Uma nota breve sobre a vida do Filósofo Desconhecido e sua obra, mas que nos traz aspectos pouco conhecidos pela grande maioria de seus seguidores e admiradores. Nada melhor do que ler um texto sobre a vida de Saint-Martin redigida por alguém que conviveu diretamente com ele.
“Neste estado de reprovação onde o homem está condenado a rastejar, e onde vê apenas o véu e a sombra da verdadeira luz, ele mais ou menos retém a memória de sua glória, ele mais ou menos nutre o desejo de voltar para ele, tudo por causa do uso livre de suas faculdades intelectuais, por causa das obras que são preparadas para ele pela justiça, e do uso que ele deve ter na obra”.
O Filósofo Desconhecido
(Dos Erros e da Verdade)
“Quando o homem foi encontrado caído deste esplendor, e foi condenado à condição infeliz a que agora está reduzido, seus primeiros direitos não foram abolidos, eles foram apenas suspensos, e ele sempre manteve o poder de trabalhar e realizar por meio de seus esforços para restaurá-los à sua condição primária”.
O Filósofo Desconhecido
(Dos Erros e da Verdade)
No Suplemento Martinista Prático adicionado a esta nota biográfica, o leitor aprenderá a trabalhar e desenvolver seus sonhos para alcançar dimensões mais profundas de sua mente e consciência para chegar ao que denominamos “sonhos de instrução”. Um estágio que todo místico praticante sério e dedicado deve atingir por meio de seus esforços pessoais.
“Então qual foi a origem de todos esses preceitos universalmente difundidos pela terra, daquela voz interior e uniforme que obriga, por assim dizer, todos os povos a adotá-los e que mesmo, em meio aos seus erros, faz-se ouvir? ao homem que tem um destino muito superior aos objetos com que lida?”
O Filósofo Desconhecido
(Dos Erros e da Verdade)
O autor desta nota discursa com bastante propriedade sobre as obras do Filósofo Desconhecido e sobre o filósofo alemão Jacob Boehm, a quem Saint-Martin deve muito sua influência na formação de sua doutrina conhecida no mundo inteiro como Martinismo.
“Quanto nos teriam salvado de erros e sofrimentos, se, longe de olharem nas aparências da natureza material, se decidissem descer em si mesmos, se quisessem explicar as coisas pelo homem e não o homem pelas coisas!”
O Filósofo Desconhecido
(Dos Erros e da Verdade)
O conhecimento histórico e a vida deste grande pensador e filósofo francês nos dão uma grande pista de como formou a sua doutrina e de que caminhos percorreu para chegar até ela. Por essa razão, temos que ler tudo o que estiver ao nosso alcance, de modo a formar uma base bem sólida do pensamento Martinista.
“Quanto ao segundo objeto, dei a entender que se o Autor do mal usasse sua liberdade para se aproximar do princípio do bem, ele deixaria de ser mau e de sofrer e que, consequentemente não haveria mais o mal; mas sempre vemos por suas obras que ele está como que acorrentado à sua vontade criminosa, de modo que não produz um único ato que não pretenda perpetuar a confusão e a desordem”.
O Filósofo Desconhecido
(Dos Erros e da Verdade)
No trabalho místico, se quisermos ser bem-sucedidos em todos os sentidos, devemos aprender aliar prática e teoria, caso contrário, corremos o risco de permanecer eternamente no ostracismo espiritual. Além disso, essa combinação saudável nos livra igualmente do fanatismo iniciático, assim como da vaidade e da soberba que arrastam tantas mentes e corações para o lamaçal das glórias pessoais.
“Se ao homem não fosse possível jamais recuperar o uso de sua força, sua corrente não seria um castigo nem uma desgraça para ele”.
O Filósofo Desconhecido
(Dos Erros e da Verdade)
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“Devemos assegurar que o mal não tenha outro princípio, nem qualquer outra origem que a própria vontade deste Ser livre”.
O Filósofo Desconhecido
(Dos Erros e da Verdade)
TERMOS DE GARANTIA