Balas, recarga de celular, sorvetes, brinquedos, canetas, cigarros, pilhas. Se a intenção fosse divulgar a lista completa dos itens que o consumidor hoje pode encontrar nas tradicionais bancas de jornal, provavelmente ocuparia boa parte do espaço destinado a esta reportagem. Há pouco mais de uma década, os famosos jornaleiros precisaram se reinventar para sobreviver no mercado. Nessa luta, muitos fecharam as portas. E os que ainda seguem em seus espaços -- principalmente os instalados em pontos nobres da cidade -- tiveram que diversificar seu estoque para manter o negócio.
Segundo dados da Prefeitura, há instaladas hoje, em locais públicos da cidade, 29 bancas de jornais e revistas. Em 2014, esse número era de 35. A existência desse comércio é regulamentada pela lei municipal 4586/1994 e pelo decreto 9872/2011, que em seu artigo sexto aponta os tipos de mercadorias que podem ser vendidas nas bancas -- além das publicações impressas. A lista é grande e inclui brinquedos, doces, bebidas, sorvetes, lápis, canetas, envelopes, recarga e chips de telefonia celular, cartões de telefone, fichas de ônibus (aos cadastrados da Urbes), bandeiras, selos e aerogramas, ingressos para espetáculos, bilhetes de loteria, cigarros, isqueiros, pilhas, dentre outros.
Na praça Oxford, na zona oeste da cidade, a tradicional banca de jornal agregou também o serviço de chaveiro há cerca de quatro anos. Foi quando Rogério Vieira dos Santos, de 48 anos, que já trabalhava fazendo cópias de chaves ali por perto, resolveu comprar a banca. "Naquele tempo só vendia jornais e revistas e não ia muito bem. Entrei no negócio mais pelo ponto mesmo, para trazer o chaveiro para cá." Hoje, Rogério mantém a venda de apenas poucos títulos de jornais e revistas, além de bebidas, cartões de ônibus e miudezas. "Atualmente a banca serve muito para as pessoas pedirem informações. A vantagem que temos é que dá para vender uma série de produtos. O que eu mais vendo são os cartões de celular", comenta.
Em plena praça Coronel Fernando Prestes, o jornaleiro Miguel Moreira Machado Junior, de 58 anos, confirma a tendência. Operando desde 1948, a Banca da Sé hoje se mantém com o apoio de outros produtos. "Recarga de celular é hoje metade do meu movimento. Os jornais e revistas são 30%, isso se vender bem." Aos 58 anos, ele conta que começou no negócio aos 11 anos ajudando o pai, de mesmo nome, que hoje está com 84 anos. Para ele, o grande vilão dos jornaleiros foi a explosão e popularização na internet, há cerca de 15 anos. "Quando as publicações foram para a internet, a queda de vendas foi brusca. E pensar que quando meu pai começou chegava a vender mais de mil jornais por dia e editoras imploravam para ele colocar gibis do Pato Donald expostos na banca", lembra o filho. Para se ter uma ideia, os gibis, nos tempos áureos, chegavam a ter 500 exemplares vendidos por mês. Hoje, esse número não passa de 70. E se uma revista feminina vendia 500 exemplares ao mês, hoje não chega nem a 15, isso "quando a venda é boa", reforça Miguel.
A aposentada Maria Elisa, de 76 anos, é a responsável por uma destas vendas. "Ler revistas é um hábito que minha mãe nos deixou. Como não tínhamos dinheiro para comprar livros, comprávamos revistas", disse, com seu exemplar nas mãos. Ela, que diz ainda assinar um grande jornal de circulação nacional, também por tradição, diz que não abre mão de ler o que gosta no papel. Miguel se diz triste ao imaginar que as bancas um dia podem acabar. "Isso aconteceu com lojas de CDs, as locadoras. A gente pensa na próxima geração." Segundo ele, seu filho até se interessa em assumir o negócio, mas para isso pretende informatizar a banca.
Desejo é o de manter a tradição
Ser jornaleiro normalmente é uma profissão que passa de pai para filho, se estende pela família. E essa característica também tem ajudado muitas bancas a sobreviver, mesmo com os percalços do dia a dia. Também no centro da cidade, a família Flores mantém há 63 anos a Revistaria LM. Por lá, a venda de jornais e revistas resiste muito pela tradição, conta Adriana Flores, neta dos fundadores do negócio, Moacyr e Leonildes Flores, ambos hoje com 86 anos. "As revistas baratas, de fofocas, ainda saem bastante." Além dessas, as palavras cruzadas também são bem procuradas. Porém Marcos Flores, filho dos fundadores, conta que há algum tempo já não é mais possível o negócio sobreviver só com a venda das publicações.
Nesses estabelecimentos, há muito mais que produtos para ler. Dá para comprar sorvete, bebidas, material de escritório, e vários outros itens. "Esses produtos foram chegando até como forma de lucrarmos um pouco mais, já que os preços das publicações são fechados", conta Adriana. Segundo ela, as vendas foram caindo com o passar dos anos e alguns tipos de publicações até deixaram de existir. "Aquela prateleira era cheia de revistas de músicas [cifras]. Hoje não existem mais, o pessoal baixa tudo na internet." Adriana pondera, entretanto, que nem todas as pessoas têm acesso fácil à internet como muita gente pode pensar. "Muitos ainda querem as revistas, vêm procurar por publicações. Há também os clientes fieis, mais antigos, que o pai já comprava aqui e continuam mantendo a tradição."
