, Ética e Diferença e Coordenador do LEQUE - Laboratório de Estudos Queers em Educação da Faculdade de Educação da UFRJ.
RESUMO: A palestra pretende refletir, de forma comparada, acerca da construção da temática do amor em composições de Cazuza e de Renato Russo, utilizando, como aporte teórico, o materialismo lacaniano do filósofo esloveno Slavoj Žižek. Em Cazuza, há três tipos de relacionamentos amorosos que denunciam a paralaxe do objeto a: o amor precisa ser ficcionalizado para serem suportado; o amor que se encontra à deriva do desejo do outro; e, por último, a impossibilidade de se empreender uma relação amorosa. Todas essas texturas de um mesmo sentimento são apreciadas via movimentação em busca do objeto causa de desejo, isto é, o sucesso e o fracasso dessas possibilidades acontecem pelo fato de o eu lírico cazuziano se inserir no circuito da pulsão, ora mirando e acertando o alvo, mesmo que provisoriamente, ora errando e sofrendo com a presença de um gozo Real, e encontrando prazer no próprio percurso da pulsão. Já em Renato Russo, o amor se erige sob a certeza da melancolia, isto é, a ótica desse eu lírico se mira para o próprio gesto original da perda do objeto de desejo e no movimento empreendido pela pulsão, o objeto a é tratado, de fato, como faltoso.
Breve currículo: Faz estágio pós-doutoral em Literatura pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sob a supervisão de Regina Zilberman). Fez estágio de Pós-Doutorado em Psicanálise pela UNESP (Universidade Estadual Paulista (campus Assis), sob a supervisão de Gustavo Henrique Dionísio), e em Ciências da Linguagem pela Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina (campus Tubarão), sob a supervisão de Jussara Bittencourt de Sá). Possui graduação em Letras pela Universidade Estadual de Maringá, especialização em Letras com ênfase em História da Arte pela Fundação Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Mandaguari, e Mestrado e Doutorado em Letras (área de concentração: Estudos Literários) pela Universidade Estadual de Maringá. É pesquisador líder do grupo "Estudos Literários", do Centro Universitário de Maringá e coordenador do projeto de pesquisa Materialismo lacaniano, literatura e outras artes, da Unespar (campus Paranaguá). Participa dos seguintes projetos de pesquisa: 'Lacanianismo, Literatura e Cultura' (UEM) e "Animalidade e Humanidade na Literatura" (UEM) cadastrados no CNPq. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira e Portuguesa e em Teoria e Crítica literária, e suas pesquisas contemplam os seguintes temas: Clarice Lispector, Cazuza, materialismo lacaniano de Slavoj Zizek, crítica psicanalítica, história da arte, rock brasileiro, relações entre literatura e outras linguagens, e construção de identidades. Foi professor colaborador do DTL, da Universidade Estadual de Maringá. Atualmente é professor do UniCesumar - Centro Universitário de Maringá e professor colaborador da Unespar (campus Paranaguá). Faz formação continuada em Psicanálise (freudiana e lacaniana).
RESUMO: O impossível é o título de um livro de Georges Bataille e uma ideia recorrente em seu trabalho, que a aproxima das experiências erótica e poética. Propõe-se, aqui, rodear essa palavra, convocando excertos selecionados do autor, bem como citações e poemas de outros autores em cujas poéticas também se flagra a vizinhança entre impossibilidade, desejo e poesia. A reflexão ora apresentada quer perceber e avivar os modos como essas poéticas tratam de não repousar, não assentar, não se dirigir a uma trégua nem ceder a uma fluidez – antes, deixam-se arrastar à noite da escrita, de onde lançam alguns nacos experimentáveis do impossível.
