Cruzadinha 70
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Cruzadinha 70
Dica: a 1° letra da 1° palavra é "A".
“Toda forma de discriminação deixa de existir quando nos tornamos verdadeiros cristãos.”
Essa verdade está firmemente alicerçada em Gálatas 3:28, onde o apóstolo Paulo declara: “De sorte que não há judeu, nem grego; não há escravo, nem livre; não há homem, nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” A fé em Cristo não apenas reconcilia o homem com Deus, mas também rompe as barreiras que separam as pessoas umas das outras. No corpo de Cristo, não há espaço para preconceito, orgulho de classe, superioridade racial, nem divisões baseadas em gênero ou posição social. A nova identidade em Cristo transcende todas as distinções humanas, pois todos fomos igualmente lavados pelo sangue do Cordeiro, igualmente perdoados, igualmente necessitados de graça. Quando o Evangelho é verdadeiramente vivido, ele transforma não apenas o coração, mas também os relacionamentos.
Na tradição cristã reformada, afirma-se que a união com Cristo implica comunhão com todos os que são Dele. O amor fraternal não é baseado em afinidades naturais, mas no vínculo espiritual criado pelo Espírito Santo. Discriminar alguém dentro da comunidade da fé é negar a própria essência do Evangelho. Em Tiago 2, vemos uma severa repreensão contra a acepção de pessoas: “Se, entretanto, fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, sendo arguidos pela lei como transgressores.” Um verdadeiro cristão vê no outro — seja pobre ou rico, culto ou simples, semelhante ou diferente — a imagem de Deus restaurada em Cristo. Onde o Evangelho reina, reina também a igualdade, a justiça e o amor. Que a nossa vivência cristã seja um reflexo visível dessa unidade e que, como discípulos de Cristo, sejamos agentes de reconciliação num mundo marcado por divisões.