Cruzadinha 68
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Cruzadinha 68
Dica: a 1° letra da 1° palavra é "R".
“Infelizmente, as pessoas querem um Cristo conforme seu modo de vida, e não o modo de vida conforme Cristo Jesus.”
Essa é uma triste realidade espiritual, já advertida por Jesus em Lucas 6:46: “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” Muitos desejam um Cristo que apenas abençoe, confirme escolhas pessoais e não confronte pecados ou prioridades equivocadas. Um Cristo moldado à imagem dos desejos humanos é mais confortável, mas é também um ídolo — não o Senhor das Escrituras. Quando a fé cristã é reduzida a uma experiência subjetiva e centrada no “eu”, a cruz deixa de ser sinal de renúncia e passa a ser um amuleto de legitimação pessoal. No entanto, o verdadeiro discipulado exige quebrantamento, transformação e obediência. Cristo não veio para se ajustar ao nosso estilo de vida, mas para nos chamar a uma nova vida — uma vida crucificada com Ele, onde já não vivemos nós, mas Ele vive em nós (Gálatas 2:20).
Na tradição reformada, esse erro é identificado como um dos grandes perigos da natureza caída: o ser humano quer ser senhor de si mesmo, até mesmo em sua religiosidade. Por isso, é essencial voltar à centralidade da Palavra de Deus, onde Cristo não é um modelo opcional, mas o padrão absoluto de fé e conduta. O Evangelho não nos convida a adaptar Jesus à nossa realidade, mas a sermos transformados à Sua imagem (Romanos 8:29). Seguir a Cristo implica negar a si mesmo, tomar a cruz e andar como Ele andou (Lucas 9:23). Ainda que isso contrarie nossos instintos, paixões e projetos pessoais, é o único caminho que leva à verdadeira liberdade. Que nossa oração seja: “Senhor, não o Cristo que me serve, mas que eu sirva ao Cristo verdadeiro, mesmo que isso me custe tudo.” Pois somente esse caminho conduz à vida eterna.