Breve currículo: Julia Klien é pesquisadora. Possui doutorado e mestrado em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, onde também se graduou em Letras – Produção Textual. Sua tese de doutorado, Da carnigrafia, defendida em 2023, foi agraciada com o Prêmio CTCH de Teses (PUC-Rio) e publicada em 2024 como livro digital, em uma coedição da Numa Editora e da Editora PUC-Rio. Foi cocriadora e coeditora dos Cadernos do CEP, publicação vinculada ao CEP 20.000, evento que acontece há mais de trinta anos sob a condução do poeta Chacal. Trabalhou como assistente de pesquisa da professora Heloisa Buarque de Hollanda, tendo participado da elaboração e da execução de dois importantes projetos: a antologia As 29 poetas hoje (Companhia das Letras, 2021) e o livro Explosão feminista: arte, cultura, política e universidade (Companhia das Letras, 2018). Ainda que especialmente atenta ao ensaio e à poesia, sua pesquisa transita entre as áreas de Letras e Artes, com foco em experiências de tensionamento e perturbação dos domínios artístico e teórico-crítico, verbal e visual.
Breve currículo: Mario Orozco Guzmán. Profesor investigador de la Facultad de Psicología de la Universidad Michoacana de San Nicolás de Hidalgo. Doctorado en Psicología en el programa: Personalidad, enfoques clínicos y sociales, en el Departamento de personalidad, evaluación y tratamientos psicológicos. Facultad de Psicología de la Universidad de Valencia, España.Coordinador del Cuerpo Académico evaluado como Consolidado: Estudios sobre teoría y clínica psicoanalítica. Publicaciones recientes: Artículos en Revistas: Con Flor de María Gamboa Solís y Jeannet Quiroz Bautista, El origen de un pueblo: lectura analítica de algunos aspectos de La Relación de Michoacán, en Teoría y crítica de la psicología (2024). Con Hada Soria Escalante y Jeannet Quiroz Bautista, la alteridad inquietante del migrante: un estudio psicoanalítico (2024) Atravesando sendas de investigación freudiana en Caleidoscopio Revista de Ciencias sociales y humanidades (2023). Capítulos de libro: Con Jeannet Quiroz Bautista y Hada Soria Escalante, De una escena básica de violencia y angustia. Testimonio en grupo de acontecimiento en Violencias, resistencias y disidencias. Voces, sentires y miradas desde el Sur (2024). Con Itzel Marianela Corona Villar, Relatos y crónicas sobre la pandemia en una experiencia de Grupo de Acontecimiento: polifonía testimonial en La psicología ante la pandemia (2023).
RESUMO: Esta palestra consta de duas partes. O objetivo principal da primeira é realizar uma panorâmica sobre a história do amor e do erotismo, desde a cultura greco-latina até a atualidade, através da leitura de alguns trechos literários significativos. Na segunda parte, Saturnino Valladares fará uma leitura comentada de seu último poemario, Vaga-lumes ao meio-dia (Valer, 2023), dando ênfase nos momentos onde o erotismo dialoga com a tradição literária.
Breve currículo: Poeta, ensaísta e tradutor, Saturnino Valladares (Espanha, 1978) é Doutor em Literatura Espanhola, pela Universidade de Santiago de Compostela, Espanha, e professor no Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Amazonas. É autor de cinco livros de poesia – Las almendras amargas, Cenizas, Secretos del Fénix, Los días azules e Vaga-lumes ao meio-dia – e de numerosos artigos e poemas publicados em jornais e revistas especializados, principalmente no Brasil e na Espanha. Sua obra poética foi incluída em várias antologias internacionais, como Amour Fou. Ebrio Desván de Amores Locos (2016). Sua tese de doutorado, Retrato de grupo con figura ausente, ganhou o concurso da Diputación de Ourense, Espanha, e foi publicada em 2017. A editoria Valer trouxe à luz, em edição bilíngue espanhol/português, seus livros de poemas Segredos da Fênix (2017) e Vaga-lumes ao meio-dia (2020; 2.ª ed., 2023). Na editora Valer, coordena a coleção "Cima del canto", que pretende introduzir no Brasil poetas espanhóis das últimas décadas. Saturnino Valladares é o tradutor de cinco obras desta coleção: Não amanhece o cantor, de José Ángel Valente, Uma temporada no paraíso, de Claudio Rodríguez Fer, Livro do frio e Cecília, de Antonio Gamoneda, e A última costa, de Francisco Brines. Em 2022, Valladares também publicou a primeira tradução para o espanhol de Muraida (1785), de Henrique João Wilkens, a primeira obra literária do Amazonas brasileiro.