Num outro canto da cidade, Nilson de Almeida Pegoraro, 49 anos, também está lutando para manter a tradição iniciada na década de 70 por seu pai, Benedito Jurandir Pegoraro, hoje com 87 anos. "Na década de 80 ele até ganhou um prêmio como jornaleiro revelação de uma editora", lembra, com orgulho. Ele manteve por bastante tempo uma banca na avenida Comendador Pereira Inácio, ao lado da rodoviária. Nos últimos 14 anos, o comércio de jornais e revistas ocupou um espaço ao lado da escola técnica Rubens de Faria e Souza. Há dois anos, a área foi solicitada. Nilson, que morava em Santa Catarina, está voltando para Sorocaba a fim de dar um novo gás para o negócio. "Vamos inaugurar um espaço que vai unir café e jornal." O novo endereço está na mesma avenida, em frente ao hospital Leonor Mendes de Barros.
Segundo uma pesquisa recente da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), encomendada ao Ibope, 63% dos brasileiros devem presentear alguém no próximo 16 de abril, com a movimentação prevista de 58 milhões de ovos de Páscoa no período.
Para garantir um pedaço deste mercado, a diretora de marketing do Grupo CRM, Maricy Gattai, conta que a estratégia é atrair o consumidor com novidades no cardápio atreladas a uma boa estratégia de comunicação. “A gente acredita que a inovação ajuda bastante na crise. Por isso, estamos lançando 27 produtos, 14 da Brasil Cacau e 13 da Kopenhagen. E, estamos investindo mais no formato de embalagens. Nessa Páscoa, tratamos as nossas embalagens de forma mais artística”, comentou.
Segundo ela, a Kopenhagen, marca de chocolates finos do Grupo CRM, apresenta um cardápio mais variado para esta data, apostando tanto em produtos campeões de venda, como os ovos da linha língua de gato, quanto em novidades: “A gente traz um ovo que harmoniza com uma cerveja premium. Através de uma parceria com a Ambev, estamos com um ovo ao leite com amêndoas, que vem acompanhado de uma cerveja Wals, que foi premiada internacionalmente”. Para a data, a marca estima um crescimento de 40% no tíquete médio, o que equivale a um valor de R$ 49,73.
Além disso, a empresa continua com uma parceria com a Disney. Utilizando desenhos emblemáticos em suas embalagens, a Kopenhagen espera cativar o público mirim. “Apesar de ter quase 90 anos, a Kopenhagen é uma marca atualizada”, completa Marici.
Já a Brasil Cacau, outra marca do grupo, aposta em um crescimento de 48% no tíquete médio para a data, alcançando o valor de R$ 24,21. Para a Páscoa, a empresa está lançando 14 novos produtos. Forte na venda de trufas a marca aproveitará o bom desempenho desses itens para inserir também nos ovos. Além disso, segundo a executiva, a outra novidade, e grande aposta para a Páscoa, é a casca recheada em Cookies in Cream.
Para o diretor da Casa Bauducco, Paulo Cardamone, além de investir em novidades para os clientes, é importante fornecer um ambiente agradável para atrair os consumidores às lojas: “O próprio ambiente já é um atrativo a parte: é um espaço aconchegante, agradável, onde os clientes podem sentar e degustar um cafézinho com uma fatia de panettone quentinha, preparada na hora”.
Se a ordem desta Páscoa é inovação, a Ofner pretende não ficar de fora da disputa. “Apostamos em embalagens modernas que transformam nossos produtos em verdadeiros presentes de Páscoa. Além disso, modificamos o layout de alguns produtos. A nossa ideia é despertar esse desejo no consumidor à primeira vista”, argumenta o diretor executivo da empresa, Mário Costa Júnior.
Além das 24 lojas localizadas em São Paulo, o executivo indica o consumidor a procurar produtos em sua fábrica. “Nossos produtos giram a partir de R$ 24,90, e na fábrica, alocada no Socorro (SP), R$ 19,90. Inclusive, os preços na loja de fábrica podem chegar a 25% de desconto em relação a rede.”
Fonte: New Trade
Nesta dica de construção civil qual a diferença entre aço e ferro e alguns de seus usos comuns. Veja no vídeo explicando o processo de transformação do ferro em aço.
Dica de construção: Diferença entre ferro e aço
A construção civil usa diversos tipos de materiais, como madeira, cimento, areia, saibro, telhas e blocos cerâmicos, tijolos, ferro e aço, entre outros. Muitos materiais usados têm similaridades quanto a sua aplicação, ferro e aço, por exemplo. Mas qual a diferença entre eles, se é que existem?
O ferro é um minério encontrado na natureza e por sua vez encontra-se em certa quantidade de mistura o que o torna pouco resistente a corrosão e a resistência. Ele foi muito usado no passado na sua forma tradicional até o descobrimento do aço.
