Cruzadinha 76
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Cruzadinha 76
Dica: a primeira letra da primeira palavra é “L”.
1 Coríntios 1:18 — "A palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus."
A cruz de Cristo é, por sua própria natureza, uma ofensa e um estorvo para a carne: ela expõe o orgulho, desnuda o egoísmo e confronta a vontade própria que quer governar o coração. Não há meio-termo: ou a cruz é recebida como proclamação de redenção e graça, ou é rejeitada como humilhação e fraqueza. Para o mundo que se orgulha de suas realizações e busca a autoexaltação, o Evangelho da cruz é escândalo — porque nele não há lugar para a autopromoção; há morte do eu e vida em Cristo. A cruz repreende, corrige e quebra as imagens que fazemos de nós mesmos; por isso ela exige conversão contínua: abandonar o trono íntimo do eu para que Cristo reine senhor em todas as áreas da vida.
Aceitar a cruz, porém, é entrar num caminho de verdadeira liberdade e santificação. Tomar a cruz diariamente, como ensinou o Senhor (Mt 16:24), significa renunciar às ambições egoístas e submeter decisões, motivações e afetos ao senhorio de Cristo. Esse processo não é mero ascetismo, mas fruto da graça que opera no coração regenerado: a humilhação entra como caminho para a exaltação divina, e a negação de si torna-se porta para servir com amor e humildade. Portanto, quando a igreja proclama a cruz, não é para celebrar sofrimento sem sentido, mas para declarar que o único poder capaz de transformar o coração humano é aquele que crucificou o pecado e ressuscitou para vida nova. Que a nossa resposta seja sempre a de quem, tocado pela cruz, se afasta do orgulho e vive para a glória daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.