RESUMO: Esta palestra explora a complexa relação entre desejo e crueldade na literatura modernista francesa e portuguesa, analisando como o desejo é representado, não apenas como uma força de criação e de subversão – enquanto impulso que espraia as possibilidades do ser, mas também como força que pode conduzir à destruição e à morte.
Através das obras de Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa, Almada Negreiros e Charles Baudelaire, investigamos como o desejo, ao atingir o seu extremo, se torna um motor da crueldade na literatura, impulsionando à mudança dos paradigmas estéticos vigentes.
O percurso inicia-se com a análise da figura de Salomé, símbolo da sedução fatal e da destruição, e de como o mito foi reinventado pelos modernistas. Em seguida, aborda-se o conceito do desejo perverso, fortemente presente na obra de Sá-Carneiro, onde a obsessão amorosa leva à ruína emocional e física. No caso de Baudelaire, discutimos a fusão entre desejo, arte e decadência em Les Fleurs du Mal, evidenciando como o prazer e a dor coexistem.
Por fim, encerramos com um debate aberto, incentivando o público a refletir sobre como essas noções de desejo e crueldade ainda ressoam na literatura e na cultura contemporânea.
Breve currículo: Marta Braga é doutorada em Línguas, Literaturas e Culturas pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde apresentou e defendeu a dissertação intitulada "Subsídios para um conceito de crueldade na literatura: Diálogos plurívocos entre textos modernistas franceses e portugueses" (2021). Entre 2016 e 2020, foi Leitora de Estudos Portugueses e Franceses na Universidade da Califórnia, Santa Bárbara (UCSB). Nos últimos anos, tem publicado diversos artigos em revistas científicas indexadas em Portugal.
Data e horário: 27 de março, às 10:00h Auditório 411 - CCHLA - UFPB
➡️ PALESTRA PRESENCIAL
RESUMO: "Criatura” é a forma como nomeamos o queer. Ou, antes, o cuir, grafia que expressa arejeição à elitização e ao embranquecimento das dissidências sexuais e de gênero. O cuir assume as necessárias revisões contemporâneas feitas pelos feminismos, transfeminismos, teorias críticas de raça, reconsiderações sobre classe, saberes travestis, epistemologias da deficiência e nos permite pensar a potência da imaginação literária latino-americana contemporânea. Nessa literatura cuir, as criaturas amam. E como amam essas criaturas! E como amam essas criaturas? E, ainda, a pergunta primeira: o que é o amor de criaturas? E, ainda, pode a criatura amar? Pode a criatura senão amar? Essas são algumas das questões que embalam esta reflexão sobre obras como O parque das irmãs magníficas, Nossa Senhora do Barraco, Exploração e Mata Doce. O amor de criaturas nesses livros politiza e erotiza o amor, desafiando noções estáticas e hegemônicas de família, pares românticos, pertença e comunidade.
Breve currículo: Profa. Dra. Alessandra Soares Branãoé — Professora do Porgrama de Pós-Graduação em Literatura (PPGLIt), do Programa de Pós-Graduação em Inglês (PPGI) e do Curso de Cinema da Universidade Federal de Santa Catarina. Realizou pesquisa de Pós-Doutorado no Centre for World Cinemas da Universidade de Leeds, Inglaterra (2012-2013). Tem doutorado em Literaturas de Língua Inglesa pelo PPGI/UFSC, com tese sobre o cinema latino-americano contemporâneo. Recebeu o título de Dean's Fellow de Dickinson College (Estados Unidos), onde realizou pesquisa de janeiro a maio de 2014. Foi vice-presidente da SOCINE - Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, na gestão 2015/2017, tendo sido Secretária Acadêmica desta Sociedade entre setembro de 2011 e outubro de 2015, e membro do Comitê Científico da mesma entidade nas gestões de 2017 a 2019 e de 2021 a 2023. Foi editora da Rebeca - Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual de 2015 a 2017. É pesquisadora e membro do Conselho Consultivo do IEG (Instituto de Estudos de Gênero) da UFSC. Em 2021, recebeu o prêmio 'Melhor Coletânea de Textos' da Associação da Imagem em Movimento (AIM), em Portugal, pelo dossiê "O cinema brasileiro na era neoliberal", coeditado por Lúcia Nagib (University of Reading, Inglaterra) e Ramayana Lira de Sousa (UNISUL, Brasil). Foi membro do Júri Oficial da Mostra de Tiradentes em 2022. É atualmente coordenadora do curso de Cinema da UFSC.
