Cruzadinha 79
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Cruzadinha 79
Dica: a primeira letra da primeira palavra é “S”.
O coração, a personalidade, a vida interior e exterior do homem devem ser puros diante de Deus — e essa é uma verdade bíblica que nos chama tanto à convicção quanto à prática. O profeta Davi clama por um coração limpo: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.” (Salmo 51:10). Jesus mesmo denuncia a hipocrisia de cuidar só do exterior enquanto o interior está corrompido: “Limpai primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo.” (Mateus 23:26). A santidade cristã, portanto, não é apenas um conjunto de atos observáveis, mas a coerência entre o ser e o parecer — entre o que sentimos, pensamos e o que fazemos. Quando o nosso íntimo é oferecido e examinado à luz da Palavra, a transformação ocorre de dentro para fora: o caráter se molda, as motivações se purificam e a vida visível começa a refletir a graça recebida.
Isso exige disciplina pastoral e pessoal: sinceridade no exame de si, confissão habitual, dependência do Espírito Santo e práticas espirituais que alimentem o coração (oração, meditação na Escritura, comunhão fraterna e participação nos meios da graça). Como diz a Escritura, “acima de tudo, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Provérbios 4:23); e Paulo lembra da consagração integral: “O mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, alma e corpo...” (1 Tessalonicenses 5:23). Portanto, a busca pela pureza não é tarefa isolada nem fruto de força própria, mas caminho de humildade: reconhecer a necessidade contínua da graça, submeter-se à correção amorosa da igreja e permitir que Cristo, que nos justificou, também nos santifique. Assim, a vida interior e exterior caminham juntas, e o testemunho cristão torna-se verdadeiro — para a glória de Deus e para o bem dos irmãos.