Cruzadinha 80
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Cruzadinha 80
Dica: a primeira letra da primeira palavra é “I”.
O fato é que uma das barreiras mais difíceis de superar quando se torna um cristão está no saber lidar com o desejo sexual. A sexualidade é parte da criação de Deus e, em si, não é pecaminosa — foi planejada para expressar amor, intimidade e aliança no contexto seguro e santo do casamento (Gênesis 2:24-25; Hebreus 13:4). O problema surge quando esse desejo, que é bom em sua essência, é distorcido pelo pecado e usado fora dos limites que o Senhor estabeleceu. Para o novo convertido, especialmente em uma cultura saturada de estímulos e permissividade, essa área pode se tornar campo de intensa batalha espiritual e emocional. O desafio não está em negar a existência do desejo, mas em submetê-lo ao senhorio de Cristo, aprendendo a controlá-lo à luz da Palavra e a cultivá-lo de forma que glorifique a Deus.
A Escritura não ignora essa luta, mas oferece direção e recursos para vencê-la. O apóstolo Paulo exorta: “Fugi da impureza sexual” (1 Coríntios 6:18) e “Revistam-se do Senhor Jesus Cristo e não satisfaçam os desejos da carne” (Romanos 13:14). Isso significa evitar situações e conteúdos que estimulem a tentação, buscar comunhão com irmãos maduros para apoio e prestação de contas, e investir na mente e no coração através da oração e meditação bíblica. A santidade nessa área não se conquista de forma instantânea, mas é fruto de disciplina, perseverança e dependência do Espírito Santo, que produz domínio próprio (Gálatas 5:22-23). Com o tempo, o cristão aprende que a verdadeira liberdade sexual não é fazer tudo o que o corpo pede, mas viver com alegria e paz dentro dos parâmetros do Criador, experimentando não apenas a pureza física, mas também a pureza de pensamentos, intenções e afetos.