Profa. Dra. Ramayana Lira — Atualmente é professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem e do curso de graduação em Cinema e Audiovisual da Universidade do Sul de Santa Catarina. Realizou estágio pós-doutoral (bolsa CAPES) na University of Leeds, Inglaterra, onde desenvolveu pesquisa sobre o realismo afetivo no cinema brasileiro. Foi bolsista do Programa Fulbright Scholar-in-Residence, nos Estados Unidos. Possui graduação em Direito pela Universidade Federal da Paraíba (1996), Mestrado em Letras (Inglês e Literatura Correspondente) pela Universidade Federal de Santa Catarina ("'There would this monster make a man': teratology and the rendition of Caliban in the 1993 RSC production of William Shakespeare's The Tempest, 2003), e Doutorado com pesquisa em cinema pela mesma instituição ("Images of violence and the violence of the image: the politics of violence in contemporary Brazilian cinema", 2009). Publicou artigos e capítulos de livro nos Estados Unidos, Europa e América do Sul. Co-organizou três livros sobre cinema. Pertence a diversas associações profissionais, tais como ABRALIC, ANPOLL, LASA, BRASA, MLA, SCMS, SOCINE. Foi membro do Conselho Deliberativo da SOCINE nos biênios 2012-2013 e 2014-2015 e membro do Conselho Fiscal da Sociedade no biênio 2016-2017. Foi vice-presidente da SOCINE no biênio 2017-2019, re-eleita para biênio 2019-2021 e membro do Comitê Científico no biênio 2024-2025.Ex-representante da Setorial do Audiovisual no Conselho Estadual de Cultura de Santa Catarina (2021-2022).Foi co-coordenadora do Grupo de Trabalho Intermidialidade: Literatura, Artes e Mídia da ANPOLL. Ex-presidente do Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis (2019-2020).Atua como jurada e curadora em mostras e festivais.Tem experiência na área de Artes, Letras e Comunicação, com ênfase em Cinema, atuando principalmente nos seguintes temas: teoria (feminista) do cinema, estética e política, cinema brasileiro, gênero, sexualidade e estudos queer.
Data e horário: 27 de março, às 19:00h Auditório 411 - CCHLA - UFPB
➡️ PALESTRA PRESENCIAL
RESUMO: Lima Barreto é conhecido escritor brasileiro, principalmente por romances como Triste fim de Policarpo Quaresma, Recordações do escrivão Isaías Caminha e Clara dos Anjos. O autor está situado na história literária nacional como um ferino e arguto polemista, além de simpatizante da crítica social anarquista. Pretendo, nesta fala, abordar a questão da erudição em Lima Barreto dialogando com suas influências, rejeições e paixões literárias desse escritor. Nesse sentido, os diálogos entre Lima Barreto e o modernismo russo/francês, além da sua concepção de literatura militante, como forma de resistência ao parnasianismo, serão abordados como parte de um panorama intelectual indissociável da formação do próprio modernismo nacional.
Breve currículo: Atualmente, é Professor Adjunto de História Contemporânea na Universidade de Pernambuco, Campus Garanhuns; Líder do Grupo de Estudos e Pesquisa de Política e História Literária - GEPPHIL, Vice-Coordenador da TV NEPHEL (YouTube). Professor formador da Licenciatura Plena em História. Professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em História - PPGH da Universidade Federal de Campina Grande - UFCG. Possui doutorado em História Cultural pela Universidade Federal de Santa Catarina/UFSC (2015), financiado pela CAPES. Realizou Mestrado em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Campina Grande/UFCG (2010) e Graduação em História pela Universidade Estadual da Paraíba/UEPB (2008). Tem publicações com ênfase na área de História e interesse nos seguintes temas: História Contemporânea e Literatura, História das Ideias, Teorias e Metodologias de Pesquisa em História e História Ambiental. É da Red de Estudios Biográficos de América Latina - REBAL e do Grupo de Pesquisa História e Arte, Teorias da História (Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC). A tese de sua autoria, Vida literária e desencantos: uma história da formação intelectual de Lima Barreto (1881-1922), foi premiada no II Prêmio Sandra Jatahy Pesavento de Teses em História Cultural (2016).
