Metodologia

Em conformidade com a proposta para o Inventário Florestal Nacional do Brasil (IFN/BR), adaptado a realidade catarinense, o IFFSC foi estruturado utilizando o processo de amostragem de múltiplas ocasiões com possibilidade de repetição total da amostragem, com distribuição sistemática das Unidades Amostrais (UA), a partir de uma rede de pontos sistematizados (grade), cobrindo todo o estado.

A seleção das UA foi realizada a partir de uma estratificação preliminar em floresta e não floresta, baseada em interpretação de imagens orbitais. O método de amostragem foi o de Área Fixa em Conglomerados. O processo de amostragem com repetição total exige que a estrutura amostral seja permanente para que as UA possam ser remedidas.

Os primeiros levantamentos sistemáticos da flora catarinense foram realizados nas décadas de 1950 a 1970 e geraram um grande conjunto de informações, possibilitando a publicação da Flora Ilustrada Catarinense, que colocou o estado de Santa Catarina numa posição de destaque entre os estados do Brasil, em relação ao conhecimento das espécies de plantas nativas. O último inventário quantitativo das florestas catarinenses ocorreu na década de 80 do século passado, realizado pelo então Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF).


O conhecimento de extensão, composição e estado de conservação dos recursos florestais é considerado imprescindível para a formulação de uma política florestal. Esta política abrange tanto os aspectos técnicos e sócio-econômicos da manutenção e do uso dos recursos florestais, além das necessidades de conservação e preservação de ecossistemas em espaços territoriais específicos (Unidades de Conservação) e de espécies da flora e fauna ameaçadas de extinção.