Cruzadinha 66
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Cruzadinha 66
Dica: a 1° letra da 1° palavra é "T".
“As paixões do pecado sempre dominam tiranicamente o homem.”
Essa realidade sombria da condição humana é descrita com clareza em Romanos 6:12, onde Paulo adverte: “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões.” O pecado não é apenas uma falha moral ocasional; é uma força tirânica que habita o coração do homem natural, moldando desejos, vontades e decisões. As paixões do pecado não pedem licença, mas se impõem com força enganosa, prometendo prazer e liberdade, mas entregando escravidão e morte. O domínio do pecado é absoluto enquanto o homem permanece separado da graça de Deus. Não há neutralidade — ou o pecado reina, ou Cristo reina. Por isso, é necessário compreender que o homem sem Cristo não está apenas “perdido”, mas cativo de uma natureza inclinada à desobediência, como diz Efésios 2:3: “Entre os quais também todos nós andávamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos...”
Na teologia reformada, essa condição é chamada de depravação total — não no sentido de que o homem é tão mau quanto poderia ser, mas de que todas as áreas do seu ser foram corrompidas pelo pecado. As paixões pecaminosas não são meramente externas, mas brotam do próprio coração, que precisa ser transformado pela regeneração operada pelo Espírito Santo. Só pela união com Cristo é possível romper com esse domínio tirânico. Em Romanos 6:14, Paulo afirma com firmeza: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.” A graça de Deus não apenas perdoa, mas liberta. Ainda lutamos contra o pecado, é verdade, mas agora somos livres para não nos submeter a ele. O domínio tirânico do pecado foi quebrado na cruz, e o crente, mesmo em meio à batalha, pode viver na novidade de vida, sendo governado não mais pelas paixões carnais, mas pelo Espírito de Deus.