Provocações epistêmicas:
Dia 1
16h30 – Provocação Epistêmica 1
Pessoa Convidada: Prof. Dr. Lynn Mario Trindade Menezes de Souza (Universidade de São Paulo - Brasil)
Ementa: Uma reflexão provocativa sobre as intersecções entre teoria linguística, pensamento decolonial e o ethos plurilíngue, dialogando com a virada ontológica de Viveiros de Castro e os desafios da sustentabilidade contemporânea.
Dia 2
13h30 – Provocação Epistêmica 2
Pessoa Convidada: Profa. Dra. Sarita Monjane Henriksen (Universidade Pedagógica de Maputo - Moçambique)
Título: "Discursos de Sustentabilidade: Entre o Global e o Local"
Ementa: Uma análise dos discursos que moldam a sustentabilidade, tensionando as perspectivas globais e as realidades locais a partir do contexto moçambicano.
Painéis temáticos:
1. Educação linguística e literária e decolonialidade
Pessoas Convidadas: Alexandre José Pinto Cadilhe de Assis Jácome, Anderson Carnin e Cynthia Agra de Brito Neves (Mediação: Marileide Macedo)
2. (In)Sustentáveis modelos computacionais de linguagem
Pessoas Convidadas: Sandra Eliza Fontes de Ávila, Helena de Almeida Maia e Simone Tiemi Hashiguti (Mediação: Gustavo Bonil da Silva)
3. Ontologias e fé
Pessoas Convidadas: Simone Batista da Silva, Nara Hiroko Takaki e William Mineo Tagata (Mediação: Andrezza Simonini Souza)
4. Sociolinguistic landscapes, the environment and language teacher education
Pessoas Convidadas: Edina Krompák e César Cumbe (Mediação: Maila Yasmin Souza Piauhy)
5. Ontoepistemologias indígenas e educação linguística
Pessoas Convidadas: Anderson Francisco Guimarães Maia, Ivânia dos Santos Neves e Jamille da Silva Lima-Payaya (Mediação: Daniel Augusto de Oliveira)
6. Epistemologias de resistência
Pessoas Convidadas: Kelly Barros Santos, Mariana Rafaela Batista Silva Peixoto e Marco Antonio Lima do Bonfim (Mediação: Jonatha de Almeida Alberto)
Conexões:
As Conexões são espaços dedicados à apresentação de trabalhos inscritos no evento. Elas estão sendo organizadas de forma orgânica, agrupando as pesquisas a partir das afinidades e conexões temáticas observadas entre os trabalhos, promovendo um diálogo interdisciplinar real, a fim de que os trabalhos inscritos não sejam apenas apresentados, mas conectados, criando uma rede de diálogos baseada nas interseções teóricas e práticas entre as pesquisas. Tempo de apresentação de cada trabalho: 15 minutos (cada sessão com 5 trabalhos).
Coordenação:
1. Giselly Tiago Ribeiro Amado
2. San Thiago de Araujo e Silva
3. Andrezza Simonini Souza
4. Fabiane Lemes
5. Daniel Augusto de Oliveira
6. Maila Yasmin Souza Piauhy
7. Hamid Farahani
Palestras-relâmpago:
As Palestras-relâmpago são uma modalidade dinâmica dedicada exclusivamente à apresentação de trabalhos de Iniciação Científica (graduação). Com apresentações orais objetivas de até 5 minutos, este espaço visa dar visibilidade e voz às pesquisas em estágio inicial, permitindo que estudantes exponham seus temas, metodologias e resultados de forma concisa, promovendo o intercâmbio de ideias e o incentivo à formação acadêmica desde os primeiros passos.
Montagens:
As Montagens funcionam como sessões de simpósios fechados, reunindo integrantes de grupos de pesquisa, estudo ou extensão que desenvolvem projetos conjuntos ou alinhados a uma mesma temática. Coordenadas por pessoas pesquisadoras com título de doutorado, essas sessões buscam evidenciar a força do trabalho coletivo e a articulação teórica interna dos grupos, apresentando como diferentes investigações se entrelaçam para construir um corpo de conhecimento sólido e compartilhado dentro do fórum.
Trabalhos aprovados
Confira abaixo a organização dos trabalhos aprovados para apresentação no I FELIS.
CADERNO DE RESUMOS
I FELIS
Baixe aqui o template para a sua apresentação de trabalho👇
Minicursos:
Navegando pela inteligência artificial: do básico aos grandes modelos de linguagem
Proponente: Profa. Dra. Helena de Almeida Maia (Unicamp)
A Inteligência artificial (IA) tem invadido o cotidiano e as diferentes áreas de pesquisa e indústria. Mas em meio a tanta "IA", nos deparamos com as perguntas: "Mas o que é IA afinal?" ou "IA resolve tudo?". O intuito deste minicurso é trazer as bases para melhor compreensão dos sistemas de IA e fomentar uma postura crítica com relação a eles. Abordaremos os principais conceitos de inteligência artificial, e um pouco da trajetória que levou até os grandes modelos de linguagem atuais, como o ChatGPT. Também discutiremos desafios, limitações e questões éticas desses sistemas. O minicurso trata-se de uma proposta interdisciplinar, aberta a participantes de diversas áreas, inclusive sem experiência prévia em inteligência artificial.
Na prática a teoria é outra: por um ensino de língua estrangeira afrocentrado
Proponente: Profa. Dra. Kelly Barros (UFRB)
O ensino de línguas (estrangeiras) no Brasil, ao longo dos anos, tem sido orientado por paradigmas eurocentrados, tendo em vista, por exemplo, o Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (QCER) que tem servido, inclusive, para parâmetro para os mais diversos materiais didáticos de línguas. Durante a realização desta oficina, buscarei refletir, com base em diferentes referenciais teóricos, sobre as possibilidades de pensar o ensino de línguas a partir da perspectiva afrocêntrica, considerando o contexto brasileiro e, sobretudo, a Lei 10.639/2003. Desse modo, por meio da apresentação de atividades e da socialização de experiências e trabalhos fundamentados nos estudos sobre afrocentricidade, discutiremos diferentes possibilidades de promover um ensino de línguas (estrangeiras) comprometido com: (1) a sensibilização das pessoas participantes para as questões étnico-raciais; e (2) a promoção, por meio de uma abordagem afrocêntrica, de uma reorientação da centralidade histórica, possibilitando compreender a aprendizagem de línguas (estrangeiras) a partir de epistemes não embranquecidas. Por conseguinte, este encontro se configura como uma oportunidade para refletirmos sobre como é possível conceber práticas pedagógicas que permitam incorporar ao cotidiano escolar histórias, corpos, saberes e conceitos historicamente marginalizados, promovendo uma educação crítica, plural, socialmente engajada, afrodiaspórica e afrocentrada. Para encerrar essa ciranda, construiremos, de forma colaborativa, atividades, compartilharemos experiências e práticas pedagógicas que possam contribuir para a promoção da justiça social e da justiça linguística.