RESUMO: O amor e o desejo são inseparáveis. Sob essa premissa, esta comunicação propõe-se a explorar o desejo através do olhar feminino. Ao falar sobre desejo e erotismo, as mulheres reivindicam, simultaneamente, a liberdade de seus corpos. Embora por muito tempo relegado ao silêncio, o erotismo na voz feminina não é um fenômeno recente. Mulheres escrevem sobre o desejo desde Safo de Lesbos (séc. VII a.C.), ainda que a sexualidade feminina tenha permanecido um interdito, rompido apenas após séculos de opressão. Em língua portuguesa, o corpo e o desejo começaram a ganhar tonalidades mais nítidas pelas mãos de mulheres como Ildefonsa Laura César, no Brasil do final do século XVIII, e Florbela Espanca, em Portugal. Entre as décadas de 1970 e 1980, como apontam Bruna Escaleira e Emerson da Cruz Inácio (2018), o corpo feminino consolidou sua presença na literatura brasileira, não mais como objeto, mas como sujeito do discurso literário. Poetas como Gilka Machado, Hilda Hilst, Clarice Lispector, Ana Cristina César e Adélia Prado colocaram o corpo feminino no centro de suas obras, subvertendo o papel tradicional imposto às mulheres. Ainda que nem todas se identificassem como feministas, o simples fato de escreverem sobre o erotismo fazia de suas vozes um ato transgressor. Fabiana Amorim ressalta que o corpo e a sexualidade femininos determinam uma nova posição para as mulheres nas relações de poder. Segundo ela, a mulher cidadã articula seu discurso como um ser histórico também por meio do erotismo. Ao falar sobre o desejo, ela assume seu papel político e social, promovendo mudanças que afirmam seu desejo como um ato político (s/d, p. 26). Octavio Paz (1994) ilumina essa discussão ao definir o erotismo como sexualidade transfigurada: uma metáfora. Para ele, a imaginação é a força motriz tanto do ato erótico quanto do poético, convertendo o sexo em cerimônia e rito, e a linguagem em ritmo e metáfora. Mulheres que escrevem sobre o erotismo – de forma explícita ou implícita –acabam por se revelar ao elaborarem a experiência corporal. Contudo, como observam Escaleira e Inácio (2018), essas autoras frequentemente são lidas como "o outro". A abordagem do erotismo a partir do discurso feminino carrega, inevitavelmente, um posicionamento: as autoras precisam afirmar-se frente aos sujeitos dominantes, fazendo com que o sexo, muitas vezes, seja retratado como um embate. É nesse cenário que convocamos para o embate discursivo a escritora portuguesa Maria Teresa Horta, cuja obra é tingida pelo desejo, revelando o erotismo como um ato de resistência, poesia e afirmação de liberdade.
Breve currículo: Pós-Doutoranda na Universidade Feevale (RS), junto ao PPG em Processos e Manifestações Culturais (2023), possui pós-doutorado em Literatura junto à Universidade Presbiteriana Mackenzie. É doutora, mestre e especialista em Literatura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Graduou-se em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e em Comunicação Social (jornalismo) pela Universidade de Passo Fundo. Foi bolsista de mestrado da CAPES; bolsista de doutorado; bolsista de doutoramento sanduíche junto à Universidade do Porto, e é bolsista de Pós-doutorado Júnior do CNPq. Atualmente é pesquisadora e colaboradora junto ao Departamento de Teoria da Literatura na Universidade Feevale e é membro do Grupo de Pesquisa/CNPq "Ficção de Machado de Assis: Sistema Poético e Contexto". Seus principais interesses de pesquisa são as relações intertextuais entre autores brasileiros e portugueses, com destaque ao estudo da obra de Machado de Assis. Além desses, atua em torno de temáticas relacionadas às minorias, ao feminino, à guerra, ao trauma e à violência.
