Cruzadinha 64
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Cruzadinha 64
Dica: a 1° letra da 1° palavra é "P".
“Podemos buscar melhorias, mas precisamos também nos contentar com o que temos.”
Essa reflexão se harmoniza com a instrução bíblica de 1 Timóteo 6:6-8, onde Paulo escreve: “De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes.” No caminho da fé, o crente é chamado a viver com equilíbrio entre a diligência e o contentamento. Buscar melhorias — seja no trabalho, na vida familiar ou espiritual — é uma expressão legítima de responsabilidade e boa administração dos dons de Deus. Contudo, essa busca não pode se transformar em insatisfação constante, como se a presença de Deus e Sua provisão não fossem suficientes. O contentamento não é conformismo passivo, mas um coração grato que reconhece a mão de Deus em toda e qualquer situação.
Na tradição cristã reformada, o contentamento é fruto de uma visão elevada da soberania divina. Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (Romanos 8:28), e por isso descansamos, mesmo enquanto trabalhamos por dias melhores. Essa tensão entre o “ainda não” e o “já” exige sabedoria espiritual: podemos aspirar crescimento sem cair na murmuração, e podemos esperar mudanças sem perder a gratidão. O cristão maduro aprende a valorizar o que Deus já deu, enquanto ora e age por aquilo que ainda espera. Assim, evitamos tanto a ambição desenfreada quanto a estagnação espiritual. Como diz Hebreus 13:5: “Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: Nunca o deixarei, nunca o abandonarei.” Essa é a verdadeira riqueza: saber que, em Cristo, já temos o suficiente.