Segundo o Instituto Aço Brasil (antigo Instituto Brasileiro de Siderurgia – IBS) foi com a Revolução Industrial que o aço passou a ser produzido em escala, isto graças a invenção dos fornos que permitiam corrigir as impurezas do ferro e ainda adicionar propriedades que o tornariam resistente ao desgaste, impacto e corrosão. Desta forma o aço é formado basicamente por ferro e carbono.
Nos Estados Unidos o aço desempenhou um papel significativo para o desenvolvimento das cidades que se verticalizaram com o uso em massa deste material, além de pontes, linhas de ferro e outras aplicações. Andrew Carnegie foi um industrial que revolucionou o mercado de ferro e aço com a produção em massa no final do século XIX e tornou-se um dos homens mais ricos de sua época ao lado de outros americanos como John D. Rockefeller, outro industrial que chegou a controlar 90% das refinarias de petróleo com a sua empresa, a Stand Oil Company e John Pierpont Morgan (J.P Morgan) um banqueiro que fez fortuna com a indústria da eletricidade nos estados unidos (GE – General Eletric).
Na construção de uma casa usamos materiais de ferro e aço, alguns exemplos podem ser:
Veja abaixo um vídeo mostrando o processo de transformação do ferro em aço:
Ontem fui ao laboratório fazer exames de saúde. Após ter as ampolas de sangue recolhidas e esfomeado por horas de jejum, resolvi visitar a lanchonete do local. Ao meu lado, uma mãe de cabelos brancos e quem parecia ser seu filho, barbudo, uns 40 anos, também sentavam-se para comer. Entre uma golada e outra de café, reparei no comportamento do rapaz quando se levantou para pegar mais suco. Em vez de um copo plástico, ele trouxe dois, um embaixo do outro – o que nem se justificava para aplacar uma eventual temperatura muito quente. Ao fim daquele lanche rápido, o que deveriam ser dois copos eram, na verdade, oito.
É muito possível que o meu companheiro de cantina não tenha consciência de que ele colaborou para que exista quatro vezes mais petróleo extraído das profundezas de nosso planeta; quatro vezes mais coleta de lixo; quatro vezes mais desperdício de energia para recolhê-lo; lixões quatro vezes mais abarrotados; quatro vezes menos tempo de vida para a Terra. Hoje, ainda não é possível responsabilizá-lo. Isso porque até agora, a humanidade seguiu os princípios da abundância para se firmar enquanto espécie. Ainda não conseguimos perceber que a água está acabando porque hoje ela escorre de forma abundante em nossos chuveiros, tanques e torneiras. Mas dentro de 20 anos, a demanda por água será 40% maior do que a sua oferta. Daqui para frente, portanto, é preciso adotar um princípio de vida exatamente oposto se quisermos sobreviver enquanto espécie: o da escassez.
Todos os dias, 250 mil bebês nascem em todo o mundo, enquanto a média de mortes gira em torno de 150 mil. No último Dia das Bruxas, a Terra ultrapassou a marca dos 7 bilhões de habitantes. Até 2100, segundo o último relatório do Fundo de População das Nações Unidas, devemos passar dos 10 bilhões e até chegar perto dos 15. Esses dados são alarmantes se pensarmos que, apenas com o número de moradores atual, o planeta demora 18 meses para repor os recursos consumidos em 12 meses. E pouca gente sabe que a elevação da temperatura global, causada pelo incessante envio de CO2 à atmosfera, está diretamente ligada à uma possível falta de alimentos para a população terrestre no futuro. Se o clima médio do planeta ficar 5,8 graus mais quente nos próximos cem anos, conforme foi previsto pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU, as plantações de arroz, soja e milho serão reduzidas pela metade. Essa quantidade de comida pode ter que ser suficiente para alimentar o dobro de indivíduos que existem agora.
Para cada quilo de plástico produzido, seis quilos de CO2 são liberados na atmosfera. Tudo está interligado em uma mesma lógica ambiental que funciona de forma praticamente matemática e explica por que o meu companheiro de cantina não tem o direito de pegar oito copos diferentes para beber o mesmo suco com a sua mãe. Fazendo isso, ele está cooperando para que a crise mais séria de fome que a humanidade já enfrentou até o presente momento realmente exista. Ele está colaborando, sem saber, para que o derretimento das geleiras promova desastres ecológicos que podem fazer cidades inteiras sumirem para sempre. E para que as crianças que nasçam daqui a cem anos encontrem um planeta muito menos habitável do que é a Terra hoje.
Você já jogou fora a garrafinha de água mineral que comprou na rua hoje? Se não, guarde-a na bolsa e encha em casa. Não é isso que vai salvar o planeta, mas acredite: é uma bela ajuda.
*Jimmy Cygler é presidente da Proxis, foi professor do MBA da ESPM por 13 anos, lutou em quatro guerras em Israel (principalmente no deserto do Negev) e publicou pela editora Elsevier o livro Quem Mexeu na Minha Vida.
Fonte do Artigo: UOL