Cruzadinha 74
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Cruzadinha 74
Dica: a primeira letra da primeira palavra é “E”.
É tragicamente possível estar tão preocupado com a pessoa do pregador que se esquece da Palavra pregada. Essa inversão acontece quando a atenção se desloca da mensagem para o mensageiro, como se o valor do que é anunciado dependesse do carisma, da eloquência ou da personalidade de quem fala. O apóstolo Paulo advertiu a igreja de Corinto sobre esse perigo, lembrando que alguns diziam ser de Paulo, outros de Apolo, esquecendo-se de que todos eram apenas servos por meio dos quais creram (1 Coríntios 3:4-7). Quando o pregador ocupa o lugar central, a glória de Cristo é ofuscada e o púlpito se torna palco de vaidades, e não tribuna da verdade. A fé, então, corre o risco de se tornar dependente da figura humana e não do poder transformador da Escritura.
O cristão maduro sabe que o pregador é apenas um instrumento, e que a vida está na Palavra que ele anuncia, não nele mesmo. Jesus afirmou: “As palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida” (João 6:63), apontando para a centralidade da mensagem, não do mensageiro. É necessário discernimento para receber com gratidão aqueles que pregam fielmente, sem, contudo, colocá-los em um pedestal. A reverência deve ser para com Deus e Sua Palavra, pois é por meio dela que o Espírito Santo convence, corrige, exorta e consola. Ao ouvir a pregação, a pergunta central não deve ser “Quem pregou?” ou “Como pregou?”, mas “O que Deus me disse hoje por meio da Sua Palavra?”. Assim, preservamos o foco correto e evitamos que a adoração silenciosa a homens substitua a obediência viva a Cristo.