RESUMO: Quando jovem, o grande historiador das religiões Mircea Eliade, após se licenciar em Filosofia, aos 21 anos, recebeu um apoio para estudar em Calcutá na Índia e preparar a sua tese de doutorado, de 1928 a1931. Na Índia, hospedou-se na casa de um antigo estudante indiano da Universidade de Cambridge, que se tornou professor na Universidade de Calcutá , prof. S. Dasgupta. Na sua casa, conheceu a sua filha, Maitreyi Devi, e se apaixonou por ela. Diferenças culturais impediram esse relacionamento delicado e sublime. Eliade transformou a experiência pessoal no romance La nuit Bengali.
Breve currículo: A Professora Doutora Ana Maria Lisboa de Mello Ana Maria Lisboa de Mello possui Doutorado em Programa de Pós-Graduação em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Brasil (1991), Professor Associado (aposentada na UFRGS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil.
RESUMO: Lançado originalmente em 1977, o romance de Jorge Amado é , antes de qualquer coisa , um protesto político contra a ditadura empresarial -militar, então em vigor no país, e, principalmente, um ato político (por quê não dizer 'um ato analítico'?) de rebeldia contra o Autoritarismo e o modelo de defesa da "família e dos bons costumes". Seguindo esse raciocínio e, em comemoração aos quase 50 anos de lançamento do texto original, longe de se propor a uma leitura psicanalítica da obra, essa palestra deseja refletir, problematizar e comparar as estruturas familiares presentes na obra - especialmente no que diz respeito ao Patriarcado, e ao lugar relegado às mulheres presentes em 'Tieta' -, as sexualidades ditas desviantes, a gangrena dos afetos e o despedaçar dos corpos no tocante ao tabu do incesto, só conservadorismo e da falsa moral, questões sociais presentes no livro.. Como base norteadora da palestra, utilizaremos a Teoria Psicanalítica a partir de uma leitura crítica, bem como os estudos de sexualidades de Michel Foucault.
Breve currículo: Kleberson Ananias é Psicólogo Clínico (CRP 02/16600) e Psicanalista, atendimento presebcual e online. Especialista em Saúde Mental e Desenvolvimento Humano pela PUC-PR. E nas redes sociais dedica-se a buscar aproximações entre a Teoria Psicanalítica e a Mitologia yorùbá. É ativista em defesa dos direitos LGBTQIAPN + e questões étnico-raciais.
RESUMO: A palestra busca abordar como a obra O processo, de Franz Kafka, pode propiciar uma releitura psicanalítica do Direito, a partir da culpa. A procura desenfreada pela expiação pode não só revelar a fragilidade das relações humanas, como indicar a complexidade das relações de poder em sociedade, que para além de um aspecto prático, podem ser compreendidas a partir de uma visão psicanalítica e intersubjetiva. O processo penal acaba sendo, em muitos casos, um instrumento de satisfação pessoal do ego, quando informa o valor da Justiça a partir de um lógica subjetiva de restauração da um dano sofrido, em detrimento da chancela objetiva de danos subsequentes.
Breve currículo: Advogado, Consultor Jurídico, Presidente da Comissão de Relações Internacionais - OAB-AC, Mestre e Doutor em Recursos Naturais pelo Programa de Pós-graduação em Recursos Naturais (PPGRN/UFCG), Especialista em Direito Internacional pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU/SP) e Bacharel em Ciências Jurídicas pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), sendo fundador do grupo de pesquisa: KOSMOPOLITISCH - Núcleo Internacional de Investigações Jurídicas; membro da Curadoria de Matrizes Energéticas e Meio Ambiente do Instituto de Estudos da Ásia (IEÁsia) e dos grupos de pesquisa Saberes Ambientais e Culturais - Estudos em Homenagem a Enrique Leff (ESAEL); História, Meio Ambiente e Questões Étnicas e Gestão e Ordenamento Ambiental (GEOAMB). Endereço eletrônico: amilson.albuquerqueadv@gmail.com.