Cruzadinha 65
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Cruzadinha 65
Dica: a 1° letra da 1° palavra é "G".
“Nem todos os santos são necessariamente maduros, mas todos devem ser justos.”
Essa afirmação carrega um importante ensinamento sobre a vida cristã, e encontra respaldo em Miquéias 6:8: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus?” Na jornada da fé, todo regenerado em Cristo — chamado nas Escrituras de “santo” — foi declarado justo diante de Deus por meio da justificação pela fé. No entanto, a maturidade espiritual é uma obra progressiva, desenvolvida ao longo do tempo através da santificação. Nem todos os que pertencem a Cristo possuem o mesmo grau de entendimento, equilíbrio ou discernimento, mas todos são chamados a viver de modo justo, refletindo o caráter do Deus que os salvou. A justiça aqui não é apenas uma condição legal diante de Deus, mas um modo de vida coerente com o evangelho.
A tradição reformada reconhece essa distinção entre posição e progresso: somos santos por causa de Cristo, mas estamos em constante aperfeiçoamento rumo à maturidade. Mesmo os crentes mais novos ou frágeis devem buscar viver com retidão, pois a justiça prática é o fruto esperado da fé verdadeira. Como diz Tiago 2:17, “a fé, se não tiver obras, por si só está morta.” Não somos salvos pelas obras, mas uma fé viva se expressa por meio de ações justas. O Espírito Santo, que habita em cada crente, produz fruto visível — amor, paciência, domínio próprio e justiça. Portanto, mesmo que nem todos alcancem de imediato a maturidade, todos devem andar em justiça, como convém aos santos. E é justamente por meio dessa busca que a maturidade cresce: obedecendo, tropeçando, levantando e prosseguindo, sempre firmados na graça.